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27.4.17

Seeker: A Guerra dos Clãs, Vol. 01 [Arwen Elys Dayton]

Arwen Elys Dayton
Ed. Fantástica Rocco, 2016 - 416 páginas:
      Primeiro da trilogia A Guerra dos Clãs, que marca a estreia da autora Arwen Elys Dayton na literatura young adult, “Seeker” é uma fantasia épica com toques de ficção científica perfeita para fãs de séries como Jogos Vorazes, Divergente, Legend e Game of Thrones. A história gira em torno da jovem Quin Kincaid, treinada para se tornar uma “Seeker” e lutar ao lado de seus companheiros para proteger os injustiçados, levando luz para um mundo mergulhado na escuridão. Na noite de seu juramento, porém, quando está prestes a honrar seu legado e iniciar sua missão, Quin descobre que ser uma “Seeker” não é bem o que ela havia imaginado. E mesmo sua família e seu grande amor não são exatamente como ela acreditava. A jornada de Quin Kincaid em busca de sua verdadeira identidade vai começar. Uma saga memorável, protagonizada por uma heroína inesquecível. 

Onde comprar:

A estória se inicia com nossa protagonista Quin sendo treinada numa fazenda localizada na Escócia. Aparentemente ela fora treinada a vida toda juntamente com seu primo Shinobu e John, para se tornar um Seeker. Até então no decorrer da trama ficamos um pouco confusos sobre o que é um Seeker e o que de fato eles fazem. Ser um Seeker é algo honroso, especial e totalmente o certo a se fazer. Entretanto, enquanto Quin e Shinobu estão fervorosos para fazer o juramento de se tornar um Seeker e serem bem avaliados pelos Pavores, John não está totalmente convicto. E vamos sendo esclarecidos sobre esse pensamento do personagem.

É válido lembrar que os seekers estão sumindo, e estes três jovens são os únicos a darem continuidade aos clãs de suas famílias, clãs estes onde cada um possui um animal como representação. A da Quin são carneiros como vemos na capa.


Quando Quin e Shinobu fazem seus juramentos, eles descobrem que peso os seekers levam nas costas, e se frustram, ficam assustados e se reavaliam sobre suas decisões. À contra ponto que Jonh vai se desconstruindo, mostrando ao leitor que sua família possui uma rivalidade antiga com a família da Quin e que ele não é um mocinho que tanto queríamos, pois ele falha inúmeras vezes pelas suas escolhas.

"No entanto, algo estava diferente. Talvez fosse a ansiedade dela em relação à noite que viria, ou o brilho de seu triunfo em combate, mas John sentia algo a mais na maneira como ela beijava. Ela me ama, pensou, e eu a amo. Quero que fique comigo, mesmo depois que ela souber de toda a verdade." Pág. 32

Acontece que Quin é apaixonada pelo John, ao passo que Shinobu também. E infelizmente temos mais um triângulo amoroso que ao meu ver tornou a história cansativa em certos pontos, porque tudo era clichê demais. A autora faltou moldar as características dos personagens para torná-los únicos e facilmente possíveis de imaginar, mostrando-nos a essência de cada um.

Não obstante, adiantamos no enredo e descobrimos que os seekers são espécies de assassinos de aluguel, entrando em casas onde a injustiça está sendo feita, como um pai que bate na mulher covardemente, estupradores, etc. E sabemos ainda que os seekers podem viajar no tempo através de uma espada (representada na capa) e ficamos em dúvida sobre o que é ser um Seeker. Não é algo que fica bem claro, não é descrito com todas as letras e concluímos a leitura ainda com esses questionamentos.

"A função deles não era interferir. No entanto já haviam interferido no passado. Um pensamento aos poucos veio à superfície. Uma mulher de cabelo castanho-claro, um menino escondido sob o chão. Não deveriam ter interferindo, mas interferiram." Pág. 109

A narrativa é bem dinâmica, um ponto forte ao meu ver. Pois ela é narrada em quatro pontos de vistas diferentes apesar de ser em terceira pessoa, mas que proporciona ao leitor um amplo conhecimento sobre todas as partes do enredo, então temos a Quin, Shinobu, John e Maud, que é a Jovem Pavor.


A trama possui elementos fortíssimos para agradar fãs de diversas séries existentes hoje em dia, porém na minha opinião a escritora necessita se firmar mais e nos mostrar - mais claramente - o que quer dizer. Ela se perde muito com o triângulo amoroso deixando o principal de lado, que é o mundo criado. Pois estamos num futuro distópico, sem sermos situados a nada. É uma espécie de fantasia com um desenvolvimento tecnológico fortíssimo. A sensação que temos é de deslocamento. Não sabemos onde estamos ou para onde vamos.

Todavia é um livro cheio de cenas onde ocorrem muitas coisas, que prende o leitor e o faz querer ir a última página. Ficamos curiosos sobre esse novo mundo, e mesmo tendo parte das respostas, a autora deixa diversas outras para serem esclarecidas. Ficamos deslumbrados com sua criatividade, com a descrição de cenários e as reviravoltas de toda a trama.

Seeker é o primeiro de uma trilogia, e quero, e espero, que a autora nos surpreenda, nos dê respostas, e explore mais o que criou.

 Cortesia da Editora Rocco
Douglas Brandão
Geminiano, formado em Magistério e futuro professor de História. Mora na Bahia e louco por livros. Um pouco ciumento e orgulho. Fanático por Harry Potter e chegou a receber o apelido de "Vírgula" por sempre dar uma opinião ou comentário, porque sempre usa "Entretanto", "Contudo" e "Todavia" por ser sempre "Do Contra". Sincero ao extremo e venho para compartilhar meu gosto de leitura com vocês.
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26.4.17

Uma Longa Jornada Para Casa [Saroo Brierley]

Saroo Brierley
Ed. Record, 2017 - 229 páginas:
      Aos 5 anos, Saroo pede ao irmão mais velho que o deixe acompanhá-lo à cidade. Durante a viagem, o menino adormece. Ao despertar, confuso, se vê sozinho na estação de trem. Ele não sabe onde está o irmão, mas vê um trem parado. Imaginando que Guddu poderia estar lá dentro, Saroo embarca no vagão, e isso o faz atravessar a Índia. Sem saber ler nem escrever, e sem ideia do nome de sua cidade natal ou do próprio sobrenome, ele é obrigado a sobreviver sozinho nas ruas de Calcutá até ser levado para uma agência de adoção e ser escolhido por um casal australiano. Os anos se passam e Saroo não esquece suas origens. Até que, com o advento do Google Earth, ele tem a oportunidade de procurar pela agulha no palheiro que costumava chamar de casa. Um dia, depois de muito tempo de procura, Saroo encontra o que buscava, mas o que acreditava ser o fim da jornada é apenas um novo começo.

Onde comprar:

Antes de qualquer coisa, preciso dizer que Saroo Brierley não é um escritor e se você encará-lo como tal é possível que você não goste desse livro. Saroo é uma pessoa que passou por coisas incríveis (quase inacreditáveis), sobreviveu e se dispôs a contar sua história através de um livro. Digo isso para que você não desista da leitura. Porque a história dele realmente vale à pena.

Saroo não é primoroso no uso das palavras, não tem domínio sobre o ritmo da narrativa e por diversas vezes se perde em detalhes que poderiam ser considerados irrelevantes. Um autor profissional provavelmente transformaria essa história em um conto de 80, talvez 90 páginas. Ou se aprofundaria em plots secundários emocionantes a fim de manter o leitor cativo. Mas Saroo não é um autor profissional.

Nem por isso o livro é uma leitura ruim ou dispensável. O que temos aqui é uma pessoa como eu e você contando uma história tão poderosa que beira a irrealidade.

Uma Longa Jornada Para Casa

Uma vez li em algum lugar que a vida tem uma licença poética da qual a literatura não pode usufruir. Por mais que uma história seja fantasiosa, ela precisa seguir certas normas da “vida real” para fazer sentido. Nada pode parecer muita coincidência e nenhum desafio deve surgir do nada, os vilões precisam ter motivação e as soluções nunca devem parecer intervenção divina. Mas essas regras só são válidas pra ficção. Por que a vida está pouco se lixando pra esse tipo de coisa.

Um exemplo claro disso é a história de Saroo. As coisas pelas quais ele passou antes dos sete anos, os perigos que correu, as vezes em que esteve a beira da morte e acima de tudo, o fato de ter sobrevivido, beiram o inacreditável.

A história dele é tão cheia de dificuldades quanto de pequenos milagres pontuais e uma série de coincidências que lhe garantiram a sobrevivência. E isso por si só é incrível, emocionante a ponto de arrancar lágrimas.

Provavelmente por isso, essa história foi adaptada pro cinema no ótimo e bastante fiel Lion: uma jornada para casa, que aliás, vale muito à pena também.

Uma Longa Jornada Para Casa

Me peguei chorando diversas vezes durante a leitura. Não só pelas coisas que Saroo passou quando criança, mas pelas pequenas ilhas de bondade que encontrou ao longo do caminho.

Enquanto lia tive a impressão de que só agora, depois de adulto, depois retornar à índia e depois de escrever um livro sobre o que passou, Saroo começa a entender a magnitude das coisas que aconteceram, tanto as boas quanto as ruins. E isso é incrível também.

As últimas páginas do livro são de “papel revista” e trazem impressas fotografias da jornada de Saroo, o que eu particularmente adorei. Ver o Saroo de verdade, conhecer suas duas famílias, os lugares pelos quais ele passou, os pontos que o ajudaram a localizar sua antiga cidade deixou tudo ainda mais real pra mim.

Uma Longa Jornada Para Casa

Saroo se perdeu do irmão quando criança e foi parar em uma das maiores e mais perigosas cidades do mundo, sem saber o próprio sobrenome ou de onde vinha. Sobreviveu sozinho nas ruas de Calcutá por um tempo, passou por inúmeros perigos, sentiu fome e medo. Foi resgatado, e encontrou uma nova família através da adoção. Cresceu e foi em busca de sua família indiana. E tudo isso acontece de forma tão assustadoramente inacreditável que se fosse uma ficção, eu certamente teria torcido o nariz.

Uma Longa Jornada Para Casa

Conselho da resenhista: Se você se interessou pelo livro e pretende lê-lo, lembre-se de ter em mãos lencinhos de papel. Muitos.

Beijinhos e até a próxima!
 Cortesia do Grupo Editorial Record
Andressa Freitas
Mineira, aspirante à escritora e estudante de cinema. Se pudesse moraria em uma biblioteca, como não posso, estou empenhada em transformar minha casa no mais próximo disso possível. Viciada em séries e filmes, adoro ler, comer e viajar. Nerd assumida, fotógrafa de profissão, amo aprender coisas novas e imaginar histórias alternativas pra absolutamente tudo.
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25.4.17

Os Meninos da Rua Paulo [Ferenc Molnár]

Os Meninos da Rua Paulo
Ed. Companhia Das Letras, 2017 - 280 páginas:
      Publicada em 1907, a história dos meninos que travam batalhas pela posse do “grund” da rua Paulo, um pedaço de terra cercado onde se brinca à vontade, é conhecida por leitores de todo o mundo. A luta pelo “grund” vai além da vontade de comandar o local: ali, infância e fantasia prevalecem sobre as imposições do mundo adulto. O espírito de aventura, amizade e heroísmo presente nesta obra é capaz de transpor qualquer barreira de tempo, espaço ou idade. Esta nova edição conta com, além dos textos presentes na anterior, uma orelha assinada por Luiz Schwarcz, um posfácio de Michel Laub e um glossário.

Onde comprar:


Resenhar clássicos sempre é difícil, e mais difícil ainda quando este possui um valor sentimental para muitos que o leram e o carregam como livro de cabeceira, pois a partir disso, torna-se uma missão quase obrigatória de escrever uma resenha bem critica e profunda por se tratar de um livro conceituado. Mas não foi o que houve. Não foi nada obrigatório chegar aqui e expor minha opinião, pelo contrario, foi divertido, espontâneo e muito mais fácil do que eu imaginava.

A trama gira em si em torno de um grupo de crianças que em certo momento tem seu espaço de lazer ameaçado por um outro grupo de crianças que querem toma-lo. Pronto. Só isso, mas vamos lá. Basicamente sendo isso, o autor nos dá motivos, e diria milhares de motivos, para nos importarmos com esse pequeno grupo. Primeiro por que cada criança que compõe “Os Meninos da Rua Paulo”, são extremamente verossímeis, e a riqueza de detalhes presentes nos acontecimentos é engrandecedora. A ingenuidade da infância, os valores presentes no decorrer da trama como confiança, amizade, companheirismo, lealdade, amor, extrapola todas as razões para a leitura do livro.

Livros com crianças sempre possuem essa gama de envolver quem lê, justamente por nos transportar para algo que transcende nosso ser, e principalmente para nos reavaliarmos como adultos crescidos. O que somos hoje, se conseguimos o que queríamos quando jovem, se somos felizes... Esses são apenas alguns dos pensamentos que nos permeiam após leituras tão profundas e intensas assim. O que nos leva ao segundo motivo (de infinitos) para ler este livro de mais de 100 anos de publicação.

Quando você junta todos esses aspectos acima e coloca num contexto histórico de guerra, tudo se torna mais profundo ainda. O que chama atenção ainda é que ambos os grupos, “mocinhos e rivais” possuem uma peculiaridade, que são as regras. Eles têm uma hierarquia, do líder até o faz tudo. Tem deveres a ser feitos, punição de honras, como escrever o nome do integrante em letras minúsculas num caderno após um ato inapropriado, para que todos vejam a vergonha que é ter o nome escrito sem ser em maiúsculo, que é uma das maiores honras.

“À pág 17 dos autos há a seguinte anotação: ernesto nemecsek com minúsculas. Está anotação se anula com a presente por ter sido motivado por um erro [..].” Pag 219

Outro motivo é a linguagem coloquial. Conhecemos palavras novas que não são mais adequadas em nosso dia-a-dia, obviamente, mas que nos surpreende por tamanhas variedades de significados. No momento da leitura ia marcando uma a uma para pesquisar, mas eu não tinha percebido o glossário ao fim do livro, então indico que quando encontrarem algo desconhecido, corram ao final pra ver.

Sem falar também de como essa tradução e notas de rodapé do Paulo Rónai fizeram toda a diferença. Há uma espécie de feedback com o leitor, quando este expõe sua conclusões, como fato de que o próprio autor, Ferenc Molnár, em momentos do livro dizer “nós” ao se referir aos meninos da rua Paulo, que se entende que ele fizera parte do grupo. Ou o fato do pequeno erro de escrita do mesmo ao trocar as cores das bandeiras da pág 47 e na pag 182. Que não influencia em nada, mas que notamos e o Paulo Ronai divide isso com o leitor. Os nomes dos personagens são bem diferentes à sonoridade dos brasileiros. São nomes húngaros que não estamos habituados, mas logo nos acostumamos quando lemos a pronuncia correta.

O livro ainda possui ilustrações bem simples, mas que representam incrivelmente bem a cena em questão. A escrita do autor de inicio é confusa, como qualquer livro clássico, mas que agrada e se torna poesia depois de habituarmos os olhos a ela. É uma narrativa envolvente e viciante.

“Tinha o espírito cheio de uma porção de pensamentos tristes que antes nunca lhe haviam ocorrido, perguntas sobre a vida e a morte, para as quais não conseguia encontrar resposta.”

Antes de terminar, vale a pena pesquisar sobre o monumento inspirado nos meninos que foi construído em Budapeste. Retrata os meninos jogando bolinha de gude. Muito bonito por sinal.

Os Meninos da Rua Paulo
Por user:misibacsi - Obra do próprio, CC BY 3.0, Ligação

Indico sim o livro a qualquer tipo de leitor que se permita viver um romance delicado com uma lição de vida extraordinária. Ótima leitura.

 Cortesia do Grupo Companhia das Letras
Douglas Brandão
Geminiano, formado em Magistério e futuro professor de História. Mora na Bahia e louco por livros. Um pouco ciumento e orgulho. Fanático por Harry Potter e chegou a receber o apelido de "Vírgula" por sempre dar uma opinião ou comentário, porque sempre usa "Entretanto", "Contudo" e "Todavia" por ser sempre "Do Contra". Sincero ao extremo e venho para compartilhar meu gosto de leitura com vocês.
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24.4.17

Uma Pequena Mentira, Vol. 02 - Trilogia Ten Tiny Breaths [K. A. Tucker]

Uma Pequena Mentira
Ed. Fábrica 231, 2017 - 325 páginas:
      Livie, a mais centrada das irmãs Cleary, segurou as pontas após a morte dos pais num acidente em que Kacey, a mais velha, foi a única sobrevivente, e cuidou da irmã quando ela caiu em depressão. Aos poucos, Kacey superou seus traumas e encontrou a felicidade, enquanto Livie se dedicava aos estudos. Livie acaba de ingressar na tradicional Universidade de Princeton e está pronta para viver as emoções típicas de uma caloura, o que inclui frequentar as festas no campus, fazer novos amigos e encontrar um namorado bacana com quem possa tecer planos para o futuro. Ela só não esperava se envolver justamente com um cara como Ashton Henley, o capitão do time de remo com fama de garanhão. Com medo de ser apenas mais uma na lista de conquistas de Ashton, Livie tenta agir com a razão, como sempre fez. Mas até que ponto vale a pena dominar seus sentimentos por medo de se machucar? 

Onde comprar:

E lá vou eu, novamente, fazer uma visita às personagens que tanto me agradaram no primeiro livro dessa série. E não é que a K. A. Tucker conseguiu manter a ótima impressão que ela me causou logo no primeiro livro!!!

Nesse segundo volume vamos acompanhar a vida da Livie, a irmã mais nova e, de longe, a mais certinha delas (claro que veremos algumas aparições da Kacey, mas são poucas). Nesse segundo volume, seremos conduzidos à Universidade de Princeton, onde Livie passará a morar pelos próximos anos, afinal, a vida adulta já está começando a bater em sua porta. Nesse novo ambiente, nossa protagonista passará a viver intensamente todas as sensações que uma caloura poderá passar: Festas regadas a muita bebida, beijos, romances, amizades, conflitos e estudos. E isso nos fará ter várias reações controversas em relação às atitudes da nossa heroína da vez. Mas vamos dar um desconto, ela só tem 18 anos (risos).

"Essa é a sensação mais estranha que eu já tive. O sangue borbulha em meus ouvidos, enquanto meu coração bate loucamente, e meus pulmões congelam. Sei que isso não pode continuar para sempre. Sei que vou ficar tonta e desmaiar logo, se eu não tomar uma atitude." Pág. 290.

Esse segundo volume continua com as mesmas características do primeiro: Trama previsível, mas com uma narrativa fluída, leve e agradável. No quesito personagens, a Tucker inseriu novas, mas que mantiveram um ótimo nível de carisma, o mesmo que aconteceu com os de "Respire". Ashton, Reagan e Connor merecem entrar nesse seleto grupo de personagens que merecem nossa torcida.

Uma Pequena Mentira

Adorei conhecer esse "lado descolado/irresponsável" da Livie. Fez com que ela não levasse a vida tão a sério (coisa que ela faz desde seus 11 anos), pois a vida a fez amadurecer muito cedo, devido a morte de seus pais, e todos os problemas com a depressão e os vícios em drogas de sua irmã, Kacey.

"Fico olhando os mesmos ciclistas passando por outro caminho, ouvido as palavras dele, com um sorrisinho abrindo em meu rosto. Ninguém jamais me comparou com a minha irmã dessa forma. Sempre fui a estudiosa e responsável. A confiável. Cautelosa, calma e equilibrada. Minha irmã é a agitada. Eu sempre a invejei secretamente por isso." Pág. 71.

O legal de se ler essa série, é que não é necessário ler os volumes em ordem, pois cada um deles tem um casal protagonista diferente e um final satisfatório. Mas as personagens, tramas e narrativa são tão legais, que é quase impossível não querer conhecer todo esse universo criado pela autora.

No quesito diagramação, a editora está de parabéns. Letras em um tamanho e espaçamento agradáveis, e a revisão impecável. A capa também muito bonita, e que segue o padrão da série.

Enfim, finalizo indicando aos amantes de um romance leve e, até certo ponto, divertido. Com novas personagens cativantes e narrativa fluida.

Link no Skoob: https://www.skoob.com.br/uma-pequena-mentira-647769ed649781.html

Clique na capa para ler a resenha do livro anterior:


 Cortesia da Editora Rocco
Nardonio Almeida
Pernambucano, formado em Artes Cênicas e apaixonado por teatro e livros. Descobriu-se leitor depois de um empurrãozinho de uma amiga. Virginiano, pé no chão e que adora a calmaria. Leitor de quase todos os gêneros literários. Afinal, quando a trama é boa, o gênero é o que menos importa.
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23.4.17

Sorteio: Sou de outra Época


Sorteio: Sou de outra Época

Em parceria com nove blogs, o Seja Cult organizou um sorteio especial romances históricos. São 10 livros divididos em dois kits. As regras são simples, mas leiam com atenção, inclusive o regulamento.

Boa sorte a todos e participem muito!!!!

Prêmios: dois vencedores vão levar cinco livros cada.

Regras: Nenhuma entrada é obrigatória, mas a sorteada em cada kit será conferida.


Kit 1

Pode beijar a Noiva: No Universo da Literatura
Quando a Bela domou a Fera: Ler para Divertir
Segredos de um Pecador: Estante Diagonal
A dama de Papel: Maluca por Romances
Ousada Debutante: Escuta Essa

21.4.17

Promoção #225: Coleção Completa A Garota do Calendário

Sorteio A Garota do Calendário

Ler para Divertir está sorteando a Coleção Completa A Garota do Calendário (12 livros) e mais os seis primeiros marcadores da série.

O Sorteio está sendo realizado pelo Instagram do Blog.
Válido até 19/05/17

Regras e Inscrições em:



Linhagens, Vol. 02 - Série Uma Geração, Todas as Decisões [Eleonor Hertzog]

Eleonor Hertzog
Ed. Letra Impressa, 2013 - 700 páginas:
      E se você descobrisse que a Terra guarda grandes segredos? E se esses segredos fossem poderosos o suficiente para modificar o rumo de nossas vidas? Laços se estreitam, conflitos irrompem. Erros foram cometidos e o tempo está acabando. Nada é o que parece ser. Segredos emergem de Casas e Linhagens. Peggy corre grandes riscos e as consequências das próximas decisões podem colocar tudo em jogo. Os Melbourne mais uma vez terão que provar sua capacidade de resolver problemas. As consequências de cada decisão afetarão o Universo inteiro... Caberá apenas a Uma geração... Todas as decisões! 

Onde comprar:


POSSUI SPOILERS

Linhagens, segundo livro da série Uma Geração Todas as Decisões, inicia-se do momento exato em que Cisne parou. Agora sabemos um pouco sobre o que Peggy de fato é e de onde veio, mas ao mesmo tempo em que sabemos disso não sabemos quase nada, parece que essas pequenas informações foram apenas um paliativo para aguçar mais ainda nossa curiosidade sobre essa menina tão travessa e poderosa.

Iniciando a leitura nossos personagens estão indo para uma ilha cheia de focas coletar algumas informações, mas antes de chegar nessa ilha, que fica perto de Senira, cidade atlanti muito importante, Peggy sente perigo com a ajuda de sua sensibilidade. Nessa ilha ocorre algumas coisas que colocam nossa protagonista em perigo ameaçando não só sua própria vida como a vida de seus irmãos. O pior de tudo é que isso não afetou apenas quem estava na Terra, mas também a mente de Peter em Tarilian, pois ambos possuem uma espécie de ele mental desde pequenos.

O Dr. Henry fica desesperado e vai a Tarilian o mais rápido possível. A Casa de Merine está temerosa em relação ao estado dos gêmeos Peter e Loon já que ambos possuem um elo mental desde criança e algumas curiosidades a parte que eles mesmos conseguiram disfarçar criando uma camuflagem para enganar seus pais e avós. O problema é no momento em que Peggy “explodiu” nos acontecimentos da ilha perto de Senira o elo mental que ela possui com o gêmeo Peter provocou reações em adversas e proporções preocupantes ameaçando a vida de muita gente. E até mesmo os doutores Melbournes cogitam sacrificar a vida da filha adotiva para salvar a todos.

Para nos situarmos melhor: esse elo existente entre Peter e Peggy é algo tão poderoso que até os doutores não sabem explicar a complexidade dele. Criam hipóteses e possíveis soluções para resolvê-los e nada parece adiantar muito para resolvê-lo. Entretanto Dr. Henry é especialista em elos mentais, vindo de Kreganian onde todos são gêmeos, os elos mentais surgem a muito e ele vem estudando-os ao passar dos anos. Com uma ideia fixa tenta por fim no dilema: Sacrificar sua filha, ou tentar um novo caminho?

"A Terra é um refúgio para todos aqueles que perderam seus mundos - é o lugar para onde vão raças, Linhagens e Casas que não têm mais para onde ir, Um paraíso é lindo; um refúgio é insubstituível e precisa a todo custo, ser protegido". 24

Em outro ponto de vista somos apresentados a mais personagens do Toque de Reunir, como o Anton que é um alienígena e acaba indo morar na casa da Cheli, e Anton acaba ficando parte do tempo trancado no quarto sem entender nada da Terra e estanhando tudo. Até que Cheli acaba acalmando ele com beijos. E um casal começa a ser shipado. As cenas são boas e divertidas equilibrando o livro na medida certa.

A estória continua se desenrolando e vamos conhecendo as historias de vida de alguns personagens como o Giles que amadurece muito e tem funções de extrema importância. Eleonor aos poucos foi nos explicando de forma mais clara cada um, e inserindo mais personagens, tornado a trama mais rica de detalhes e muita coisa a ser explorada.

“Independente do motivo da perda de seu mundo, todos os exilados recebiam uma nova chance na Terra. Traziam a genética de suas raças, traziam sua cultura, suas Linhagens e Talismãs. Alguns se reestruturavam e reconstruíam suas Casas. Outros mantinham a cultura e os Talismãs, mas o tempo passava e esqueciam que havia uma Casa a restaurar. Diversos chegavam tão debilitados que sua identidade se perdia. Mas todos, sem distinção, eram integrados ao vasto, complexo e absolutamente único ecossistema mental da Terra. Essa integração sempre tinha acontecido de forma suave e natural. Sempre. Até a chegada de Atlantis.” .27

O foco central é Tarilian e a Casa Merine. Sutilmente vamos conhecendo melhor e esclarecendo algumas duvidas sobre esse mundo tão misterioso. Desde a sua criação e os dias atuais. A forma que a escritora trabalhou isso é digno de aplausos. Uma cultura rica, grandiosa e que enche os olhos de quem lê.

Descobrimos mais coisas dos irmãos Melbournes e mesmo assim Hertzog deixa nos ar mais milhões de duvidas sobre cada um. Essa família misteriosa que não deixa escapar nada. Como leitor fico curioso e quero saber mais e mais, mas se descobrimos uma coisa, outra surge de imediato.

Infelizmente ainda não chegamos não tão famosa Escola Avancada de Champ-Bleux, o que me frustrou quando estava chegando ao final do livro e ainda não tínhamos visualizado ela. Mas o que a autora fez com o fim é desejar morte súbita, que reviravolta e que BOOM ela deixa no ar que meu Deus. Espero ter logo o terceiro livro em mãos porque não me aguento.

Se ainda não conhece a série, por favor, corra e compre logo esses livros, são incríveis e não se arrependerão nem um pouco.

Clique na capa para ler a resenha do livro anterior:

Cisne
Douglas Brandão
Geminiano, formado em Magistério e futuro professor de História. Mora na Bahia e louco por livros. Um pouco ciumento e orgulho. Fanático por Harry Potter e chegou a receber o apelido de "Vírgula" por sempre dar uma opinião ou comentário, porque sempre usa "Entretanto", "Contudo" e "Todavia" por ser sempre "Do Contra". Sincero ao extremo e venho para compartilhar meu gosto de leitura com vocês.
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20.4.17

[Bookserie] Engenharia Reversa: Parte XXXI - Invasores Devem Morrer

André Luis Almeida Barreto


Engenharia Reversa


Parte XXXI - Invasores Devem Morrer


A medida em que a nuvem de fumaça se dispersa, o estrago provocado pelo impacto do Fantasma torna-se mais visível: a maioria dos tanques e robôs de combate foram destruídos, mais da metade dos soldados morreram e os que sobraram se arrastam pelo campo desolado, somente um punhado de robôs ainda está de pé. A onda de choque varreu os bairros periféricos da cidade, provocando desabamentos e avariando vários imóveis, o granito, que antes parecia indestrutível, não aguentou o turbilhão de energia liberado pela explosão do reator da nave.

Na sala de comando, dentro do fortificado Ninho do Gavião, os monitores são tomados pelos dados de telemetria, pela lista imensa de baixas e por mensagens desesperadas dos militares em campo. Os homens do coronel Fabrício tentam disfarçar o crescente pânico, afinal, nenhum deles chegou de fato a entrar em combate. O coronel observa atento os monitores, recebendo cada chamado dos homens em campo. Ele sabe que não pode deixar transparecer o mínimo de insegurança, precisa ser o exemplo para seus homens.

Maestro, Bel e Davi olham para os monitores como se esperassem por algo, compartilhando da mesma torcida, a torcida de que, finalmente, Amanda tenha morrido. Maestro está visivelmente ansioso, pois o sinal que instalará no sistema dá Rainha de Fogo havia desaparecido, então, para a completa decepção do deletador, o sinal reaparece com força total. Bel e Davi notam a transformação no rosto do homem, e Davi perde o interesse na transmissão funesta, mas Bel continua olhando, cada cena a deixando mais triste por dentro, até que ela vira o rosto, perdida no chão.

O coronel Fabrício remove os fones de ouvido, seu rosto está pálido, mas ainda assim ele é a cara da autoridade, se aproxima dos regentes, em posição de respeito:

- Perdemos noventa e cinco porcento do segundo batalhão. O coronel Savastti, bem como todos os seus oficiais, morreram na explosão. Boa parte das guarnições da muralha foram perdidas, os danos na fortificação são irreparáveis - ele faz uma pausa -, vamos ter que reconstruir. Aproximadamente cem civis estão feridos, e já foram encontrados os primeiros corpos. Além disso, a nave invasora destruiu um veículo striker identificado como Lobo do Deserto, que era justamente o veículo em que eles viajavam!

"Minha nossa, ela destruiu o Lobo! Será que... será que Samuel está vivo?" - indaga Bel.

"Provavelmente, não. Uma pena, mas ele sabia dos riscos. Nossas chances ficaram ainda menores" - responde Maestro.

Bel fica transtornada, Davi exibe uma expressão de tristeza.

"Como se já não bastassem tantas mortes" - lamenta a biocomputador.

"Não foi culpa sua. Amanda o matou, Amanda matou todos esses homens" - consola Maestro.

De repente um forte rangido corta o ar, e um dos regentes se eleva acima dos outros, transtornado, ele fuzila os prisioneiros, encarando-os com seus olhos leitosos.

- Não podemos arcar com mais nenhuma baixa! Devemos banir esses forasteiros. Ela - aponta para Bel - não é uma dádiva que caiu aqui por acaso, venerável Sharem, essa coisa é a emissária da desgraça, e a portadora da morte, a responsável por toda essa destruição! Baní-los para a Terra Maldita, é o que devemos fazer.

- Prezado Gotlieb - diz Sharem, agora tão elevada quanto o regente do comércio - se descobrirmos os segredos dela, ataques como esse jamais aconteceram; se descobrirmos os segredos dela, poderemos aprimorar nosso exército e expandir nosso território. Mas, se nos livrarmos dela, continuaremos estagnados no mesmo patamar.

- Sharem tem um ponto - concorda Baltazar, o regente da sociedade.

- Como vê, Gotlieb, são dois votos a um. Não haverá banimento - conclui Sharem, altiva.

Um pico de raiva irrompe no rosto do coronel Fabrício, e ele não consegue se conter:

- Veneráveis, perdão, mas não posso ficar calado diante da carnificina que acabamos de presenciar...

- Eu tentei te avisar, coronel - diz Bel, olhando para Fabrício.

- Cale-se! Devemos executar todos os prisioneiros! As mortes de tantos não pode ser em vão! - afirma Fabrício.

Subitamente, um novo alerta invade a sala, voltando o foco para os monitores. Um dos operadores amplia a imagem, revelando o que parece ser uma mulher vestida em uma armadura negra. Ela se move vagarosamente porém com determinação, se aproximando dos robôs de combate sobreviventes.

- Minha nossa! Como ela sobreviveu a queda? - indaga um dos operadores.

De repente, a invasora empreende uma corrida em direção aos robôs, uma espécie de lâmina brilhante pode ser vista projetando-se de seu braço direito, e com ela, a mulher desmantela os mecânoides de combate, um a um. Soldados desnorteados abrem fogo, mas os primeiros tiros são detidos por algum tipo de escudo energético. Insaciável, ela avança contra o punhado de homens e os trucida com sua lâmina, só parando quando o último tem o tronco partido ao meio.

Os operadores parecem não acreditar nas imagens que acabaram de ver. Os homens do coronel Fabrício são tomados pelo medo, e ele, por um ódio crescente. Sharem explode em fúria:

- Coronel, reúna todos os batalhões! Destrua aquela mulher imediatamente, invasores devem morrer!

- Vocês não fazem ideia do tamanho da encrenca em que se meteram - diz Davi, atraindo os olhares assustados dos soldados, mas sendo ignorado pelos regentes e pelo coronel.

- Imediatamente, venerável - responde Fabrício. Ele sinaliza para alguns homens que o acompanham para fora da sala, mas muitos soldados ainda permanecem, incubidos de vigiar os prisioneiros.

Assustado, Maestro estabelece um link de comunicação com Bel.

"Nosso tempo acabou. Se a situação se complicar, destrua os sistemas, cause o máximo de confusão que conseguir. Eu vou dar um jeito de te tirar daqui, você e o Davi."

"Maestro, eu tenho uma ideia. Quando entrei nos sistemas, detectei uma vasta malha de torres de comunicação."

Bel e Maestro cruzam olhares.

"Por favor, continue" - responde o deletador com interesse crescente.

"E também detectei que o Brasil está próximo. Posso enviar um pedido de ajuda, eles poderiam enviar uma nave para nos resgatar, será possível?"

Maestro quase deixa escapar um pequeno sorriso.

"Excelente ideia, mas garante que a transmissão não será interceptada?"

"Sim, eles nunca vão descobrir."

"Perfeito. Você terá que utilizar meu código de acesso, diga também que Nova Esperança está sob ataque da VNR."

Bel concorda com um leve balançar de cabeça. Em instantes recebe o código de Maestro. Segundos depois entra no sistema de comunicação, onde o fluxo de dados está quase derrubando a coisa toda. Rapidamente ela localiza o terminal de uma antena, esconde seus passos e entra no transmissor, o sistema é antigo, mas a arquitetura não mudou muito ao longo dos anos. Ela envia a mensagem para o circuito, se surpreendendo com a facilidade. A resposta não tarda a chegar, traduzida em uma voz masculina que ecoa na mente de Bel: "Alfa Congo vinte e três, mensagem recebida. Ficamos contentes em receber sua resposta, tenente Pedro." Bel fica animada, talvez, em fim, eles vão escapar de Amanda. "Então Pedro é o nome dele.", ela sorri.

"Sua mensagem foi transmitida, tenente Pedro" - diz Bel, olhando para Maestro com curiosidade, alheia a tensão que toma conta da sala.

O coronel desce as escadas correndo, deixando seus comandados para trás. Ao chegar ao pátio, encontra um pequeno de grupo de jipes e caminhões. Com um pulo ele embarca no jipe da frente.

- O quinto e o primeiro batalhão estão seguindo para a zona de combate, senhor. Os outros batalhões estão sendo mobilizados - diz o soldado ao volante do veículo.

- E os esquadrões de caças?

- Abastecendo. Devem decolar a qualquer momento.

- Ótimo. Leve-me para a zona de combate imediatamente!

***

Amanda estanca, em meio aos corpos e pedaços de metal, ela se apoia nos joelhos e respira fundo. Confere os dados da armadura: energia em sessenta por cento, recarregando a taxa de dois quilowatts por minuto. Olha em volta, vê o sol ganhando força no céu sem nuvens, paredes de fumaça se erguendo cada vez mais altas. O barulho do fogo queimando madeira, plástico e borracha a envolve por completo, e, ao longe, os alarmes ainda gritam pelas ruas. Ela ativa seu sensor biodigital, e com ele esquadrinha a cidade buscando pelo peculiar padrão de ondas emitido por Bel. Então o sistema aproxima sua visão de uma grande torre localizada a quilômetros de distância de sua posição atual, o sensor indica a presença de vários seres vivos no lugar, e um pequeno quadrado verde marca um deles em especial, indicando que o alvo foi localizado.

Começa a se mover velozmente em direção a cidade. Pega o rifle de assalto de um coldre nas costas. Automaticamente a arma se ativa, reconhecendo o DNA de sua dona. Então, a uns quatrocentos metros das primeiras construções, seu radar emite um sinal de alerta. Por entre os prédios uma linha de blindados se revela, o som dos motores ganha volume, encorpado pelo ruído das lagartas mecânicas percorrendo o piso de granito. Atrás dos blindados, o contingente de dois batalhões de infantaria, dois mil e trezentos soldados, reforçados por duzentos robôs de combate e veículos lançadores de mísseis. Como se fosse uma única criatura disforme, o exército se movimenta de forma a envolver Amanda, a engoli-lá, executando uma grande manobra de flanqueamento. Então uma esquadrilha de helicópteros de guerra surge sobre o contingente, dois caças supersônicos cortam o céu, passando pela esquadrilha e executando uma passagem rasante sobre a Rainha de Fogo.

Os sinais de alerta pipocam por todo o campo de visão de Amanda, forçando-a a desligar os alarmes. Ela examina o inimigo; o exército é tão grande que quase preenche todo o horizonte a sua frente. "Primitivos, mas são muitos", pensa.

Então, subitamente, as tropas param de se mover. Um dos helicópteros se aproxima, abaixo dele, um alto-falante é ativado:

- Você violou um pacto de cem anos. Entregue suas armas e prepare-se para ser rendida. Caso contrário, sentirá a fúria da Divisão Gavião.

Amanda aponta seu rifle para a aeronave, destrava, atira. O projetil atinge o alvo em segundos, explodindo o helicóptero no ar, mas dando tempo suficiente para a grito de desespero do oficial que deu o aviso ecoar até os ouvidos dos milhares de soldados.

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André Luis Almeida Barreto
Aspirante a escritor, inquieto por natureza, ainda tenho vontade de mudar o mundo ou pelo menos colocar um monte de gente para pensar. Viciado em livros, games, idéias loucas e sempre procurando coisas que desafiem minha imaginação.

19.4.17

Amor Imenso [Penelope Ward]

Penelope Ward
Ed. Essência, 2017 - 272 páginas:
      Desde garoto, Justin amava Amelia, que odiava Justin desde que ele se mudou para a casa vizinha à da sua avó, em Rhode Island. Não, nada disso. Amelia também amava Justin, mas um mal-entendido o fez pensar que a garota mais incrível do mundo não correspondia ao seu amor e, pior, o odiava. Os anos se seguiram, e os dois tomaram caminhos distintos até que o destino – e um empurrãozinho de Nana, avó de Amelia – os reuniu novamente na casa onde se conheceram quando eram adolescentes. Obrigados a compartilhar o mesmo espaço, Justin – que aparece na casa de praia de Nana com a namorada – e Amelia vivem como cão e gato. Orgulhosa, a princípio ela não dá o braço a torcer ao amor que sempre sentiu pelo vizinho e reluta o quanto pode contra os encantos de um Justin, agora, mais maduro e.... muito mais atraente. Será que ambos resistirão à paixão e ao desejo que os incita desde a adolescência?

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Essa é uma das historias mais linda e emocionante que já li. Justin é sensacional. E Amelia e ele juntos faz você acreditar que tudo na vida tem um motivo e que simplesmente tudo vale a pena. Eu nunca tinha lido nada da autora, e já virei fã de carteirinha dela. A escrita é fantástica e envolvente. Amei...

A família de Justin se mudou para casa ao lado da casa de Nana, a avó de Amelia. E como os pais do menino trabalhavam, a avó dela tomava conta deste adorável garotinho e dela. Com o passar dos anos os dois se tornaram melhores amigos e confidentes, a única coisa que deveriam, mas não confidenciavam, é que um era totalmente apaixonado um pelo outro.

Quando se tornaram adolescentes, aconteceu um coisa que acaba com essa amizade. Ela por ser imatura e ele por querer sempre protege-la acabam se distanciando e desfazendo essa bela amizade, se tornando inimigos mortais (ou quase isso). Ele permanece no mesmo lugar, mas ela vai morar com o pai em outra cidade.

" - ... obrigado por ter me ensinado que às vezes o que mais tememos é justamente aquilo de que nossa alma mais precisa."

Depois de uns dez anos, quando a avó de Amelia morre, deixa a casa dela de herança para os dois, metade para cada um. Amelia aproveita suas férias e o fim de um relacionamento conturbado, e vai tomar passe de sua parte, depois de dias de paz e tranquilidade ela é abordada dentro de casa por uma moça muito linda e simpática, Jade, uma linda atriz e namorada de Justin.

Porém, enquanto as duas conversam amigavelmente, Justin já chega agredindo verbalmente Amelia, e a guerra entre os dois começa. Existe muita raiva e muita magoa entre eles, mas nada que o tempo não possa resolver.

Amor_Imenso

Justin é um cara lindo, compositor e músico talentoso, todo tatuado e que já está cansado de ser abandonado por aqueles que ama. E por isso ele jamais gostaria de rever Amelia, seu amor da adolescência. Mas quando ele recebe a notícia de que recebeu de herança parte da casa onde viveu a grande e a melhor parte se sua vida, ele precisa ir até lá. Só não contava encontra Amelia lá, no mesmo período que ele.

" - Você estava sempre lá... até que você não estava mais. Perder você me ensinou que eu não posso contar com ninguém além de mim mesmo. Formou o que eu sou hoje... e isso não é necessariamente uma coisa boa."

Os dois brigam muito, mas Amelia e Jade viram grandes amigas. E com a obrigada convivência os dois vão deixando as diferenças para trás. Relembrando e superando as dificuldades do passado. Trazendo de volta aquela amizade há anos perdida. É claro que com a amizade vem a atração, o sentimento e tudo mais. Mas o respeito e admiração deles por Jade os impede de terem algo mais que amizade.

"Eu nunca te odiei. Eu não podia odiar você nem se eu tentasse. Acredite em mim, eu tentei."

A grande questão é que o destino tem reservado para Amelia e Justin uma surpresa / cilada / consequência que pode uni-los ou separá-los de uma vez por todas.

 Cortesia da Planeta Livros Brasil
Adriana Macedo
Sou Adriana do blog Meu Passatempo blá blá blá moro em Vila Velha - ES. Troco qualquer balada pela tranquilidade do meu lar. Adoro ler, musica alta, series e filmes. Exatamente nessa ordem. Simples assim.
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