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23.1.18

As Brigadas Fantasma, Vol. 02 [John Scalzi]

As Brigadas Fantasma
Ed. Aleph, 2017 - 376 páginas
- "Na continuação do premiado livro Guerra do Velho, a tenente Jane Sagan descobre uma armadilha sendo tramada contra a humanidade e um plano para a subjugação e a erradicação de sua espécie inteira. É um genocídio planejado detalhadamente com base na cooperação, até então inédita, entre três raças. E um ser humano. Para lidar com essa trama, as Brigadas Fantasma, com soldados que já nascem com o propósito de proteger a raça humana, precisam entrar em ação. Passando por conflitos de identidade, mas com um forte senso de companheirismo, esses soldados serão liderados por Jane Sagan, que precisa impedir uma guerra entre espécies enquanto lida com um fato preocupante: em meio a suas fileiras, pode haver um traidor."
19.12.16

O Mundo Perdido [Michael Crichton]

Michael Crichton
Ed. Aleph, 2016 - 448 páginas:
      Seis anos se passaram desde os terríveis acontecimentos no Jurassic Park. Seis anos, desde que o sonho extraordinário, nos limites entre a ciência e a imaginação humana, acabou se tornando um trágico pesadelo. A Isla Nublar não era o único lugar usado por John Hammond em suas pesquisas genéticas de ponta. Agora, o matemático Ian Malcolm e uma equipe de cientistas – além de certos pequenos clandestinos – devem explorar outra ilha na Costa Rica, repleta dos mais perigosos dinossauros que já caminharam pela Terra.


Onde comprar:



O mundo perdido, lançado em originalmente em 1995 como continuação de Jurassic Park, nos traz uma ficção científica que definitivamente pode ser chamada de um must-read – ou seja, um livro que deve ser lido com certeza, seja por amantes do scifi ou não. Foi uma ótima surpresa!

Nessa história, temos o Dr. Richard Levine que se encontra cheio de evidências que podem confirmar uma possível escapada dos dinossauros da extinção. Eles estariam em uma ilha perto da Costa Rica, porém sua existência estaria sendo abafada pelo governo Costa-riquenho. Levine, com sua característica impulsiva, decide então por conta própria ir até a ilha descobrir o mistério dos dinossauros e se possível tentar provar suas teorias sobre a extinção na Terra. E isso é só o gatilho do que vem acontecer depois...

O Mundo Perdido é um scifi que não tem uma linguagem complicada, mesmo tendo muito mais descrições científicas que seu antecessor. Isso pode ser um ponto positivo para aquelas pessoas que não são tão fãs do gênero, pois é uma leitura bem tranquila e instigante, mesmo que a narração científica seja extensa. Não é um ponto negativo, pelo contrário, é um fato que acrescenta a leitura. Ao fazer tais descrições, o autor revela nos diálogos algumas reflexões profundas como o orgulho e arrogância presentes na Academia; Criacionismo X Evolucionismo; reflexões acerca do uso de animais em pesquisas; evolução, entre outros pontos.

Outro ponto positivo em minha opinião foi a narração rápida, característica base de um livro de ação. Isso fez com que a história ficasse dinâmica e ágil, fazendo com que o leitor se agarre ainda mais na narrativa. Para mim, o livro tem toda cara de um roteiro de filme. E por mais que dinossauros e ficção científica soem extremamente clichés, quando as estrelas do livro finalmente aparecem, é um espetáculo à parte. As descrições são muito ricas, dando facilidade ao imaginar cada tipo de dinossauro ao seu modo. Achei isso um dos pontos altos da história, além também dos personagens serem muito cativantes. Dou destaque para o Arby e a Kelly, que se provaram essenciais na expedição.

Michael Crichton acertou mais uma vez. Mesmo que você não seja fã de ficção científica, mas que tenha a oportunidade de ler esse livro, leia. Pode se tornar uma grande surpresa. Creio que mesmo não tendo lido Jurassic Park (que também é uma maravilha, by the way), se somente ler O Mundo Perdido, o enredo não se torna difícil de entender, pois este dá algumas dicas do que aconteceu no livro anterior, sem entregar muito da história. E por fim, deixo mais uma vez meu amor pela Editora Aleph, que não só ressuscitou um dos livros clássicos do scifi, mas como o transformou em uma obra-prima de diagramação. A edição está linda demais! Virou favorito!

 Cortesia da Editora Aleph
Pâmela Fardim
20 anos e Estudante de Psicologia. Bookaholic, apaixonada por músicas lindas. Maratonista de seriados de carteirinha, companion perdida do doctor e seguidora de Sherlock Holmes, Patrick Jane e Cal Lightman. Pensa em um dia conhecer o Reino Unido e é fã de uns caras conspiradores que tocam em uma banda chamada Muse.
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9.11.16

Guerra do Velho [John Scalzi]

John Scalzi
Ed. Aleph, 2016 - 368 páginas:
      A humanidade finalmente chegou à era das viagens interestelares. A má notícia é que há poucos planetas habitáveis disponíveis – e muitos alienígenas lutando por eles. Para proteger a Terra e também conquistar novos territórios, a raça humana conta com tecnologias inovadoras e com a habilidade e a disposição das FCD - Forças Coloniais de Defesa. Mas, para se alistar, é necessário ter mais de 75 anos. John Perry vai aceitar esse desafio, e ele tem apenas uma vaga ideia do que pode esperar.


Onde comprar:



Ainda quando a Aleph anunciou os lançamentos de 2016 no ano passado, Guerra do Velho foi um dos livros que mais me interessei. Não me recordo de algum outro livro que abordasse aspectos do envelhecimento da mesma forma que este aborda: como somente uma passagem para algo mais, algo além, uma possibilidade.

Guerra do Velho é uma ficção científica que traz uma guerra espacial futurística como tema. A Terra finalmente começou sua exploração pelo espaço e os responsáveis pela defesa dos seres humanos no universo são as chamadas Forças Coloniais de Defesa. Porém, tais ‘Forças’ são um grande mistério para a humanidade que ainda habita a Terra, pois os recrutas somente são escolhidos após os 75 anos de idade. Sabe-se que ao serem selecionados, suas doenças são curadas e seus problemas físicos que vêm com a velhice totalmente restaurados, mas ninguém sabe como – somente os que estão em serviço. E aqueles que estão em serviço nunca mais voltaram à Terra, pois saber que não há retorno é uma das condições para o alistamento.

John Perry foi um homem muito feliz. Publicitário de carreira, com um ótimo casamento e família. John e sua esposa decidem se alistar nas FCD como uma oportunidade de ir além, saírem da Terra juntos. Porém, sua esposa falece antes dos 75 anos, deixando-o na escolha de ir ou não – e John decide ir. A partir daí é que o livro desenvolve seu plot principal: desde o dia do seu aniversário de 75 anos, a ida para o espaço e seu serviço como soldado nas FCD.

“No meu aniversário de 75 anos fiz duas coisas: visitei o túmulo da minha esposa, depois entrei para o exército”. (Pág. 13)

Guerra do Velho foi o livro que eu precisava. Não achei a narrativa carregada e não há a presença muito forte de linguagem própria, como classicamente são as ficções científicas. Pelo contrário, é um livro até leve, exemplar para um bom entretenimento. Fazia muito tempo na qual eu não lia algo que me fizesse passar avidamente as páginas para saber o que vinha em seguida. É cheio de surpresas, com elementos de ficção científica bem marcados, mas de fácil compreensão. A edição brasileira mais uma vez está maravilhosa nas mãos da Editora Aleph.

Estou muito curiosa a respeito do segundo volume, que tem o nome de The Ghost Brigades, ainda sem tradução pelo que vi, mas que também será publicado pela Aleph. O canal americano Syfy já tem os direitos autorais para uma adaptação, que virá sob forma de seriado sem data de previsão. O nome provavelmente será também The Ghost Brigades. Só resta esperar para saber as novidades acerca da saga: o próximo volume e se a adaptação será boa como a minha expectativa.

 Cortesia da Editora Aleph
Pâmela Fardim
20 anos e Estudante de Psicologia. Bookaholic, apaixonada por músicas lindas. Maratonista de seriados de carteirinha, companion perdida do doctor e seguidora de Sherlock Holmes, Patrick Jane e Cal Lightman. Pensa em um dia conhecer o Reino Unido e é fã de uns caras conspiradores que tocam em uma banda chamada Muse.
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6.7.16

Lou Reed: Transformer [Victor Bockris]

Ed. Aleph, 2016 - 512 páginas:
      Responsável por antecipar o espírito simples e libertário do punk, Lou Reed, líder da seminal banda The Velvet Underground, seguiu os caminhos mais perigosos e cheios de glamour em busca de um bom refrão. Transformer: a história completa de Lou Reed narra a trajetória desse artista tão plural e dissonante, dissecando suas transformações ao longo de quarenta anos de carreira. Bockris relata desde o tratamento de eletrochoque ao qual Lou foi submetido na adolescência – último recurso da tentativa frustrada de barrar sua rebeldia e sua homossexualidade – até os sucessos e as polêmicas da carreira solo, passando pelas relações con¬flituosas com suas musas e por seus problemas com drogas. As muitas camadas de um artista complexo são reveladas de maneira inusitada, em relatos de quem o conheceu de perto, como John Cale, Andy Warhol, Nico, Laurie Anderson, William S. Burroughs e David Bowie. 

Onde comprar:

A leitura desse livro veio como uma surpresa: raras foram as vezes na qual tive a oportunidade de ler uma biografia. Apenas conhecia o Velvet Underground e Lou Reed de nome, não havia ainda explorado suas músicas. Com isso, a chance de ler essa obra veio como uma luva. Logo abri meu spotify e coloquei Lou Reed no modo aleatório, a melhor e única trilha sonora que o livro poderia ter.

Transformer, que dá nome ao título, também é o nome do segundo álbum solo de Lou, lançado em 1972. A palavra Transformer tem muito a dizer sobre quem ele foi. Lou veio de uma família de classe média americana, do estilo tradicional dos anos 1950. Aquelas mesmo que abominavam qualquer tipo de anormalidade. É narrada para nós logo de entrada, a obscura adolescência de Lou. Ele foi submetido logo cedo a tratamentos via eletrochoque, pois segundo seus pais, ele apresentava comportamentos homossexuais. Isso foi um marco em sua vida, que segundo alguns conhecidos, pode ter sido decisivo no desenvolvimento de suas ações e personalidade: ele tinha posições muito fortes, sempre se colocando contra os padrões vigentes da época. Até para os mais radicais, Lou Reed se mostrava amedrontador, humilhando e irritando quem estava por perto – mesmo gostando de companhia.

A narrativa de Victor Bockris, seu biógrafo (que também escreveu livros sobre o The Velvet Underground) é bem direta, não tendo nenhuma vergonha de falar de suas habilidades e de seu caráter difícil. O livro é dividido em 27 capítulos, que vão até a sua morte em 2013. Além disso, conta-se com dois apêndices contabilizando seu inventário de obras e entrevistas com o cantor.

Outro ponto bom de ressaltar é que o autor também faz diversos links da vida de Lou com suas letras e músicas. Muito legal de compreender essas relações e como sua forma de ver o mundo influenciou sua carreira. É indispensável também falar da diagramação incrível que a Editora Aleph nos trouxe. O livro é em capa dura, com o título na frente em alto-relevo áspero; fotos da época em um tipo de papel diferente “brilhante”: tudo isso demonstra um cuidado enorme ao trazer essa obra para o Brasil. Lindo demais!

Em minha opinião, esse é um livro destinado a um público mais específico, que já tem um conhecimento desse estilo musical - dessa época especialmente. Porém, se você como eu, também não conhecia muito sobre esse momento musical (e o Lou Reed, claro), o livro também pode agradar e muito! É um estilo diferente de leitura na qual eu não estava acostumada e me surpreendi indo madrugada adentro para conhecer um pouco mais desse ícone do rock, que influenciou tantas gerações.

Valeu a leitura!

Abaixo, vai uma playlist com os sucessos do artista no spotify. É só dar o play!


 Cortesia da Editora Aleph
Pâmela Fardim
20 anos e Estudante de Psicologia. Bookaholic, apaixonada por músicas lindas. Maratonista de seriados de carteirinha, companion perdida do doctor e seguidora de Sherlock Holmes, Patrick Jane e Cal Lightman. Pensa em um dia conhecer o Reino Unido e é fã de uns caras conspiradores que tocam em uma banda chamada Muse.
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5.5.16

Brasyl [Ian McDonald]

Ian McDonald
Ed. Arqueiro, 2015 - 416 páginas:
      Marcelina é uma produtora de TV que sai pelas ruas do Rio em busca do sucesso que lhe trará a fama. Quando uma ideia para um programa a faz rastrear o mais infame goleiro do futebol brasileiro, ela se envolve em uma antiga conspiração que ameaça não só a sua vida, mas também a sua alma. Edson é um empresário de celebridades tentando sair das favelas de São Paulo em um futuro não muito distante. Um encontro inesperado o faz cair no mundo perigoso da computação quântica. Agora, sem ter para onde fugir em um Brasil em que cada rosto e centavo são rastreados, ele precisa salvar a própria pele. Padre Luis Quinn é um missionário jesuíta que vasculha as profundezas da Floresta Amazônica do século XVIII em busca de um padre renegado que tenta estabelecer um império. Mas o que ele encontra ali põe em xeque a sua fé e a própria realidade.

Onde comprar:

Posso dizer que Brasyl é uma história inovadora. Acho que nunca li algo parecido, muito menos baseando-se no nosso país – o que é mais incrível ainda. “Um scifi que se passa em três gerações na história do Brasil” foi como eu me interessei a ler o livro e não me arrependo.

Ian McDonald é um autor escocês que destacou muito no cenário literário principalmente por causa desse livro (inclusive vencedor do prêmio Philip K. Dick que homenageia autores de ficção científica). O que mais surpreende durante a leitura é que o autor consegue articular sobre o país com uma enorme propriedade, como se fosse praticamente um nativo. E o livro se desenvolve muito bem, tendo o Brasil como um ótimo cenário para uma ficção científica. Já tinha lido livros nessa temática com o pano de fundo brasileiro, como alguns do autor Raphael Draccon, por exemplo; porém Brasyl se destacou por ser todo baseado aqui.

“Uma sociedade de escravos. Uma sociedade dessas nunca se diz o que se pensa, o que se diz não é o que se quer dizer. Segredos, sutilezas, subterfúgios – ele não devia esperar nada aberto ou direto naquele Novo Mundo. A verdade sempre existirá, porém disfarçada.” Pág. 48

Eita, que citação que cabe diretamente na realidade atual, na minha opinião. O detalhe é que esse quote se encontra durante a narração pertinente ao padre Luís Quinn, no ano de 1732. Como comentei lá em cima, o livro traz três gerações de “Brasis” que vão se interligando. Além do Padre Luís Quinn que vem de Portugal a pedido da Coroa, temos a Marcelina em 2006, que é uma produtora de TV que só se importa com fama e dinheiro, mas que se vê envolvida em uma conspiração ao tentar emplacar um novo programa de TV. E por fim tem-se a história de Edson, que encontra-se (ainda) no futuro, em 2032. Edson é um empresário de celebridades que acaba tendo que conhecer a computação quântica – mas não de um jeito muito bom (não quero entrar em mais comentário para não atrapalhar a leitura de vocês, rs). E é a partir dessas descrições - simples e que estão colocadas na capa do livro - é que adentramos na história de Brasyl.

Um detalhe é a diagramação do livro, onde cada personagem conta com fontes diferentes e sombreamento nas páginas, sendo que assim facilita muito saber de qual período da história estamos lendo: uma alternativa que colabora para que o leitor não se perca na leitura.

Mesmo o livro sendo bem descrito, senti um pouco de dificuldade quanto a velocidade da narrativa. Nos momentos do padre Luís Quinn, tive mais afinidade com a história; porém em momentos de Edson, em 2032, tive um pouco de dificuldade em continuar lendo. Creio que isso se deva ao linguajar utilizado, muitas gírias que eu não conhecia (como se fossem futurísticas), que em minha opinião dificultaram um pouco a leitura. Porém acho que isso é bem pessoal, talvez não interfira na leitura de outra pessoa, talvez.

Brasyl foi uma grande surpresa e acho que tive o insight certo ao querer conhecer a história. É uma ótima ficção científica, traz bem nítida a diversidade brasileira; sendo que aqueles estereótipos tradicionais que às vezes nós incomodam (como futebol, carnaval, etc.) ficaram em segundo plano perante a narrativa. Recomendado!

 Cortesia da Editora Arqueiro
Pâmela Fardim
20 anos e Estudante de Psicologia. Bookaholic, apaixonada por músicas lindas. Maratonista de seriados de carteirinha, companion perdida do doctor e seguidora de Sherlock Holmes, Patrick Jane e Cal Lightman. Pensa em um dia conhecer o Reino Unido e é fã de uns caras conspiradores que tocam em uma banda chamada Muse.
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8.2.16

Moriarty [Anthony Horowitz]

Anthony Horowitz
Ed. Record, 2015 - 350 páginas:
      Dias após Holmes e seu arqui-inimigo Moriarty encontrarem seu fim nas cataratas de Reichenbach, Federick Chase, um detetive da Agência Pinkerton, chega à Europa vindo de Nova York. A morte do professor Moriarty deixou um vazio no poder que logo foi preenchido por um novo gênio do crime, que ascendeu para tomar o lugar do rival de Holmes. Auxiliado pelo inspetor da Scotland Yard Athelney Jones, um devoto estudioso dos métodos de investigação e de dedução de Holmes, Frederick Chase precisa trilhar um caminho através dos cantos mais escuros da capital inglesa para lançar uma luz sobre essa figura sombria, um homem temido, mas raramente visto, determinado a dominar Londres em uma onda de ameaças e assassinatos. 

Veja o preço:


Todo mundo tem sempre um clássico que é referência para sua “estrada literária”. Aquele personagem que você conhece bastante, lê praticamente todos os livros do mesmo e fica esperando novas coisas acerca de sua história. Nesse caso, Sherlock Holmes é uma das minhas referências. Por ser classificado como domínio público (assim também como O Pequeno Príncipe, por exemplo), Sherlock é uma narrativa que passa por várias releituras. Com isso, tive a oportunidade de Ler Moriarty, escrito por Anthony Hopkins (também autor da série Alex Rider).

O autor, que é deveras fã do Sir Arthur Conan Doyle preparou uma grande história, bem entrelaçada, que se passa logo após do episódio da queda de Reichenbach (onde Sherlock e o Professor Moriarty – seu grande inimigo – lutaram na cachoeira de Reichenbach, na Suíça, culminando na morte dos dois). Veja que isso não é spoiler, pois o livro já é vendido em cima dessa premissa. Mas caso você não conheça a história desse livro inicial de Conan Doyle, não se preocupe. Logo no primeiro capítulo, nosso personagem principal faz uma grande recapitulação de tudo que aconteceu aquele dia na cachoeira.


Falando no personagem principal, temos o detetive Frederick Chase, que veio diretamente da Agência Pinkerton de Nova Iorque, seguindo uma pista sobre o Professor Moriarty e sua relação com um rei do crime americano. Em contrapartida, ao chegar a Reichenbach, ele encontra o também detetive da Scotland Yard londrina, chamado Athelney Jones, que veio à Suíça na intenção de concluir a investigação da morte do Professor Moriarty (na qual conseguiram recuperar o corpo, diferentemente de Sherlock). Logo é formada uma relação de amizade entre os dois, caricata, pois Jones é extremamente parecido com Sherlock, por quem ele tem um enorme fascínio. A partir disso, é proposto que os dois se ajudem na investigação um do outro, já que elas tomaram rumos iguais.

O livro tem um cenário digno de um livro de Conan Doyle, com perseguições de carruagens e tudo (emocionante, não?). Como disse lá em cima, a história é bem entrelaçada, nos dá uma perspectiva de Londres logo após a morte do famoso detetive particular e posso dizer que o autor acertou em cheio nas colocações, nas cenas de ação, de investigação e de mistério. É um livro feito de fã para fã. A única coisa que me incomodou um pouquinho foram os diálogos. Às vezes, algumas falas me pareciam forçadas e montadas. Mas vi que no final tudo tinha um propósito, então por favor, não desanimem se isso também pegar no pé de vocês durante a leitura.

Pelo que vi no Goodreads, esse livro é o segundo de uma série do autor, de releituras de Sherlock. Mas não se preocupem, pois não faz nenhuma diferença ler um antes do outro, pois os livros são uma espécie de antologia, cada um com sua história diferente, então um não interfere no outro. A única diferença no padrão é a cronologia. Esse primeiro que me refiro foi chamado no Brasil de “A casa da Seda” (The House of Silk), e aqui foi publicado pela editora Zahar, para quem tiver interesse.

Moriarty é mais um livro que entra no clichê maravilhoso de “Não consigo parar de ler até chegar ao final”, e meus amigos, que final! Espero que os fãs de Sherlock também se surpreendam assim como eu me surpreendi.

 Cortesia da Editora Record
Pâmela Fardim
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5.1.16

Alien [Alan Dean Foster]

Alan Dean Foster
Ed. Aleph, 2015 - 326 páginas:
      A tripulação da nave Nostromo é despertada antes do tempo de seu sono criogênico. Misteriosos sinais vindos dos confins do espaço são recebidos pelo computador de bordo, e a equipe é acionada para investigar um planeta desconhecido. Um tripulante é atacado por uma forma de vida estranha, e esse pode ser o início de uma história pior que os mais terríveis pesadelos da humanidade. 


Veja o preçor:



Confesso que não assisti o filme de 1979 de Ridley Scott por motivos simples de medo de filmes desse tipo. Por isso ao escrever a resenha, não vou ser capaz de fazer muitas comparações com Alien, o oitavo passageiro. Meu único contato com essa ficção científica foi com o game de 2014: Alien Isolation. Durante a leitura, consegui pegar algumas referências da Nostromo que também estiveram presentes no game, sendo uma ótima experiência.

Alien traz a história de 7 tripulantes (e o gatinho Jones!) da nave cargueira Nostromo, que era responsável por trazer à Terra uma refinaria de petróleo. Na maior parte da viagem, os tripulantes ficam em hibernação, sendo somente acordados quando necessário: quando houver uma emergência ou ao chegar ao destino estipulado. A história se inicia justamente quando os habitantes da Nostromo acordam com um pedido de socorro, em um planeta perto do quadrante na qual a nave se encontrava. Como procedimento padrão da Companhia (que financiava a viagem), a tripulação é responsável por verificar o pedido de socorro vindo do planeta desconhecido.

Mesmo com a Nostromo já não tão bem em condições físicas e de suprimentos, eles vão até o local e mandam uma equipe de reconhecimento: Kane, Lambert e o capitão Dallas, indo em busca de tal pedido. Encontram uma nave perdida, e durante a incursão, Kane é atingido por um espécime alienígena, que gruda em seu rosto por dentro do capacete, imobilizando-o. E a partir daí, é que o suspense se desenrola, quando eles decidem trazer o oficial executivo atingido para dentro da nave.


Alan Dean Foster retrata brilhantemente a tensão entre os tripulantes da Nostromo, a desconfiança constante de Ripley acerca de seus colegas de nave e na minha opinião, Foster também consegue mexer muito bem com a cabeça do leitor, pois mesmo sabendo e esperando a presença e possíveis ataques do Alien, você não sabe quando e onde isso irá acontecer. Nunca esperei ter esse tipo de sentimento durante uma leitura. A cada esquina que um personagem virava era mais uma dúvida e eu sofria junto a cada instante. Confesso que fiquei bastante curiosa para ver o filme após a leitura, pois mesmo fazendo o caminho inverso que de muita gente, acho uma obra complementa a outra facilmente.

A edição da Aleph mais uma vez está magnífica. As páginas interiores contêm folhas em verde e preto, e inclusive no final do livro contém também duas entrevistas: uma com Sigourney Weaver, a atriz que interpreta a Ripley do filme de 1979 e com Ridley Scott, diretor do filme. Foi uma oportunidade ótima acabar o livro contando com tais entrevistas, pois de tá uma perspectiva diferente da história que você acabou de ler. A Aleph está de parabéns por trazer esses clássicos ao Brasil novamente! Sendo assim, só resta recomendar a leitura, para que vocês tenham a oportunidade de conhecer o suspense e tensão passada pelos tripulantes e dar de cara com o Alien pelas páginas do livro.


 Cortesia da Editora Aleph
Pâmela Fardim
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5.8.15

Jurassic Park [Michael Crichton]

Ed. Aleph, 2015 - 528 páginas:
      Uma impressionante técnica de recuperação e clonagem de DNA de seres pré-históricos foi descoberta. Finalmente, uma das maiores fantasias da mente humana, algo que parecia impossível, tornou-se realidade. Agora, criaturas extintas há eras podem ser vistas de perto, para o fascínio e o encantamento do público. Até que algo sai do controle. Em Jurassic Park, escrito em 1990 por Michael Crichton, questões de bioética e a teoria do caos funcionam como pano de fundo para uma trama de aventura e luta pela sobrevivência. O livro inspirou o filme homônimo de 1993, dirigido por Steven Spielberg.


Onde comprar:




Jurassic Park traz um tom profundo de nostalgia a todos que cresceram acompanhando os filmes relacionados a dinossauros, principalmente ao clássico adaptado por Spielberg (1993), na qual foi inspirado por esse livro. Crichton foi um grande conhecedor de dinossauros e tenta trazer todo o mistério que cerca esses animais para sua ficção. Então, as margens do lançamento do novo filme da franquia (Jurassic World, 2015), a Aleph traz esse lançamento da nova edição do livro, que é simplesmente magnífica. Ele apresenta uma diagramação fantástica, em tons de preto na virada de cada capítulo, conta com uma capa preta e vermelha que apresenta um raio x de um dinossauro, juntamente com o aspecto que mais chama a atenção de qualquer leitor que aprecia uma boa edição: a lombada vermelha.

O livro nos conta a história da fundação do "Jurassic Park", uma proposta apresentada pela empresa InGen, comandada por John Hammond, um grande apreciador dos dinossauros. Tal proposta seria de que em uma ilha da Costa Rica, seria construído um parque onde os dinossauros clonados pudessem viver livremente, contando com a apreciação de turistas. Dentro desse contexto, Hammond convidou vários pesquisadores de diversas áreas para que sua ilha fosse verificada, se realmente seria viável implantar o parque naquele lugar, naquelas condições. Todos viajam até a ilha, e como todos nós já sabemos: é aí que a confusão começa.

"Ao sul, assomando sobre as palmeiras, Grant viu um tronco solitário sem nenhuma folha, apenas um grande toco curvo. E então o toco se mexeu e virou para encarar os recém-chegados. Grant percebeu que não estava olhando para uma árvore. Ele estava olhando para o pescoço curvo e gracioso de uma criatura imensa, que se erguia quinze metros no ar. Ele estava olhando para um dinossauro." Pág 113

O livro se inicia em um tom bem misterioso, abordando pequenas aparições de lagartos no litoral da Costa Rica. Com esse tom, temos uma noção inicial do clima do livro, o teor científico aplicado (reflexo da formação acadêmica do autor, talvez). Outro aspecto é que o tempo todo, o livro traz um questionamento acerca da ética do cientista. Até que ponto os interesses do pesquisador estão isentos dentro do seu trabalho? Tecnicamente, deve-se sempre ser imparcial quanto à pesquisa, mas dentro da história narrada por Crichton percebemos os males que podem ser causados ao colocar a ciência direcionada para os próprios interesses.

Para aqueles que têm vontade de se aprofundar mais na história, o livro vem como uma grande oportunidade. E juntamente com isso, acho que essa nova edição da Aleph pode ser direcionada tanto para os fãs nostálgicos, quanto para aqueles que viram o novo filme recentemente e querem conhecer mais do universo de dinossauros. O livro, em minha opinião, poderia até ser mais cansativo, mas que conseguiu mesclar bem o conhecimento técnico-científico com o entretenimento. Esse é ponto forte para mim. Espero rever todos os filmes agora após a leitura, acho que será uma ótima experiência.


Cortesia da Editora Aleph

20 anos e Estudante de Psicologia. Bookaholic, apaixonada por músicas lindas. Maratonista de seriados de carteirinha, companion perdida do doctor e seguidora de Sherlock Holmes, Patrick Jane e Cal Lightman. Pensa em um dia conhecer o Reino Unido e é fã de uns caras conspiradores que tocam em uma banda chamada Muse.

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15.6.15

O Planeta dos Macacos [Pierre Boulle]

Pierre Boulle
Ed. Aleph, 2015 - 216 páginas:
      Em pouco tempo, os desbravadores do espaço descobrem a terrível verdade: nesse mundo, seus pares humanos não passam de bestas selvagens a serviço da espécie dominante... os macacos. Boulle revisita algumas das questões mais antigas da humanidade: O que define o homem? O que nos diferencia dos animais? Quem são os verdadeiros inimigos de nossa espécie? Publicado pela primeira vez em 1963, O planeta dos macacos, de Pierre Boulle, inspirou uma das mais bem-sucedidas franquias da história do cinema, tendo início no clássico de 1968, estrelado por Charlton Heston, passando por diversas sequências e chegando às adaptações cinematográficas mais recentes. Com milhões de exemplares vendidos ao redor do mundo, O planeta dos macacos é um dos maiores clássicos da ficção científica, imprescindível aos fãs de cultura pop.

Onde comprar:

A Editora Aleph lançou nesse ano - 2015 - uma nova edição (maravilhosa, diga-se de passagem) para O Planeta dos Macacos. Dentro dessa edição contamos com alguns trechos especiais, como uma nota à edição brasileira, por exemplo. Só conheço o nome "Planeta dos macacos" como ficção científica famosa do cinema, tanto que só pude assistir até hoje o filme recém-lançado (2014), sobre a origem. Ali nessa nota então, pude conhecer melhor sobre o contexto de lançamento do livro, lá em 1963 (mesmo ano do primeiro episódio de Doctor Who!). Antes mesmo do lançamento do filme que deixaria a história tão famosa, o livro já recebia a identificação de clássico. Isso é para termos uma noção da importância da narrativa que Pierre Boulle veio a criar, um visionário muito a frente de seu tempo.

O Planeta dos Macacos se inicia com um casal que faz uma viagem pelo espaço, quando encontram uma "garrafa viajante" com uma história escrita e inserida dentro dela. Quem narra tal história da garrafa é Ulysse Mérou, um astronauta desbravador que junto com a sua tripulação, tinham a missão de encontram um planeta semelhante a Terra para que se iniciasse uma exploração. Eles vão ao encontro da estrela Betelgeuse (aquela mesma do Guia dos Mochileiros das Galáxias, haha), e em seu sistema solar encontram um planeta bem parecido com a Terra, onde recebe o nome Soror. Porém ao aterrissar e passar um tempo, eles descobrem que o local já é povoado por humanos selvagens. Sim, daquele jeito de homens das cavernas, com conversas balbuciadas e sem roupa. Após iniciar uma interação, eles sofrem um ataque, onde para o azar de Ulysse, ele é capturado. A surpresa na verdade, fica por conta de que os sujeitos pensantes (e captores) daquele lugar são macacos. Ulysse é levado para uma espécie de laboratório, onde é feito com eles todo tipo de teste, inclusive o clássico condicionador de Pavlov, aquele de balançar o sininho e fazer a pessoa salivar. A partir daí, o protagonista inicia suas tentativas de provar aos macacos cientistas sua inteligência mais apurada e dotada de razão do que os outros homens, claramente ainda não desenvolvidos.

Fui positivamente surpreendida pela história de Boulle. Como disse antes, ainda não conhecia a narrativa a fundo e a oportunidade de ler o livro veio como uma luva. O autor brinca com alguns conceitos em alta na época, como Pavlov na psicologia e a etologia, por exemplo, além de toda a ciência em processo de descoberta do momento. Nitidamente na fala de Ulysse, vê-se a ironia do homem inverter o papel com o macaco; e na minha compreensão, por macaco pode-se colocar todo tipo de animal que sofra dos mesmos males na mão do ser humano. O julgar ser racional é totalmente relativo e Pierre Boulle traz isso de forma excepcional na história.

"Sim! Eu, um dos reis da criação, comecei a rodopiar em torno da minha beldade. Eu, a derradeira obra-prima de uma evolução milenar, perante todos aqueles macacos reunidos a me observar com ansiedade, perante um velho orangotango que ditava comentários à sua secretária, perante um chimpanzé fêmea que sorria complacente, perante dois gorilas sarcásticos, eu, um homem, invocando a desculpa das circunstâncias cósmicas excepcionais, plenamente convencido naquele instante de que existem mais coisas nos planetas e no céu do que jamais sonhou a filosofia humana, eu, Ulysse Mérou, dei início, à maneira dos pavões, em torno da maravilhosa Nova, à dança do amor." Pág. 79

Na parte inicial, percebi uma pequena influência de HG Wells, onde dá até para fazer algumas comparações com A Máquina do Tempo (1895). Gostei bastante das descrições do autor, sua citações, colocações e referências. O Planeta dos Macacos é um livro que já faz 50 anos, mas que continua a par das críticas feitas à ciência e à filosofia humana. É uma pena que Boulle não tenha vivenciado a era da Internet, pois cada vez mais suas ideias podem ser colocadas como forma de reflexão. Para quem é fã de ficção científica e distopia, ou que quer conhecer os gêneros, O Planeta dos Macacos se faz uma ótima opção para conhecer o tipo! Emoticon smile

Cortesia da Editora Aleph

20 anos e Estudante de Psicologia. Bookaholic, apaixonada por músicas lindas. Maratonista de seriados de carteirinha, companion perdida do doctor e seguidora de Sherlock Holmes, Patrick Jane e Cal Lightman. Pensa em um dia conhecer o Reino Unido e é fã de uns caras conspiradores que tocam em uma banda chamada Muse.

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