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3.7.15

Uma Casa no Meio do Caminho [Barry Martin]

Ed. Sextante, 2014 - 240 páginas:
      Um enorme shopping estava prestes a ser construído na cidade americana de Seattle, mas no meio do terreno havia a casinha de Edith Wilson Macefield, uma velhinha durona que estava decidida a não arredar pé dali. Quando o responsável pela obra, Barry Martin, foi conversar com ela, todos acreditaram que iria convencê-la a mudar de ideia. Mas estavam redondamente enganados. Nesta emocionante e singela história real, Barry conta como nasceu a inusitada amizade entre ele e Edith, e as lições de vida que aprendeu com ela. 

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Uma história que resgata o valor das lembranças e a importância de manter-se fiel aos sentimentos. Que fala de altruísmo. Esta é a premissa do livro Uma Casa no Meio do Caminho (Sextante, 240 páginas): um apanhado de lições que o autor, Barry Martin, oferta ao leitor a partir de sua convivência com a octogenária Edith.

A dependência de um idoso, nos últimos anos da vida, envolve todos os familiares. Enquanto vivencia a decadência física, também as pessoas que o cercam são abaladas e levadas a pensar na própria vida, na inevitável finitude, além dos aspectos mais práticos que a perda da autonomia impõe.

Barry é um engenheiro, supervisor encarregado da obra de um shopping center em um antigo bairro de Seattle. Em meio à demolição de antigas propriedades uma casinha resiste bravamente. Edith Wilson Macefield, 85 anos, não vai sair, não vai. A casa tem um valor sentimental importante demais para ela. Edith não se desfaz dos objetos que contam sua trajetória: vinis dos músicos que conheceu, livros que supostamente escrevera, quadros e souvenirs de viagens, bibelôs que acumulou durante uma vida intensa e cheia de aventuras. Teria mesmo sido uma espiã infiltrada entre os nazistas na segunda guerra? Teria vivido em um castelo e cuidado de crianças? Barry não sabe se acredita nas histórias que a velhinha conta aos poucos e sem detalhes. Cabe a ele costurar as informações que recebe para reconstruir uma personagem curiosa, corajosa e muito, muito ranzinza.

"A forma como ela vive e a escolha que fez de não sair de casa parecem despertar sentimentos muito fortes em desconhecidos. (...) Acho que é porque ela é genuína, autêntica. Está vivendo a própria vida sem pedir ajuda, piedade ou dinheiro. O fato de considerarmos isso tão surpreendente revela muito sobre nós."

Como seu trailer fica pertinho da casa de Edith, Barry passa a visitá-la diariamente, para saber se precisa de alguma coisa. Toda a área circunvizinha será do shopping, que envolverá a casinha antiga de Edith, porque ela não quer vender, não aceita os altos valores que são oferecidos. Não precisa de dinheiro, precisa ficar onde esteve durante boa parte de seus últimos anos. E onde está o seu coração.

Percebendo as dificuldades que ela enfrenta, começa a ajudá-la em pequenas tarefas diárias e, quando percebe, está fazendo as refeições de Edith, levando-a ao médico e preocupando-se tanto, como se fosse alguém da família... Um lindo laço de amizade e afeto os une, mas é Barry quem luta para que a harmonia predomine. Edith não é fácil, não é mesmo!

"Ela relatava as coisas de um jeito que não parecia ser para me impressionar. E sempre mudava de assunto se você insistisse em saber mais. Será que ela estava inventando as histórias e tinha medo de ser pega em alguma mentira? Ou os acontecimentos de seu passado eram reais demais e lhe causavam muita emoção? Eu não tinha a menor ideia."

A leitura é reflexiva, especialmente para o leitor que convive com um idoso. Mostra como Edith vai perdendo a capacidade de fazer coisas simples, mas não aceita ajuda e não quer reconhecer que não pode mais permanecer sem auxílio.

"Quando não sabia o que tinha, ela havia perdido o controle da própria vida; agora, ela estava no comando novamente. (...) Ao menos a partir desse momento ela podia tomar as grandes e importantíssimas decisões. Isso é algo que fazemos bem menos ao envelhecer - e a coisa mais importante que nós, ao ajudarmos um idoso, devemos lembrar. Eles passaram a vida inteira tomando grandes decisões sobre o próprio destino e o de outros."

Há momentos divertidos, especialmente quando Barry tenta manter a calma diante da impertinência, teimosia e até grosseria de Edith. E há também passagens onde sentimos uma compaixão imensa pelo homem que se dedica incansavelmente ao bem-estar da velhinha que só reclama. Barry passa, aos poucos, a cozinhar para Edith, a cuidar dos pormenores que a mantêm saudável e confortável. Cada vez mais ela exige a presença dele, que, enquanto dirige a grandiosa obra no entorno da casa, fica de olho nas necessidades da velha senhora. A coisa vai tomando dimensões sufocantes: Barry deixa de jantar com a família e, às vezes, até dorme na casa de Edith... Uma relação um tanto mal conduzida, mas que trará preciosas lições sobre a liberdade e os limites de cada um, dentre outras tantas, além de fazê-lo experimentar uma melhor relação com o pai, que adoece e precisa dele.

"Acho que ninguém está preparado para o momento em que os pais começam a envelhecer. Eu pelo menos não estava. Fiquei em estado de negação. Não é que eu não soubesse o que estava acontecendo com meu pai. Eu só não queria saber."

Tenho a forte impressão de que seria difícil suportar a carga que Barry carregou. Ele se dispôs a fazer coisas por Edith que poucos filhos fariam pela própria mãe! Nesse ponto, o autor merece o meu aplauso: não dispensou as revelações de suas dificuldades e compartilhou os sentimentos de raiva que experimentou, foi sincero com o leitor.

Ainda que a leitura mostre um lado mais triste da velhice, esta não deve ser vista como essencialmente um momento de perdas, afinal é no ocaso da vida que muitas pessoas se veem livres de obrigações e com tempo para realizar projetos engavetados e ousar aprender coisas novas. É assim que se mantêm ativas, produtivas e aproveitando o que antes era, de alguma forma, limitado. E Edith fez isso muito bem: resolvia todos os seus problemas, dirigia seu velho automóvel e aproveitava seus dias. Quando conhece Barry, infelizmente, já está nos últimos anos de sua magnífica caminhada e só por isso o peso do tempo a abate, deixando-a impossibilitada de cuidar de si.

Confesso que senti raiva de Edith em muitos momentos e tive vontade de sacudir Barry por aguentar tantos abusos... Ao mesmo tempo, Edith seduz o leitor, é inteligente, engraçada, uma mulher forte e notável. Enquanto descreve a relação de ambos, Barry se revela, reavalia a própria vida. Tudo o que aprendeu com Edith parece ter sido um estágio para agora encarar a nova condição de seu pai:

"Acho que meu desejo era termos uma última memória bonita e marcante juntos. Além disso, eu não gostava de ver meu pai ali, sentado no sofá o dia inteiro. É uma tendência que as pessoas têm quando alguém próximo fica muito doente: deixá-lo o tempo todo num quarto, em silêncio, para tentar preservar sua força e sua energia e evitar que passe por algum perigo. Para alguns doentes isso não é problema, mas para outros é uma sentença de morte (...)."

A leitura é interessante, apesar dos pontos repetitivos, exatamente como é a rotina de cuidados com um idoso tão dependente, mas que tem uma história tão bonita para contar. Me fez enxergar coisas que antes escapavam, perceber pessoas queridas que começam a apresentar fragilidades quando antes eram fortes e decididas. Mostrou o quanto ficaremos vulneráveis e um tanto carentes. Gabriel García Marquez disse que: “O segredo de uma velhice agradável consiste apenas na assinatura de um honroso pacto com a solidão.” Doloroso, não? O livro mostra – embora sem esta intenção - que precisamos dar mais amor e atenção aos mais velhos. Fatalmente vai mudar sua maneira de lidar com eles. E como estamos vivendo cada vez mais – e melhor -, fica a reflexão sobre nossos dias futuros.

Lembrei da doce e inesquecível convivência que tive com minha avó, que dizia: “não sou idosa, sou velha, não gosto de amenizar a decrepitude, aceito-a”. Sábia vovó.

A história de Edith inspirou a divulgação do filme Up: Altas Aventuras.

Link do livro no Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/425713ED482151


Cortesia da Editora Arqueiro

Cearense, fisioterapeuta e mãe. “Eu não tenho o hábito da leitura. Eu tenho a paixão da leitura. O livro sempre foi para mim uma fonte de encantamento. Eu leio com prazer. Leio com alegria.” Ariano Suassuna.

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29.7.14

Eu Compro, Sim! Mas a Culpa é dos Hormônios [Pedro de Camargo]

Eu Compro, Sim! Mas a culpa é dos Hormônios [Pedro de Camargo]
Ed. Novo Conceito, 2013 - 192 páginas:
     Entenda o comportamento do consumidor e aprenda a comprar com consciência! Este é um livro divertido e também muito sério. A proposta sensacional de Pedro de Camargo é demonstrar, da forma mais simples possível, como nosso comportamento de consumo está diretamente ligado aos neurotransmissores responsáveis pelas sensações de prazer. Parece complicado, mas sob a escrita de Camargo você vai compreender perfeitamente alguns de seus comportamentos pouco ortodoxos, embora comuns, como assaltar a geladeira em noites mais frias, ou comprar aquele monte de bobagens que nunca, em toda a sua vida, pretendeu usar... E, como cortesia, com as dicas no fim de cada capítulo é possível aprender a combater seus próprios neurotransmissores endoidecidos - e consumistas - e conquistar o orçamento saudável com que sempre sonhou.  

Onde comprar:


De fácil leitura e compreensão, Eu compro, Sim! Mas a culpa é dos hormônios é bem embasado em artigos e pesquisas científicas. Por curiosidade contei as referências bibliográficas no final do livro. São 115 no total, entre artigos, revista, sites e blogs. Isso me surpreendeu bastante e trouxe credibilidade no assunto.

Mesmo com todos os termos de neuroanatomia, neurotransmissores; e explicações que passam por finança comportamental, genética, comportamento biológico e cérebro ancestral esse livro é agradável, simples e explicativo. Com um assunto relevante e interessante.

Pedro de Camargo em 119 páginas, nos mostra uma caminho para solução dos nossos impulsos e vícios consumistas exacerbados. Capítulos curtos com títulos irreverentes, cheios de dicas divertidas, truques simples e conselhos úteis no final de cada um deles, faz a leitura ser mais rápida, dinâmica e super leve, mesmo com termos técnicos, não é cansativa. Toda essa explicação ajuda a acalmar, e traz discernimento para mudar nosso modo de agir e combater nossos comportamentos compulsivos. É voltado para as mulheres, e o autor se dirige a elas diretamente, mostrando como funciona os nossos impulsos em diferentes situações.

A diagramação é muita bonita e agradável. Adoro as páginas amarelas! Você aprende e se diverte ao mesmo tempo. Recomendo, principalmente, para quem gasta demais. Acho que toda garota, em algum momento de sua vida, deveria ler esse livro, nem que seja para explicar aquela última compra que você nunca vai usar.


Cortesia da Editora Novo Conceito
Rayana Borges
Sou baiana e estou há 9 anos morando em Vitória-ES. Vim estudar e encontrei verdadeiros amigos que transformaram essa cidade num lar. Dizem que sou divertida, sonhadora e que falo demais. Apaixonada por livros, filmes e séries; e tentando conciliar esse amor com o trabalho. Uma pessoa me disse que "a leitura faz de nós todos emigrantes, mas mais importante que isso nos dá casas por toda parte".

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28.7.14

Êxtase, Vol. 04 - Série Notorious [Nicole Jordan]

Êxtase-Nicole-Jordan
Ed. Essência, 2014 - 380 páginas:
      Depois de ver sua mãe definhar por causa de um amor perdido, Raven Kendrick jurou nunca entregar seu coração. Mas quando sua vida se transforma em um escândalo, ela é forçada a aceitar uma proposta de casamento do sensual proprietário da casa de jogos mais conhecida de Londres. Embora fortemente atraída por seu enigmático salvador, Raven luta para resistir ao marido, cujas carícias prometem um êxtase além de suas fantasias mais selvagens. Para salvar a reputação da inocente jovem, Kell Lasseter se vê obrigado a sacrificar sua liberdade casando-se com a deslumbrante garota, uma vez que o irmão dele foi o causador da ruína de Raven. Desprezado por seu sangue irlandês e seu passado obscuro, Kell não pode negar que essa mulher geniosa e encantadora é diferente de todas as outras que já conheceu...  

Onde comprar:


A Série Notórios, constituída de romances de época, chega a seu quarto volume com a publicação de Êxtase. Como já informamos nas postagem anteriores, apesar de se tratar de uma série, são únicos, inclusive podemos ler fora de ordem, pois não afeta a leitura. Os personagens dos livros moram na mesma Londres do século XIX e são amigos, só que uma história não interfere na outra.

Raven, a mocinha desta trama, sempre suportou a secreta vergonha de sua concepção desde que crescera o bastante para compreender a palavra "bastarda". Filha de uma jovem aristocrática inglesa, nasceu nas Antilhas, pois sua mãe caiu em desgraça quando se apaixonou e engravidou de um homem casado, sendo obrigada a casar-se com outro e ir morar longe da Inglaterra, perdendo todos os privilégios com os quais tinha sido criada. Durante muitos anos, sua mãe, Elisabeth, somente sonhava que sua filha pudesse voltar a Inglaterra e assumir sua posição na sociedade inglesa, e, em seu leito de morte, fez Raven jurar que se casaria com um nobre. Apesar de dolorosamente abalada após a perda de sua mãe, Raven reconciliou-se com seu avô visconde e a bruxa da tia-avó, vindo a morar em Londres para debutar na sociedade, pois estava determinada a cumprir sua promessa.

Sua primeira temporada foi um triunfo, conquistou incontáveis admiradores e recebeu várias propostas de casamento. Seu futuro marido, o duque de Halford, era um aristocrata orgulhoso e obstinado - com o dobro de sua idade - mas ela ia enfim se tornar uma Lady, ficando protegida de seu duvidoso passado. E para suprir seu espírito inquieto, quando ansiasse pela paixão, recorreria a suas fantasias e a seu amante pirata imaginário. 

Mas no dia de seu casamento, Raven foi raptada. E é aí que conhece Kell, seu salvador deste infortúnio. Dono de um renomado clube de jogo, Kell despreza a aristocracia inglesa, pois sua mãe foi desdenhada pela família de seu pai por ser uma irlandesa pobre, o que acabou levando-a a morte. Kell é simplesmente irresistível, deixa qualquer mulher sem folego!

Raven e Kell são personagens fortes e determinados, tornado a leitura dinâmica e prazerosa. O embate entre eles é bem equilibrado, resultando em várias cenas bem divertidas:

- Eu tenho nome, senhorita Kendrick.
- Não duvido. Canalha, patife, ordinário...

- Quer fazer o favor de parar de me chamar de senhora Kendrick com este tom odioso?
- E como quer que eu a chame? De megera, de demônio do infernos?

Eles também tem em comum um passado sofredor. Será que vão conseguir se desprender das amarras do passado para viverem um futuro feliz? Uma coisa é certa, quando os dois estão próximos, entram em êxtase e a paixão aflora. Com tantos ingredientes sensuais, o livro é um prato cheio para quem gosta do gênero.

Série Notorious:

01. Sedução (2009) - Damien Sinclair e Vanessa Wyndham
02. Paixão (2013) - Nicholas Sabine e Aurora Demming - Resenha
03. Desejo (2013) - Lucian Wycliff e Brynn Caldwell - Resenha
04. Êxtase (2014) - Kell Lasseter e Raven Kendrick - Resenha Atual


Cortesia da Editora Planeta
Gisela Menicucci Bortoloso
Capixaba, leonina, analista de sistemas e mãe. Apaixonada por livros, sou uma leitora compulsiva e como o tempo é curto, leio em todo o lugar: esperando o elevador, dentro do ônibus, no salão de beleza... Ler é meu prazer e minha paixão!

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25.7.14

A Máquina de Contar Histórias [Maurício Gomyde]

Ed. Novo Conceito, 2014 - 192 páginas:
      Na noite em que o escritor best-seller Vinícius Becker lançou A Máquina de Contar Histórias , o novo romance e livro mais aguardado do ano, sua esposa Viviana faleceu sozinha num quarto de hospital. Odiado em casa por tantas ausências para cuidar da carreira literária, ele vê o chão se abrir sob seus pés. Sem o grande amor da sua vida, sem o carinho das filhas, sem amigos... O lugar pelo qual ele tanto lutou revela-se aquele em que nunca desejou estar. Vinícius teve o mundo nas mãos, e agora, sozinho, precisa se reinventar para reconquistar o amor das filhas e seu espaço no coração da família V. Uma história emocionante, cheia de significados entrelaçados pela literatura, mostrando que o amor de um pai, por mais dura que seja a situação, nunca morre nem se perde. 

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Quanto vale a realização dos planos profissionais e o sucesso proveniente dessa conquista? Será possível escolher o sucesso em detrimento da família? Em seu novo livro, Mauricio Gomyde traz esta e outras reflexões numa história familiar bonita e envolvente. O que mais aprecio no estilo do autor é a capacidade de traduzir a realidade em seus livros. As dificuldades enfrentadas pelos personagens podem ser minhas, suas ou de pessoas próximas a nós. Podem estar na novela das oito, numa manchete de jornal e, especial e mais profundamente, nas páginas de um livro apaixonante. Assim é A Maquina de Contar Histórias.

Vinicius Becker é um escritor no auge do sucesso. Seus livros vendem muito e atravessam fronteiras. Fez fortuna, assume muitos compromissos profissionais e deixa em segundo plano a esposa Viviana e as filhas Valentina e Vida, que com ele formam a bonita “Família V”. No dia do lançamento do novo livro, Viviana sucumbe à leucemia num leito de hospital. Vinicius não estava lá. E também não estava presente na rotina da família. Então a culpa lhe cai sobre os ombros de maneira implacável. Com o peso do remorso faz uma retrospectiva de seus últimos anos, plenamente dedicados à construção do grande escritor que se tornou. E a família?

Valentina não perdoa. Em plena adolescência conviveu com a doença da mãe e a ausência do pai, sozinha para lidar com a dor e as dificuldades que se multiplicavam. A revolta é a sua arma para demonstrar toda a indignação, todo o pesar que teve que suportar. Ela precisa externar o que ficou contido enquanto a mãe perdia as forças e o pai viajava. Como drenar o misto de mágoa e necessidade de ajuda, no momento extremo em que essa menina precisa de um colo acolhedor e alguém que diga que tudo ficará bem?

Envolto no luto, incapaz de se entender com a rebelde Valentina e a pequena Vida cheia de medos, Vinícius está no abismo que jamais imaginou contar em suas histórias meticulosamente criadas para encantar leitores e vender milhões. O comportamento de Valentina é uma acusação permanente da culpa de um pai negligente, de um marido que não soube enfrentar a doença e declínio da esposa – e encontrou refúgio no trabalho. Vida representa a esperança de corrigir os erros cometidos na criação das filhas. A vida real pode ser muito cruel, não adianta fugir às regras do velho ditado: ‘a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória’...

Pensando em trazer as filhas para perto de si, Vinicius decide fazer uma viagem. Serão dias de luta em busca de corrigir o que ficou deteriorado na relação com Valentina, de reconstrução dos laços que devem unir pai e filhas, de reaprender o valor do convívio, do encantamento com o crescimento das meninas. A necessidade de perdão mútuo se revela tão avassaladora que não há outra saída para que os três voltem a ser uma família. A paixão pela literatura é um bom caminho para o reencontro...

Muitas emoções me tomaram durante a leitura. Apesar das poucas páginas, a densidade emocional é tamanha que não consegui absorver tudo de uma vez. Precisei de pausas a cada final de capítulo, tanto para entender as razões de Vinícius como para aguentar a dor de Valentina – e o reflexo desse sofrimento atormentando o pai. Como mãe, sei que criar filhos é um investimento que demanda tempo, dedicação, paciência, parceria. É lindo vê-los crescendo, tornando-se sujeitos do mundo, diferentes de nós e de nossas expectativas. Só perdoei Vinicius quando ele percebeu o tamanho do erro e corajosamente decidiu refazer o caminho do coração.

Além da narrativa carregada de emoção, o autor nos presenteia com ingredientes preciosos: trilha sonora soberba, viagem cultural e gastronômica estimulante e a revelação da rotina de um escritor. É bom descobrir o método que Vinícius Becker utiliza na criação de seus livros – e perceber como Valentina anda na contramão do pai, mas valida outros caminhos para fazer literatura... A editora caprichou na diagramação: setinhas de play, recuo e avanço indicando o tempo presente e passado, letrinhas soltas no começo de cada capítulo, remetendo à ideia de uma vida literária onde fervem palavras, frases e inspirações. A bela capa está em harmonia com o texto.

Pouquíssimos livros me fizeram chorar de emoção e A Máquina de Contar Histórias está nessa lista. Sou inclinada a cair de amores por narrativas que ficam reverberando dentro de mim. Não consegui descrever tudo que senti, ruminei por dias as impressões que gostaria de compartilhar. Amar dói e faz crescer. Amar está muito além das frases bonitas em construções perfeitas impressas em best-sellers. Amar é um processo, amar é estrutural. Não se forma uma família sem esse poderoso alicerce. Amor é conquista, é a linguagem do coração, é o produto da verdade que carregamos dentro do peito. A tradução do amor (que se sente e que se dá) é a felicidade.

Obrigada, Maurício Gomyde, por tecer e mostrar os sinuosos caminhos do amor em família numa comovente e sensível história, em linhas férteis de um livro lindo!

http://www.skoob.com.br/livro/382755

Cortesia da Editora Novo Conceito
Manu Hitz
Cearense, fisioterapeuta e mãe. “Eu não tenho o hábito da leitura. Eu tenho a paixão da leitura. O livro sempre foi para mim uma fonte de encantamento. Eu leio com prazer. Leio com alegria.” Ariano Suassuna.

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24.7.14

A Filha do Louco [Megan Shepherd]

A Filha do Louco [Megan Shepherd]
Ed. Novo Conceito, 2014 - 416 páginas:
      Juliet Moreau construiu sua vida em Londres trabalhando como arrumadeira — e tentando se esquecer do escândalo que arruinou sua reputação e a de sua mãe, afinal ninguém conseguira provar que seu pai, o Dr. Moreau, fora realmente o autor daquelas sinistras experiências envolvendo seres humanos e animais. De qualquer forma, seu pai e sua mãe estavam mortos agora, portanto, os boatos e as intrigas da sociedade londrina não poderiam mais afetá-la... Mas, então, ela descobre que o Dr. Moreau continua vivo, exilado em uma remota ilha tropical e, provavelmente, fazendo suas trágicas experiências. Acompanhada por Montgomery, o belo e jovem assistente do cirurgião, e Edward, um enigmático náufrago, Juliet viaja até a ilha para descobrir até onde são verdadeiras as acusações que apontam para sua família. 

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Justificando as 5 estrelas, para quem gosta de suspense e de histórias variadas, esse e um bom livro, um tema completamente diferente dos que leio normalmente, com histórias de vida totalmente incomuns. E bem macabro, mostra a história de um homem que se deixou levar por uma loucura tão grande que abre mão da sua própria família. E de uma garota que tenta descobrir quem é o seu pai, por que aquele homem que ela reencontra não se parece nada com o que ela conheceu ou toda aquela obscuridade estava toda ali e ela não quis ver.

Juliet Moreau vive em Londres e trabalha como arrumadeira na universidade em que seu pai lecionava, uma jovem muito bonita que teve toda sua vida arruinada com um escândalo causado pelo seu pai. Depois que ele desapareceu ou morreu, ninguém soube dizer, sua mãe fez de tudo para mantê-las, mas no final sucumbiu à tuberculose e os que eram seus "amigos", quando seu pai era um cirurgião de grande renome, lhes viraram as costas.

Mas a vida da voltas e ela acaba por encontrar um dos escritos de seu pai, e vai à sua procura. Para sua surpresa, quem ela encontra é seu velho amigo/criado Montgomery, que havia sumido na mesma época em que seu pai despareceu. E por ele, ela descobre que seu pai está vivo e que refugiou-se em um ilha tropical. Juliet resolve, por força do destino, que irá procura-lo, para descobrir o que o fez abrir mão da sua família.

Montgomery é agora um jovem medico, assistente de seu pai, e se transformara em um rapaz muito bonito, isso abala a jovem Juliet, que fica ainda mais confusa quando no meio da viajem turbulenta para a ilha encontra um enigmático naufrago. Edward, cheio de cicatrizes e, como ela, um sobrevivente dos infortúnios da vida. Ele acaba indo para a ilha com eles para o desgosto de Montgomery.

Na ilha, o reencontro com seu pai começa com um verdadeiro desastre, e tudo lá a faz ficar entre o medo e a curiosidade. E todas as suas perguntas ficam em segundo plano quando ela vê o que acontece naquele lugar, ela não só descobre que os boatos eram verdadeiros como também que seu pai continuou as suas experiências na ilha. E para seu horror uma das experiências foge do controle e então começa uma caçada mortal.

Entre o romance e o medo, ela tenta descobrir a loucura do pai e o nível de sua própria loucura. A paixão doentia pela ciência que cegara seu pai pode tê-la afetado também? Quem eram aquelas criaturas que a cercavam? Um livro de muito suspense, emocionante e intrigante.


Cortesia da Editora Novo Conceito
Tainá Rodrigues Cunha
Guarapariense, gastrônoma e apaixonada por todos os tipo de arte. Ler é uma forma de escape prazeroso da nossa realidade. Assim como as comidas que cozinho me alimentam o corpo, os livros alimentam minha alma.

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23.7.14

De Volta para Casa [Karen White]

De Volta para Casa [Karen White]
Ed. Novo Conceito, 2013 - 446 páginas:
      Cassie Madison fugiu de Walton, Geórgia, para Nova York quando soube que sua irmã, Harriet, e seu amor, Joe, a tinham traído e iam se casar. Ao chegar em Manhattan, sua ideia era se reinventar, mergulhar de cabeça na carreira e até mesmo perder o sotaque provinciano. Tudo para apagar seu passado marcado pela traição e por uma família que não lhe tratara com o devido cuidado. Mas, numa noite, um único telefonema de sua irmã trouxe de volta tudo o que ela pretendia esquecer. Com o pai muito doente, ela foi obrigada a fazer a viagem de volta e, enquanto arrumava as malas, seus maiores medos eram que o pai morresse sem que ela pudesse estar com ele e... encontrar a família feliz que Harriet e Joe tinham construído. 

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Cassandra Madison deixou para trás a pequena cidade de Walton na Geórgia junto com todos os seus problemas de adolescências. Hoje, na Big Apple, é uma mulher independente, bem sucedida e noiva do seu sócio Andrew. Até que uma ligação de sua irmã, Harriet, a leva de volta para sua cidade natal. Agora, Cassie vai ter que lidar com seu pai muito doente; sua irmã casada com seu ex-namorado, Joe, e mãe de cinco crianças distribuídas igualmente ao longo de 15 anos de casamento feliz, estável e amoroso; que querem uma tia presente e participativa em suas vidas.

Cassie está em conflito. Entre sentimentos de rancor, ressentimento e humilhação pela traição sofrida e o carisma, humildade e amor incondicional de pessoas simples de uma cidadezinha ao sul que ela lutou tanto para esquecer.

Se não bastasse toda essa montanha russa de sentimentos, surge um médico lindo e sedutor, um corretor imobiliário com caráter questionável e misteriosas cartas para seu pai, encontradas no porão, que revelam um grande segredo a muito tempo escondido, mas que podem guiá-la em uma busca por perdão, autoconhecimento e uma solução para seus conflitos. Tudo isso, regado a muito sorvete caseiro de pêssego e caçadas noturna a vagalumes.

De Volta Para Casa, de Karen White, publicado pela Editora Novo Conceito com todo esmero, capa linda, páginas amareladas e um história estonteante que em 447 páginas leva o leitor das lágrimas aos suspiros e no intervalo desses dois às gargalhadas.

Ver Cassie reencontrar sua cidade natal, sua família e rir de todas as suas travessuras de criança e adolescente é inspirador, o relacionamento das irmãs, dela com o pai e com os sobrinho é lindo, o sentimento de família que nos envolve é muito forte e transborda nos 30 capítulos. As páginas acabam, mas as personagens e os valores familiares ficam com você por muito tempo.


Cortesia da Editora Novo Conceito
Rayana Borges
Sou baiana e estou há 9 anos morando em Vitória-ES. Vim estudar e encontrei verdadeiros amigos que transformaram essa cidade num lar. Dizem que sou divertida, sonhadora e que falo demais. Apaixonada por livros, filmes e séries; e tentando conciliar esse amor com o trabalho. Uma pessoa me disse que "a leitura faz de nós todos emigrantes, mas mais importante que isso nos dá casas por toda parte".

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22.7.14

Legend - A Verdade Se Tornará Lenda, Vol. 1 [Marie Lu]

Ed. Prumo, 2012 - 256 páginas:
      Ambientado na cidade de Los Angeles de 2130 d.C., na atual República da América, conta a história de um rapaz - o criminoso mais procurado do país - e de uma jovem - a pupila mais promissora da República -, cujos caminhos se cruzam quando o irmão desta é assassinado e a ela cabe a tarefa de capturar o responsável pelo crime. No entanto, a verdade que os dois desvendarão se tornará uma lenda. 

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Não estava com muitas expectativas para ler Legend pois a maioria dos livros que eu sempre ouço elogios, acabo não gostando ou não achando nada demais. Então, comecei Legend com um pé atrás. Logo no início da leitura minha opinião se mantinha. E por isso, parei de ler na página 67 e comecei outra leitura. Um tempo depois, decidido a dar outra chance a Legend e ele se tornou totalmente viciante.

No futuro alternativo criado por Marie Lu, June é o prodígio da República da América, e Day, o criminoso mais procurado do país. Quando o irmão de June é assassinado, todas as suspeitas caem em cima de Day, e destinada a vingar a morte do irmão, June fará qualquer coisa para ver Day atrás das grades - e morto. Após alcançar Day, e após ela o interrogar, o fugitivo insiste em dizer que não é o assassino de Metias em sua cela. Para June, a República sempre fez de tudo para proteger seu povo. Mas porque Day ainda insiste em negar? E porque ela não consegue tirar suas palavras da cabeça? Porque ela não consegue esquecer tudo de ruim que ele disse sobre a República? Nada é o que parece, e June terá que repensar conceitos que são passados a ela desde a infancia. Conceitos que podem custar a vida de Day. Mas o que ela irá escolher? Ser fiel a bandeira da República, ou salvar o fugitivo que ela ama?

Day não pode voltar para casa. Ele vive com Tess, sua amiga, pelas ruas de Los Angeles, roubando para sobreviver. Seu irmão, Éden, está contaminado por uma das pragas que vivem dominando a cidade, e Day tenta de tudo para conseguir dinheiro para comprar um soro contra a praga, para salvar a vida de seu irmão.

Ambos os personagens são apaixonantes, adorei o estilo frio dos dois e o jeito que eles percebem cada detalhe que passaria despercebido por todos nós. Em uma narração dupla maravilhosa, o livro te surpreende e tira o seu fôlego a cada etapa. É composto quase completamente por ação, com somente algumas cenas de romance, o que me agrada. Nada é meloso, dramático ou previsível demais. Resumindo, o livro não me prendeu no começo, fazendo eu desistir da leitura, mas compensa em seu final.

Os dois primeiros livros da trilogia: Legend e Prodigy - foram lançados no Brasil pela editora Prumo. Porém, o terceiro livro da trilogia - Champion - será lançado pela editora Rocco.

Samuel Teixeira de Almeida
Estudante carioca de 14 anos apaixonado por livros e por séries de TV. Li 23 livros em 4 meses de 2014 e 24 em 2013. Membro da Franqueza em Divergente, morador do Distrito 12 em Jogos Vorazes, Moroi em Academia de Vampiros e Caçador de Sombras em Os Instrumentos Mortais.

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21.7.14

Incendeia-me, Vol. 3 [Tahereh Mafi]

Ed. Novo Conceito, 2014 - 384 páginas:
      O destino do Ponto Ômega é desconhecido. Todas as pessoas com quem Juliette se importa podem estar mortas. Talvez a guerra tenha chegado ao fim antes mesmo de ter começado. Juliette foi a única que restou no caminho d O Restabelecimento. E sabe que, se ela sobreviver, O Restabelecimento não sobreviverá. Entretanto, para destruir O Restabelecimento e o homem que quase a matou, Juliette vai precisar da ajuda de alguém em quem nunca pensou que pudesse confiar: Warner. Enquanto eles lutam juntos para combater o inimigo, Juliette descobre que tudo que ela pensava saber sobre seu poder, sobre Warner e até mesmo Adam era uma mentira. 

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Enfim saiu o terceiro e último livro da Trilogia Estilhaça-me. Esta distopia é uma das minhas preferidas.

Distopias vieram para ficar, são histórias geralmente voltadas para os jovens e acredito que este tipo de leitura cumpre o dever de mostrar a este público valores importantes que muitas vezes são deixados de lado quando vivemos a tanto tempo numa democracia e esquecemos várias atrocidades cometidas em épocas passadas, mas que ainda acontecem um vários lugares deste amplo planeta em que vivemos.

No mundo de estilhaça-me, governado por um regime totalitarista chamado "O Restabelecimento", um grupo de jovens, em sua maioria providos de poderes especiais, se uniram para lutar contra este governo no intuito de melhorar as condições humanitárias e ambientais. São garotos que foram obrigados a pegar em armas.

Aqui destaca-se Juliette, uma adolescente de 17 anos, que é por si só, uma arma letal nesta guerra, mas muito desgastada emocionalmente, pois foi rejeitada pelos seus pais e ficou trancafiada em hospitais e manicômios quase toda a sua vida, até que Warner, comandante do Setor 45, uma base do exército, resolve solta-la para estudar suas habilidades especiais. Para isso, Warner utiliza-se dos serviços do soldado Adam, que acaba se apaixonando por Juliette, fugindo assim com ela para se juntarem ao grupo de oposição. Acontece que o perigoso Warner, não desiste de recuperar Juliette e um triangulo amoroso é então formado.

"- Não... Você não entende nada - ele dispara - Você não me entende, você não se entende e você não entende que está agindo como uma criança idiota que se deixou ganhar uma lavagem cerebral de um psicopata"

Eu gostei do desfecho do livro, mas não concordo com o modo em que a autora conduziu sua história até chegar nele. Não "engoli" muitas coisas que aconteceram, principalmente o fato de uma menina de 17 anos, insegura, imatura e sem nenhuma experiência de vida, acreditar de uma hora para outra que pode vencer um regime totalitário mundial e, pior, ser sua próxima líder.

"- Sou Juliette Ferrats e vou liderar esta nação. Desafio qualquer um que se oponha a mim."

Até aceito que ela possa ser uma grande arma nesta guerra, mas nunca, nunquinha mesmo, passar a liderar toda uma nação. Totalmente Sem Noção. Mas, quando lemos livros de fantasia, temos que nos abstrair destes "pequenos" detalhes e curtir pontos positivos que o livro te oferece. De qualquer maneira, fica aqui meu desabafo.

Quanto ao triangulo amoroso entre Juliette e o fofo soldado Adam (que a autora resolveu não torna-lo mais tão fofo) e o frio e cruel comandante Warner (que a autora resolveu não torna-lo mais tão frio e cruel), terminou com eu já previa (é só ler os 2 contos que fica facial adivinhar o final), mas novamente discordei da condução utilizada pela Tahereh, muito tempo perdido em conversas infantis entre Juliette e kenji, enquanto assuntos mais sérios deveriam ser tratadas com mais carinho e atenção.

Bem, apesar de alguns agraves gostei muito da trilogia e recomendo a leitura.

Os livros são melhores compreendidos se você ler também seus contos, na ordem apresentada abaixo. Os dois contos podem ser baixados gratuitamente: Destrua-me, vol. 1.5, uma história contada do ponto de vista de Warner, o cruel líder do Setor 45 e Fragmenta-me, vol. 2.5, que mostra os pensamentos do soldado Adam, namorado de Juliette.

1.0. Estilhaça-me - Resenha
1.5. Destrua-me - Baixe aqui
2.0. Liberta-me - Resenha
2.5. Fragmenta-me - Baixe aqui
3.0. Incendeia-Me - Resenha atual

Cortesia da Editora Novo Conceito
Gisela Menicucci Bortoloso
Capixaba, leonina, analista de sistemas e mãe. Apaixonada por livros, sou uma leitora compulsiva e como o tempo é curto, leio em todo o lugar: esperando o elevador, dentro do ônibus, no salão de beleza... Ler é meu prazer e minha paixão!

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18.7.14

Amor Disfarçado, Vol. 2 [Jessica Brody]

Ed. Novo Século, 2014 - 343 páginas:
      Nenhum tipo de relacionamento parecia bom o suficiente para Jennifer. Afinal de contas, seu trabalho já havia sido o golpe final na vida de muitos casais: Jennifer era contratada por esposas e namoradas desconfiadas para aplicar um “teste de fidelidade” em seus parceiros. Colocava à prova as fraquezas dos homens, e esse não era exatamente o tipo de trabalho que se prestava à intimidade. Quando Jamie Richards entra em sua vida, no entanto, tudo muda. Em meio às mudanças vem a promessa de trocar o estilo de vida secreto por “algo mais normal”. A agência de Jen está prosperando, e parece que as coisas não poderiam ficar melhores. Até que ela recebe uma proposta surpreendente. Conseguirá Jennifer Hunter forçar-se a abandonar sua antiga vocação para dedicar-se ao homem perfeito? Ou a tentação de realizar o amor sob um disfarce é mais forte?  

Onde comprar:

Amor Disfarçado é a continuação de A Amante Infiel já resenhado aqui no blog. Como comentamos anteriormente, as capas dos livros e seus títulos podem induzir ao leitor uma trama "hot", mas não se enganem, o livros são "new adult". Um ponto positivo do livro é que, apesar de ser uma continuação, pode ser lido independente do volume anterior.

Jennifer Hunter nunca se viu uma mulher apaixonada, o amor não era um objetivo, era algo que pularia casualmente de sua vida e como inspetora de fidelidade, os únicos relacionamentos que encontrava eram aqueles que estavam desmoronando. Até conhecer Jaime, quando então sua percepção sobre o amor mudou.

"Por isso, fiquei doente, peguei o vírus, aquele que faz a gente começar as frases com "nós" e terminar com as palavras "não é mesmo, querido?""

Ela e Jaime já estão namorando a mais de um ano e agora Jennifer está somente na administração do seu negócio, sua agencia de inspeção de fidelidade cresceu, ela não faz mas o trabalho de "campo". Para este serviço contratou 5 mulheres e 1 homem, pois os negócios também estavam progredindo para este mercado, a inspeção de fidelidade feminina. 

"E agora posso dizer, em primeira mão, que as mulheres casadas... gostam de homem de uniforme."

Jennifer também garantiu a Jaime que não faria "nunca mais" trabalho de campo, não usaria de maneira alguma o codinome Ashlyn, ela iria sim, contentar-se somente com a administração de sua empresa. Até que se vê em uma encruzilhada, uma de suas funcionárias foi presa horas antes de realizar um importante trabalho de inspeção de fidelidade. O que fazer, decepcionar sua cliente, que aguarda esta resposta para tomar uma grande decisão na sua vida ou fazer o serviço de campo ela mesma? 

Jennifer vai ter que olhar para dentro de si mesma e descobrir o que realmente quer e principalmente quais são seus maiores medos, e então lidar com seus próprios problemas.

Este livro em especial, não passa de uma continuação pegando carona no sucesso do primeiro. Eu particularmente gostei do tipo de narração da Jessica Brody, é divertida em alguns pontos, romântica em outros e ainda procura passar alguns conselhos para o leitor. 


Cortesia da Editora Novo Século
Gisela Menicucci Bortoloso
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