Consegui finalmente ler a aclamada série Crônicas de Amor e Ódio de Mary E. Pearson, que agora conquistou mais uma fã. É realmente imperdível para quem gosta do gênero e reforço o coro das recomendações. Os volumes são todos maravilhosos, a começar pelas capas belíssimas e pelo acabamento primoroso. Para quem ainda não aderiu e quer saber um pouco mais sobre a série, pode ler as resenhas, pois todos os quatro livros já foram resenhados aqui.
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Consegui finalmente ler a aclamada série Crônicas de Amor e Ódio de Mary E. Pearson, que agora conquistou mais uma fã. É realmente imperdível para quem gosta do gênero e reforço o coro das recomendações. Os volumes são todos maravilhosos, a começar pelas capas belíssimas e pelo acabamento primoroso. Para quem ainda não aderiu e quer saber um pouco mais sobre a série, pode ler as resenhas, pois todos os quatro livros já foram resenhados aqui.
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| Ed. Arqueiro, 2018 - 271 páginas |
- "Theodora Saxby é a última mulher com quem se poderia esperar que o lindo James Ryburn, herdeiro do ducado de Ashbrook, se casasse. Mas depois de um pedido romântico feito na frente do próprio príncipe, até a realista Theo se convence de que o futuro duque está apaixonado. Ainda assim, os tablóides dizem que a união não durará mais do que seis meses. Em seu íntimo, Theo acredita que os dois ficarão juntos para sempre até que ela descobre que o que James desejava não era seu amor, mas seu dote. E a sociedade, que primeiro se chocou com seu casamento, se escandaliza com sua separação. Agora James precisará enfrentar a batalha de sua vida para convencer Theo que ele amava a patinha feia antes que ela se transformasse em cisne. E Theo logo descobrirá que, para um homem com alma de pirata, vale tudo no amor – e na guerra."
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| Ed. Suma de Letras, 2018 - 288 páginas |
- "Um serial killer com poderes paranormais está assassinando evangelistas famosos — e os vídeos de cada um deles sendo torturados ganham cada vez mais público na internet. O assassino se proclama o novo messias, e os pecadores devem temer sua justiça. O que a Sociedade de São Tomé teme, no entanto, é que ele acabe com o trabalho de séculos de manter o sobrenatural bem afastado da consciência da população, embora seres mágicos povoem o submundo da cidade. Para garantir que o assassino seja capturado e o máximo de discrição mantida, a Sociedade convoca Judas Cipriano — um padre indisciplinado, descendente de são Cipriano e herdeiro de alguns poderes celestiais. Veterano nesse tipo de caso, o padre é enviado para trabalhar como consultor da Polícia Civil e fica responsável por apresentar à jovem inspetora Júlia Abdemi o lado místico da cidade.Para resolver o caso — e sobreviver —, os dois precisarão de toda ajuda que puderem encontrar... O que inclui se unir a uma súcubo imortal, um dragão chinês traficante de armas mágicas e um gárgula que é a síntese da sociedade carioca."
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| Ed. Suma de Letras, 2018 - 200 páginas |
- "Sozinha no mundo, Eleanor fica encantada ao receber uma carta do dr. Montague convidando-a para passar um tempo na Casa da Colina, um local conhecido por suas manifestações fantasmagóricas. O mesmo convite é feito a Theodora, uma alma artística e “sensitiva”, e a Luke, o herdeiro da mansão. Mas o que começa como uma exploração bem-humorada de um mito inocente se transforma em uma viagem para os piores pesadelos de seus moradores. Com o tempo, fica cada vez mais claro que a vida, e a sanidade, de todos está em risco."
Engenharia Reversa
Parte XXXIX - Vulcões de Ferro
Maestro acorda subitamente. Com um espasmo, ele se levanta assustado. Olha ao redor, reconhecendo, apesar do tempo, que está em um dos quartos do Hospital dos Oficiais, em Brasília. Sente um desconforto no peito ao ver os eletrodos. Suas pernas estão cheias de ataduras, e um conjunto de agulhas bombeia criogel para seu braço esquerdo. Lembra-se da explosão, das chamas que o atingiram, e de Bel. Provavelmente, agora ela já estaria nas mãos do governo. Seu coração acelera.
De repente, o monitor ambulatorial ligado ao corpo de Maestro dispara, emitindo bips estridentes. Em um instante, um punhado de enfermeiros e médicos invade o quarto.
- Capitão Daniel! - diz surpreso o médico chefe.
O capitão olha seriamente para o médico e começa a remover os eletrodos do peito. Duas enfermeiras correm para ajudá-lo.
- Tire-me daqui, doutor. Quero ver Bel Yagami imediatamente.
- Mas o senhor ainda não está cem por cento curado, capitão. Seria prudente esperar mais algumas horas até que o criogel possa cicatrizar por completo suas queimaduras.
- Eu disse agora.
Intimidado, o médico obedece, ordenando para alguns enfermeiros removerem os eletrodos e as agulhas.
Então, um pequeno grupo de militares entra no quarto. Eles não conseguem esconder a admiração ao encontrar Maestro.
- Capitão Daniel, é uma honra estar em sua presença, temos uma dívida imensa para com o senhor. E fico muito feliz em vê-lo plenamente recuperado - diz a oficial de mais alta patente.
Maestro fica confuso. Vê a patente de tenente no uniforme dela, mas não a reconhece.
- Onde está o tenente Gabriel? Pelo que me recordo, ele era o oficial em comando no Grupamento Tático Um.
A militar abre um sorriso amarelo:
- Muito prazer, sou a tenente Soraya. Gabriel está infiltrado na República de São Paulo, em missão de coleta de informações. Eu assumi o comando do GT1. Capitão, o senhor passou muito tempo fora, e como vai perceber, muita coisa mudou por aqui.
Maestro desvia o olhar para o chão, pensativo.
- Está certo, tenente. Mas agora eu preciso ver Bel Yagami. Ela carrega em seu sistema a consciência de um grande amigo meu.
Surpresos, todos no quarto olham para Maestro sem entender o que ele acabara de dizer.
- Como assim, a consciência? E você não deveria fazer amigos em sua missão, capitão - questiona Soraya.
- Passei dez anos vivendo em uma cidade-estado corporativa, tive que construir uma equipe e depois uma organização. Não se faz isso sem encontrar pessoas confiáveis, e pessoas confiáveis tem mais chances de se tornarem amigos. Não se preocupe, tenente, Thiago não é um agente corporado.
A tenente fica sem resposta. Todos no quarto olham para ela, esperando por suas palavras. Então, ela cede:
- Entendo perfeitamente, capitão, e vou sim levá-lo até ela, mas antes o Marechal o aguarda. Tome um banho, prepare-se e vista seu uniforme. Vamos esperar lá fora.
Daniel se sente estranho. Olha para o espelho e não se reconhece. Seu rastafári fora cortado, assim como sua barba. Agora tinha os cabelos muito curtos e vestia o uniforme das Forças Especiais Brasilianas. O rosto liso revelando as marcas da idade, mas era uma pessoa completamente diferente. Ao menos por fora, o armador conhecido como Maestro havia morrido.
- Senhor, está pronto? - um praça o questiona, aproximando-se da porta do banheiro.
Daniel vira-se para ele e confirma com a cabeça.
Os dois saem do quarto, dando de cara com uma recepção de médicos, enfermeiros e militares. Todos começam a aplaudir Daniel calorosamente. Soraya gesticula, pedindo que ele a siga.
- Você está muito melhor assim - ela elogia ao ver o novo visual do capitão.
Escoltados por muitos soldados, eles passam por vários corredores. Mais saudações e aplausos. Muitos param o capitão para abraça-lo.
Daniel e Soraya pegam um elevador deixando a escolta para trás. Chegam até um alto andar do hospital e caminham até a saída, chegando a uma passarela a céu aberto. No final da passarela Daniel pode ver um aeródromo e uma pequena nave pousada. Ele sente o ar abafado e olha para cima, assustando-se com o tom cobreado dos céus de Brasília, repleto de nuvens que deixam o dia escurecido.
- Por que o céu está dessa cor? O que aconteceu?
- Ah, não se preocupe, são apenas as forjas. Um pequeno preço a se pagar pelo bem maior.
- Forjas? Você quer dizer fábricas? As fábricas ficavam na Zona Industrial bem longe daqui, no Vale de São Patrício pelo que me recordo. Não deveriam existir fábricas no meio da cidade!
Soraya ri, divertida.
- Lembra que eu disse que muita coisa mudou por aqui? Pois é, nos últimos anos o Marechal colocou em prática o Plano Quinquenal, que estabelece como prioridade a reindustrialização do país. Por isso foram construídas novas fábricas em praticamente todo o território nacional e, graças a elas, somos a maior potência industrial do continente.
- Não é possível! Esse plano havia sido reprovado pelo Senado! Eu me lembro da votação! E como assim o Marechal colocou o plano em prática? O Marechal é o líder das Forças Armadas, ele não é um político!
Soraya o encara com seriedade.
- Capitão, o Marechal desmontou o parlamento a oito anos atrás, dois anos depois de sua partida.
Daniel estanca. Desvia o olhos de Soraya e observa a cidade: prédios cinzentos gigantescos por todos os lados, ruas entupidas de pessoas lembrando um grande formigueiro. Ao sul, norte, leste e oeste ele vê construções colossais que lembram pirâmides, expelindo para a atmosfera assustadoras colunas de fumaça de seus cumes, como se fossem vulcões de ferro em erupção. A cena é perturbadora para Daniel, pois sua mente teima em lembrar-lhe do céu azul sem fim e dos grandes parques que embelezavam a capital do Brasil. Porém, os eventos políticos que o abalam ainda mais.
- O que você quer dizer com desmontou o parlamento? Isso aqui era uma democracia!
- Capitão, a democracia é uma ilusão - ela segura nos ombros dele. - Burocratas e políticos só atrapalham. Desde que o Marechal assumiu o poder, nosso país finalmente voltou a crescer. A democracia foi implantada quando o general Guedes morreu, anos depois da final da maldita revolução, e teve lá seus méritos, mas ela atrasava nosso desenvolvimento. Como você pode ver, com o regime do Marechal nossa indústria produz dia e noite, incansável!
Irritado, Daniel segura um braço de Soraya, puxando-a para perto.
- Um golpe? Você está me dizendo que o Marechal deu um golpe e o Exército o apoiou?
- Solte-me! - ela puxa o braço de volta. - Não diga uma blasfêmia dessas! Você não estava aqui, não tinha a menor ideia das tragédias que o primeiro ministro estava fazendo. Desmilitarizou a polícia, reduziu o orçamento militar, cogitou uma reaproximação com a República Fluminense e os outros países rebeldes, e queria firmar acordos com a GFA! Entende? Jamais teríamos o Brasil de volta se dependesse daquele maldito parlamento!
Daniel fica desesperado, e nota que Soraya o está estudando. Ele franze a testa, fechando o rosto para impedir que suas emoções se externalizem. Rapidamente se lembra do passado, de como o Marechal o enviara para Vitória assegurando-lhe que a missão fora aprovada pelo parlamento. "Tudo um ardil, tudo parte de uma estratégia, o Marechal já estava colocando em movimento seu plano para tomar o poder", pensa enfurecido. O sangue ferve, mas ele consegue manter o controle. Friamente encara Soraya:
- Entendo, tenente. Entendo perfeitamente. Não podemos confiar em burocratas. O Marechal é um gênio!
Soraya sorri, aliviada.
- Eu sabia que você entenderia, capitão. Você, mais do que todos, sabe que na guerra sacrifícios precisam ser feitos.
- Sim, claro. Mas afinal o que as forjas tanto produzem?
- Ora essa, capitão, vai dizer que não sabe? Armas, obviamente! Temos um exército capaz de arrasar as forças combinadas dos países rebeldes e ainda banir a GFA de nosso continente para sempre! E a última peça que faltava o senhor nos entregou: Bel Yagami.
Daniel sente um aperto no coração, mas mantém a expressão fechada. Soraya volta a andar e ele a segue. Os dois chegam ao aeródromo e embarcam na nave de transporte, ela prontamente decola, manobrando no céu, então acelera, partindo na direção do Palácio do Governo.
https://www.facebook.com/engenhariareversalivroDe repente, o monitor ambulatorial ligado ao corpo de Maestro dispara, emitindo bips estridentes. Em um instante, um punhado de enfermeiros e médicos invade o quarto.
- Capitão Daniel! - diz surpreso o médico chefe.
O capitão olha seriamente para o médico e começa a remover os eletrodos do peito. Duas enfermeiras correm para ajudá-lo.
- Tire-me daqui, doutor. Quero ver Bel Yagami imediatamente.
- Mas o senhor ainda não está cem por cento curado, capitão. Seria prudente esperar mais algumas horas até que o criogel possa cicatrizar por completo suas queimaduras.
- Eu disse agora.
Intimidado, o médico obedece, ordenando para alguns enfermeiros removerem os eletrodos e as agulhas.
Então, um pequeno grupo de militares entra no quarto. Eles não conseguem esconder a admiração ao encontrar Maestro.
- Capitão Daniel, é uma honra estar em sua presença, temos uma dívida imensa para com o senhor. E fico muito feliz em vê-lo plenamente recuperado - diz a oficial de mais alta patente.
Maestro fica confuso. Vê a patente de tenente no uniforme dela, mas não a reconhece.
- Onde está o tenente Gabriel? Pelo que me recordo, ele era o oficial em comando no Grupamento Tático Um.
A militar abre um sorriso amarelo:
- Muito prazer, sou a tenente Soraya. Gabriel está infiltrado na República de São Paulo, em missão de coleta de informações. Eu assumi o comando do GT1. Capitão, o senhor passou muito tempo fora, e como vai perceber, muita coisa mudou por aqui.
Maestro desvia o olhar para o chão, pensativo.
- Está certo, tenente. Mas agora eu preciso ver Bel Yagami. Ela carrega em seu sistema a consciência de um grande amigo meu.
Surpresos, todos no quarto olham para Maestro sem entender o que ele acabara de dizer.
- Como assim, a consciência? E você não deveria fazer amigos em sua missão, capitão - questiona Soraya.
- Passei dez anos vivendo em uma cidade-estado corporativa, tive que construir uma equipe e depois uma organização. Não se faz isso sem encontrar pessoas confiáveis, e pessoas confiáveis tem mais chances de se tornarem amigos. Não se preocupe, tenente, Thiago não é um agente corporado.
A tenente fica sem resposta. Todos no quarto olham para ela, esperando por suas palavras. Então, ela cede:
- Entendo perfeitamente, capitão, e vou sim levá-lo até ela, mas antes o Marechal o aguarda. Tome um banho, prepare-se e vista seu uniforme. Vamos esperar lá fora.
Daniel se sente estranho. Olha para o espelho e não se reconhece. Seu rastafári fora cortado, assim como sua barba. Agora tinha os cabelos muito curtos e vestia o uniforme das Forças Especiais Brasilianas. O rosto liso revelando as marcas da idade, mas era uma pessoa completamente diferente. Ao menos por fora, o armador conhecido como Maestro havia morrido.
- Senhor, está pronto? - um praça o questiona, aproximando-se da porta do banheiro.
Daniel vira-se para ele e confirma com a cabeça.
Os dois saem do quarto, dando de cara com uma recepção de médicos, enfermeiros e militares. Todos começam a aplaudir Daniel calorosamente. Soraya gesticula, pedindo que ele a siga.
- Você está muito melhor assim - ela elogia ao ver o novo visual do capitão.
Escoltados por muitos soldados, eles passam por vários corredores. Mais saudações e aplausos. Muitos param o capitão para abraça-lo.
Daniel e Soraya pegam um elevador deixando a escolta para trás. Chegam até um alto andar do hospital e caminham até a saída, chegando a uma passarela a céu aberto. No final da passarela Daniel pode ver um aeródromo e uma pequena nave pousada. Ele sente o ar abafado e olha para cima, assustando-se com o tom cobreado dos céus de Brasília, repleto de nuvens que deixam o dia escurecido.
- Por que o céu está dessa cor? O que aconteceu?
- Ah, não se preocupe, são apenas as forjas. Um pequeno preço a se pagar pelo bem maior.
- Forjas? Você quer dizer fábricas? As fábricas ficavam na Zona Industrial bem longe daqui, no Vale de São Patrício pelo que me recordo. Não deveriam existir fábricas no meio da cidade!
Soraya ri, divertida.
- Lembra que eu disse que muita coisa mudou por aqui? Pois é, nos últimos anos o Marechal colocou em prática o Plano Quinquenal, que estabelece como prioridade a reindustrialização do país. Por isso foram construídas novas fábricas em praticamente todo o território nacional e, graças a elas, somos a maior potência industrial do continente.
- Não é possível! Esse plano havia sido reprovado pelo Senado! Eu me lembro da votação! E como assim o Marechal colocou o plano em prática? O Marechal é o líder das Forças Armadas, ele não é um político!
Soraya o encara com seriedade.
- Capitão, o Marechal desmontou o parlamento a oito anos atrás, dois anos depois de sua partida.
Daniel estanca. Desvia o olhos de Soraya e observa a cidade: prédios cinzentos gigantescos por todos os lados, ruas entupidas de pessoas lembrando um grande formigueiro. Ao sul, norte, leste e oeste ele vê construções colossais que lembram pirâmides, expelindo para a atmosfera assustadoras colunas de fumaça de seus cumes, como se fossem vulcões de ferro em erupção. A cena é perturbadora para Daniel, pois sua mente teima em lembrar-lhe do céu azul sem fim e dos grandes parques que embelezavam a capital do Brasil. Porém, os eventos políticos que o abalam ainda mais.
- O que você quer dizer com desmontou o parlamento? Isso aqui era uma democracia!
- Capitão, a democracia é uma ilusão - ela segura nos ombros dele. - Burocratas e políticos só atrapalham. Desde que o Marechal assumiu o poder, nosso país finalmente voltou a crescer. A democracia foi implantada quando o general Guedes morreu, anos depois da final da maldita revolução, e teve lá seus méritos, mas ela atrasava nosso desenvolvimento. Como você pode ver, com o regime do Marechal nossa indústria produz dia e noite, incansável!
Irritado, Daniel segura um braço de Soraya, puxando-a para perto.
- Um golpe? Você está me dizendo que o Marechal deu um golpe e o Exército o apoiou?
- Solte-me! - ela puxa o braço de volta. - Não diga uma blasfêmia dessas! Você não estava aqui, não tinha a menor ideia das tragédias que o primeiro ministro estava fazendo. Desmilitarizou a polícia, reduziu o orçamento militar, cogitou uma reaproximação com a República Fluminense e os outros países rebeldes, e queria firmar acordos com a GFA! Entende? Jamais teríamos o Brasil de volta se dependesse daquele maldito parlamento!
Daniel fica desesperado, e nota que Soraya o está estudando. Ele franze a testa, fechando o rosto para impedir que suas emoções se externalizem. Rapidamente se lembra do passado, de como o Marechal o enviara para Vitória assegurando-lhe que a missão fora aprovada pelo parlamento. "Tudo um ardil, tudo parte de uma estratégia, o Marechal já estava colocando em movimento seu plano para tomar o poder", pensa enfurecido. O sangue ferve, mas ele consegue manter o controle. Friamente encara Soraya:
- Entendo, tenente. Entendo perfeitamente. Não podemos confiar em burocratas. O Marechal é um gênio!
Soraya sorri, aliviada.
- Eu sabia que você entenderia, capitão. Você, mais do que todos, sabe que na guerra sacrifícios precisam ser feitos.
- Sim, claro. Mas afinal o que as forjas tanto produzem?
- Ora essa, capitão, vai dizer que não sabe? Armas, obviamente! Temos um exército capaz de arrasar as forças combinadas dos países rebeldes e ainda banir a GFA de nosso continente para sempre! E a última peça que faltava o senhor nos entregou: Bel Yagami.
Daniel sente um aperto no coração, mas mantém a expressão fechada. Soraya volta a andar e ele a segue. Os dois chegam ao aeródromo e embarcam na nave de transporte, ela prontamente decola, manobrando no céu, então acelera, partindo na direção do Palácio do Governo.
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André Luis Almeida Barreto
Aspirante a escritor, inquieto por natureza, ainda tenho vontade de mudar o mundo ou pelo menos colocar um monte de gente para pensar. Viciado em livros, games, idéias loucas e sempre procurando coisas que desafiem minha imaginação.
Divertindo-me com... é uma nova categoria que estou iniciando aqui no blog onde pretendo conversar com vocês sobre livros e séries de um mesmo autor.
Estou usando este espaço para divulgar autores nacionais, porque a cada dia descubro ótimas séries que valem a pena serem lidas, e disponíveis com ótimos preços no Kindle e também no Kindle Unlimited. São oportunidades ímpares. Apesar do nome, Anne Marck é curitibana. A série Renda-se, formada por quatro livros, retrata as histórias do quarteto de amigas, Júlia, Alice, Katarina e Priscila, contudo alguns personagens secundários da série foram tão bem recebidos pelo público que a autora lançou posteriormente a trilogia Protetores, que também pretendo divulgar aqui.
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| Ed. Nova Fronteira, 2015 - 168 páginas |
- "“Morangos mofados” é o livro mais célebre de Caio Fernando Abreu. As nove narrativas que compõem a primeira parte do livro, “O mofo”, têm como norte a repressão à liberdade e escancaram os sentimentos individuais até então reprimidos no início da década de 1980. Em seguida, os oito contos de “Os morangos” revelam um fio de esperança para superar os traumas impostos pela sociedade. No conto-título do livro, conforme arremata Heloísa Buarque de Hollanda, que assina o prefácio do livro, há a “clareza quanto à urgência de um novo projeto (sonho) que inclui um acerto de contas com o real”."
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| Ed. Arqueiro, 2018 - 288 páginas |
- "Quando Charles Wycombe, o irresistível conde de Billington, cai de uma árvore – literalmente aos pés de Elllie Lyndon –, nenhum dos dois suspeita que esse encontro atrapalhado possa acabar em casamento. Mas o conde precisa se casar antes de completar 30 anos, do contrário perderá sua fortuna. Ellie, por sua vez, tem que arranjar um marido ou a noiva intrometida e detestável de seu pai escolherá qualquer um para ela. Por isso o moço alto, bonito e galanteador que surge aparentemente do nada em sua vida parece ter caído do céu. Charles e Ellie se entregam, então, a um casamento de conveniência, ela determinada a manter a independência e ele a continuar, na prática, como um homem solteiro. No entanto, a química entre os dois é avassaladora e, enquanto um beijo leva a outro, a dupla improvável descobre que seu casamento não foi tão inconveniente assim, afinal."
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| Ed. Seguinte, 2018 - 448 páginas |
- "Kate Harker não tem medo do escuro. Ela é uma caçadora de monstros — e muito boa nisso. August Flynn é um monstro que tinha medo de nunca se tornar humano, mas agora sabe que não pode escapar do seu destino. Como um sunai, ele tem uma missão — e vai cumprir seu papel, não importam as consequências. Quase seis meses depois de Kate e August se conhecerem, a guerra entre monstros e humanos continua — e os monstros estão ganhando. Em Veracidade, August transformou-se no líder que nunca quis ser; em Prosperidade, Kate se tornou uma assassina de monstros implacável. Quando uma nova criatura surge — uma que força suas vítimas a cometer atos violentos —, Kate precisa voltar para sua antiga casa, e lá encontra um cenário pior do que esperava. Agora, ela vai ter de encarar um monstro que acreditava estar morto, um garoto que costumava conhecer muito bem, e o demônio que vive dentro de si mesma."
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| Ed. Verus, 2018 - 294 páginas |
- "Meg Rosenthal: administradora de agência de casamentos e realista nas horas vagas, Meg não é mulher de se deixar seduzir por um empresário bonitão em um terno feito sob medida. Ela viajou ao exclusivo resort em uma ilha particular com o objetivo de avaliar o potencial do lugar para os clientes da agência, não a fim de se envolver com o dono do hotel. Mas há algo no fascinante italiano que é difícil de resistir, mesmo para uma mulher que se recusa a se apaixonar. Valentino Masini: o lindo e bem-sucedido homem de negócios está acostumado a ter as melhores coisas da vida. No entanto, ele nunca quis nada como quer Meg, a mulher que está criando uma tormenta em seu coração. Quando ele finalmente decide convencê-la a ficar, uma pessoa misteriosa resolve que talvez seja a hora de tirar Meg da ilha... para sempre."
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| Ed. Record, 2018 - 284 páginas |
- "Suspense da mesma autora de O casal que mora ao lado. Uma vida da qual você não se lembra. Um passado do qual você não consegue escapar. Karen Krupp acorda no hospital, sem ter a menor ideia de como foi parar lá. Tom, seu marido, diz que a porta estava destrancada quando ele entrou em casa, as luzes, acesas, e que a esposa provavelmente saiu às pressas quando estava preparando o jantar. Karen perdeu o controle do carro enquanto dirigia a toda a velocidade e bateu de frente em um poste. O mais estranho: o acidente aconteceu num dos bairros mais perigosos da cidade. A polícia suspeita de que Karen esteja envolvida em algo obscuro, mas Tom tem certeza de que não. Ele está casado com ela há dois anos, conhece muito bem a mulher. Será mesmo? Vai perguntar tudo a Karen quando chegar ao hospital, depois de dizer que a ama e que está feliz por ela ter sobrevivido, é claro. Mas Tom não obtém resposta nenhuma, porque ela não se lembra de absolutamente nada."
9.7.18
Os Portais da Casa dos Mortos, Vol. 02 - Série O Livro Malazano Dos Caídos [Steven Erikson]

Imperdível
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| Ed. Arqueiro, 2018 - 816 páginas |
- "Já se passaram dez anos desde que Laseen tomou o trono com um ardil traiçoeiro, mas, à medida que o Ano de Dryjhna se aproxima, o Império Malazano se vê à beira da anarquia, enfraquecido pelos acontecimentos na cidade de Darujhistan. Muitas das regiões controladas pelo punho de ferro da imperatriz ameaçam acender a fagulha da revolução. No meio do vasto domínio das Sete Cidades fica o Deserto Sagrado Raraku, onde estão os resquícios de incontáveis civilizações extintas há muito tempo. Nesse lugar repleto de segredos e magia, a Vidente Sha’ik e os seguidores do Apocalipse preparam um levante contra o poderoso império, conforme previsto nas antigas profecias. Enquanto as forças convergem contra Laseen, ela reúne um exército de assassinos, feiticeiros e espiões para combater a rebelião e ampliar seu império cruel. Em meio a uma fúria e um poder jamais vistos, o mundo está prestes a mergulhar em uma guerra sangrenta, capaz de mudar os destinos de homens e civilizações, criando lendas que atravessarão os séculos."
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| Ed. Record, 2018 - 490 páginas |
- "Quando Rachel Chu chega à Cingapura com o namorado, o charmoso Nicholas Young, para acompanhá-lo ao casamento de seu melhor amigo, imaginava passar dias tranquilos com uma simpática família, longos passeios de carro explorando a ilha e bastante tempo ao lado do homem com quem um dia talvez fosse se casar. Só que Nick não mencionou alguns detalhes. Como o fato de sua família ter muito, muito dinheiro, que ela iria viajar mais em jatinhos particulares do que de carro e que caminhar de mãos dadas com um dos solteiros mais ricos da Ásia era como ter um alvo nas costas. Em pouco tempo, Rachel se vê transportada para um episódio de Gossip Girl, só que na Ásia e com pessoas podres de ricas, que não vão poupar a simples professora universitária das fofocas e intrigas. Isso sem falar na mãe de Nick, uma mulher com opiniões bem fortes sobre com quem seu filho deve – ou não – se casar."
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| Ed. Arqueiro, 2018 - 304 páginas |
- "Em 1876, no inóspito cenário do Oeste americano, os famosos paleontólogos e arquirrivais Othniel Marsh e Edwin Cope saqueiam o território à caça de fósseis de dinossauros. Ao mesmo tempo, vigiam, enganam e sabotam um ao outro numa batalha que entrará para a história como a Guerra dos Ossos. Para vencer uma aposta, o arrogante estudante de Yale William Johnson se junta à expedição de Marsh. A viagem corre bem, até que o paranoico paleontólogo se convence de que o jovem é um espião a serviço do inimigo e o abandona numa perigosa cidade. William, então, é forçado a se unir ao grupo de Cope e eles logo deparam com uma descoberta de proporções históricas. Mas junto com ela vêm grandes perigos, e a recém-adquirida resiliência de William será testada na luta para proteger seu esconderijo de alguns dos mais ardilosos indivíduos do Oeste."
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| Ed. Paralela, 2018 - 352 páginas |
- "Aos 37 anos, a recém-divorciada Vanessa está no fundo do poço. Deprimida, ela não tem filhos, dinheiro ou amigos verdadeiros. Ao descobrir que Richard, seu rico e carismático ex-marido, está prestes a se casar de novo, algo dentro de Vanessa se quebra. A partir de agora, sua vida irá revolver em torno de uma única obsessão: impedir esse matrimônio. Na superfície, Nellie se parece com qualquer outra jovem bela e sonhadora. Mas a personalidade tranquila que ostenta é apenas uma fachada. Em sua mente, perdura um segredo que a fez fugir de sua cidade natal e que a impede de caminhar em paz quando está sozinha. Ao conhecer Richard, ela finalmente começa a se sentir segura. Ele promete protegê-la de todos os males, para o resto de sua vida. Mas, de repente, Nellie começa a receber ligações misteriosas. Fotografias em seu quarto são movidas de lugar. O lenço que ela planejava usar em seu casamento desaparece. Alguém a está perseguindo, alguém quer o seu mal. Mas quem? "
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| Ed. Rocco, 2018 - 416 páginas |
- "Quanto mais alto você está, pior é a queda. Com direitos de publicação vendidos para 28 países, várias semanas na lista dos mais vendidos do The New York Times e adaptação para a TV em desenvolvimento, O milésimo andar é a bem-sucedida estreia de Katharine McGee na literatura. Um romance young adult eletrizante que acompanha a vida de cinco jovens da elite de Manhattan em 2118. Neste “Gossip Girl futurista”, uma torre de mil andares abriga os moradores de uma Nova York radiante, divididos de acordo com a sua posição social – os mais ricos ocupando os andares mais altos. Neste cenário de luxo high-tech, histórias e possibilidades que se esticam até o céu, Leda Cole, Eris Dodd-Radson, Rylin Myers, Watt Bakradi e Avery Fueler, a garota geneticamente preparada para ser perfeita que parece ter tudo o que deseja e vive no milésimo andar, tentam encontrar seu lugar no topo do mundo. Mas quando se chega tão alto assim, não há mais aonde ir além de para baixo."
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