Depois de Sem Defeitos, eu já estava pronta para continuar a série Chestnut Springs, mas não esperava que Sem Coração fosse me conquistar desse jeito. Comecei pensando que seria apenas mais um romance gostoso para passar o tempo e terminei querendo voltar para a primeira página. Sim, já estou pensando em reler.
Às vezes tenho a impressão de que existe algum fenômeno inexplicável na minha estante: eu leio, leio, leio... e ela continua cheia! 😂 Desde o início do ano já consegui reduzir meu estoque praticamente pela metade, mas basta olhar para os livros físicos e para o Kindle para surgir aquela sensação de que não li quase nada.
Mas os números não mentem: chego ao final de setembro com 249 livros no estoque. Ainda tenho um longo caminho pela frente, é verdade, mas considerando de onde comecei, acho que posso dizer que a missão de diminuir a pilha está funcionando.
E setembro também colaborou bastante: foram 29 livros lidos, com direito a clássicos, séries terminadas, novas séries iniciadas e até uma despedida que levou 14 anos para acontecer!
É difícil falar sobre Alchemised sem pensar, antes de tudo, em como esse livro me fez sentir. Faz uma semana que terminei a leitura e, sinceramente, ainda não consegui deixá-lo para trás. Volta e meia me pego lembrando de uma cena, de um diálogo ou simplesmente do peso que essa história carrega. É aquele tipo de livro que não acaba quando você fecha a última página.
Uma das curiosidades mais interessantes sobre essa história é a sua origem. Nos últimos anos, as fanfics de Dramione, casal formado por Draco Malfoy e Hermione Granger, do universo de Harry Potter deixaram de ser um fenômeno restrito ao fandom e ganharam enorme visibilidade nas redes sociais, especialmente no TikTok. Entre elas, Manacled, escrita por SenLinYu, tornou-se um verdadeiro fenômeno por sua narrativa sombria e pela forma como dialoga com O Conto da Aia, de Margaret Atwood.
Binding 13: Marcação cerrada no amor, vol. 1 - Os Garotos de Tommen [Chloe Walsh]
Vale a Pena
Sabe aquele livro que você começa porque todo mundo fala dele e, no final, você fica meio dividido entre “gostei” e “não era tudo isso que eu esperava”? Foi exatamente o que aconteceu comigo com Binding 13. Eu já tinha ouvido falar muito de Os Garotos de Tommen e estava curiosa para finalmente conhecer essa história. A expectativa estava alta, talvez até alta demais. E, apesar de a leitura ter tido seus momentos, não posso dizer que foi uma das minhas melhores experiências. Ainda assim, tem uma coisa curiosa: mesmo não tendo amado o livro, eu terminei querendo ler o segundo. E acho que isso mostra que, de alguma maneira, a história conseguiu me prender.
Este é o meu terceiro livro lido da autora (ainda não li Três) e, mais uma vez, terminei a leitura com os olhos marejados (tendo que recorrer aos lencinhos) e com muitas reflexões, não é à toa que ela virou queridinha por aqui. Para minha surpresa, este foi o primeiro livro escrito pela Valérie, no entanto, foi lançado por aqui pela Intrínseca apenas agora, em 2026. E deu para perceber que a autora tem um dom e (para nossa alegria, mesmo em meio a lagrimas) sabe usá-lo muito bem desde sua estreia na literatura.



