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14.9.26

Binding 13: Marcação cerrada no amor, vol. 1 - Os Garotos de Tommen [Chloe Walsh]

⏱ Tempo de leitura: calculando...

Sabe aquele livro que você começa porque todo mundo fala dele e, no final, você fica meio dividido entre “gostei” e “não era tudo isso que eu esperava”? Foi exatamente o que aconteceu comigo com Binding 13. Eu já tinha ouvido falar muito de Os Garotos de Tommen e estava curiosa para finalmente conhecer essa história. A expectativa estava alta, talvez até alta demais. E, apesar de a leitura ter tido seus momentos, não posso dizer que foi uma das minhas melhores experiências. Ainda assim, tem uma coisa curiosa: mesmo não tendo amado o livro, eu terminei querendo ler o segundo. E acho que isso mostra que, de alguma maneira, a história conseguiu me prender.

Binding_13
Título: Binding 13: Marcação cerrada no amor
Autor: Chloe Walsh
Tradutor: Alexandre Boide
Série: Os Garotos de Tommen
Editora: Bloom Brasil
Gênero: Romance com Esportes
Páginas: 704
Edição:
Ano: 2025
Onde comprar: Amazon

A trama acompanha Johnny Kavanagh e Shannon Lynch. Johnny é aquele garoto popular, talentoso no rúgbi e que parece ter a vida encaminhada. Shannon chega à escola tentando recomeçar, mas carrega consigo situações muito dolorosas e várias inseguranças. Aos poucos, os dois vão se aproximando e construindo uma amizade que começa a ganhar outros sentimentos.

E eu gostei bastante dessa parte. O romance não acontece do nada. A relação vai sendo construída aos poucos, com amizade, cuidado, confiança e muita aquela enrolação que faz a gente pensar várias vezes: “Vocês vão ficar juntos ou não?”. Para mim, esse foi um dos pontos que mais funcionaram na história.

A Shannon foi a personagem que mais me despertou sentimentos. Em vários momentos, eu só queria que alguém pudesse protegê-la de tudo o que estava acontecendo. Ao mesmo tempo, algumas atitudes dela me deixaram frustrada, justamente porque dá vontade de vê-la reagir mais e perceber o próprio valor.

Johnny também me conquistou. Principalmente porque ele vai amadurecendo conforme conhece melhor Shannon. Ele começa a entender que nem tudo pode ser resolvido com uma brincadeira ou uma atitude impulsiva e que, às vezes, estar ao lado de alguém significa simplesmente ouvir e respeitar o tempo daquela pessoa.

“Se isso é amor, então é você...”

Outra coisa que gostei foi o grupo de amigos. Eles dão uma leveza muito necessária para a história e, em alguns momentos, confesso que estava mais interessada nas interações entre eles do que propriamente no romance principal. É muito fácil começar a criar carinho por esses personagens e querer acompanhar a história de todos.

Agora, preciso falar do elefante na sala: 704 páginas.

É muita página. E, para mim, o livro poderia tranquilamente ser menor. Em alguns momentos, senti que a história dava voltas demais e que determinados conflitos poderiam ter sido resolvidos de uma maneira mais direta. Não chegou a ser uma leitura impossível, mas algumas partes acabaram deixando o ritmo mais lento do que eu gostaria.

Também acho importante avisar que, apesar de todo o romance e dos momentos divertidos, Binding 13 aborda temas sensíveis. A história passa por situações envolvendo bullying, violência, abuso, conflitos familiares e sofrimento emocional. Não é uma leitura leve o tempo inteiro e algumas cenas podem ser bastante desconfortáveis. Por isso, se você é sensível a esses assuntos, vale a pena conhecer os gatilhos antes de começar.

E talvez seja justamente essa mistura que torne o livro tão diferente do que eu esperava. Você começa achando que vai encontrar apenas um romance adolescente com rúgbi e acaba encontrando personagens que carregam problemas bem mais profundos.

No final, fiquei com aquela sensação curiosa de “não amei, mas preciso saber o que acontece”. E, sinceramente, isso me fez querer continuar a série.

Então, uma dica para quem ainda vai começar: já tenha o segundo livro em mãos. Porque depois de passar mais de 700 páginas conhecendo Johnny, Shannon e toda a turma de Tommen, você provavelmente vai querer descobrir o que vem depois sem precisar esperar.

E, para completar, agora temos a adaptação de Os Garotos de Tommen chegando às telas. Confesso que isso aumentou ainda mais minha curiosidade. Quero muito ver como essa história vai funcionar fora dos livros e se alguns personagens vão conquistar na tela o mesmo espaço que conseguiram na leitura.

No fim das contas, não foi o livro perfeito que eu imaginava que seria. Teve partes que amei, outras que me irritaram e momentos em que achei que a história estava demorando demais. Mas também foi uma leitura que me fez criar carinho pelos personagens e, principalmente, me deixou curiosa para continuar.

E talvez essa seja a melhor forma de resumir minha experiência: não terminei apaixonada por Binding 13, mas terminei querendo Keeping 13. E agora eu quero descobrir se o segundo livro vai conseguir me conquistar de verdade.

Gabriele Machado

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