acompanhe o blog
nas redes sociais

28.4.17

Acabei de Ler - Abril de 2017

Acabei de Ler - Abril de 2017

Para conseguir terminar algumas trilogias e séries quase não resenhei neste mês de abril, mas em compensação terminei a série Tangled, Stage Dive e a Trilogia A Submissa.


Amarrado - Tangled # 4 [Emma Chase]

Tangled - Emma Chase
Ed. Universo dos Livros, 2015 - 256 páginas:
      Drew Evans e Katherine Brooks conseguiram superar a arrogância, a ambição e a competitividade profissional que tinham um contra o outro, para que enfim ficassem juntos, mas sem abandonarem suas carreiras. Morando juntos e com um terceiro integrante na família – o adorável James, de dois anos –, o casal decide oficializar a união com uma festa de casamento para a família e todos os amigos, no entanto, não há casamento se não houver uma despedida de solteiro – em Las Vegas! Drew e Kate, Matt e Dee-Dee deixam os filhos com os avós e partem para Vegas para a despedida de solteiro do casal. O plano é simples, apenas um fim de semana de diversão com os amigos, contudo, entre uma ida ao cassino, um copo de whisky e alguns charutos, Drew acorda na manhã seguinte e percebe que talvez tenha tomado uma decisão ruim que pode mudar toda sua vida.

Onde comprar:

Enfim terminei a série Tangled de Emma Chase. Todos os quatro volumes foram resenhados aqui no blog pela Adriana, que gostou bem mais dos livros do que eu. Me diverti bastante com o primeiro livro, mas achei os restantes mais do mesmo, mudou pouca coisa. Contudo como a escrita de Emma é leve e divertida, é uma boa série para se distrair, se você não esperar muito dela.


Lead, Vol. 03 - Série Stage Dive [Kylie Scott]

Stage Dive - Kylie Scott
Ed. Universo Dos Livros, 2016 - 368 páginas:
      Como vocalista da banda Stage Dive, Jimmy sempre teve tudo na hora que quis, fosse bebida, drogas ou mulheres, até que a destruição de sua reputação na mídia serviu de alerta e o conduziu à reabilitação. É neste momento que Lena surge em sua vida. Contratada para ser a assistente que tem como missão mantê-lo longe de problemas, ela não planeja aguentar desaforos do sensual roqueiro, e está determinada a manter a relação em nível estritamente profissional, apesar da química efervescente entre eles, até que Jimmy vai longe demais e Lena vai embora. Isso o faz perceber que talvez tenha perdido a melhor coisa que já lhe aconteceu.

Onde comprar:

Comprei toda a série em e-book na Amazon pois estavam com ótimos preços. Este foi o livro que mais gostei. Achei bastante divertida a interação do Jimmy com a Lena, como ela fazia de tudo para irrita-lo. O que me atraiu para a série foram as capas, acho lindas as tatuagens. Indicado para quem é fã de New Adult e gosta de tramas com integrantes de bandas de rock.


Deep, Vol. 04 - Série Stage Dive [Kylie Scott]

Stage Dive - Kylie Scott
Ed. Universo Dos Livros, 2017 - 320 páginas:
      Com aquelas duas linhas do teste de gravidez, tudo na vida de Lizzy Rollins, uma simples estudante de Psicologia, estava prestes a mudar para sempre. E tudo por causa de um grande erro em Las Vegas, cometido com Ben Nicholson, o irresistível baixista da banda Stage Dive. E daí que Ben é o único homem que fez Lizzy se sentir completamente segura, adorada e descontrolada de desejo ao mesmo tempo? A universitária sabe que o lindo astro do rock não quer nada além de um pouco de diversão. Por outro lado, Ben sabe que Lizzy está em zona proibida. Totalmente. Ela é a nova cunhadinha do seu melhor amigo, e pouco importa o quanto a química entre ambos seja fenomenal, o baixista não vai tomar nenhuma atitude. A partir daquele momento, Ben e Lizzy estarão ligados do modo mais profundo que existe... mas será que isso os fará ligar seus corações?

Onde comprar:

Deep é o quarto e último livro da série Stage Dive. Segue o mesmo estilo dos anteriores. Ben Nicholson, o baixista da banda Stage Dive agora é o último solteiro da turma, e deseja continuar assim. Quando conhece Lizzy, sente uma forte atração por ela, mas como Lizzy é a nova cunhadinha do seu melhor amigo, ela está fora de seu alcance. A história deste casal começa no segundo volume, e nos primeiros capítulos deste são descritas as lacunas onde os dois já interagiam, mas que só agora vamos realmente conhecer.


A Submissa, Vol. 01 [Tara Sue Me]

Tara Sue Me
Ed. Record, 2012 - 272 páginas:
      O poderoso empresário Nathaniel West precisa saciar suas fantasias secretas e busca uma mulher com quem realizar seus desejos mais primitivos. Ao saber que ele está à procura de uma nova submissa, Abigail King, movida por um segredo do passado, não hesita em se candidatar, aceitando os termos mais perversos do sedutor Nathaniel e deixando-se levar por um mundo de luxúria e submissão, onde não há limites para o prazer. Mas nenhum dos dois imagina que esse jogo pode despertar sentimentos e sensações incontroláveis.

Onde comprar:

Em 2014 resenhei "O Dominador", segundo livro da Trilogia A Submissa. Mesmo ainda não tendo lido o primeiro, como era a mesma história sob o ponto de vista do personagem masculino, não me importei. Três anos depois resolvi terminar a série, quando por um acaso me deparei com "A Submissa" na casa de uma amiga, que me emprestou. A Submissa é como 50 Tons de Cinza, mas para adultos, ou seja, sem mimimi. Aqui Nathaniel West é um dominador de verdade e Abigail deseja ser sua submissa. Os dois vivem a relação BDSM até que algumas atitudes de Nathaniel colocam o relacionamento em risco.


O Treinamento, Vol. 03 - Trilogia A Submissa [Tara Sue Me]

Trilogia A Submissa - Tara Sue Me
Ed. Record, 2015 - 336 páginas:
      Nathaniel West é um homem poderoso que também possui habilidades ocultas, reservadas para o tempo que passa com suas submissas. Ele nunca antes havia misturado amor e prazer, até conhecer Abby. A doce bibliotecária Abigail King sempre teve uma vida sexual frustrada, mas tudo muda quando Nathaniel entra em sua vida. Com ele, seu dominador e mestre, ela descobre um universo de possibilidades. Porém, o amor não estava nos planos de nenhum dos dois. O que começou como um acordo de tórridos e libidinosos fins de semana se transformou em um intenso romance. Agora, completamente apaixonados, eles precisam enfrentar o desafio de conciliar sua relação como dominador e submissa com a de namorados. Enquanto Abby se depara com novos jogos envolvendo açoites, cordas e mordaças, Nathaniel precisa aprender se aceitar e aliar seus instintos de dominador com seus sentimentos.

Onde comprar:

Terceiro e último volume da série erótica A submissa (apesar que vi outros no site da autora, que acredito serem spin-off). Depois de ler A Submissa achei melhor terminar a trilogia de uma vez. Neste livro Nathaniel e Abby deverão aprender a ser um casal, conciliando sua relação como dominador e submissa com a de namorados, o que eu não achava que seria tão difícil, até ler este livro. Gostei bastante deste final.

Os livros abaixo foram os lidos e resenhados em Abril. Clique nas capas para ler as resenhas:


Gisela Menicucci Bortoloso
Capixaba, leonina, analista de sistemas e mãe. Apaixonada por livros, sou uma leitora compulsiva e como o tempo é curto, leio em todo o lugar: esperando o elevador, dentro do ônibus, no salão de beleza... Ler é meu prazer e minha paixão!
*Sua compra através dos links deste post geram comissão ao blog!

27.4.17

Seeker: A Guerra dos Clãs, Vol. 01 [Arwen Elys Dayton]

Arwen Elys Dayton
Ed. Fantástica Rocco, 2016 - 416 páginas:
      Primeiro da trilogia A Guerra dos Clãs, que marca a estreia da autora Arwen Elys Dayton na literatura young adult, “Seeker” é uma fantasia épica com toques de ficção científica perfeita para fãs de séries como Jogos Vorazes, Divergente, Legend e Game of Thrones. A história gira em torno da jovem Quin Kincaid, treinada para se tornar uma “Seeker” e lutar ao lado de seus companheiros para proteger os injustiçados, levando luz para um mundo mergulhado na escuridão. Na noite de seu juramento, porém, quando está prestes a honrar seu legado e iniciar sua missão, Quin descobre que ser uma “Seeker” não é bem o que ela havia imaginado. E mesmo sua família e seu grande amor não são exatamente como ela acreditava. A jornada de Quin Kincaid em busca de sua verdadeira identidade vai começar. Uma saga memorável, protagonizada por uma heroína inesquecível. 

Onde comprar:

A estória se inicia com nossa protagonista Quin sendo treinada numa fazenda localizada na Escócia. Aparentemente ela fora treinada a vida toda juntamente com seu primo Shinobu e John, para se tornar um Seeker. Até então no decorrer da trama ficamos um pouco confusos sobre o que é um Seeker e o que de fato eles fazem. Ser um Seeker é algo honroso, especial e totalmente o certo a se fazer. Entretanto, enquanto Quin e Shinobu estão fervorosos para fazer o juramento de se tornar um Seeker e serem bem avaliados pelos Pavores, John não está totalmente convicto. E vamos sendo esclarecidos sobre esse pensamento do personagem.

É válido lembrar que os seekers estão sumindo, e estes três jovens são os únicos a darem continuidade aos clãs de suas famílias, clãs estes onde cada um possui um animal como representação. A da Quin são carneiros como vemos na capa.


Quando Quin e Shinobu fazem seus juramentos, eles descobrem que peso os seekers levam nas costas, e se frustram, ficam assustados e se reavaliam sobre suas decisões. À contra ponto que Jonh vai se desconstruindo, mostrando ao leitor que sua família possui uma rivalidade antiga com a família da Quin e que ele não é um mocinho que tanto queríamos, pois ele falha inúmeras vezes pelas suas escolhas.

"No entanto, algo estava diferente. Talvez fosse a ansiedade dela em relação à noite que viria, ou o brilho de seu triunfo em combate, mas John sentia algo a mais na maneira como ela beijava. Ela me ama, pensou, e eu a amo. Quero que fique comigo, mesmo depois que ela souber de toda a verdade." Pág. 32

Acontece que Quin é apaixonada pelo John, ao passo que Shinobu também. E infelizmente temos mais um triângulo amoroso que ao meu ver tornou a história cansativa em certos pontos, porque tudo era clichê demais. A autora faltou moldar as características dos personagens para torná-los únicos e facilmente possíveis de imaginar, mostrando-nos a essência de cada um.

Não obstante, adiantamos no enredo e descobrimos que os seekers são espécies de assassinos de aluguel, entrando em casas onde a injustiça está sendo feita, como um pai que bate na mulher covardemente, estupradores, etc. E sabemos ainda que os seekers podem viajar no tempo através de uma espada (representada na capa) e ficamos em dúvida sobre o que é ser um Seeker. Não é algo que fica bem claro, não é descrito com todas as letras e concluímos a leitura ainda com esses questionamentos.

"A função deles não era interferir. No entanto já haviam interferido no passado. Um pensamento aos poucos veio à superfície. Uma mulher de cabelo castanho-claro, um menino escondido sob o chão. Não deveriam ter interferindo, mas interferiram." Pág. 109

A narrativa é bem dinâmica, um ponto forte ao meu ver. Pois ela é narrada em quatro pontos de vistas diferentes apesar de ser em terceira pessoa, mas que proporciona ao leitor um amplo conhecimento sobre todas as partes do enredo, então temos a Quin, Shinobu, John e Maud, que é a Jovem Pavor.


A trama possui elementos fortíssimos para agradar fãs de diversas séries existentes hoje em dia, porém na minha opinião a escritora necessita se firmar mais e nos mostrar - mais claramente - o que quer dizer. Ela se perde muito com o triângulo amoroso deixando o principal de lado, que é o mundo criado. Pois estamos num futuro distópico, sem sermos situados a nada. É uma espécie de fantasia com um desenvolvimento tecnológico fortíssimo. A sensação que temos é de deslocamento. Não sabemos onde estamos ou para onde vamos.

Todavia é um livro cheio de cenas onde ocorrem muitas coisas, que prende o leitor e o faz querer ir a última página. Ficamos curiosos sobre esse novo mundo, e mesmo tendo parte das respostas, a autora deixa diversas outras para serem esclarecidas. Ficamos deslumbrados com sua criatividade, com a descrição de cenários e as reviravoltas de toda a trama.

Seeker é o primeiro de uma trilogia, e quero, e espero, que a autora nos surpreenda, nos dê respostas, e explore mais o que criou.

 Cortesia da Editora Rocco
Douglas Brandão
Geminiano, formado em Magistério e futuro professor de História. Mora na Bahia e louco por livros. Um pouco ciumento e orgulho. Fanático por Harry Potter e chegou a receber o apelido de "Vírgula" por sempre dar uma opinião ou comentário, porque sempre usa "Entretanto", "Contudo" e "Todavia" por ser sempre "Do Contra". Sincero ao extremo e venho para compartilhar meu gosto de leitura com vocês.
*Sua compra através dos links deste post geram comissão ao blog!

26.4.17

Uma Longa Jornada Para Casa [Saroo Brierley]

Saroo Brierley
Ed. Record, 2017 - 229 páginas:
      Aos 5 anos, Saroo pede ao irmão mais velho que o deixe acompanhá-lo à cidade. Durante a viagem, o menino adormece. Ao despertar, confuso, se vê sozinho na estação de trem. Ele não sabe onde está o irmão, mas vê um trem parado. Imaginando que Guddu poderia estar lá dentro, Saroo embarca no vagão, e isso o faz atravessar a Índia. Sem saber ler nem escrever, e sem ideia do nome de sua cidade natal ou do próprio sobrenome, ele é obrigado a sobreviver sozinho nas ruas de Calcutá até ser levado para uma agência de adoção e ser escolhido por um casal australiano. Os anos se passam e Saroo não esquece suas origens. Até que, com o advento do Google Earth, ele tem a oportunidade de procurar pela agulha no palheiro que costumava chamar de casa. Um dia, depois de muito tempo de procura, Saroo encontra o que buscava, mas o que acreditava ser o fim da jornada é apenas um novo começo.

Onde comprar:

Antes de qualquer coisa, preciso dizer que Saroo Brierley não é um escritor e se você encará-lo como tal é possível que você não goste desse livro. Saroo é uma pessoa que passou por coisas incríveis (quase inacreditáveis), sobreviveu e se dispôs a contar sua história através de um livro. Digo isso para que você não desista da leitura. Porque a história dele realmente vale à pena.

Saroo não é primoroso no uso das palavras, não tem domínio sobre o ritmo da narrativa e por diversas vezes se perde em detalhes que poderiam ser considerados irrelevantes. Um autor profissional provavelmente transformaria essa história em um conto de 80, talvez 90 páginas. Ou se aprofundaria em plots secundários emocionantes a fim de manter o leitor cativo. Mas Saroo não é um autor profissional.

Nem por isso o livro é uma leitura ruim ou dispensável. O que temos aqui é uma pessoa como eu e você contando uma história tão poderosa que beira a irrealidade.

Uma Longa Jornada Para Casa

Uma vez li em algum lugar que a vida tem uma licença poética da qual a literatura não pode usufruir. Por mais que uma história seja fantasiosa, ela precisa seguir certas normas da “vida real” para fazer sentido. Nada pode parecer muita coincidência e nenhum desafio deve surgir do nada, os vilões precisam ter motivação e as soluções nunca devem parecer intervenção divina. Mas essas regras só são válidas pra ficção. Por que a vida está pouco se lixando pra esse tipo de coisa.

Um exemplo claro disso é a história de Saroo. As coisas pelas quais ele passou antes dos sete anos, os perigos que correu, as vezes em que esteve a beira da morte e acima de tudo, o fato de ter sobrevivido, beiram o inacreditável.

A história dele é tão cheia de dificuldades quanto de pequenos milagres pontuais e uma série de coincidências que lhe garantiram a sobrevivência. E isso por si só é incrível, emocionante a ponto de arrancar lágrimas.

Provavelmente por isso, essa história foi adaptada pro cinema no ótimo e bastante fiel Lion: uma jornada para casa, que aliás, vale muito à pena também.

Uma Longa Jornada Para Casa

Me peguei chorando diversas vezes durante a leitura. Não só pelas coisas que Saroo passou quando criança, mas pelas pequenas ilhas de bondade que encontrou ao longo do caminho.

Enquanto lia tive a impressão de que só agora, depois de adulto, depois retornar à índia e depois de escrever um livro sobre o que passou, Saroo começa a entender a magnitude das coisas que aconteceram, tanto as boas quanto as ruins. E isso é incrível também.

As últimas páginas do livro são de “papel revista” e trazem impressas fotografias da jornada de Saroo, o que eu particularmente adorei. Ver o Saroo de verdade, conhecer suas duas famílias, os lugares pelos quais ele passou, os pontos que o ajudaram a localizar sua antiga cidade deixou tudo ainda mais real pra mim.

Uma Longa Jornada Para Casa

Saroo se perdeu do irmão quando criança e foi parar em uma das maiores e mais perigosas cidades do mundo, sem saber o próprio sobrenome ou de onde vinha. Sobreviveu sozinho nas ruas de Calcutá por um tempo, passou por inúmeros perigos, sentiu fome e medo. Foi resgatado, e encontrou uma nova família através da adoção. Cresceu e foi em busca de sua família indiana. E tudo isso acontece de forma tão assustadoramente inacreditável que se fosse uma ficção, eu certamente teria torcido o nariz.

Uma Longa Jornada Para Casa

Conselho da resenhista: Se você se interessou pelo livro e pretende lê-lo, lembre-se de ter em mãos lencinhos de papel. Muitos.

Beijinhos e até a próxima!
 Cortesia do Grupo Editorial Record
Andressa Freitas
Mineira, aspirante à escritora e estudante de cinema. Se pudesse moraria em uma biblioteca, como não posso, estou empenhada em transformar minha casa no mais próximo disso possível. Viciada em séries e filmes, adoro ler, comer e viajar. Nerd assumida, fotógrafa de profissão, amo aprender coisas novas e imaginar histórias alternativas pra absolutamente tudo.
*Sua compra através dos links deste post geram comissão ao blog!

25.4.17

Os Meninos da Rua Paulo [Ferenc Molnár]

Os Meninos da Rua Paulo
Ed. Companhia Das Letras, 2017 - 280 páginas:
      Publicada em 1907, a história dos meninos que travam batalhas pela posse do “grund” da rua Paulo, um pedaço de terra cercado onde se brinca à vontade, é conhecida por leitores de todo o mundo. A luta pelo “grund” vai além da vontade de comandar o local: ali, infância e fantasia prevalecem sobre as imposições do mundo adulto. O espírito de aventura, amizade e heroísmo presente nesta obra é capaz de transpor qualquer barreira de tempo, espaço ou idade. Esta nova edição conta com, além dos textos presentes na anterior, uma orelha assinada por Luiz Schwarcz, um posfácio de Michel Laub e um glossário.

Onde comprar:


Resenhar clássicos sempre é difícil, e mais difícil ainda quando este possui um valor sentimental para muitos que o leram e o carregam como livro de cabeceira, pois a partir disso, torna-se uma missão quase obrigatória de escrever uma resenha bem critica e profunda por se tratar de um livro conceituado. Mas não foi o que houve. Não foi nada obrigatório chegar aqui e expor minha opinião, pelo contrario, foi divertido, espontâneo e muito mais fácil do que eu imaginava.

A trama gira em si em torno de um grupo de crianças que em certo momento tem seu espaço de lazer ameaçado por um outro grupo de crianças que querem toma-lo. Pronto. Só isso, mas vamos lá. Basicamente sendo isso, o autor nos dá motivos, e diria milhares de motivos, para nos importarmos com esse pequeno grupo. Primeiro por que cada criança que compõe “Os Meninos da Rua Paulo”, são extremamente verossímeis, e a riqueza de detalhes presentes nos acontecimentos é engrandecedora. A ingenuidade da infância, os valores presentes no decorrer da trama como confiança, amizade, companheirismo, lealdade, amor, extrapola todas as razões para a leitura do livro.

Livros com crianças sempre possuem essa gama de envolver quem lê, justamente por nos transportar para algo que transcende nosso ser, e principalmente para nos reavaliarmos como adultos crescidos. O que somos hoje, se conseguimos o que queríamos quando jovem, se somos felizes... Esses são apenas alguns dos pensamentos que nos permeiam após leituras tão profundas e intensas assim. O que nos leva ao segundo motivo (de infinitos) para ler este livro de mais de 100 anos de publicação.

Quando você junta todos esses aspectos acima e coloca num contexto histórico de guerra, tudo se torna mais profundo ainda. O que chama atenção ainda é que ambos os grupos, “mocinhos e rivais” possuem uma peculiaridade, que são as regras. Eles têm uma hierarquia, do líder até o faz tudo. Tem deveres a ser feitos, punição de honras, como escrever o nome do integrante em letras minúsculas num caderno após um ato inapropriado, para que todos vejam a vergonha que é ter o nome escrito sem ser em maiúsculo, que é uma das maiores honras.

“À pág 17 dos autos há a seguinte anotação: ernesto nemecsek com minúsculas. Está anotação se anula com a presente por ter sido motivado por um erro [..].” Pag 219

Outro motivo é a linguagem coloquial. Conhecemos palavras novas que não são mais adequadas em nosso dia-a-dia, obviamente, mas que nos surpreende por tamanhas variedades de significados. No momento da leitura ia marcando uma a uma para pesquisar, mas eu não tinha percebido o glossário ao fim do livro, então indico que quando encontrarem algo desconhecido, corram ao final pra ver.

Sem falar também de como essa tradução e notas de rodapé do Paulo Rónai fizeram toda a diferença. Há uma espécie de feedback com o leitor, quando este expõe sua conclusões, como fato de que o próprio autor, Ferenc Molnár, em momentos do livro dizer “nós” ao se referir aos meninos da rua Paulo, que se entende que ele fizera parte do grupo. Ou o fato do pequeno erro de escrita do mesmo ao trocar as cores das bandeiras da pág 47 e na pag 182. Que não influencia em nada, mas que notamos e o Paulo Ronai divide isso com o leitor. Os nomes dos personagens são bem diferentes à sonoridade dos brasileiros. São nomes húngaros que não estamos habituados, mas logo nos acostumamos quando lemos a pronuncia correta.

O livro ainda possui ilustrações bem simples, mas que representam incrivelmente bem a cena em questão. A escrita do autor de inicio é confusa, como qualquer livro clássico, mas que agrada e se torna poesia depois de habituarmos os olhos a ela. É uma narrativa envolvente e viciante.

“Tinha o espírito cheio de uma porção de pensamentos tristes que antes nunca lhe haviam ocorrido, perguntas sobre a vida e a morte, para as quais não conseguia encontrar resposta.”

Antes de terminar, vale a pena pesquisar sobre o monumento inspirado nos meninos que foi construído em Budapeste. Retrata os meninos jogando bolinha de gude. Muito bonito por sinal.

Os Meninos da Rua Paulo
Por user:misibacsi - Obra do próprio, CC BY 3.0, Ligação

Indico sim o livro a qualquer tipo de leitor que se permita viver um romance delicado com uma lição de vida extraordinária. Ótima leitura.

 Cortesia do Grupo Companhia das Letras
Douglas Brandão
Geminiano, formado em Magistério e futuro professor de História. Mora na Bahia e louco por livros. Um pouco ciumento e orgulho. Fanático por Harry Potter e chegou a receber o apelido de "Vírgula" por sempre dar uma opinião ou comentário, porque sempre usa "Entretanto", "Contudo" e "Todavia" por ser sempre "Do Contra". Sincero ao extremo e venho para compartilhar meu gosto de leitura com vocês.
*Sua compra através dos links deste post geram comissão ao blog!

24.4.17

Uma Pequena Mentira, Vol. 02 - Trilogia Ten Tiny Breaths [K. A. Tucker]

Uma Pequena Mentira
Ed. Fábrica 231, 2017 - 325 páginas:
      Livie, a mais centrada das irmãs Cleary, segurou as pontas após a morte dos pais num acidente em que Kacey, a mais velha, foi a única sobrevivente, e cuidou da irmã quando ela caiu em depressão. Aos poucos, Kacey superou seus traumas e encontrou a felicidade, enquanto Livie se dedicava aos estudos. Livie acaba de ingressar na tradicional Universidade de Princeton e está pronta para viver as emoções típicas de uma caloura, o que inclui frequentar as festas no campus, fazer novos amigos e encontrar um namorado bacana com quem possa tecer planos para o futuro. Ela só não esperava se envolver justamente com um cara como Ashton Henley, o capitão do time de remo com fama de garanhão. Com medo de ser apenas mais uma na lista de conquistas de Ashton, Livie tenta agir com a razão, como sempre fez. Mas até que ponto vale a pena dominar seus sentimentos por medo de se machucar? 

Onde comprar:

E lá vou eu, novamente, fazer uma visita às personagens que tanto me agradaram no primeiro livro dessa série. E não é que a K. A. Tucker conseguiu manter a ótima impressão que ela me causou logo no primeiro livro!!!

Nesse segundo volume vamos acompanhar a vida da Livie, a irmã mais nova e, de longe, a mais certinha delas (claro que veremos algumas aparições da Kacey, mas são poucas). Nesse segundo volume, seremos conduzidos à Universidade de Princeton, onde Livie passará a morar pelos próximos anos, afinal, a vida adulta já está começando a bater em sua porta. Nesse novo ambiente, nossa protagonista passará a viver intensamente todas as sensações que uma caloura poderá passar: Festas regadas a muita bebida, beijos, romances, amizades, conflitos e estudos. E isso nos fará ter várias reações controversas em relação às atitudes da nossa heroína da vez. Mas vamos dar um desconto, ela só tem 18 anos (risos).

"Essa é a sensação mais estranha que eu já tive. O sangue borbulha em meus ouvidos, enquanto meu coração bate loucamente, e meus pulmões congelam. Sei que isso não pode continuar para sempre. Sei que vou ficar tonta e desmaiar logo, se eu não tomar uma atitude." Pág. 290.

Esse segundo volume continua com as mesmas características do primeiro: Trama previsível, mas com uma narrativa fluída, leve e agradável. No quesito personagens, a Tucker inseriu novas, mas que mantiveram um ótimo nível de carisma, o mesmo que aconteceu com os de "Respire". Ashton, Reagan e Connor merecem entrar nesse seleto grupo de personagens que merecem nossa torcida.

Uma Pequena Mentira

Adorei conhecer esse "lado descolado/irresponsável" da Livie. Fez com que ela não levasse a vida tão a sério (coisa que ela faz desde seus 11 anos), pois a vida a fez amadurecer muito cedo, devido a morte de seus pais, e todos os problemas com a depressão e os vícios em drogas de sua irmã, Kacey.

"Fico olhando os mesmos ciclistas passando por outro caminho, ouvido as palavras dele, com um sorrisinho abrindo em meu rosto. Ninguém jamais me comparou com a minha irmã dessa forma. Sempre fui a estudiosa e responsável. A confiável. Cautelosa, calma e equilibrada. Minha irmã é a agitada. Eu sempre a invejei secretamente por isso." Pág. 71.

O legal de se ler essa série, é que não é necessário ler os volumes em ordem, pois cada um deles tem um casal protagonista diferente e um final satisfatório. Mas as personagens, tramas e narrativa são tão legais, que é quase impossível não querer conhecer todo esse universo criado pela autora.

No quesito diagramação, a editora está de parabéns. Letras em um tamanho e espaçamento agradáveis, e a revisão impecável. A capa também muito bonita, e que segue o padrão da série.

Enfim, finalizo indicando aos amantes de um romance leve e, até certo ponto, divertido. Com novas personagens cativantes e narrativa fluida.

Link no Skoob: https://www.skoob.com.br/uma-pequena-mentira-647769ed649781.html

Clique na capa para ler a resenha do livro anterior:


 Cortesia da Editora Rocco
Nardonio Almeida
Pernambucano, formado em Artes Cênicas e apaixonado por teatro e livros. Descobriu-se leitor depois de um empurrãozinho de uma amiga. Virginiano, pé no chão e que adora a calmaria. Leitor de quase todos os gêneros literários. Afinal, quando a trama é boa, o gênero é o que menos importa.
*Sua compra através dos links deste post geram comissão ao blog!

23.4.17

Sorteio: Sou de outra Época


Sorteio: Sou de outra Época

Em parceria com nove blogs, o Seja Cult organizou um sorteio especial romances históricos. São 10 livros divididos em dois kits. As regras são simples, mas leiam com atenção, inclusive o regulamento.

Boa sorte a todos e participem muito!!!!

Prêmios: dois vencedores vão levar cinco livros cada.

Regras: Nenhuma entrada é obrigatória, mas a sorteada em cada kit será conferida.


Kit 1

Pode beijar a Noiva: No Universo da Literatura
Quando a Bela domou a Fera: Ler para Divertir
Segredos de um Pecador: Estante Diagonal
A dama de Papel: Maluca por Romances
Ousada Debutante: Escuta Essa

 
Ler para Divertir © 2015 - Blog no ar desde 31.10.2010
topo giovana joris • design e código gabi melo