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23.7.18

A Assombração da Casa da Colina [Shirley Jackson]

Shirley Jackson
Ed. Suma de Letras, 2018 - 200 páginas
- "Sozinha no mundo, Eleanor fica encantada ao receber uma carta do dr. Montague convidando-a para passar um tempo na Casa da Colina, um local conhecido por suas manifestações fantasmagóricas. O mesmo convite é feito a Theodora, uma alma artística e “sensitiva”, e a Luke, o herdeiro da mansão. Mas o que começa como uma exploração bem-humorada de um mito inocente se transforma em uma viagem para os piores pesadelos de seus moradores. Com o tempo, fica cada vez mais claro que a vida, e a sanidade, de todos está em risco."

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Caçando fantasmas

Shirley Jackson
Há muito tenho interesse neste livro, um dos poucos que eu não havia adquirido da antiga coleção “Mestres do Horror e da Fantasia”, além do mais o valor do livro nos sebos físicos e virtuais era astronômico. Eis que a Suma, para felicidade geral da nação, decide reeditá-lo. Palmas!

Mas antes haveria de lançar “Sempre vivemos no castelo”, que depois de lido fez com que eu me tornasse um caçador dos livros de Shirley Jackson, já que a escrita me fascinou. Aí entra em cena A assombração da Casa da Colina (Suma, 240 páginas), edição belíssima em capa dura, projeto gráfico apurado (além de preço camarada, podem conferir). Não poderia deixar passar esta chance.

Fui com bastante sede ao pote e sabendo de como Shirley dá valor a uma construção criteriosa de seus parágrafos me deparei com a magistral abertura do livro, incessantemente incensado por inúmeros críticos e estudiosos como um dos melhores inícios de livro da literatura:

"Nenhum organismo vivo pode existir muito tempo com sanidade sob condições de realidade absoluta; até as cotovias e gafanhotos, supõem alguns, sonham. A Casa da Colina, desprovida de sanidade, se erguia solitária contra os montes, aprisionando as trevas em seu interior; estava desse jeito havia oitenta anos e talvez continuasse por mais oitenta. Lá dentro, paredes continuavam de pé, tijolos se juntavam com perfeição, assoalhos estavam firmes e portas estavam sensatamente fechadas; o silêncio se escorava com equilíbrio na madeira e nas pedras da Casa da Colina, e o que entrasse ali, entrava sozinho."

Filme de 1963, baseado no livro
(No Brasil "Desafio do além")
Reparem no aprimoramento estético, na sensibilidade, no caminho inverso ao lugar-comum que estamos acostumados a ver. E assim se dá o início promissor deste livro que influenciou Stephen King, Neil Gaiman entre tantos outros escritores de sucesso. Técnica precisa e talento, muito talento.

Eleanor, alma boa que os caprichos da vida tratou de grosar, secar, endurecer, após a perda da mãe, recebe uma carta do dr.Montague para passar uma temporada na Casa da Colina. Ela percebe a oportunidade de dar seu grito de independência, já que mora de favor na casa de sua irmã odiada, seu cunhado e sobrinha. Foi uma das escolhidas, porque na infância estivera envolvida com fenômeno poltergeist.

Na carta há a indicação do caminho exato a ser percorrido para se chegar à Casa da Colina. É importante que não pare na cidade de Hillsdale, porque lá ninguém lhe tratará bem, pior ainda se souberem qual será seu paradeiro.

"(...) Estou detalhando bem o caminho pois não é recomendável parar em Hillsdale e pedir informações. As pessoas de lá são grossas com estranhos e não disfarçam sua hostilidade para com qualquer pessoa que pergunte pela Casa da Colina."

Desobedecendo o conselho, ela para em uma lanchonete para tomar um café e é sumariamente destratada, quando não muito, ignorada pelos que lá estão. Volta ao carro e segue viagem, dessa vez seguindo o trajeto sem interrupções até se deparar com a Casa.

"Nenhum olhar é capaz de isolar a infeliz coincidência de traço e localização que sugere o mal na fachada de uma casa, e no entanto, de alguma forma, uma justaposição louca, um ângulo mal virado, um encontro fortuito de telhado e céu, transformavam a Casa da Colina em um lugar de desespero, ainda mais assustador porque a fachada parecia desperta, com a vigilância das janelas despidas e um toque de euforia na sobrancelha de uma cornija."

Theodora e Eleanor - cena do filme de 1963
Nada agradável a primeira impressão. Neste momento ela tem a oportunidade de dar meia volta e esquecer tudo. Mas ir pra onde? É uma mulher solitária e amarga que pode se surpreender com o que encontrará lá dentro. É recebida no portão pelo mal-humorado zelador Dudley:

“Imagino que a senhora saiba o que está pedindo, vindo aqui? Imagino que tenham lhe avisado, lá na cidade? Já ouviu alguma coisa sobre este lugar?”

É ou não é pra ficar com a pulga atrás da orelha? Seria um aviso? E pra piorar ele disse com todas as letras que não fica na casa após o anoitecer.

Já dentro da Casa ela se encontra com Theodora, que também havia recebido uma carta do dr.Montague. Podemos defini-la como o oposto de Eleanor. De personalidade solar, não passa despercebida e quer ser sempre o centro das atenções, explosiva e inconsequente tem uma alma artística. Foi uma das escolhidas por apresentar habilidade telepática.

Mais tarde chegam o próprio dr.Montague que lhes explica sobre sua pesquisa dentro da Casa (estudo de manifestações sobrenaturais) e o porquê da escolha das moças. Com ele chega também Luke, o herdeiro da Casa da Colina, sobrinho simpático da dona da mansão, além de falastrão, mentiroso e ladrão – requisitos pouco abonadores. Sua participação nesta empreitada havia sido a única condição imposta pela proprietária para sua locação.

Hauting of Hill House - adaptação Netflix 2018
Dr.Montague conta um pouco da história da Casa, das mortes e de como os moradores não conseguem ficar por muito tempo nela. E mais ainda, ninguém que por lá passou e sobreviveu fala sobre ela.

"(...) Não há dúvida de que existem lugares que inevitavelmente atribuem a si mesmos uma atmosfera de santidade e bondade; então talvez não seja uma grande extravagância dizer que algumas casas nascem ruins. A Casa da Colina, sabe-se lá por qual motivo, é inadequada à habitação humana faz mais de vinte anos. Como era antes, se a sua personalidade foi moldada pelas pessoas que moravam aqui ou as coisas que faziam, ou se era maligna desde o começo são perguntas que não tenho como responder."

Todos estão reunidos nesta empreitada que é o objetivo de dr.Montague, provar a existência de forças além de nossa compreensão que sustenta o folclore da Casa da Colina, ou seja, caçar fantasmas, anotar tudo o que acontece com cada um deles, pois o passado de cada um deu mostras de que pode haver interação entre eles e a mansão.

Ainda na casa conhecem a sra.Dudley, governanta, personagem estranhíssima, mulher do zelador, que possui o mesmo catecismo robotizado que repete a todos os convidados. Nunca sai da linha quanto a isso, não há como obrigá-la a fazer algo além do que sempre repete.

(...) “Ponho o jantar no aparador da sala de jantar às seis em ponto”, declarou. “Vocês se servem. Tiro a mesa de manhã. O café da manhã fica pronto às nove. Foi assim que concordei em fazer. Não posso manter os quartos da maneira como vocês gostariam, mas vocês não vão conseguir mais ninguém para me ajudar. Não sirvo as pessoas. O que concordei em fazer nãao quer dizer que eu sirva os outros.” (...) “Não fico depois de pôr o jantar”, a sra.Dudley prosseguiu. “Não depois que começa a escurecer. Vou embora antes de a escuridão chegar.”

Quanta simpatia não é mesmo? Pedra de gelo ganha, rs. Pouco a pouco os habitantes vão conhecendo a grande mansão que esconde mistérios em cada canto.

Luke se aproximou, hesitou no ponto gelado e andou rápido para sair dele, e Eleanor, vindo em seguida, sentiu com incredulidade o frio intenso que a atingiu entre um passo e outro; era como cruzar uma parede de gelo, pensou, e perguntou ao doutor: “O que é isso?”.

O inexplicável vai tomando forma e isso vai mexendo com os nervos e a mente de todos dentro da Casa. Nada nos é explicado, tudo é sugerido, tudo é ambíguo. Livres de amarras as personagens vão se revelando e isso sim é assustador, quero crer que esta seja a grande sacada do livro. A casa é fruto daqueles que a frequentam.

“O medo”, disse o doutor, “é a renúncia da lógica, a renúncia voluntária de padrões sensatos. Ou cedemos a ele ou lutamos contra, mas não nos é possível encontrar um meio-termo.”

A relação entre Eleanor e Theodora é repleta de camadas sobrepostas que vão sendo descascadas vagarosamente, há certo grau de homossexualidade (retratado inclusive no filme de 1963, pasmem), porém bastante sutil. É preciso se ligar nas entrelinhas, assim como em “A queda da Casa de Usher” de Poe.

As frases são espirituosas e irônicas – eu adoooooro, simplesmente por não possuir o dom de dizer a frase certa no momento oportuno, sempre tenho a resposta quando já se passou a hora de usá-la, rs. Invejo pessoas que têm a retórica instrumentalizada, o dom da palavra. Não há descrição física, mas psicológica das personagens, isso pode cansar leitores que prezam por uma leitura mais ágil e moderna.

Os homens são coadjuvantes e caricatos, já as personagens femininas são paradoxais, com divergências entre o que dizem e o que realmente pensam e sentem. Shirley privilegia o sinestésico, o sensorial, no lugar do meramente descritivo e isso confunde o leitor (é proposital). Não há nada explícito, tudo é aventado, mas não nos traz respostas. No mínimo inquietante.

Eleanor é a protagonista e divide os holofotes com a Casa, muitas vezes tornando-se parte dela mesma. A Casa algumas vezes é refúgio, outras, prisão. Tudo depende do estado de consciência de Eleanor, ou não, não há como se afirmar nada. De alguma forma vi um pouco de “Carrie” em Eleanor e de “O iluminado” na Casa da Colina, ambos de Stephen King. Não é mera coincidência.

Há uma frase recorrente nas falas de Eleanor: “Jornadas terminam no encontro de amantes”. Pesquisando descobri que está presente em uma das peças de Shakespeare. Não sou especialista e me pergunto: Será que isso quer dizer alguma coisa? Não sei, preciso ler e reler esta obra. Quem puder nos ajudar se pronuncie.

Um livro que divide opiniões, entusiasmados e detratores se digladiam, mas nunca ficam indiferentes frente a esta obra. Ao término deixa inúmeras lacunas e por isso é capaz de permanecer em nossa memória durante muito tempo, cada um poderá interpretar a sua maneira, não há denominador comum. Continuo ruminando cada parágrafo.

Imagem da Casa da Colina do filme de 1963


Rodolfo Luiz Euflauzino
Ciumento por natureza, descobri-me por amor aos livros, então os tenho em alta conta. Revelam aquilo que está soterrado em meu subconsciente e por isso o escorpiano em mim vive em constante penitência, sem jamais se dar por vencido. Culpa dos livros!
Cortesia do Grupo Companhia das Letras
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41 comentários em "A Assombração da Casa da Colina [Shirley Jackson]"

  1. Oi, Rodolfo,

    Os elementos agregados sem dúvidas são frutos de uma trama com fatores bem articulados, pois a possível visão distorcida ou irreal dos personagens, oferece ao leitor o benefício da dúvida em relação aos acontecimentos dentro do contexto do livro.

    Do gênero, é esse um dos únicos livros (juntamente com "Sempre Vivemos No Castelo") que eu quero me arriscar a ler e sair da minha zona de conforto, e quem sabe, me habituar a ler mais livros do gênero citado.

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    1. cara Daiane, toda a escrita de Shirley Jackson é inconclusiva, ou melhor, cabe a você decidir o que é real e o que é imaginação. confesso que gostei mais de "sempre vivemos no castelo", mas este é um belo exemplar para se conhecer um pouco da verve criativa desta escritora. bjos

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  2. Oi Rodolfo, começo dizendo que também não tenho dom da réplica haha, sabe aquela pessoa que fica ruminando as conversas e o que poderia ter dito, essa sou, sempre penso em algo bom pra falar depois que o momento passou e se o livro tem essa característica, ao ter frases espirituosas, com certeza é interessante. Gostei muito da resenha e pelo que entendi, agrada a alguns e a outros nem tanto, mas marca quem lê e isso é importante, assim o certo mesmo é ler pra saber em qual grupo me encaixaria ;)

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    1. cara Lili, melhor darmos as mãos e sairmos pro mundo, rsrsrs. as frases são o grande tesouro deste livro especial. como já disse gostei mais de "sempre vivemos no castelo" devido à grande tesão que envolve o enredo. de qualquer forma este também é um livro muito bom,. leia também e volte pra gente prosear. bjos

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    2. Ah, sobre isso me faltou essa "presenca de espírito" ontem, teria sido uma otima solução para um certo desconforto que alguém maldosamente me causou. Comigo funciona mais a piada na hora, mas ontem nem isso. Ando desarmada.😑

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    3. e olha que você Manuh, provavelmente é a que possui melhor retórica, se lhe faltaram palavras é porque elas não existiram ou porque você não está em um bom momento. rs

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  3. Oi, Rodolfo
    Eu não sou fã de terror ou suspense, livros com esse tipo de narrativa geralmente não me prendem e demoro muito mais para ler eles que um livro normal. Além disso eu jamais ouvi falar na autora, mas é sempre bom pesquisar mais e colocá-lo na lista, vai que um dia eu leia!
    Beijos

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    1. cara Miriã, Shirley Jackson é mestra na arte de criar um clima tenso, Stephen King e Neil Gaiman, só para citar famosos, são fãs confessos desta autora. leia também, sem preconceitos, depois me diga o que achou. bjos

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  4. Gosto demais do gênero escrito( já que sou medrosa demais nos filmes e afins)rs
    Por isso,quando vi este livro pela primeira vez, já gostei de cara pela capa,título e sinopse.
    Acredito que mais que o terror visto, o pior é o terror imaginado ou não imaginado, mas que coloca no leitor essa dúvida de realmente estar vivendo aquilo ou não.
    Com certeza, espero também poder ficar revivendo o enredo deste livro o quanto antes.
    Beijo

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    1. que interessante isso, rs. já eu costumava ter problemas com os livros, rs. se você gosta de um clima tenso, cheio de expectativas pouco auspiciosas, Shirley será sua companheira inseparável. leia também. bjos

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  5. É muito bom quando um enredo vai além das palavras, e esse parece ser o caso de A Assombração da casa da colina. Esses diálogos bem construídos e a descrição psicológica é um fator que me agrada bastante, afinal nos possibilita mergulhar no universo proposto. Fiquei muito curioso pelo início e motivado a fazer a leitura.

    Evandro

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    1. caro Evandro, toda construção de Shirley nos deixa aquela pulguinha atrás da orelha. sendo assim, cada parágrafo é um exercício, prova do quão complexo pode ser um escritor. se está curioso recomendo ler a autora rapidinho, ela irá surpreendê-lo.

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  6. Meu Deus esse gênero realmente ainda não da pra mim kkk tenho muito medo até de ler as resenhas hahahahaa. Mas com certeza é um livro que não deixa a desejar e tem todos os elementos que prendem e deixam o leitor fascinado.

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    1. rsrsrs cara Luana, não é um livro de terror, temos climas tensos, diálogos espirituosos, mas terror não há. dê uma chance a ele. bjos

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  7. Querido Rodolfo!
    Nem preciso dizer o quanto gosto de thrillers do tipo que apenas insinuam as atitudes e com descrição das personagens, abordando apenas o aspecto psicológico de cada um. "A casa é fruto daqueles que a frequentam." Colocação bem feita já que é o cerne do enredo,
    Confesso que mesmo sendo uma reedição de um livro tão antigo, não conhecia ainda e já quero. Deve dar 'borboletas' no estômago poder lê-lo.
    Desejo uma semana plena de luz e paz!
    “O homem está sempre disposto a negar tudo aquilo que não compreende.” (Blaise Pascal)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA JULHO - 5 GANHADORES - BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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    1. cara Rudynha, se gosta de thrillers psicológicos com alta carga de tensão este livro é pra você. não há violência, tudo é sempre sugerido, jamais declarado. é lindão. aconselho antes "sempre vivemos no castelo" que gostei mais ainda. adorei o "borboletas no estômago", rs. bjos

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  8. Rodolfo, esta sua resenha me deu o que pensar. Vontade de ler despertada, ponto para você. Desafio lançado, pois você sabe que sou bem medrosa com suspense, mas vez outra fico tentada. Fico imaginando o quanto essa casa pode ser feita da energia dos que ali habitam, transitam, especialmente quando ja trazem consigo a ideia de uma casa mal assombrada. Alguém que desafie este conceito prévio pode provar o quanto fazemos o lugar onde estamos. Não sei por que é isso que me parece a respeito do livro... Gostei ainda mais de saber que nao está tudo explicado, que posso enriquecer minhas impressões com as suas, acho que funciona muito bem em grupo de leitura... o que me leva a somar ainda mais pontos para você: vou sugerir este livro no clube que participo. Ele abrange bem um deslocamento de nossa zona de conforto (que eu adoro e privilegio sempre😆, mas de vez em quando topo sacudir): autora + suspense + experiência sinestésica + impressão personalizada. Estou errada? 🤔 Obrigada por me instigar. Depois te conto se foi aceito pelo grupo.

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    1. cara Manuh, talvez este seja o livro pra quem tem certa paúra com livros de terror, já que não é de terror propriamente dito, mas de um enredo pautado no psicológico, no desenvolvimento dos pensamentos e desejos das personagens. e você foi cirúrgica agora: trata-se da energia dos que lá estão, da vibração das personagens dentro da casa (foi isso que entendi, pode haver outras interpretações). em um grupo de leitura haveria inúmeras explicações e pode ter certeza: nenhuma conclusiva. a "impressão sinestética" é puro Shirley Jackson. se fosse pra sugerir um livro dela eu diria "sempre vivemos no castelo", mas este não fica atrás. bjos

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  9. Oi Rodolfo,
    Li Sempre Vivemos no Castelo e adorei, assim que vi outro livro da Shirley Jackson coloquei na minha lista de leitura!
    Ponto positivo ter frases espirituosas e irônicas.
    “Jornadas terminam no encontro de amantes”,hum, deveras curioso...

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    1. em minha modesta opinião "sempre vivemos no castelo" é melhor, mas este não deixa a desejar também não, o enfoque é outro, mas a qualidade da escrita é a mesma. quanto às frases fico sempre me sentindo pueril, porque fico com uma vontade louca de estar na pele no personagem.

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  10. Oi Rodolfo,
    Li Sempre Vivemos no Castelo e adorei, assim que vi outro livro da Shirley Jackson coloquei na minha lista de leitura!
    Ponto positivo ter frases espirituosas e irônicas.
    “Jornadas terminam no encontro de amantes”,hum, deveras curioso...

    Obs. tinha esquecido de comentar com minha conta de seguidora ai em cima XD

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    1. cara Helen, em minha modesta opinião "sempre vivemos no castelo" é melhor, mas este não deixa a desejar também não, o enfoque é outro, mas a qualidade da escrita é a mesma. quanto às frases fico sempre me sentindo pueril, porque fico com uma vontade louca de estar na pele no personagem. bjos

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  11. Olá Rodolfo!!
    Como uma fã do gênero terror esse livro não pode faltar nos meus desejados né?
    Conheci hj o livro, gostei bastante, espero ler e curtir mto.
    Bjs!

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    1. cara Aline, é lógico que não pode faltar, ainda mais em se tratando de Shirley Jackson a grande matrona. mas não espere um terror clássico, ela se atém a um terror psicológico de primeira grandeza. bjos

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  12. Eu não sou muito fã de terror, mas quando o enredo me deixa curioso eu até me pego lendo um livro ali ou acolá. Infelizmente Assombração da Casa da Colina não me cativou a esse ponto. Eu gostei da capa e de alguns aspectos dos personagens, posso dizer isso, mas vou deixar a dica passar.

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    1. caro Ycaro, este não é um livro de terror na acepção da palavra, vale mais pelos diálogos cortantes e espirituosos, e também pelo clima tenso. não há problemas em não querer ler este livro, mas aconselho outro de Shirley - "sempre vivemos no castelo", é pedreira. abraços

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  13. Oi Rodolfo,
    Apesar de adorar o terror sangrento, considero o psicológico como o melhor, ele nos faz se envolver com a história!
    Eu não achei o enredo tão original, convenhamos que vários filmes de terror seguem esse modelo, principalmente o de casa assombrada, maaas, a autora inova sim, até porque, mesmo não conhecendo sua escrita por mim mesma, somente por resenhas, vejo que seus personagens são bem construídos, e sem dúvidas isso é o melhor.
    No geral me pareceu uma boa história.
    Beijos

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. 26 de julho de 2018 17:48
      cara Vitória, a escrita de Shirley Jackson é única, tensa demais. agora, quanto ao fato da originalidade, quero acrescentar que este livro é de 1959, portanto muita gente boa bebeu desta fonte, inclusive os que escreveram sobre casas mal assombradas. anterior a este temos os conhecidos "a queda da casa de usher" de poe, que é de 1839, "o fantasma de canterville" de wilde, que é de 1887, que possuem temática parecida. portanto, no século XX temos Shirley como precursora de King, Matheson, Straub, Barker, Gaiman, entre outros. bjos

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  14. Olá!
    Eu já tinha ouvido fala desse livro, mas nunca li e nem procurei saber da resenha da trama. Mas vejo que a historia é bem interessante, te uma ótima premissa e um mistério bem terror..Adoro livro baseado nesse gênero e espero poder ler..

    Meu blog:
    Tempos Literários

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    1. cara Lily, Shirley Jackson é referência, quem gosta do gênero tem que dar uma chance a seus escritos. leia também! bjos

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  15. Olá! Definitivamente terror não é para mim, até tento me arriscar em alguns livros, mas não tem jeito, não rola, toda a história parece está muito bem escrita e até fica aquela curiosidade em saber o que acontece aos personagens... ler ou não ler, eis a questão!

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    1. cara Elizete, pra lhe dar um empurrãozinho posso lhe dizer que o terror clássico não se encontra neste livro, mas sim o psicológico, isso é um alento para todos aqueles que sentem um certo medo de ler à noite. porém, se você gosta de escritas que tomam o pensamento de assalto e ficam lá martelando, então este livro é ideal. bjos

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  16. Eu sou uma eterna fã deste gênero!
    Fiquei super empolgada quando vi que Suma iria reeditá-lo.
    Toda vez que vejo algo com casa, sempre me lembra o iluminado ou Amityville mas é uma leitura que quero muito fazer.
    Gostei bastante por Eleanor nos lembrar um pouco a Carrie.
    Nunca sei qual minha opinião com livros que ficam lacunas, pois ao mesmo tempo que gosto de obter respostas também quero ficar pensando sobre.

    beijinhos
    She is a Bookaholic

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    1. cara Nicole, um bom terror psicológico sempre tem lugar em nossa estante não é mesmo? Shirley joga com nosso imaginário, nos coloca a matutar sobre inúmeros detalhes, é realmente um livro incomum. bjos

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  17. Nunca realizei a leitura de nenhum livro da autora. Sendo bem sincera, eu não a conhecia. Quando vi o lançamento do livro Sempre Vivemos no Castelo lembro que vi algumas pessoas bem empolgadas, mas não procurei muito o porque. Agora lendo sua resenha eu consegui compreender. Sei que algumas pessoas se incomodam com esse final em aberto, esse final que fica para a imaginação do leitor, eu sou do tipo que algumas vezes se incomoda e em outras não. Os personagens parecem serem cheios de personalidade e eu acho isso ótimo. Esse livro parece ser bem curtinho, acredito que se a leitura fluir deve dar pra ler bem rápido, né? Achei legal ter a adaptação, porém como é antiga não sei se é tão fácil de achar, mas vou procurar depois.

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    1. cara Mariana, "sempre vivemos no castelo" me atingiu feito uma flecha, gostei de cara da escrita, do enredo, das personagens. foi amor à primeira lida. quanto a este gostei menos, mas não quer dizer que não tenha gostado. acho até que algumas pessoas irão preferir este. os dois são leituras rápidas e nem por isso fáceis. há um clima tenso que permeia o livro o tempo todo. leia também e me diga o que achou. bjos

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  18. Oi, Rodolfo!
    Gostei bastante da história, principalmente por ter um certo tom fantasmagórico. Adoro um bom livro de mistério com certos pontos de terror. Sem dúvida nenhuma mais uma história incrível da Shirley Jackson.
    Bjoss

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    1. cara Marta, Shirley tem escrita única, deixa a gente tenso o tempo todo. se já conhece a autora sabe bem do que estou falando. ela é uma escola! bjos

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  19. Olá, Rodolfo
    Ainda não tive contato com a escrita da autora.
    Mas fiquei fascinada pela sua resenha, tenho certeza que ler esse livro é chocante e maravilhoso, vou adorar quando tiver oportunidade amo thriller.
    Tinha conhecimento sobre essa edição que a Suma Fez só não tinha certeza do que se tratava o enredo do livro. Se antes queria muito pela capa e King ser fã da autora, quero para ontem.
    Beijos

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    1. cara Luana, há tempo pra reparar isso uai, rs. é um thriller psicológico, não busque neste livro o terror, mas situações tensas. e se você quer pra ontem leia este e outro dela - "sempre vivemos no castelo" - que é um livraço! bjos

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