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29.1.16

Muito Veneno e um Pouco de Lirismo [Leandro Andreo]

Leandro Andreo
Editora Kazuá, 2015 - 102 páginas

SINOPSE

Poesia para criticar poesia: esta é a proposta de Muito Veneno e um Pouco de Lirismo. Criticando o poema contemporâneo, que se apoia no verso livre para chamar qualquer coisa de poesia, este livro vem para abalar as estruturas e mostrar que a boa poesia, livre ou não, nasce a partir da combinação entre técnica e inspiração.

Com uma temática variada, a parte “veneno” do livro critica, entre outras questões, a ausência de rima e métrica no verso contemporâneo, o desconhecimento dos poetas sobre as técnicas literárias, a obscura pretensão da transgressão pretendida, a crítica literária e o mercado editorial. No final, a parte “lirismo” atenua o tom do livro e traz de volta a poética lírica presente no início de carreira, falando de amor.

Todos os poemas trazem a marca dos trabalhos anteriores: são rimados, metrificados, musicais e de linguagem direta e simples. Dentre as formas, vemos uma grande variedade, incluindo sonetos, haicais, baladas e trovas. Muito Veneno e um Pouco de Lirismo é leitura obrigatória para quem gosta da veia crítica e cômica dos versos, ou para quem gosta dos suspiros dos poemas de amor. Tenha certeza que, depois deste livro, a poesia contemporânea jamais será a mesma!


SOBRE O AUTOR


Leandro Andreo (São Paulo, 1985) é poeta e romancista, autor do quadro fixo do portal A Voz da Poesia. Teve seu trabalho reconhecido e premiado em diversas antologias. É autor de Ivvi (Pandorga, 2014) e Muito Veneno e um Pouco de Lirismo (Kazuá, 2015).



ONDE COMPRAR

http://www.editorakazua.net/catalogo/muito-veneno-e-um-pouco-de-lirismo-de-leandro-andreo

Livraria Cultura: http://oferta.vc/p5_S


REDES SOCIAIS

Fanpage: http://www.facebook.com/leandroandreoescritor

Site: http://www.leandroandreo.com.br

Twitter: @leandroandreo - https://twitter.com/leandroandreo

Instagram: @leandro.andreo - https://www.instagram.com/leandro.andreo/

28.1.16

Acabei de Ler - Janeiro 2016


Este são os livros que li em Janeiro e não foram resenhados, mas gostaria de deixar minha opinião sobre eles pois alguns são imperdíveis!!! Neste mês o destaque fica com o divertidíssimo Azar o Seu! da autora nacional Carol Sabar.

27.1.16

Desculpa, Eu Te Amo - Vol. 3 - Trilogia O Amante [Jodi Ellen Malpas]

Trilogia O Amante Jodi Ellen Malpas
Ed. Essência, 2015 - 512 páginas:
      A saga de Ava O’Shea e Jesse Ward chega ao fim no mais romântico, mas não menos picante, dos três livros que compõe essa trilogia erótica, best-seller mundial. O segundo volume da série termina com o belo e rico empresário se ajoelhando e pedindo a decoradora em casamento. No entanto, o futuro cor-de-rosa não se concretiza de pronto e, apesar de uma sofisticada e bela cerimônia de casamento no libidinoso Solar, o casal se separa novamente. E isso é só o começo deste terceiro e último livro da trilogia O Amante. Um “fantasma” do passado de Ward voltará a aterrorizá-lo e não só irá comprometer o sonhado final feliz ao lado de Ava, como também colocará em risco a vida dos dois, numa sequência fabulosa de percalços, com direito a ameaças anônimas e perigosas perseguições automobilísticas pelas ruas de Londres. Será que os dois vão ter seu sonhado final feliz? 

Onde comprar:

Chegamos ao último volume da Trilogia O Amante, romance erótico da autora Jodi Ellen Malpas, onde finalmente descobrimos os motivos que levaram Jesse Ward a ser tão neurótico e controlador. Confesso que depois de conhecer seu passado acabei abrandado minha opinião sobre ele, chegando quase a perdoa-lo.

- Você já pagou por tudo isso - meus olhos baixam para o abdômen dele. Ele já pagou física e mentalmente, e foi isso o que tornou-o um controlador neurótico, agora que tem alguém com quem se preocupar novamente.

Acredito que Jodi fez uma boa história, mas pecou no tamanho da obra, porque tinha conteúdo no máximo para um livro grande ou dois pequenos, mas recheou três longos volumes com muitas cenas eróticas e brigas desnecessárias entre o casal protagonista.

Na saga, tanto Ava O’Shea e Jesse Ward são pessoas neuróticas, com um relacionamento totalmente conturbado e sob este clima é conduzido todo o romance entre eles. Eu particularmente não gosto deste tipo tão intenso de romance, pois não consegui me identificar com a Ava e nem desejar o Jesse.

Apesar deste último volume ter sido recheado de muitas brigas sem sentido e sexo de reconciliação, seu final foi satisfatório, pois quando todo o passado de Jesse foi, enfim, revelado, toda a obra passou a ter sentido.

- Nós não somos convencionais, Ava. Somos especiais. O que nós temos é muito especial. Você pertence a mim e eu, a você. É isso. Não é natural ficarmos separados, Ava.

Além do final do casal protagonista, contamos também com algumas cenas de ação e suspense, e o desfecho romântico de Kate, melhor amiga de Ava. E o epilogo, contado sob o ponto de vista de Jesse merece todo o meu carinho, foi simplesmente perfeito.

Recomento a trilogia O Amante para quem gosta do gênero erótico.

Clique sobre as capas para ler as resenhas dos volumes anteriores:

 


 Cortesia da Editora Planeta
Gisela Menicucci Bortoloso
Capixaba, leonina, analista de sistemas e mãe. Apaixonada por livros, sou uma leitora compulsiva e como o tempo é curto, leio em todo o lugar: esperando o elevador, dentro do ônibus, no salão de beleza... Ler é meu prazer e minha paixão!
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26.1.16

Star Wars: Marcas da Guerra, Vol. 01 - Trilogia Aftermath [Chuck Wendig]

Trilogia Aftermath - Chuck Wendig
Ed. Aleph, 2015 - 464 páginas:
      O que aconteceu depois da destruição da segunda Estrela da Morte? Qual o destino dos remanescentes do Império Galáctico e dos antigos Rebeldes, agora responsáveis pela fundação da Nova República? Marcas da guerra é o primeiro livro do cânone oficial a mostrar o que acontece depois do clássico Episódio VI: O retorno de Jedi, dando pistas sobre o que podemos esperar da nova trilogia que se inicia com o O despertar da Força, lançado nos cinemas em dezembro. Nesse novo panorama galáctico, vamos descobrir que a guerra ainda não chegou ao fim... e que os traumas deixados por ela ainda serão sentidos por muitos e muitos ciclos. Novos personagens e velhos conhecidos dos amantes da saga, que sempre estiveram envolvidos na luta, agora devem escolher o lado a que deverão jurar lealdade.  

Veja o preço:

SOB A SOMBRA DA REBELIÃO

Para os fãs de Star Wars, antes do filme Star Wars VII - A Ascensão da força, é preciso ler esse livro. Após a queda do Império, cresce o poder da Nova Republica, que ainda caça os remanescentes. Em um planeta desconhecido, um grupo de imperiais se reúne para decidir o futuro da galáxia.

E um monte de casualidades acontece... Um rebelde faz busca por imperiais, encontra um planeta cheio deles. Uma caçadora de recompensas encontra mais alvos do que pode abater... Uma mãe rebelde, volta pra casa para pegar o filho que deixou pra trás... Rebeldes por toda a galáxia se levantam contra a escravidão e o poder fraco do império.

São tantos fatos que culminam em uma trama absolutamente envolvente e impossível de deixar de ler. É absolutamente de perder o folego. Por trás de todo o mal há sempre um mal maior e as vezes é necessário eliminar a concorrência para obter o poder máximo.

Mais uma vez, elogio grandemente o trabalho da Editora Aleph. Apesar de receber a "Prova não revisada", achei o trabalho de absoluto bom gosto. A trama de Chuck Wendig, nesta trilogia, faz com que fiquemos com muita vontade de saber o que acontecerá no futuro.

Se você me perguntar: "Nunca li nada de Star Wars, esse pode ser um começo?" A resposta é sim!!! Com certeza você sentira a experiência do que é ler um livro desta saga de enorme sucesso. Recomendo!!!

 Cortesia da Editora Aleph
Marcos Graminha
Marcos Graminha é leitor viciado em terror e vampiros. Conta com um acervo de mais de 1500 livros sobre esses assunto. Proprietário de um sebo na cidade de Vila Velha, dedica sua vida a desvendar os mistérios desses "filhos da noite". contato: marcos.graminha@gmail.com
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25.1.16

Doce Perdão [Lori Nelson Spielman]

Lori Nelson Spielman
Ed. Verus, 2015 - 322 páginas:
      Hannah Farr é uma personalidade de New Orleans. Apresentadora de TV, seu programa diário é adorado por milhares de fãs, e há dois anos ela namora o prefeito da cidade, Michael Payne. Mas sua vida, que parece tão certa, está prestes a ser abalada por duas pequenas pedras... As Pedras do Perdão viraram mania no país inteiros. O conceito é simples: envie duas pedras para alguém que você ofendeu ou maltratou. Se a pessoa lhe devolver uma delas, significa que você foi perdoado. Inofensivas no início, as Pedras do Perdão vão forçar Hannah a mrgulhar de volta ao passado – o mesmo que ela cuidadosamente enterrou -, e todas as certezas de sua vida virão abaixo. Agora ela vai precisar ser forte para consertar os erros que cometeu, ou arriscar perder qualquer vislumbre de uma vida autêntica para sempre. 

Veja o preço:

Após ler esse livro resolvi que ele merece mais que uma resenha, merece expor a verdadeira essência que nele existe. Por isso vai ser um pouquinho diferente hoje.

Ao lermos a sinopse já temos uma bela base do que o livro se trata, mas o que realmente vale mostrar mesmo é o quanto esse livro é rico, magico e transformador. Todos nós temos os nossos fantasmas do passado, aqueles que sempre nos acompanham, nosso lado feio, cada um lida como pode, uns ignoram o fato, outros maquiam para ninguém perceber, e a minoria enfrenta, mexer com cicatrizes dói, machuca, e expõem o feio.

Peguei-me em vários momentos do livro emocionada, porque não importa quem somos ou como somos. Um dia já fomos magoados, e o pior, magoamos! Muitas vezes ficamos tão focados naquele ato que nos machucou, que esquecemos que também somos humanos e machucamos.

Quantas pessoas você já feriu? Intencional ou não? Quem não gostaria de viver sendo a vítima? Mas esse livro, mostrar uma coisa que poucos mostram, ele escancara o que nosso ego não deixa admitir, mostras que podemos ser vilões também.

Perdão com certeza é uma palavra doce, perdoar não é simplesmente passar a borracha, esquecer, é muito mais, é conseguir viver com o fato e mesmo assim não guardar magoa.

A ideia central da autora, sua escrita, suas lições de moral, e até mesmo os comentários, tudo me ganhou e me fez apaixonada pelo seu trabalho, sem contar que a capa é linda, as combinações de cores suaves elas nos transportam.

Eu indico esse livro, a você, seus filhos, amigos, parentes distantes, enfim a todos. Sabe porquê? Porque além da história que te faz emocionar e simplesmente não largar o livro, te faz também a aceitar os seus erros, e deixar o orgulho de lado e seguir em frente.

Mas é você? Não precisa perdoar e ser perdoado, porque não começar com esse livro ?? Espero que tenham gostado dessa resenha diferente, porque eu amei essa leitura deliciosa e suas reviravoltas.

 Cortesia da Editora Record
Gabriele Machado
15 anos, paranaense, leitora compulsiva, apaixonada por cachorros, viciada em musica e seriados, junta todos esses adjetivos, PUM! Aqui estou eu, Gaby Machado. Uma sonhadora irreversível, desastrada, pavio curto, falo sem pensar, eclética para tudo! Apaixonada por uma boa dose de cafeína e minha princesa favorita é a Mulan, por quê? Mesmo sendo uma princesa não preciso do príncipe para se salvar.
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22.1.16

[Bookserie] Engenharia Reversa: Parte XXII - Convento

André Luis Almeida Barreto


Engenharia Reversa


Parte XXII - Convento


Davi está perplexo. Durante anos antes de se aventurar na ciência proibida do biohacking, ele havia sido um hacker à moda antiga. Derrubou mais de mil e duzentos sistemas, quebrou algoritmos de segurança de grandes empresas, destravou quase todo tipo de hardware, mas, para seu espanto, não foi capaz de fazer funcionar o pequeno e antiquado veículo parado sobre os trilhos.

- Devo ter perdido a prática, só pode! - ele ri - Tô falando para vocês, já destravei um Tesla Vector*, porra!

Thiago desfruta o momento, apontando um dedo para Davi e debochando dele.

- Conta outra, cara! Hacker que e hacker jamais esquece o ofício! É que nem andar de bicicleta!

Davi faz uma careta, então percebe que o ódio que sentia diminuiu, ele ficou mais tranquilo por alguns momentos, então cruza os braços e olha de maneira desafiadora para o jovem ruivo na sua frente:

- Vá à merda, Thiago!

Sentindo uma sensação boa, os dois se deixam levar pelo momento, rindo como se não estivessem em um lugar assustador, a quilômetros abaixo da superfície da cidade. Enfim um alívio para toda aquela tensão incessante.

O pequeno desafio proposto por Marcela para ver qual dos três conseguiria destravar e ligar o veículo em menos tempo funcionou perfeitamente, e eles de fato esqueceram da fome, do frio e do cansaço. O prazo estabelecido foi de dez minutos. Thiago e Davi já haviam tentado e falharam. O ruivo foi primeiro, mas como ele tem muito mais afinidades com software, o máximo que conseguiu foi desaparafusar a tampa do painel de controle, ficou frustrado quando descobriu que não havia nenhuma porta iUSB ou mesmo uma interface digital mais rudimentar.

Davi debochou muito das tentativas do hacker, entretanto, teve um desempenho ainda pior, pois apesar de ter treinado bastante com tecnologia antiga quando vivia nas ruas, não conseguiu se lembrar de nada. Agora, é a engenheira que está entretida futucando as entranhas do painel de controle, os dois rapazes olham para ela com bastante curiosidade, mas o biohacker começa a ficar entediado.

- Ah, quer saber, é melhor a gente ir andando, essa coisa aí é pré-histórica, Marcela não vai conseguir fazê-la funcionar - Diz ele esboçando apatia.

- Você deveria dar mais crédito para a moça, cara, além do quê, temos que esperar o Maestro. - responde Klein, animado.

Davi exibe uma expressão de desconfiança, logo solta as palavras:

- Hum...Sei... Maestro. - olha para o chão, retorna o foco para Thiago. - Por que você não manda uma mensagem para ele? Só pra saber se o cara ainda tá por aqui…

Thiago mexe a cabeça em uma negativa, então leva uma das mãos aos cabelos, removendo uma mexa ondulada que caíra sobre sua testa, um leve semblante de preocupação se forma nele:

- Cara, eu não sei o que aconteceu, mas depois daquele tremor nós ficamos off line, o sistema saiu do ar e quando voltou não tinha mais conexão! Muito, muito estranho!

- É, realmente estranho… - responde o Vampiro, pensativo.

Então, cortando o ar com empolgação, uma voz feminina se sobressai, desviando o foco da conversa.

- Pronto! Tá feito!

Marcela se levanta e dá um pequeno salto, radiante. Ao mesmo tempo, um som abafado e ritmado começa a ganhar volume, em seguida o ruído do metal tremendo engrossa as ondas sonoras. A máquina arcaica, o possível passaporte para a liberdade, enfim acorda.

- Como você conseguiu? - pergunta Thiago, os olhos brilhando.

- Muito fácil! - O sorriso nos lábios de Marcela tem efeito hipnótico sobre os dois rapazes, e, pela primeira vez, Davi percebe o quanto ela é atraente.

- Fácil como, loirinha? Quero detalhes! - Inquere Davi, cruzando os braços, cobrando Marcela.

- Rapazes! - Ela diz com um pequeno sorriso travesso nos lábios. Percebe que pela primeira vez desde o fatídico encontro com o Coveiro se sente alegre, leve. Por um momento esquece os horrores, deixa de lado as angústias. Propositalmente, faz um pouco de suspense, irritando levemente os amigos.

- Fala logo, Marcela! - Grita Thiago, admirado com a façanha da moça.

- Venham aqui! Venham ver! - ela responde e dá as costas para eles, contemplando o trabalho feito.

Os dois se aproximam, espiando o painel aberto e vendo um emaranhando de fios puxados para fora, como se fossem as tripas de um intestino mecânico.

- Então - ela volta a falar, animada - antigamente, quando os flymobs eram coisa de rico, existia uma técnica chamada “ligação direta”, e foi isso o que eu fiz!

Thiago franze a testa.

- Ei! Pera aí! Você não é tao velha assim! Ou vai me dizer que tá usando Síntese Humana?

Marcela ri, divertida.

- Não, nada disso, Klein. Eu tenho só vinte e quatro! Aprendi a fazer com o meu avô. Era danado o velho! - muito animada, se lembra da família, se recordando de muitos momentos felizes, porém, tão rápido quanto as lembranças vieram, a tristeza brota, e uma certeza dolorida toma conta dela, a certeza de que não poderá rever sua família e seus amigos por muito tempo, talvez até para sempre. De repente, a alegria desaprece da face da mulher, foi como se ela murchasse.

Thiago prontamente percebe a mudança, se preocupa, mas Davi não percebe, e de repente começa a falar alto:

- Caramba! Eu sabia! Eu fiz muito isso quando era moleque, lá em Sampa…

Marcela começa a se afastar do veículo, cabisbaixa. Thiago se aproxima, parece sentir a tristeza da moça. Ela vai para um canto e então se senta no chão gelado, ele faz o mesmo, ficando os dois lado a lado.

- Lembranças? - pergunta o ruivo, a voz baixa, refletindo a desesperança que parece também ter se apoderado dele.

- É… Coisa minha, deixa para lá - responde ela, melancólica.

Finalmente Davi percebe que tem algo errado.

- Ei, galera! Pô, não tô entendendo nada… Agora que a gente conseguiu fazer o trenzinho funcionar vocês vão ficar de bode? Que isso, moçada! Olha, desse jeito eu vou embora e vou deixar vocês aqui curtindo esse cheiro de merda condensada...

- Você não vai a lugar nenhum, Davi. - diz uma voz grave às costas do biohacker.

- Maestro! - grita Thiago surpreso, se levantando de supetão - E quem é essa? Espere aí… É a… É a Bel !? Chefe, você conseguiu!

Marcela também se levanta, e rapidamente esfrega o rosto removendo lágrimas recentes que nenhum dos dois rapazes haviam notado.

Davi rapidamente se vira para trás e fica perplexo ao ver Bel ao lado de Maestro. Ele tenta dizer o nome dela mas o som simplesmente não sai. Tenta falar, porém, sua mente só consegue se lembrar da palavra “biocomputador”. Percebe o olhar desconfiado de Maestro, volta a encarar Bel, mas ela não corresponde, a garota está áptica, o olhar distante, mirando a grande parede atrás do veículo. Então ele percebe o quanto ela está imunda, a roupa hospitalar toda encardida, cheia de manchas negras, os braços e pernas repletos de crostas cinzentas, formadas pela lama do esgoto, os cabelos ondulados, antes bem penteados e cheios de brilho, agora estão emaranhados e sujos. Maestro não está muito diferente, mas ao invez de lama e sujeira, sua camiseta traz manchas de sangue.

- Oi, Davi. - Diz a executiva com a voz distante, desprovida de qualquer emoção. Ele continua sem saber como reagir, parece que congelou, não consegue acreditar que ela não é humana, que namorou durante meses uma biocomputador emotiva.

- Que bom que você está viva, Bel - diz Thiago bastante empolgado, desviando o olhar da executiva para ele - E eu sabia que você tinha um plano, Maestro! Como você sabia que ela ainda estaria viva?

- Vou explicar tudo no seu devido tempo, Klein, agora precisamos sair daqui. Mais homens da UNI-Tron invadiram o Templo, não duvido que lançaram drones batedores.

Marcela percebe a reação estranha de Davi, e também nota o semblante triste de Bel, “Nossa, achei que eles iriam se beijar por uma hora”, pensa, então corre em direção à executiva e em um ato inesperado a abraça, surpreendendo-a. Davi se vira de costas e leva uma das mãos à cabeça, esfregando seus cabelos loiros e tentando entender o que está sentindo.

Depois de algum tempo, quando Marcela e Thiago se voltam para Maestro, Davi finalmente chega perto da namorada; os dois se olham de uma maneira incomum, se sentindo ao mesmo tempo íntimos e estranhos um ao outro. Ela esboça um pequeno sorriso, mas seus olhos estão sem brilho, quase mortos. Davi tenta abraça-la, o sorriso desaparece e ela o afasta, deixando o rapaz perplexo.

- A gente vai ter que conversar depois, Davi; e conversar muito. - Diz Bel, melancólica.

- Eu sei. - responde abaixando a cabeça e se afastando. Marcela os observa.

Depois de um breve momento de confraternização, o grupo entra no pequeno veículo ferroviário. Se apertam como podem, e logo a máquina começa a se mover. Maestro elogia Marcela pelo trabalho de ligação direta e Thiago assume os controles, guiando o carrinho em direção a um ponto marcado por Maestro, mas antes distribui para todos as barras de chocolate restantes. Davi e Bel sentam em lados opostos, e ela passa a maior parte da viagem com os olhos fechados.

Algumas horas depois eles chegam a um local bem próximo da superfície. Deixam o veículo nos trilhos e sobem por uma escada de ferro fixada na parede, que termina em uma tampa de bueiro. Ao remover a tampa, a luz do dia invade a escuridão. O calor é reconfortante, e o cheiro da cidade, embora acre, é mil vezes melhor do que a podridão do subterrâneo, conclui Thiago, enchendo o peito de ar ao pisar no asfalto.

- Que lugar é esse? - Pergunta Marcela, olhando para as antigas construções que ladeiam a rua.

- Vila Velha - responde Maestro - O município que foi tombado como patrimônio histórico.

Eles prosseguem pela pequena rua estreita, poucos transeuntes cruzam o caminho,poucos olham para o grupo, um cheiro de comida em produção, basicamente pão e carnes assadas, começa a invadir as narinas, a fome é avassaladora. Então percebem estão se aproximando de um pequeno morro, e lá em cima, bem no cume, uma construção arcaica e branca lhes chama a atenção.

- Aquilo lá é uma Igreja? - Pergunta Marcela.

- Para ser exato, é um convento. E é para lá que nós vamos. - Responde Maestro.

Em um raio de alguns quilômetros o morro é o local mais alto naquele setor da cidade, onde as construção são muito antigas, muito mais baixas que os arranha-céus, porém, o convento é de longe a estrutura mais ancestral em toda a cidade, construído no século dezenove por missionários franciscanos, o local permaneceu abandonado durante séculos, especialmente devido a crescente perda de popularidade da religião católica nas cidades-estado. Anos depois, a organização de Maestro restaurou o convento e passou a usá-lo como abrigo.

O grupo entra rapidamente em um pequeno prédio ao pé do morro. O interior é muito simples, piso de madeira desgastada e alguns móveis rústicos. Nem sinal de comida. Passam por um corredor chegando a um quarto nos fundos. Lá dentro, duas portas metálicas destoam do resto do ambiente. Um receptor digital sem fios ao lado da porta esquerda atrai a curiosidade de Thiago, Davi e Marcela, mas Bel permanece calada, apática. Um som de algo mecânico se faz ouvir, engrenagens. O som se amplifica e com baque seco as portas se abrem, revelando o interior de um elevador.

A subida dura alguns minutos, e quando as portas do elevador se abrem, revelam um interior ricamente decorado, com adereços dourados esculpidos em madeira negra, então o grupo se surpreende ao ver uma senhora de bastante idade, vestida em um hábito marrom, os cabelos brancos presos em um coque e olhos verdes como esmeraldas.

Um sorriso sincero se forma no rosto da anciã, que abre os braços e se aproxima do grupo.

- Bem vindo, Maestro! E vocês também sejam todos bem vindos ao Convento da Penha!

Ela abraça o homem de dreadlocks e então se volta para Bel, maravilhada.

- Você conseguiu! Você a resgatou!

Bel devolve o olhar, curiosa, “Mas quem é essa senhora?”

- E não foi nada fácil, Roseta - diz Maestro, correspondendo ao abraço da centenária, então volta a fala - Infelizmente nosso tempo é muito curto, vamos ter que sair da cidade ainda hoje. Você poderia, fazendo um favor, providenciar comida, roupas e camas para o meu pessoal?

- Mas é claro! Por favor, me acompanhem.

Thiago, Marcela e Davi seguem Roseta bem de perto, Davi olha de soslaio para Bel, mas ela fica para trás e não devolve o olhar. Espera o grupo entrar em uma outra sala, então chega mais perto de Maestro:

- Eles já sabem o que eu sou?

- Só o Davi. Tive contar para ele.

Bel abaixa a cabeça por alguns segundos, então fala baixinho:

- É, eu desconfiei.

- Você mais do que os outros precisa descansar. Temos apenas algumas horas, e sugiro que aproveite para dormir um pouco.

Ela dá de ombros, olha por uma janela e vê um pouco distante a muralha de arranha-céus reluzentes que rodeia o pequeno trecho urbano onde fica o morro. Maestro se aproxima, observando-a e vendo para onde ela olha.

- Antes, era ali que ficava o mar - aponta para os prédios - havia uma bonita praia, a “Praia da Costa”, mas aterraram tudo e construíram essas monstruosidades, agora o oceano está distante e é um luxo para poucos.

Silêncio. Apenas o leve barulho do vento entrando pelas janelas. A vo Bel vem ainda mais baixa, quase um sussurro.

- Não estou totalmente certa se quero mesmo ir para o Brasil…

Maestro se vira para ela, olha sério nos olhos castanhos dela.

- Você não tem escolhas, Bel. Se ficar será capturada e destruída, se for para qualquer outra cidade controlada pela GFA vão te pegar mais cedo ou mais tarde. As Terras Ermas? O Deserto Radioativo, as Zonas de Exclusão? Sim, são alternativas, você pode tentar um desses lugares, mas que tipo de vida vai levar? Se escondendo nas sombras para fugir das patrulhas da UNI-Tron, evitando os mafiosos, fugindo de mutantes durante o dia e se alimentando de restos de comida durante a noite? É isso que realmente quer?

Ela olha para o chão, repara em seus braços imundos cheios de lama endurecida.

- Eu… Eu não sei o que eu quero.

Maestro a abraça.

- Vá tomar um banho, coma, descanse. Eu já te disse, você não está sozinha, você tem amigos e eles estão a sua espera, no Brasil.
- É, vamos ver. Mas, amigos? Eu não sei o que essa palavra significa.

Bel começa a se afastar, indo na direção do cômodo para onde Roseta levou o restante do grupo. Maestro a segue com olhos, pensativo. “De um jeito ou de outro, Bel Yagami, tenho que te levar para o Brasil”.

*Tesla Vector : Flymob esportivo e de auto valor. Arrojado e com design diferenciado, é um dos modelos mais desejados.

https://www.facebook.com/engenhariareversalivro

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André Luis Almeida Barreto
Aspirante a escritor, inquieto por natureza, ainda tenho vontade de mudar o mundo ou pelo menos colocar um monte de gente para pensar. Viciado em livros, games, idéias loucas e sempre procurando coisas que desafiem minha imaginação.
21.1.16

O Coração do Leão, Vol. 02 - Coleção Signos do Amor [Mia Sheridan]

Coleção Signos do Amor - Mia Sheridan
Ed. 2015, 2015 - 208 páginas:
      Evie e Leo se conheceram ainda crianças, em um lar adotivo, e logo se tornaram grandes amigos. Com o tempo, a amizade se transformou em uma paixão avassaladora, e eles juraram ficar juntos para sempre. Quando Leo foi inesperadamente adotado na adolescência e teve que se mudar para outra cidade, prometeu a Evie que entraria em contato com ela assim que chegasse lá e que voltaria para buscá-la quando ela fizesse 18 anos. Mas ele nunca mais deu notícias. Oito anos depois, apesar das circunstâncias, Evie conseguiu dar a volta por cima. Tem um emprego, amigos e está feliz. Então, de repente, um homem chamado Jake Madsen surge em sua vida, alegando ter sido enviado por Leo para saber como ela está. Evie não consegue evitar a atração que sente por esse homem sensual e misterioso.  

Veja o preço:

O Coração do Leão é o segundo lançamento da Coleção Signos do Amor. Como já disse anteriormente, os livros são únicos e as histórias totalmente independentes, podem ser lidos em qualquer ordem.

Eu já tinha me apaixonado pelo A Voz do Arqueiro e Coração do Leão somente consolidou meu amor pela série. Mia Sheridan me fisgou pelo coração. Ela mantém seu estilo simples mais cativante, mantendo na trama um pouco de mistério sobre o passado dos personagens. Aqui só temos o ponto de vista de Evie e no livro Leo’s Chance (ainda não lançado no Brasil) será então mostrado o ponto de vista do Leo. Mas não se preocupem, a história tem um fim neste volume.

Evie não é órfã, mas viveu sua vida em orfanatos e lares adotivos, pois sua mãe viciada não tinha condições de cuidar dela. Num destes abrigos conheceu Leo e passaram a ser melhores amigos, até descobrirem aos quatorze anos que estavam apaixonados. Mas Leo tirou a sorte grande, conseguiu, mesmo com idade avançada, ser adotado. Mudou-se para outra parte dos EUA, para bem longe de Evie, mas prometeu que nunca iria esquecê-la, escreveria para ela todos os dias e no seu aniversário de dezoito anos, voltaria para busca-la.

"- Sabe qual é a maior qualidade de todos os leões?
- Não.
- A lealdade - respondeu ele, sorrindo - Não importa quanto tempo fiquemos longe um do outro. Não importa a distância, não importa nada, jamais amarei alguém além de você. Jamais."

Bem, Leo não cumpriu suas promessas, depois de mudar-se nunca mais entrou em contato com Evie. Evie sofreu muito com a rejeição de Leo, mas levou sua vida adiante. Agora aos vinte e dois anos, Evie se considera uma vencedora, mesmo trabalhando como faxineira de um hotel, afinal, uma órfã como ela conseguiu ter um trabalho honesto e manter seu próprio apartamento. Desde que Leo foi embora, Evie se relacionou com poucos homens, nenhum conseguiu lhe cativar. Até conhecer Jake, amigo de Leo, que lhe trouxe a triste notícia da morte de seu melhor amigo.

"Quantas pessoas realmente reconhecem o que possuem porque sabem o que é não ter absolutamente nada? Passei por muita coisa para chegar onde estou e valorizo muito o que consegui. Essa é minha recompensa."

Evie não queria se envolver com Jake, ele é um homem muito bonito e rico e ela acredita que não está a sua altura, além do mais, existem outras mulheres na vida de Jake. E Jake não sabe lhe dizer por que Leo não cumpriu suas promessas.

"Se há alguma imperfeição nele, talvez seja o fato de ser um pouco perfeito demais, se é que isso é possível.

Uma história de Cinderela, com o devido respeito a Evie, uma menina sofredora, mas de coração tão puro que encanta o leitor. E também uma história triste, mas verdadeira, pois sabemos que muitas crianças sofrem por terem o infortúnio de nascer num lar desajustado. O sofrimento de Evie e Leo é bem palpável e a ligação dos dois é muito profunda pois se ajudaram mutuamente a superar os desafios de uma infância traumática.

A trama de O Coração do Leão é bem previsível, o diferencial fica mesmo pela beleza da escrita de Mia que é bem acalentadora, por isso vale a pena a leitura.

Lançamentos da Coleção Signos do Amor no Brasil e Exterior:
  • Leo - Leão - O Coração do Leão, Vol. 02 - Resenha
  • Leo’s Chance - Leão - O Leão Ferido, Vol. 03 - Resenha
  • Stinger - Escorpião
  • Archer’s Voice - Sagitário - A Voz do Arqueiro, Vol. 01 - Resenha
  • Becoming Calder - Aquário
  • Finding Eden - Aquário
  • Kyland - Touro
  • Grayson's Vow - Libra
  • Midnight Lily - Virgem

 Cortesia da Editora Arqueiro
Gisela Menicucci Bortoloso
Capixaba, leonina, analista de sistemas e mãe. Apaixonada por livros, sou uma leitora compulsiva e como o tempo é curto, leio em todo o lugar: esperando o elevador, dentro do ônibus, no salão de beleza... Ler é meu prazer e minha paixão!
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20.1.16

O Bangalô [Sarah Jio]

Sarah Jio
Ed. Novo Conceito, 2015 - 320 páginas:
      Verão de 1942. Anne tem tudo o que uma garota de sua idade almeja: família e noivo bem-sucedidos. No entanto, ela não se sente feliz com o rumo que sua vida está tomando. Recém-formada em enfermagem e vivendo em um mundo devastado pelos horrores da Segunda Guerra Mundial, Anne, juntamente com sua melhor amiga, decide se alistar para servir seu país como enfermeira em Bora Bora. Lá ela se depara com outra realidade, uma vida simples e responsabilidades que não estava acostumada. Mas, também, conhece o verdadeiro amor nos braços de Westry, um soldado sensível e carinhoso. O esconderijo de amor de Anne e Westry é um bangalô abandonado, e eles vivem os melhores momentos de suas vidas... Até testemunharem um assassinato brutal nos arredores do bangalô que mudará o rumo desta história. 

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“Quanto Tempo você está disposto a esperar por sua felicidade?”

Cativou-me muito esse título da Sarah Jio, não conhecia a autora, porem me encantou muito sua narração, de certa forma por se tratar de uma história com Soldado me lembrou do Querido Jhon.

Em O Bangalô você vai poder ver de perto o que é uma guerra e como é tratar de tantos feridos. Anne estava de casamento marcado quando sua melhor amiga, Kitty, após mais uma desilusão amorosa, decidiu ir pra guerra desempenhar seu papel de enfermeira. Anne decidiu ir com ela, pois ainda tinha muitas dúvidas se realmente amava Gerald, o filho do bancário bem sucedido, que era perdidamente apaixonado por ela, mais que tinha uma forma simples de demostrar isso. Ao lhe dizer sua decisão, ele a apoiou, mesmo tenebroso devido aos perigos que tal ação podia levar.

Com isso Anne e Kitty embarcaram nessa nova aventura, o que Anne não esperava era se apaixonar por outro homem de maneira tão intensa. Ao chegar à ilha no Taiti onde elas iriam trabalhar como enfermeiras, Anne logo notou que Kitty já estava bem e assanhada de novo para o lado dos soldados. No refeitório, Anne e as outras enfermeiras conversavam entre si sobre os rapazes. E Anne viu de longe um soldado muito bonito, que a encarou e sorriu ao ver que ela estava olhando para ele, sem graça e em respeito ao noivo, ela baixou a cabeça. Mais tarde, naquele dia, teria uma festa em comemoração a chegada das moças, mesmo sem vontade, ela foi para fazer companhia a amiga.

O que ela não sabia era que naquele dia iria descobrir o nome do soldado que admirara. Após ser tirada para dançar, o homem estava tirando proveito dela e de repente levou um soco, ela sem saber onde enfiar a cara, voltou correndo para o quarto, mais ao passar pela ala de enfermagem viu um homem mexendo nas coisas e foi ver se o mesmo precisava de ajuda... E lá estava Westry, com a mão ensanguentada devido ao soco que havia dado no outro soldado para defesa daquela enfermeira que ele já admirava desde a troca de olhares no refeitório.

Kitty estava mesmo mal intencionada, arrastando asa para Lance, um soldado grosseiro e machista, convenceu Anne a ir com ela e os outros à praia. Lá Anne resolveu caminhar sozinha, já que estava com dois casais. Nessa caminhada acabou encontrando Westry, lindo, na areia da praia que ele dizia ser dele, convencido… Ao leva-la de volta, eles acabam encontrando o Bangalô e, talvez, já de caso pensado, Westry a convenceu de que aquele lugar seria um segredo dos dois... E isso rendeu uma linda história de amor, mortes, intrigas, decepções, traições, magoa...

60 anos depois Anne conta sua jornada a neta Jennifer que incentivou a avó a reviver a história, após ter recebido uma carta fazendo perguntas sobre o assassinato em 1943... Agora deixo a vocês a vontade de saber mais e se apaixonar como eu. E refaço a pergunta... Quanto Tempo você está disposto a esperar por sua felicidade?

 Cortesia da Editora Novo Conceito
Luana Miranda Rodrigues
Analista de Sistemas, "Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história". Bill Gates tem toda razão.
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19.1.16

O Vampiro e o Zumbi dos Palmares [Ivan Jaf]

Ed. Ática, 2013 - 112 páginas:
      Gaspar era um respeitado guerreiro Jaga até ser capturado e vendido como escravo a um engenho pernambucano, no século XVI. Quando chega ao Brasil, após uma longa e turbulenta viagem, recebe seu veredicto: trabalhar de sol a sol na produção açucareira, padecendo de fome, cansaço e violência. Mas o rapaz resolve sobreviver, e só aguarda um momento oportuno para fugir. O sinal vem em 1628, quando um escravo fugitivo que havia sido recapturado lhe conta sobre o quilombo dos Palmares. Através dos conhecimentos adquiridos com seu pai de criação, um poderoso feiticeiro tribal, ele forja a própria morte e abandona a fazenda com sucesso. Embrenha-se então pela mata virgem e se estabelece na Serra da Barriga. Mas seu sossego acaba quando outros negros fugitivos se ajuntam em uma comunidade próxima. Os brancos se aproximam e um vampiro está à espreita. 

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UMA NOVA VISÃO DE PALMARES

Já notei que muitas pessoas comentam minhas resenhas sobre vampiros, com a frase básica: "Não gosto de vampiros, pois não gosto de romantismo!" ou "Não é meu gênero predileto, pois gosto de coisas reais" ou mais um monte de argumentos, que sinceramente, são super engraçados a meu ver.

Para que vocês entendam bem, eu leio tudo sobre vampiros, seja romance, histórias ruins, contos, "terrir", etc. Meu objetivo é encontrar neste campo novas visões e versões para o mito do vampiro. Nos anos 2000 choveram histórias de vampiros românticos, sexuais demais, etc. Antes disso, os vampiros eram mais assexuados, mas com muito mais sensualidade. Antes ainda, o vampiro era apenas um individuo único, sozinho que vivia a margem da sociedade, abandonado. A verdade é que: Vampiros são predadores... Eles comem humanos!!

Quando trago a vocês resenhas sobre livros deste tema, é pq estou querendo mostrar algo novo e diferente. Se eu fizer uma resenha de algo mais romântico, vou deixar claro isso, pra não haver confusão.

Aí você pergunta: "Mas o que é esse livro? Outra história de vampiros?" Vamos lá.

Ivan Jaf é um autor paradidático, isto é, ele escreve literatura para o público infanto-juvenil, com conotação voltada para a educação. A mistura legal que ele fez foi: Contar fatos históricos brasileiros e incluir uma dose saborosa de vampiros e comédia. No Brasil, esse gênero terror com comédia, foi introduzido no cinema com Ivan Cardoso e o filme "As Sete Vampiras", que é muito engraçado e vale a pena assistir... Mas lembre-se, filme brasileiro, mulheres peladas e muito palavrão.

O livro conta a historia de Gaspar, um negro, guerreiro e mago, que vem como escravo capturado para o Brasil, para trabalhar nas lavouras de cana de Açúcar de Pernambuco, e lá acaba transformado em vampiro. Para se refugiar se esconde na mata de Palmares, onde depois de um tempo, fundaram o Quilombo dos Palmares.

Altamente rico de fatos históricos, humor e comédia, o livro é um entretenimento único. Embora seja uma série (Memorias de Sangue), o livro é único e sensacional. Claro que é interessante ler outros livros da série (6 ao todo), para compreender todo o contexto da história do Brasil e como o outros vampiros que viveram aqui, se portaram.

Vale a pena a leitura, principalmente para aqueles que não gostam de vampiros, mas podem tentar dar uma chance para a comédia e história do Brasil.

Marcos Graminha
Marcos Graminha é leitor viciado em terror e vampiros. Conta com um acervo de mais de 1500 livros sobre esses assunto. Proprietário de um sebo na cidade de Vila Velha, dedica sua vida a desvendar os mistérios desses "filhos da noite". contato: marcos.graminha@gmail.com
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18.1.16

Beije-me Onde o Sol não Alcança [Mary del Priore]

Mary del Priore
Ed. Planeta, 2015 - 320 páginas:
      Um conde russo, a herdeira de um barão do café do Vale do Paraíba e uma ex-escrava. Unindo as pontas do triângulo, paixões, tragédias, a moral hipócrita de uma época, grandes fortunas, falências, derrocadas... Neste romance que parte de fatos e personagens verídicos, Mary del Priore cria uma narrativa que prende o leitor desde a primeira página. O olhar da historiadora faz um retrato vivo do tempo e dos acontecimentos que o marcaram, mas é a história de amor de Maurice Haritoff, Nicota Breves e Regina Angelorum (nomes reais que parecem inventados) que nos arrebata. Com descrições de uma riqueza impressionante, Mary del Priore nos faz mergulhar na narrativa, nos carrega para dentro da história.  


Veja o preço:

Entendendo o Brasil por um triângulo amoroso no século XIX

Leio livros históricos para compreender meu país, saber de onde vim e quem eu sou. E geralmente, isso não se encontra em livros de história e sim em livros de “alcova”.

Tenho alguns livros de história de Mary del Priore ainda não lidos, mas como fui presenteado com seu primeiro romance Beije-me onde o sol não alcança (Planeta, 320 páginas), resolvi embarcar cheio de curiosidade.

O livro trata de um triângulo amoroso entre um conde russo – Maurice (falido, em busca de um casamento que lhe devolva o prestígio); uma baronesa do café – Nicota (no Brasil o título é questão de poder e dinheiro) e uma ex-escrava – Regina (uma garota que segue a sina daqueles que mesmo alforriados não tinham como mudar de vida).

A premissa é por demais apetitosa, então como não ler um livro assim, baseado em fatos reais (uma bibliografia imensa comprova tal argumento)? Além das personagens principais, há um jornalista, mulato, com desejo de ser escritor – alguém aí conseguiu enxergar nosso grande Machado de Assis? Pois esqueça, porque ao contrário da fina ironia do bruxo do Cosme Velho em relação à escravidão, o jornalista em questão era à favor da restrição da liberdade de negros e suas benesses. O personagem tem uma visão lateral deste enlace amoroso e uma queda por Nicota.

Cartas na mesa, parti para a leitura e tive uma dificuldade imensa até pela metade do livro. Não me adaptei ao ritmo e à maneira essencialmente descritiva, cheia de missivas e diários. Quem me conhece sabe que livros com descrições pormenorizadas não me amedrontam, mas achei excessivo. “Drácula”, que é um romance que me encanta, é engendrado desta forma, com estrutura narrativa similar, embora com “ganchos” que aceleram a leitura. Por outro lado a escrita é de primeira, intimista, poética, cheia de sentimentos, como os de Nicota, que sofre por um amor não correspondido:

“Deslizo num abismo. Uma boca invisível aspira minhas últimas forças. Sinto que afogo, mas dizem que sofro por nada. Que não há causa específica para minha dor... Vivo um sofrimento lancinante, e não é físico. Sofrimento sem natureza ou causa conhecida. É a neurastenia, estrada noturna e sem fim. Estrada sem ponto de chegada e solitária. Morro de dor, coberta de manchas azuis que marcam meus braços. São as manchas de melancolia. Bebo um resto de vida sem sede.”

O porquê deste sofrimento resume-se à pessoa de Maurice Haritoff. Um conde que perdeu a pompa com a queda dos Romanov e precisa de um novo sustentáculo, um novo provedor:

“... vai nos apresentar à família. Tudo indica que se trata de gente muito abastada: barões do café. Só não acredito em antecedentes aristocráticos. Os brasileiros gostam de inventar que têm sangue azul. Uma noiva é tudo de que preciso. Alguém que me abra portas... Sangue, patrimônio, propriedades...”

Num Brasil em construção, ainda monárquico e escravagista, Maurice consegue traduzir muito bem a falsa aristocracia nacional. Como bem escreveu Pedro Calmon: "Em Portugal, para fazer-se um conde se pediam quinhentos anos; no Brasil, quinhentos contos!"

O livro vai se desenrolando e desacobertando um país em eterna formação, o país do futuro, às turras com a escravidão, a pressão europeia, as propinas, a triste condição da mulher da época e a enorme passividade de nosso povo. Infelizmente não mudou muito durante todos esses anos:

“... em contato com um ex-cônsul americano, ouvi conselhos: o país é o melhor lugar do mundo para esfriar ânimos. Aqui ninguém toma parte em conspirações nem em meetings de protesto. Nada se ouve sobre eleições nem se lê cartazes convocando o povo a levantar-se contra a opressão. Não se acompanha a cavalo ou a pé um cortejo político. Em suma: vive-se sem política. O que é delicioso para quem tem propensão ao repouso. De um modo geral, disse-me ele, os brasileiros pensam que o mundo gira sobre os eixos, sem sua interferência.”

Não é um panorama muito elogiável, mas é nossa história. Então deixando estes dissabores de lado, voltemos à poesia. Nicota, além do amor não correspondido não consegue gerar um filho e essa maldição feminina, sensação de incompletude e insuficiência a martiriza profundamente:

“Não vêm porque sangro todos os meses. Minha ferida se renova. Sinto-me fraca, lânguida e doente. Maurice conhece as datas, os segredos, ele é o único senhor dessa história e o único capaz de mudar seu curso. Meu corpo chora os filhos que não faço. A maternidade conjuraria qualquer malefício e asseguraria a meu esposo o domínio do mundo. Afinal só ele é ciência, Lei, conhecimento. Sou apenas natureza, condenada a escorrer lágrimas, águas, suor e sangue...”

Nicota é peça chave até que entra em cena uma criança – Regina Angelorum, ex-escrava. Em sua ânsia por ser mãe, Nicota adota a criança órfã sem pestanejar, educando e ensinando a escrita:

“A menina possuía... enormes pálpebras, verdadeiras cortinas, desciam sobre dois olhos muito grandes... Tinha gestos vivos e vigilantes, como se fugisse de golpes. Os braços esqueléticos terminados em mãozinhas finas e pequenas lembravam as pernas de uma aranha. Pareceu-me dissimulada... Não queria costurar nem bordar, mas cedo se mostrou disposta a sair pelos campos... Por não ser escrava da casa, a menina fazia o que queria. Isso era perturbador.”

A menina foi crescendo, ganhando formas, ideias e medos. Materializava-se aí, a crônica de uma tragédia anunciada, principalmente porque Regina consegue raciocinar sobre sua condição:

“Vejo a pobreza em que a negrada vai ficar sem ter onde plantar. No início, feliz, batendo tambores. Depois, mendigando pelas estradas. O que fazer para afastar os pensamentos tristes, as visagens que me acodem e apertam meu coração a ponto de sentir que vou desmaiar? Sinto-me tão humilde, tão insignificante diante de tudo que me cerca aqui. Não sei até quando vão tolerar minha estadia na fazenda. E o mundo lá fora...? O mundo lá fora só espera para me despedaçar.”

Ninguém se alimenta de silêncios, morre-se de inanição, engasga-se com o oxigênio misturado ao pranto. O contrário do amor não é o ódio, como muita gente pensa, mas a indiferença. Este é o reino de Nicota, principalmente ao saber que a criança cuidada com tanto zelo é sua algoz. Palavras sofridas, doídas e fortes perpassam cada pensamento:

“Maurice deve estar louco ou enfeitiçado. “Ligado”, talvez, por aquelas orações antigas de pegar homem ou algum filtro que essa mulher tenha preparado. Com essa escolha, ele me estendeu uma esponja embebida em fel.”

Num tempo em que se vivia de ideais e sonhos, muitas vezes premonitórios, relativos à pessoa ou ao cafezal, Maurice desconfia que seus passos não estão ocultos:

“Adormeci e acordei sobressaltado. Sonhei que Nicotáh, muito magra, com um longo véu de luto, se inclinava sobre mim, e com uma graça tão feminina, tentava beijar-me a boca. Seu véu, porém, me entrava pela boca. Eu não conseguia respirar... um céu negro como o véu de luto de minha esposa velava sobre o cafezal... Fiz o sinal da cruz...”

Há que se louvar o arrependimento, ou meio-arrependimento, que seja, das personagens envolvidas, principalmente Maurice em frase corajosa para a época. Mesmo que tardio, acabou por lavar minha alma que se manteve insone e inconformada durante a leitura:

“O mundo pode desprezar uma mulher que se perdeu por fraqueza, mas o homem que se aproveitou desta fraqueza e que não a trata com respeito é o último dos miseráveis.”

A confecção do livro é caprichada e o acabamento, perfeito. Ponto para Editora Planeta, pelo esmero com que nos trouxe esta obra à luz.

Para finalizar, deixo aqui um trecho do livro que faz com que observemos o preconceito por um ângulo diferente, principalmente por sermos um país feito pela miscigenação:

“Teu cavalo de batalha é a origem da pobre Regina, mas não se deve remexer muito nos ancestrais em um país onde existiu a escravidão. Após vinte e cinco anos de permanência no Brasil, todo brasileiro me confessou em particular que ele, sim, era branco. Mas seus vizinhos eram duvidosos. Todos usaram as mesmas expressões. De modo que não fiquei sabendo se todos são brancos ou negros.”

É preciso entender e ensinar às crianças desde sempre que não há divisão de raças, somos todos da “raça humana”!

 Cortesia da Editora Planeta
Rodolfo Luiz Euflauzino
Ciumento por natureza, descobri-me por amor aos livros, então os tenho em alta conta. Revelam aquilo que está soterrado em meu subconsciente e por isso o escorpiano em mim vive em constante penitência, sem jamais se dar por vencido. Culpa dos livros!
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14.1.16

Irmandade da Adaga Negra: Os Sombras, Vol. 13 [J. R. Ward]

Ed. Universo dos Livros, 2015 - 672 páginas:
      Dois irmãos ligados por algo maior que o laço de sangue lutam para evitar um destino brutal. Trez Latimer não existe de fato. E não só porque essa identidade foi criada para que o Sombra pudesse viver no mundo humano. Trez fugiu de sua prisão no palácio dos Sombras há anos, e agora vive em Caldwell, Nova York, como cafetão, tentando evitar seu fatal destino como escravo sexual da rainha. Ele nunca teve em quem confiar de verdade... a não ser no irmão, iAm. O único objetivo de iAm sempre foi impedir que o irmão se autodestruísse, e ele sabe que fracassou nisso. Só depois que Selena, uma Escolhida, entra na vida de Trez, é que o macho começa a dar a volta por cima; porém, é tarde demais. Chegou a hora de cumprir a profecia de se compromissar com a filha da rainha, e Trez não poderá fugir ou se esconder, e não há como negociar.  

Veja o preço:

Sou uma apaixonada pela Irmandade da Adaga Negra, alguns livros já li duas vezes. Acredito que cada livro lançado está ficando cada vez melhor, pois a autora conseguiu uma cumplicidade invejável com seus leitores. Mesmo no décimo terceiro livro da série, não me canso e ainda quero muito, mas muito mais... O que me deixa tranquila é que a autora ainda tem bastante material para continuar mantendo, a nós leitores, cativos. Sim, é assim que me sinto, acorrentada aos caprichos da J. R. Ward.

J. R. Ward descobriu que quanto mais ela criava novos personagens e ia a cada livro colocando um pouquinho de suas histórias, as leituras iam se apaixonando por eles e querendo um livro solo para cada um. Foi assim que ocorreu com os sombras. Conhecemos estes irmãos gêmeos, acho que desde o livro 3, sendo que no livro 7, Amante Vingado, dedicado ao Rehvenge é que eles passaram a ficar mais em evidência, pois são os melhores amigos do Rehvenge, além de trabalharem para ele.

Os Sombras, como o nome já diz, é o livro solo do Trez e iAm, amigos fiéis de Rehvenge. Já sabíamos que eles eram um tipo de vampiro diferente e que tinham fugido de sua raça, sendo ajudados pelo Rehvenge quando precisaram se refugiar em Caldwell, que lhes deu abrigo e um emprego. E agora finalmente descobrimos toda a sua história.

Trez e iAm são letais, capazes de truques que impressionam até mesmo os membros da Irmandade, e o povo de sua raça costumam ficar apenas entre eles, atendo-se ao Território do s´Hisbe, bem longe da cidade, com exceção dos dois gêmeos, que fugiram de lá, pois Trez era o procriador prometido à princesa e não suportava seu destino. Mesmo vivendo agora em Caldwell, os dois ainda estão ameaçados, pois o s´Ex, executar da rainha do s´Hisbe virá busca-los para cumprirem com seus deveres assim que a princesa atingir sua maturidade.

E a hora está chegando, Trez e iAm estão condenados a um futuro de escravidão e não sabem como sair dessa enrascada. E o momento não podia ser pior, Trez, que sempre foi um mulherengo, apaixonou-se pela escolhida Selena e iAm, que ao contrário do seu irmão, ainda é virgem, também conhece uma fêmea que desperta seu coração.

Mas Selena tem uma grave doença, aparentemente incurável e Trez está desesperado. Como iAm sempre dedicou-se ao irmão, simplesmente abdicando-se da vida e seus prazeres para cuidar de Trez, acaba sentido-se culpado em aproveitar algumas horas de prazer enquanto Trez está sofrendo.

Como já disse, o livro é sempre recheado com histórias de outros personagens também cativantes. O romance de Layla e Xcor está cada vez mais interessante, não vejo a hora de sair o livro desse casal apaixonante. Paradise, filha de Abalone, primeiro conselheiro do Rei teve muitos capítulos dedicados a ela, e já sabemos que será a primeira protagonista do Spin-Off da Irmandade da Adaga Negra, intitulada The Black Dagger Legacy.

"Xcor era um guerreiro brutal, um que não apenas tinha a reputação, mas o caráter em si, de fazer o mal aos outros - e de apreciar fazê-lo. No entanto, com ela, ele parecia não se importar em esperar até conseguir o acordado."

As aparições do anjo Lassiter só me deixam com mais vontade de ler a outra série de J. R. Ward, Fallen Angels, também lançada pela editora Universos dos Livros, que já conta com quatro volumes publicados no Brasil. Esse anjo é responsável por trechos hilariantes.

E como sempre, é muito, mas muito bom curtir um pouco mais dos membros da irmandade e suas mulheres, cada aparição de Wrath, Rhage, Zsadist, Butch, Vishous, Phury, John, Tohr e Qhuinn é simplesmente sensacional, pois só de voltar a conviver um pouquinho com cada um deles (as vezes é só uma fala) já me faz feliz.

Se você ainda não começou a ler a série, não desista com o número de livros já lançados, pois vai querer que eles não tivessem fim. Eu, como sempre, já estou aguardando ansiosa o próximo lançamento. Vida longa a J. R. Ward!

A Série já consta com os seguintes volumes:

01. Amante Sombrio (2009) - Wrath e Beth - Resenha
02. Amante Eterno (2010) - Rhage e Mary - Resenha
03. Amante Desperto (2010) - Zsadist e Bella - Resenha
04. Amante Revelado (2010) - Butch e Marissa - Resenha
05. Amante Liberto (2011) - Vishous e Jane - Resenha
06. Amante Consagrado (2011) - Phury e Cormia - Resenha
00. Guia Oficial da Série (2011) - Resenha
07. Amante Vingado (2011) - Rehvenge e Ehlena - Resenha
08. Amante Meu (2011) - John Matthew e Xhex - Resenha
09. Amante Libertada (2011) - Payne e Manuel Manello - Resenha
10. Amante Renascido (2012) - Tohrment e No’One - Resenha
11. Amante Finalmente (2013) – Qhuinn e Blay - Resenha
12. O Rei (2014) – Wrath e Beth - Resenha
13. Os Sombras (2015) – Trez e iAm - Resenha Atual

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