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24.5.17

O Muro [William Sutcliffe]

Ed. Record, 2017 - 336 páginas
      Joshua tem 13 anos e mora com a mãe e o padrasto em Amarias, um lugar isolado no topo da montanha, onde todas as casas são novíssimas. Na fronteira da cidade, há uma barreira bem alta, guardada por soldados fortemente armados e que só pode ser cruzada através de um posto de controle. Ninguém deve entrar naquele lugar, e quem está lá não tem permissão para sair. Desde pequeno, Joshua sabe que, do outro lado daquela muralha, há um território violento e implacável e que O Muro é a única coisa capaz de manter seu povo em segurança. Desde pequeno, ele sempre ouviu que, do outro lado, havia um território proibido, um lugar violento e perigoso, do qual um garoto como ele deveria manter distância. Um dia, a bola de Joshua cai do outro lado do Muro e, ignorando tudo o que sempre ouviu, ele vai atrás dela e acaba descobrindo um túnel que o leva a uma realidade que jamais imaginou encontrar. Lá ele acaba caindo nas mãos de uma gangue sanguinária, mas a bondade de uma menina salva sua vida. Porém isso acaba desencadeando um ato de extrema crueldade e coloca Joshua em dívida com ela... Uma dívida que ele fará de tudo para pagar.

Onde comprar:

Vou fazer de tudo nessa resenha pra não dar nenhum spoiler e revelar o mínimo possível do enredo do livro, porque acredite: você vai querer passar por cada detalhe por si só desse livro maravilhoso!

Quando você começa a ler “O Muro” pode até parecer mais uma distopia YA, com uma parte do mundo isolada e bem sucedida e a outra não, com pessoas estando do lado “certo” ou “errado” do muro. Mas se você for do tipo de leitor um pouco mais atento, ou se simplesmente tem alguma referência dos noticiários internacionais, logo verá que apesar de ser uma obra de ficção, O Muro é o reflexo do que ocorre nos dias atuais na Cisjordânia, e então você se dará conta de que Joshua é israelita, e as pessoas do lado errado do muro são os palestinos.

O Muro

O autor teve uma maestria inegável ao fazer uma representação da cruel e triste realidade deste lugar, para o qual nós estamos acostumados a apenas fechar os olhos e ignorar que é tocante! Sutcliffe coloca uma carga emocional na sua narrativa que é difícil de passar batido, e arrisco-me a dizer quase impossível de não ser afetado por ela.

A construção de cenário, acontecimentos e personagens é rica e verossímil, o que é um grande ponto a mais para o livro. Joshua é um garoto com uma moral forte, uma índole quase impecável! É o tipo de personagem com o qual você se conecta, porque ele busca, mesmo em sua inocência, fazer o certo mesmo que isso lhe custe muito. Quero aqui dar um pequeno destaque para Leia: uma personagem que nem aparece tanto assim, mas toda vez que aparece, vale muito a pena e que faz toda a diferença para a história. Se apaixone por ela!

O Muro

Por fim, não tem como terminar essa resenha sem dizer “leia assim que puder!”, é um livro fora do comum e fora da zona de conforto, mas vale muito a pena!
Top Comentarista de Maio

Laiara Dias
Baiana, criada no Mato Grosso, casada com um mineiro e cai de paraquedas nas terras capixabas. Viciada em Youtube e Netflix, chocólatra assumida, devoradora de chick-lits. Amo um bom romance açucarado e não resisto a um toque de pimenta na literatura, nem a uma colher de farinha no prato. Choro a toa, rio alto, e não consigo decidir entre ser ogra ou princesa! Muito prazer, essa sou eu!
Cortesia do Grupo Editorial Record
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23.5.17

Espero por Você [Jennifer L. Armentrout]

Jennifer L. Armentrout
Ed. Novo Conceito, 2017 - 384 páginas
Algumas coisas valem a pena esperar. Algumas coisas valem a pena experimentar. Algumas coisas não devem ser mantidas em silêncio. E, por algumas coisas, vale a pena lutar. Avery Morgansten precisa fugir. Ir para uma faculdade a centenas de quilômetros de casa foi a única forma que encontrou para esquecer o acontecimento fatídico que, cinco anos antes, mudara a sua vida para sempre. O que não estava em seus planos era atrair a atenção do único rapaz que pode mudar totalmente a rota do futuro que Avery está tentando construir. Cameron Hamilton tem um metro e noventa de altura, impressionantes olhos azuis e uma habilidade notável para fazer com que Avery deseje coisas que ela acreditava terem sido roubadas irrevogavelmente dela. Envolver-se com ele é perigoso. No entanto, ignorar a tensão entre eles — e despertar um lado dela que nunca soube que existia — é impossível. Até onde ela estará disposta a ir e o que fará para esquecer o passado e viver aquela relação intensa e apaixonada, que ameaça ruir todas as suas certezas e fazê-la conhecer um mundo de sensações que julgava estar negadas para sempre?

Onde comprar:

Avery era uma moça de 19 a caminho da faculdade que devido a algo que aconteceu a ela aos 14 anos resolveu se mudar para o mais longe possível da casa dos pais e da adolescência turbulenta. Ela saiu do Texas para o outro lado do país totalmente contra a vontade dos pais, mas diga-se de passagem, foi a melhor coisa que poderia ter acontecido a ela.

Queria ter essa sorte de no primeiro dia de aula da faculdade esbarrar com o cara mais gato e popular da universidade rsrrs, Cameron Hamilton, olhos azuis e um corpo de tirar suspiros de qualquer beata. Porém minha querida e amada Avery saiu correndo no sentido contrário só para não entrar atrasada na sala de aula de astronomia, deixando Cam pra trás sem entender nada. Ao contar o acontecido para Jacob e Britanny seus mais amigos de carteirinha (coisa essa que Avery sentia falta desde o halloween de 5 anos atrás), seus amigos ficam empolgadíssimos com a ideia de Cam ter conversado com ela.

Espero por Você

Avery e Cam são lindos juntos e isso vocês mesmos vão chegar a conclusão no decorrer do livro, mas o lance da autora é questionar até que ponto alguém aceitaria a opinião dos pais sobre algo que pode mudar a sua vida e transformá-la de cabeça para baixo.

Uma menina de 14 anos sofre um abuso por um garoto 3 anos mais velho. Conta para a polícia, presta queixa e o seus pais preocupados com o que a sociedade vai pensar, a convence a ceder, aceitando um acordo solicitado pelo pai do garoto. O que a pobre Avery não podia imaginar era ter que passar o ensino médio inteiro ouvindo as pessoas falando coisas horríveis sobre ela e sair do status "popular" para "puta mentirosa". Como você lidaria com isso? O que você faria?

"Algumas coisas valem a pena esperar.
Algumas coisas valem a pena experimentar.
Algumas coisas não devem ser mantidas em silêncio.
E por algumas coisas, vale a pena lutar."

Avery não tomou as melhores decisões após o acontecido, mais foi muito feliz na escolha de faculdade, e Cam foi insistente o suficiente para mostrar que ela é mais forte do imagina, e que o que aconteceu com ela não a torna um ser desprezível. O que nos leva a pensar: que tipo de mãe prefere ver a filha sofrer todos os dias ao invés de apoia-la?

Convido você a ler e se emocionar com o amor dos dois.

Top Comentarista de Maio

Luana Miranda Rodrigues
Analista de Sistemas, "Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história". Bill Gates tem toda razão.
Cortesia da Editora Novo Conceito
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22.5.17

Resistência [Affinity Konar]

Resistência
Ed. Rocco, 2017 - 320 páginas
      Narra a trajetória de duas irmãs gêmeas lutando pela sobrevivência na Segunda Guerra Mundial. Pearl e Stasha chegam a Auschwitz em 1944 e ainda vivem sob o encantamento da infância – têm uma conexão muito forte, se entendem, se confortam e brincam juntas. Como parte de um experimento chamado Zoológico de Mengele, as irmãs conhecem o horror e têm suas identidades fraturadas pela dor e pelo sofrimento. No inverno, Pearl desaparece; Stasha chora pela irmã, mas mantém a esperança de encontrá-la viva. Ao final do conflito, Stasha se depara com um mundo em ruínas, uma Polônia devastada pela guerra, e tenta reconstruir sua vida a partir dali. Narrado com uma voz poderosa e única, que desafia qualquer expectativa ao atravessar um dos períodos mais devastadores da história contemporânea e mostrar que há beleza e esperança até diante do caos e ganhou elogios da crítica e de autores como Anthony Doerr.

Onde comprar:

Vamos resumir e facilitar as coisas para você que pensa em ler Resistência: se tiver estômago fraco, não leia! Calma, calma, não estou dizendo que o livro é ruim, porque não é, mas é pesado, MUITO pesado, e não de uma forma bem dosada.

Mas vamos a partir do começo: Resistência conta a história de duas irmãs gêmeas idênticas, Pearl e Stasha, que no fim da Segunda Guerra Mundial vão parar em Auschwitz, no “zoológico”, como é conhecida a parte do campo de concentração dedicada aos experimentos do Dr. Menguele.

A história relata então o tempo que essas meninas passam no campo de concentração e parte do período pós-guerra.


Eu sempre fui fascinada por livros, filmes e documentários sobre a segunda guerra mundial, e talvez por isso tenha achado uma ótima ideia a proposta do livro, e sim, eu já tinha conhecimento das obras do famigerado Dr. Menguele, então a questão não é que eu não soubesse dos horrores que aconteciam por trás das portas do laboratório, mas sim como eles foram apresentados.

O estilo de escrita do livro é impecável, é um tipo de narrativa que não é tão comum de se encontrar e que nem todos os autores são capazes de desenvolver. Sabe quando você lê um livro e parece que as frases e parágrafos foram muito bem pensados? Então, Resistência é assim, e não há como negar essa qualidade.

Mas existe um paradoxo narrativo que me incomodou bastante durante toda a leitura: ao passo que a autora tenta nos apresentar a história de uma forma lúdica, pelo fato das meninas serem narradoras, há partes em que há uma verdadeira “pornografia de sofrimento” e uma cena em particular da segunda parte do livro foi tão desnecessária, mas tão desnecessária, que eu tenho que confessar que preferi pular alguns parágrafos.

Resistência

A construção das personagens principais é boa, embora eu ache que a dos coadjuvantes seja melhor, já que as meninas ora são descritas como bastante precoces para a idade ora suas ações e falas denotam uma infantilidade e inocência de uma criança de 6 anos ao invés de 13, que é a idade que têm quando a história começa.

No mais o livro em si é bom, apesar do livro ter me rendido uma bela ressaca, já que a carga das cenas ainda ficaram pairando na minha mente, mas se você se interessa pelo tema e tem estômago forte: vai fundo! Perda de tempo garanto que não vai ser.

Top Comentarista de Maio

Laiara Dias
Baiana, criada no Mato Grosso, casada com um mineiro e cai de paraquedas nas terras capixabas. Viciada em Youtube e Netflix, chocólatra assumida, devoradora de chick-lits. Amo um bom romance açucarado e não resisto a um toque de pimenta na literatura, nem a uma colher de farinha no prato. Choro a toa, rio alto, e não consigo decidir entre ser ogra ou princesa! Muito prazer, essa sou eu!
Cortesia da Editora Rocco
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19.5.17

Lançamento Record :: O Casal Que Mora ao Lado [Shari Lapena]


Onde comprar:

"Tudo começou em um jantar... Um thriller psicológico surpreendente da autora best-seller internacional Shari Lapena. É o aniversário de Graham, e sua esposa, Cynthia, convida os vizinhos, Anne e Marco Conti, para um jantar. Marco acha que isso será bom para a esposa; afinal, ela quase nunca sai de casa desde o nascimento de Cora e da depressão pós-parto. Porém, Cynthia pediu que não levassem a filha. Ela simplesmente não suporta crianças chorando. Marco garante que a bebê vai ficar bem dormindo em seu berço. Afinal, eles moram na casa ao lado. Podem levar a babá eletrônica e se revezar para dar uma olhada na filha. Tudo vai dar certo. Porém, ao voltarem para a casa, a porta da frente está aberta; Cora desapareceu. Logo o rapto da filha faz Anne e Marco se envolverem em uma teia de mentiras, que traz à tona segredos aterradores."

Editora: Record
Ano: 2017
Edição : 1ª
Título Original: The Couple Next Door
Categoria: Policial e Suspense
Página: 294
Tradutor: Marcio ElJaick
Menor Preço: R$ 31,52
Público: Adulto


"Pensei que ler o livro de uma tacada só fosse muito clichê. Eu me enganei" - Linwood Barclay

"Uma história surpreendente que conduzirá o leitor a uma montanha-russa de emoções." - Tess Gerritse

18.5.17

Talismãs, Vol. 03 - Série Uma Geração, Todas as Decisões [Eleonor Hertzog]

Talismãs
Ed. Mundo Uno, 2016 - 555 páginas:
      A aventura dos Melbourne continua de forma avassaladora. Os conflitos se entrelaçam e emolduram um quadro muito maior, e muito, muito pior do que acreditávamos ser! Agora, mais do que nunca, um único erro pode levar todas as raças da Terra ao caos total. Nunca o destino exigiu tanto de nossos personagens. Perigos inimagináveis permeiam a escuridão do oceano, nossos mais profundos pensamentos não estão mais seguros. O bravo Cisne talvez não resista até o fim da jornada.  

Onde comprar:

Vocês não sabem o quanto me sinto orgulhoso de chegar aqui e poder dizer que li Talismãs, terceiro livro da série Uma Geração, Todas as Decisões escrita por Eleonor Hertzog. Orgulhoso por que tive em minhas mãos um livro sensacional e fantástico. Orgulhoso por que dá gosto e muito prazer ver uma série que você tanto gosta ficar cada vez melhor sem te decepcionar nenhum pouco. Me sinto também honrado por ter sido convidado a ler antes ter sido lançado, e por isso agradeço imensamente a escritora que se tornou umas das minhas influências e inspiração para continuar com o meu sonho de ser escritor. Então sem mais delongas, vamos conhecer hoje o terceiro ato da família Melbourne.

Em um breve resumo, só para recapitular onde paramos...

O mundo que conhecemos mudou. Estamos no futuro e a Terra finalmente conseguiu a tão sonhada paz. Não há mais guerras, não há mais mortes sem fundamento real, existe apenas a paz. Descobrimos vida além da Terra após encontrarmos Tarilian, localizado atrás do sol e que nunca fora visto do nosso lado do sistema solar por está situado na mesma linha de percurso que a Terra faz em torno do sol. Ou seja, enquanto a Terra girava, Tarilian vinha em sentido oposto. Mas graças aos lendários astronautas e sua tecnologia foi possível localizar o mundo aparentemente igual ao nosso bem “debaixo de nossos narizes”. Tarilian é o único planeta com um convívio diplomático com a Terra e é formado por diversas linhagens importantes para a formação de seu mundo. Existe também raças de vida espalhadas pelo universo, assim como povos atlantes que vivem sem o conhecimento dos superficianos.


Sabemos que existe um elo mental entre Peter, Loon e Peggy, e que Peter e Loon (irmãos gêmeos), acabaram se apaixonando por Peggy. Acontece que Peggy não sabe que Loon é gêmeo de Peter, mesmo já tendo visto ele. Elos mentais sugerem grandes problemas e perigos para a vida de quem os tem, e desde a descoberta deste, o Dr. Henry, a Dra. Doris, Robert e toda Merine se preocupam e querem desfazer o elo existente sem que ele provoque sequelas indesejadas. Até então não se sabia que tipo de elo era esse e qual a proporção que ele poderia tomar. Então tudo era feito baseado em hipóteses e com muita cautela, pois qualquer erro por mais que fosse pequeno, poderia ocasionar efeitos muito graves.

Descobre-se então que o elo é na verdade um elo de compromisso, estabelecido quando Peter e Peggy se encontraram ainda pequenos. Os passos tomados a seguir, são para deixar Loon fora de perigo, o mais afetado da situação. Em Talismãs novas providências são tomadas, assim como tudo é feito e estudado o mais meticulosamente possível. A ideia é tentar separá-los por um tempo enquanto não se acha uma fórmula concreta de resolver o problema. O difícil é segurar Peggy, que fica no Cisne apreensiva e ansiosa por respostas. Enquanto em Merine Peter vai descobrindo mais sobre a história do seu povo e seu mundo. Além de Senhor de Krilin e Herdeiro de Merine, ele vai descobrir pertencer a algo muito maior.


É quando Eleonor nos apresentar os Talismãs, que são como uma força suprema transformada em pontos sólidos. Estes têm o poder de armazenar toda a história de uma linhagem, de uma casa e de seu senhor. Ele assume a função de jamais deixar acontecer que esses tópicos sejam destruídos e esquecidos. E por que eles foram necessários agora? Gostaria muito de continuar a falar, mais certamente seriam spoilers enormes.

"- Você é estranha, menina... Estranha e rara. Existe luz em você, muito mais do que essa que a faz brilhar. Existe vida. E existe... proteção. Para você e para os que a rodeiam." (página 275)

Apesar de a trama centralizar no terrível elo entre os gêmeos e Peggy, o livro ainda trará as histórias que ocorrem simultaneamente e que darão continuidade as que vimos nos livros anteriores. Nos aprofundamos mais ainda em alguns personagens que fazem parte do Toque de Reunir, a exemplo dos Lefreve. O gato Pierre é de fato um animal curioso, e que em minha opinião o leitor deve dar atenção para ele, visto que acredito que a autora fará alguma coisa com ele e com o cachorrão do Anton, o Pipperion. Posso estar errado, mas prevejo coisas.

Em falar em Anton é impossível não lembrar de Cheli. O alienígena que encontrou na terráquea um tubo de ensaio ao qual pode testar suas emoções e se acalmar. O romance entre ambos dão de certa forma equilíbrio entre as cenas tensas e pesadas da série, que é muito gostoso de ler. Pena que neste livro o destaque do casal AntCheli fica apagado e os dois quase não tem participação.


Outro ponto é que finalmente descobrimos quem é a pessoa por detrás do misterioso Dr. Don. Tinha minhas hipóteses sobre ele, mas nem cheguei perto. É também um personagem que merece atenção dobrada por parte do leitor. Formulei outros pensamentos sobre ele e espero que esteja correto, rs! Peter é um personagem que foi cada vez mais crescendo durante toda a série. E o que ele fez nesse livro só fez calar a boca de que o chamava de pirralho. Peter é muito foda.

Os acontecimentos do livro são uma correria atrás da outra e se encaminhando para aquilo que todos querem, que é a chegada a Escola Avançada Champ-Bleux. O livro termina às vésperas de irem para a Escola, o que por ventura nos deixa mais ansiosos para o próximo livro. Eles na escola será o ápice, e mal posso esperar para ler as aventuras que ocorrerão por lá.

Por fim, mas não menos importante, quero falar da autora. A paixão que ela sente por contar sua história é totalmente visível e presente a todo momento. É notável o quão grande é o universo criado por ela, assim como tantas coisas a serem contadas. Eleonor Hertzog entrega aos fãs da série mais um trabalho primoroso e espetacular. Sem decepcioná-los nenhum pouco e na medida certa, Talismãs veio deixar ainda mais angustiado os corações dos leitores. Ótima leitura!

Clique nas capas para ler as resenhas dos livros anteriores:

Cisne
Douglas Brandão
Geminiano, formado em Magistério e futuro professor de História. Mora na Bahia e louco por livros. Um pouco ciumento e orgulho. Fanático por Harry Potter e chegou a receber o apelido de "Vírgula" por sempre dar uma opinião ou comentário, porque sempre usa "Entretanto", "Contudo" e "Todavia" por ser sempre "Do Contra". Sincero ao extremo e venho para compartilhar meu gosto de leitura com vocês.
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17.5.17

Wild Cards #03: Apostas Mortais [editado por George R.R.Martin]

Apostas Mortais
Ed. Leya, 2014 - 400 páginas:
      Vingança é a palavra de ordem. E a vida parece estar por um fio... Depois da invasão alienígena que sacudira o mundo, curingas e ases de Nova York têm muito a comemorar. E o auge dessas comemorações acontece no dia 15 de setembro, data em que outra intervenção alienígena mudou por completo a vida de todos os seres humanos e de alguns alienígenas, como de Jube e do próprio Dr. Tachyon. E também a do Astrônomo, que volta neste volume da série para uma fria e bem-calculada vingança. Neste romance-mosaico reencontramos Ira, Ceifador, Nômada, Jack, Brennan, Kid Dinossauro, Uivo e muitos outros ases e curingas que se reúnem para o Dia do Carta Selvagem. Entre roubos e buscas desesperadas, gritos supersônicos e dinossauros-mirins, o destino desses personagens é posto em xeque a cada hora deste dia, considerado um dos mais festivos para a cidade de Nova York e certamente um dos mais sangrentos desde a queda do meteoro que trouxe o vírus carta selvagem para a Terra. 

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A megalomania de um vilão quase imortal

É difícil resenhar livros de séries sem soltar algum spoiler. Então, só para relembrar sobre a trama: Após a detonação de uma bomba alienígena contendo um vírus (qualquer semelhança com o “agente laranja” parece não ser mera coincidência), parte considerável da população é dizimada. Uma parcela dos sobreviventes é afetada. Alguns recebem habilidades físicas ou mentais e são chamados de ases, outros sofrem transformações grotescas e tornam-se coringas. Ases e curingas vivem em constante conflito e no meio deste conflito encontram-se os limpos (que não foram afetados pelo vírus) e alguns alienígenas.

O Astrônomo é o grande vilão de Apostas mortais: Wild Cards – Livro 3 (Leya, 400 páginas) e talvez da série toda. Prometeu vingança ao grupo que desmantelou sua gangue de maçons e não descansará enquanto não se der por satisfeito. Comanda sacrifício de jovens mulheres para ganhar maiores níveis de energia e controlar um arsenal de habilidades que o deixam à beira da imortalidade.

“— Sabe que dia é hoje?
— Dia do Carta Selvagem. Todo mundo sabe disso. — Spector pegou as calças de veludo cotelê do chão.
— Sim, mas também é outra coisa. O Dia do Juízo Final. — O Astrônomo entrelaçou os dedos.
— Dia do Juízo Final? — Ele vestiu as calças. — Do que você está falando?
— Daqueles desgraçados que arruinaram meu plano. Intervieram em nosso verdadeiro destino. Impediram que dominássemos o mundo. — Os olhos do Astrônomo reluziam. Havia uma loucura neles que nem mesmo Spector tinha visto antes. — Mas há outros mundos. Este aqui não esquecerá tão cedo do meu tiro de misericórdia nos malditos que ficaram no meu caminho.”

Para alcançar seus objetivos o Astrônomo obrigará alguns asseclas arrependidos a tomarem partido nesta empreitada. Passa a amedrontar Spector (pode matar apenas com o olhar), e a incitar o ódio que Roleta (envenena o parceiro durante o sexo) carrega por Dr.Tachyon, afinal muitos o culpam por serem como são, querem vingança e só vão sossegar com o alienígena morto.

“— Ah, minha preciosa. É assim que você se esconde de sua alma? Minha pequena tola. Você deveria abraçar o ódio, lambê-lo, comê-lo, deleitar-se com ele. Estou lhe oferecendo uma oportunidade única de vingança. Para retribuir a perda com dor...
... E o fluxo de memória voltou. A coisa deformada nojenta que jazia entre suas pernas. O resultado líquido de tantas horas de parto doloroso. Um monstro tão grotesco que até mesmo as enfermeiras odiaram tocá-lo.”

Como podem perceber, “vingança” está no prato do dia. Entre os componentes do grupo que enfrentou o Astrônomo temos Fortunato (amplia seus poderes através do prazer). Provavelmente é o único com poder para equiparar-se com o vilão.

“Fortunato sentiu as pernas saírem do chão e dobrarem-se em posição de lótus. Os dedões tocaram os indicadores e pousaram sobre os joelhos. Ele sentiu como se o orgasmo final... ainda estivesse acontecendo. Quando ela o abraçou e lançou o poder de volta para dentro dele, foi como explodir em átomos e se reunir com o universo inteiro dentro dele. Sentia-se como o centro do sol, com as labaredas de energia saindo dele de forma incontrolável. Sentia como se nunca fosse acabar.”

Nos primeiros dois romances o universo de Wild Cards foi sendo criado, o mosaico ia se expandindo inúmeras vezes, as histórias se tocavam em alguns pontos, mas também se afastavam. Neste já podemos notar a convergência, as inúmeras conexões se confundindo como uma rede neural. Gostei mais, pois agora se tornou uma história única com vários envolvidos. Cada capítulo é uma determinada hora do dia e o desenrolar da trama acontece em 24 horas – mortes, revelações, conflitos, guerra.

Lembrando que a saga se iniciou nos anos 80, é impossível não compará-la às HQs de heróis da Marvel e da DC, que parecem quase pueris comparados a esta. Sou capaz de imaginar o rebuliço causado dentro das redações e departamentos de criação ao notar o sucesso de Wild Cards. Esta mudança de paradigma, alteração para uma temática voltada ao público adulto, redundaria em “Watchmen” do mago Alan Moore. Mas aí já é outra história.

O enredo continua calcado no pensamento que ganhou forma nos anos 80, mas acabou solapado pela nova era Trump, truculenta e egoísta, assim como acabou enterrando nosso expoente maior – o poeta Gentileza. Prova disso é o discurso proferido pelo Dr.Tachyon no “Dia do Carta Selvagem”, observado tanto por ases, quanto por curingas:

“Enfatizo as diversas conquistas desse povo notável, pois existe um novo ânimo neste país que eu acho temeroso. Surge novamente uma tentativa de delinear o que é norte-americano, de desprezar e discriminar aqueles que existem na periferia desta ‘maioria’ de contos de fadas. E é um conto de fadas. Cada pessoa é um indivíduo único no fim das contas. Não existe ‘consenso de opinião’, não há ‘jeito certo’ de fazer as coisas. Há apenas pessoas que, não importa o quanto sejam horríveis e distorcidas do lado de fora, são impulsionadas por dentro pelas mesmas esperanças, sonhos e aspirações que impulsionam a todos nós.”

E, logicamente, a grande epidemia que tomou conta do planeta nos anos 80 não poderia ficar de fora. Ela estava lá para levar aqueles que não o foram pelo vírus Carta Selvagem:

“— É o retrovírus — ele falou. — Ele é assassino. Acabei de vir do meu médico. Infelizmente, o resultado foi positivo. — Ele suspirou. — Bem positivo.
— Retrovírus? — Jack perguntou. — Você quer dizer que o carta selvagem...
— Não — Jean-Jacques o interrompeu. — O verdadeiro assassino. — A palavra parecia grudada na sua garganta. — AIDS.”

Os dois primeiros romances da série têm histórias individuais, como se fossem contos para cada personagem. Há problemas com o ritmo, com a maneira de escrever e a qualidade dos escritores envolvidos. Parecia uma colcha de retalhos bem costurada pelo talentoso George R.R.Martin, mas ainda assim uma colcha de retalhos.

Neste há uma amarração com um posfácio explicando este grande mosaico e afirmo ter valido a pena ter lido cada um deles, principalmente este terceiro. O universo de Wild Cards é apetitoso e pode seguir por caminhos tão incríveis e fantasiosos (são super-seres vivendo entre nós) que já não vejo a hora de me jogar no quarto livro da série. Quero viajar novamente pelos caminhos de Fortunato, Nômada, Kid Dinossauro, o grande Tartaruga, Uivador, Dr.Tachyon e também enfrentar com eles os vilões Astrônomo, Ceifador, Roleta e tantos outros.

A grande sacada e o objetivo maior deste livro parece ser a indicação das mazelas de nosso mundo e a busca de mecanismos para combatê-las, tocar na ferida de forma ficcional com propósito de atingir o real. E não se enganem: este é um livro para adultos. Seu final é digno de um filme – perfeito!

Clique na capa para ler as resenhas dos livros anteriores:

Rodolfo Luiz Euflauzino
Ciumento por natureza, descobri-me por amor aos livros, então os tenho em alta conta. Revelam aquilo que está soterrado em meu subconsciente e por isso o escorpiano em mim vive em constante penitência, sem jamais se dar por vencido. Culpa dos livros!
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16.5.17

Ligeiramente Perigosos, Vol. 6 - Série Os Bedwyns [Mary Balogh]

Série Os Bedwyns Mary Balogh
Ed. Arqueiro, 2017 - 304 páginas:
      Aos 35 anos, Wulfric Bedwyn, o recluso e frio duque de Bewcastle, está ávido por encontrar uma nova amante. Quando chega a Londres, os boatos que correm são os de que ele é tão reservado que nem a maior beldade seria capaz de capturar sua atenção. Durante o evento social mais badalado da temporada, uma dama desperta seu interesse: a única que não tinha essa intenção. Christine é impulsiva, independente e altiva – uma mulher totalmente inadequada para se tornar a companheira de um duque. Ao mesmo tempo, é linda e muito, muito atraente. Mas ela rejeita os galanteios de todos os pretendentes, pois ainda sofre para superar as circunstâncias pavorosas da perda do marido. No entanto, quando o lobo solitário do clã Bedwyn jura seduzi-la, alguma coisa estranha e maravilhosa acontece. Enquanto a atração dela pelo sisudo duque começa a se revelar irresistível, Wulfric descobre que, ao contrário do que sempre pensou, pode ser capaz de deixar o coração ditar o rumo de sua vida.

Onde comprar:

Estava muito ansiosa para ler Ligeiramente Perigosos e também com muito medo que Mary Balogh não conseguisse fazer um livro a altura do personagem Wulfric Bedwyn, que durante os cinco primeiros livros da série esteve sempre presente. Sendo o irmão mais velho e Duque de Bewcastle, Wulfric impunha distancia e respeito até entre os seus irmãos, era aquele que todos temiam, frio como gelo, extremamente poderoso e arrogante, mas que a cada livro surpreendia a todos com sua dedicação a família.

Então é lógico que aguardei muito este livro, e para meu deslumbre, Mary, além de não ter me decepcionado, me surpreendeu com uma releitura de Orgulho e Preconceito. Eu simplesmente fui às nuvens e voltei. Pena que li o livro em um dia, não conseguia largar, queria ter curtido um pouco mais devagar, mas com certeza vou ler novamente.

A autora conseguiu, a meu ver, construir uma história perfeita, sem se desviar da personalidade austera do personagem, que sempre teve suas emoções muito contidas, afinal aos doze anos foi praticamente separado de sua família e obrigado a abandonar seus sonhos e brincadeiras de criança para aprender a ser um perfeito aristocrata, nunca mostrando suas verdadeiras emoções.

Ligeiramente Perigosos

Aos dezessete anos tornou-se o poderoso Duque de Bewcastle e também este homem frio e arrogante que conhecemos e que sempre colocou suas obrigações para com seu ducado e sua família acima de seus desejos e prazeres. Quando aos vinte e quatro anos foi rejeitado pela noiva, resolveu não se casar e passou a manter uma amante. Agora, quando seus cinco irmãos já estão casados e sua amante de vários anos morre, ele se sente mais sozinho do que nunca.

"O Duque de Bewcastle, absolutamente solitário em seu poder, em seu esplendor, na magnífica mansão londrina que o cercava, continuou a encarar o nada enquanto tamborilava com os dedos no queixo."

É neste momento de solidão que acaba aceitando participar de uma temporada festiva no campo, onde então conhece a sensacional Christine, viúva aos vinte e nove anos, garota simples, mas cheia de vida e energia. Christine me conquistou de cara, eu que tanto temia que essa personagem não ficasse a altura de Wulfric, mas uma vez fiquei extasiada, pois Christine não podia ser mais "imperfeita" para Wulfric, ela é a antítese de tudo que ele buscaria em uma esposa, caso fosse se casar. Uma verdadeira oponente para um aristocrata da cabeça aos pés, como Wulfric.

"Wulfric não achou nada divertido se descobrir atraído por uma mulher que não contava com nenhum dos atributos que ele considerava admiráveis numa dama."

Toda a interação entre os dois foi muito bem pontuada, não foi forçada e os diálogos continuaram a ser um dos pontos forte da autora. O reencontro com todos os Os Bedwyns também foi muito gratificante. Quando opostos extremos se atraem, só podemos esperar algo grandioso, principalmente quando escrito pela maga dos romances de época. Ligeiramente Perigosos é um livro irresistível, de derreter corações.

"Christine o odiava apaixonadamente. E esta era uma constatação alarmante. Teria preferido se sentir indiferente a ele."

Quem leu os livros anteriores e nunca imaginou a cena abaixo?

"Ela arrancou o monóculo da mão imóvel dele, bem como a fita que o prendia ao pescoço, e jogou tudo longe com um movimento furioso."

Sim, o livro é apaixonante, o ápice desta perfeita série de romances de época.

Clique sobre a capa para ler as resenhas anteriores:

 Cortesia da Editora Arqueiro
Gisela Menicucci Bortoloso
Capixaba, leonina, analista de sistemas e mãe. Apaixonada por livros, sou uma leitora compulsiva e como o tempo é curto, leio em todo o lugar: esperando o elevador, dentro do ônibus, no salão de beleza... Ler é meu prazer e minha paixão!
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15.5.17

Princesa de Papel, Vol. 01 - Série The Royals [Erin Watt]

Princesa de Papel
Ed. Essência, 2017 - 368 páginas:
      Ella Harper é uma sobrevivente. Nunca conheceu o pai e passou a vida mudando de cidade em cidade com a mãe, uma mulher instável e problemática, acreditando que em algum momento as duas conseguiriam sair do sufoco. Mas agora a mãe morreu, e Ella está sozinha. É quando aparece Callum Royal, amigo do pai, que promete tirá-la da pobreza. A oferta parece tentadora: uma boa mesada, uma promessa de herança, uma nova vida na mansão dos Royal, onde passará a conviver com os cinco filhos de Callum. Ao chegar ao novo lar, Ella descobre que cada garoto Royal é mais atraente que o outro – e que todos a odeiam com todas as forças. Especialmente Reed, o mais sedutor, e também aquele capaz de baixar na escola o “decreto Royal” – basta uma palavra dele e a vida social da garota estará estilhaçada pelos próximos anos. Reed não a quer ali. Ele diz que ela não pertence ao mundo dos Royal. E ele pode estar certo.

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Em princesa de papel, conhecemos a história de Ella. Uma jovem de dezessete anos que atualmente vive por conta própria. Sua mãe ficou gravida e a única coisa que ela sabe sobre seu pai é que ele trabalhava na marinha, que deixou um lindo relógio com sua mãe, e que seu nome era Steve.

Quando ela completa quinze anos sua mãe morre de câncer e ela fica sozinha. Então como ela quer se formar e fazer uma faculdade, acaba falsificando a assinatura da mãe para continuar estudando, e para se sustentar trabalha como stripp usando a identidade da mãe e muita maquiagem.

"O destino é para os fracos, pessoas que não tem poder ou força para moldar a vida como precisam que seja. Ainda não cheguei lá. Não tenho poder suficiente, mas terei um dia."

Callun era o melhor amigo de Steve, e quando ele sai para viajar com sua esposa, deixa uma carta com Callun, com a instrução de resolverem isso assim que ele voltar. Contudo Steve morre em um acidente e Callun ao abrir a carta descobre que seu amigo de infância tem uma filha perdida, e parte em sua busca.

Ella é abordada na escola por Callun, um desconhecido que coloca em risco sua historia, e quando ela vai à boate conseguir um extra para poder fugir, Callun aparece e praticamente a sequestra, levando-a com ele para sua casa, afinal ele é seu tutor legal. Quando chegam a sua mansão, ele a apresenta a seus rebeldes filhos. Os caçulas e gêmeos Sebastian e Sawyer, o temperamental e fofo Easton , o bad boy Reed, e o mais velho que está na faculdade, Gideon. E meu Deus que família complexa e complicada.

"Alguns adolescentes sonham em viajar pelo mundo, ter carros velozes, casas grandes. Eu? Eu quero ter meu apartamento, uma geladeira cheia de comida e um emprego estável que pague bem, de preferência tão empolgante quanto esperar cola secar."

Quando Ella chega, ela percebe que o líder do grupo é o Reed, e também é aquele de quem ela precisa tomar todo o cuidado. Ela também percebe que Callun não tem qualquer controle ou autonomia com os filhos. E todos eles fazem de tudo para fazer da vida de Ella um verdadeiro inferno.

Callun a matricula na mesma escola dos seus filhos achando que isso ajudará na adaptação de Ella, coitada, não sabe o que a espera. Já que todos na escola esperam a ultima palavra de Reed (já que ele é quem manda na escola também) para saber como receberão a nova aluna. E Reed não facilita para Ella. Pois a menina sofre todos os bullings e humilhações possíveis, pelos garotos Royal, pelas garotas e pelos garotos riquinhos da escola. Ella nunca se sentiu tão indesejada assim.

Entretanto Ella fez um acordo com Callun, dez mil dólares por cada mês que ela ficar na mansão sem fugir. Mais carro, roupas, celular, comida, estudo, faculdade e principalmente segurança. Mas isso não quer dizer que será fácil.

Princesa de Papel

Reed quer essa pé rapada, stripper desaforada, fora de sua casa e de suas vidas. Depois que sua mãe se suicidou por causa das traições de seu pai, ele e seus irmãos se uniram para dificultar a sua vida ao máximo. Porem o que começou com puro ódio e antipatia, está se transformando em um sentimento que ele não esta habituado.

Mas será que depois de tudo que Reed fez a Ella passar, ela o aceitará? E será que ela estaria disposta a suportar e aceitar todos os segredos obscuros que cercam a família Royal?

Este livro é simplesmente fantástico, Ella passa por muita coisa ruim, mas sempre de cabeça erguida, pois como ela mesma diz, de que adianta chorar. E apesar de nova, ela tem muita maturidade. Meus sentimentos por Reed firam contraditórios, principalmente com o final. E pelo amor de Deus que final foi esse. Necessito do próximo pra ontem.

"Esses Royals vão arruinar você…"

Os autores Erin Watt, Jen Frederick, Elle Kennedy estão de parabéns, pois criaram uma trama maravilhosa, que tem de tudo, com cenas que me deixaram angustiada, emocionada, ansiosa, apaixonada, enfim uma leitura sensacional, como há muito tempo eu não lia.

 Cortesia da Planeta Livros Brasil
Adriana Macedo
Sou Adriana do blog Meu Passatempo blá blá blá moro em Vila Velha - ES. Troco qualquer balada pela tranquilidade do meu lar. Adoro ler, musica alta, series e filmes. Exatamente nessa ordem. Simples assim.
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