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3.1.19

Uma Coisa Absolutamente Fantástica [Hank Green]

Cortesia do Grupo Companhia das Letras

Se você é um leitor assíduo da cultura pop, então provavelmente você conhece o famoso escritor norte-americano John Green (ou tio João Verde, como carinhosamente chamamos aqui no Brasil). Ele é o autor de vários livros de sucesso que com certeza você já leu. “A Culpa é das Estrelas”, “Quem é Você, Alaska?” e o recente “Tartarugas até lá em Baixo” são só alguns exemplos do estilo irreverente e dinâmico de John Green, autor que ganhou tanto o gosto popular quanto as telas de cinema, um verdadeiro sucesso editorial.

Acontece que essa coisa de escrever, aparentemente, não é um talento restrito apenas ao John. No mês de Novembro, chegou ao Brasil pela Editora Seguinte – o selo juvenil da Companhia das Letras – “Uma Coisa Absolutamente Fantástica”, o primeiro e já bem sucedido livro de Hank Green que, SURPRESAAA, é irmão do John.

Uma Coisa Absolutamente Fantástica
Os irmãos Green, a semelhança é inegável

Essa informação você já sabia, eu imagino. Afinal, os irmãos Green são igualmente reconhecidos por seu trabalho no YouTube com o canal VlogBrothers e, também, a VidCon – a maior conferência online de vídeos do mundo. E não para por aí: além de criar conteúdo educacional na mesma plataforma com os canais Crash Course e SciShow, Hank Green é também co-criador da websérie The Lizzie Bennet Diaries (2012–2013), que é uma adaptação de “Orgulho e Preconceito” no estilo de vídeo blogs. Ele também fundou o blog de tecnologia ambiental chamado EcoGeek e o Internet Creators Guild, e a empresa de produção de vídeos online Pemberley Digital, que produz adaptações em vídeo blogs para romances clássicos em domínio público.

Ah! Hank também é músico, e já lançou quatro álbuns em estúdio (que você pode ouvir clicando aqui) [https://open.spotify.com/artist/2SQVGFEgP0UZTZC1re2ECh]. A gente já sabe que Hank é um cara extremamente criativo. Mas será que, na arte da escrita, ele se sai tão bem quanto o irmão? Se você também tá curioso, então cola comigo nessa resenha que eu te conto tudo o que você precisa saber!

Hank Green
Título: Uma Coisa Absolutamente Fantástica
Autor: Hank Green
Tradutor: Lígia Azevedo
Editora: Seguinte
Gênero: Ficção Científica, Young Adult
Páginas: 344
Edição:
Ano: 2018
Onde comprar: Amazon

A protagonista de “Uma Coisa Absolutamente Fantástica” é April May, uma garota de vinte e três anos que mora em Nova York com a colega-de-quarto/namorada. April trabalha como designer em uma start-up, um trabalho chatinho e que toma boa parte de seu tempo diário – afinal, a gente precisa sobreviver e pagar os boletos, né? Contudo, April também possui um olhar bastante crítico e atencioso para a arte, e isso permeia tudo em sua vida, desde sua forma de pensar até a forma como ela escolhe se expressar, se vestir e etc.

Uma noite, voltando para casa depois do trabalho, April se depara com nada mais, nada menos do que um robô gigante – uma espécie de Transformer de três metros de altura usando uma armadura samurai – parado, imóvel, estático, na esquina da Twenty-Third Street. Intrigada com a escultura, ela decide ligar para seu amigo, Andy, que tem um canal no YouTube sobre nerdices. Minutos depois, Andy aparece com seu equipamento de gravação e, juntos, eles decidem fazer um vídeo apresentando o robô gigante, que April batiza de “Carl” e que, segundo ela acredita, trata-se possivelmente de algum tipo de instalação artística em Nova York, no big deal, afinal...

“Como explicar a sensação? Acho que... bom... Em Nova York, as pessoas passam dez anos fazendo algo incrível acontecer, algo que captura a essência de uma ideia tão perfeitamente que de repente o mundo fica dez vezes mais claro. É lindo e potente [...], mas no dia seguinte (todo mundo) já esqueceu por causa de outra COISA ABSOLUTAMENTE FANTÁSTICA. Isso não quer dizer que a primeiracoisa não fosse maravilhosa ou única... É só que tem muita gente fazendo muitas coisas impressionantes, então você acaba ficando meio cansado.” – [página 10].

Até aí, tudo bem. O problema de verdade começa algumas horas depois que Andy publica o vídeo em seu canal no YouTube. Aparentemente, o Carl de Nova York não está sozinho. Dezenas de Carl’s estão espalhadas por outras 65 capitais ao redor do mundo e, o que é mais intrigante, ninguém sabe como eles foram parar lá.

Mas o que April May tem a ver com tudo isso? Simples.

O vídeo de Andy viralizou a nível mundial e April, que aparece entrevistando Carl, ficou mundialmente famosa do dia para a noite. Todos os veículos de imprensa querem uma entrevista exclusiva com a garota que teve o primeiro contato com o robô gigante. E April, que se quer tinha um perfil no Twitter, começa a ver sua vida e sua privacidade serem completamente invadidas à medida que a história ganha ainda mais repercussão. De repente, ela se vê obrigada a mostrar seu rosto e sua voz ao mundo, já que todos querem conhecer a garota que aparece naquele vídeo do YouTube.

Como se isso não bastasse, April e Andy descobrem algum tipo de padrão estranho quanto aos Carl’s. Ao checar por imagens de segurança do exato momento em que o Carl de Nova York foi instalado, eles não só descobrem que os cinco minutos de vídeo que registram o momento estão mundialmente comprometidos, como também é possível ouvir um trecho de uma música da banda Queen, em cima das imagens retorcidas.

O que isso tem a ver com o Carl? Seriam esses robôs algo muito além do que uma simples obra de arte inusitada? O que pensar, então, quando April descobre – com a ajuda de uma cientista – que Carl não é feito de nenhuma matéria registrada em nosso campo de conhecimento científico? Seriam os Carl’s uma intervenção alienígena?

Uma Coisa Absolutamente Fantástica

As primeiras páginas de “Uma Coisa Absolutamente Fantástica” me fizeram pensar que Hank Green ia nos entregar mais uma receitinha Young Adult de sucesso. Surpreendentemente, o autor faz algo inovador e empolgante. Embora a protagonista da história seja uma jovem de vinte e poucos anos, a história que o livro conta diz respeito à humanidade inteira – ou, pelo menos, nossa capacidade de vivenciar situações alarmantes e nos unir a partir disso, sempre buscando forças junto ao próximo.

É difícil dizer em qual gênero o livro se encaixa. Ao mesmo tempo em que se trata de um Young Adult – livro voltado ao público jovem adulto – ele também se encaixa como um mistério tecnológico e, ainda, uma obra de crítica social. Enquanto investiga mais sobre a origem dos robôs gigantes, a repercussão do assunto faz com que a vida de April May mude drasticamente. Ela, que tinha uma relação complicada com as redes sociais, começa a lidar com um número cada vez maior de seguidores que, eventualmente, acabam “massageando o ego” da garota.

E é interessante ver como April vai se transformando, de uma menina invisível e com um discurso “antiexoposição” para uma garota confiante, descontraída, irreverente e divertida, principalmente diante das câmeras. E é ainda mais impressionante descobrir como as pessoas ao redor mundo acreditam nessa imagem, nessa persona-April construída pelos quinze minutos de fama.

Hank Green

Hank Green faz parte desse universo. Junto do irmão, ele idealiza e coordena vários projetos pela Internet, então é óbvio que a figura deles está sempre exposta. Mas será que a gente realmente conhece os dois? Será que aquilo que a gente vê nos vídeos é quem eles são de verdade? Acho que esse é um dos principais temas que “Uma Coisa Absolutamente Fantástica” tenta debater com o leitor. A gente vive em uma realidade de exposição: estamos sempre divulgando, nas redes sociais, os lugares aonde estamos, as pessoas com quem estamos e o que estamos fazendo, assim como também nos interessamos pelo que os outros estão fazendo, com quem estão e aonde estão. Ficamos tão obcecados em acompanhar nossos “ídolos” que nos esquecemos de outras coisas igualmente importantes como a família, o prazer em se estar com um amigo, fazer um passeio, experimentar um prato novo... Tudo isso sem precisar se expor a cada cinco minutos.

E mesmo as pessoas que são influenciadoras, que geram conteúdos diariamente (principalmente no YouTube e no Instagram)... Eu convido você leitor a questionar a relevância daquilo que você vem acompanhando. Será que isso é realmente importante? Afinal, como diria Jackson Maine – personagem do Bradley Cooper no filme “Nasce Uma Estrela” – o importante não é você ter a oportunidade de dizer alguma coisa, mas sim o que você diz quando tem essa oportunidade.

Uma Coisa Absolutamente Fantástica

Ao longo da leitura, foi impossível não fazer algumas comparações entre o estilo de escrita de John e Hank. Enquanto o tio João Verde escreve histórias com protagonistas adolescentes no high school enfrentando um câncer, crises de transtorno obsessivo compulsivo e o primeiro amor, Hank Green nos entrega personagens mais maduros, que começam a lidar sozinhos com os problemas da vida adulta – os boletos, o aluguel, a vida completamente transtornada de um gerador de conteúdo.

Outro ponto que merece destaque é a temporalidade nos dois estilos de escrita. Enquanto John Green gosta de escrever sobre a passagem dos dias, dando atenção a detalhes minuciosos, seu irmão Hank é um pouquinho mais objetivo, se atendo aos detalhes e acontecimentos mais importantes e cruciais para a compreensão da história. Não acho que isso seja uma coisa ruim, muito pelo contrário. É interessante perceber que, apesar de serem irmãos, os dois possuem pontos de vista e expressão criativas bem pessoais e distintas.

Apesar de ter gostado muito da crítica que Hank Green faz em seu livro estreia, não tive como dar cinco estrelas para a narrativa. Assim como, no começo da história, o autor NÃO entregou aquilo que a gente esperava – e isso acabou sendo uma coisa surpreendentemente positiva – essa mesma situação também se repete ao final da história, embora dessa vez não seja tão legal assim.

Eu não quero estragar a sua experiência de leitura, mas preciso te alertar que esse livro não tem um final conclusivo. Pelo contrário, ele termina com uma espécie de cliffhanger, isto é, um gancho para que uma continuação possa vir a ser escrita – muito embora Hank Green ainda não tenha comentado qualquer coisa sobre uma possível continuação. Assim, você provavelmente vai terminar a leitura com a sensação de que algumas coisas não ficaram respondidas.

Hank Green

De uma forma geral, “Uma Coisa Absolutamente Fantástica” é leve, divertido e intrigante. O talento de Hank Green para a escrita se mostra tão bom quanto de seu irmão. Embora o livro trate sobre robôs alienígenas invadindo o nosso planeta, o que nos traz o sentimento de identificação é a vida e a realidade pessoal da protagonista. E alcançar um feito desses em um livro de estreia é, sim, uma coisa absolutamente fantástica!

Se você é fã de histórias de mistério e, também, de livros voltados o público jovem-adulto, essa é com certeza uma boa escolha. E se você já leu o livro, me conta nos comentários o que você achou da história!

Obrigado por lerem até aqui. Um abraço e até a próxima!

comentários pelo facebook:

15 comentários em "Uma Coisa Absolutamente Fantástica [Hank Green]"

  1. Olá Thiago!
    Eu estou muito ansiosa para ler esse livro. É inegável o quanto os irmãos Green são talentosos nos mais variados ramos. A história criada por Hank me chamou bastante a atenção devido a esse alerta quanto ao uso das redes sociais pois as pessoas não tem noção do quanto estão expostas na internet. Sem falar em como a protagonista lida com seus 15 minutos de fama. O que me deixou bem chateada foi esse final inconclusivo pois gosto de tudo finalizado nos mínimos detalhes. Se houver uma continuação para fechar com chave de ouro a história será ótimo apesar de continuações não são uma característica de John, mas não podemos projetar um irmão no outro pois apesar da semelhança física já deu pra perceber que na escrita eles são muito diferentes.
    Beijos

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  2. Oi Thiago,
    Menina, eu vi esse livro nos lançamentos, e nem me toquei no nome do autor kkk Nem sabia que o John tinha irmão - pasmen, tô por fora, rs.
    Não sou tão fã desse tipo de enredo, Jogador número 1 eu terminei na marra, e achei bem parecido, mas aprecio a crítica presente nele. A internet cada vez mais domina nossas vidas, e, como no caso de April, muitas pessoas fazem de TUDO para ter seus minutinhos de fama, infelizmente isso é real ...
    Se eu tiver oportunidade irei ler sim, acredito que é sempre válido, e gostei de ter um pouco de música envolvido.
    Beijos

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    1. *menino* kkkk Me desculpa, comento pelo celular, ai dá nisso kkkk

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  3. Não há como negar que há famílias que nasceram já com um dom em particular e pelo que tenho visto pelo mundo literário(e agora, musical?) os Green tem talento e dom de sobra.
    E Hank não precisou de forma alguma "usar" o dom do irmão já conhecido mundialmente para mostrar a que veio.
    Um livro que agradou imensamente a quem já o leu e deixou na curiosidade os que como eu, ainda não puderam ler!
    Um livro de ficção sem ficção.rs mas que traz um enredo gostoso, não tão leve,mas com personagens muito bem fundamentados!!!
    Lista de desejados com certeza!
    Beijo

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  4. Oi, Thiago,

    O livro mostra sinais de que foi bem construído, apresentando um claro objetivo do autor em abordar pontos importantes e da nossa realidade. O autor parece ter feito isso com bastante ímpeto.

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  5. Ai gente, me desculpa quem gosta, mas não consigo gostar dos livros do John :/ Já li A culpa é das estrelas e Cidade de Papel, e confesso que foi uma tortura ler até o final.
    Já tinha visto comentários sobre esse livro, mas não sabia que o autor era irmão do John Green. Medo de ler e me decepcionar, HAHA

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  6. Olá, é possível ver claramente que o talento para a escrita é recorrente na família Green, não é mesmo? Desde o lançamento eu fiquei bastante empolgado para conferir a obra, que usa de uma trama não tão original para tratar algumas questões com um aprofundamento que rende reflexões. A protagonista com certeza é um dos grandes destaques, visto que autor usa do desenvolvimento da mesma para mostrar a influência da popularidade virtual em nossas vidas. Espero realmente que haja uma continuação, tanto para obter uma conclusão quanto para ler mais da escrita primorosa de Hank Green. Beijos.

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  7. Uau!!! Que livro!! Eu já li resenhas sobre ele, antes.
    Fiquei curiosa pra saber qual será o desfecho dessa história. Qual o real motivo por trás da aparição desses robôs. E quem está realmente certo?
    O que mais gostei foram todas as referencias criadas pelo autor durante toda a história.
    Ficção-científica não é muito o meu forte, mas essa parece ser muito boa!!
    Além disso, fiquei surpresa quando soube que ele era irmão do John.

    Bjos

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  8. Uau...
    Li agorinha uma resenha sobre esse livro que me trouxe uma outra perspectiva da história, mas apesar disso não senti interesse em ler, até então.
    A minha curiosidade maior é em relação aos Carls e como eles surgem, até hoje não vi nem um spoiler.
    Mas conseguiu escrever uma resenha maravilhosa e super convidativa, agora estou aqui querendo ter esses questionamentos. E isso é muito bom!
    Não sabia desse lado dos autores, são versáteis.

    Beijos

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  9. Oi, Thiago
    Li muitas resenhas sobre esse livro e cada vez fico mais curiosa sobre o aparecimento dos robôs alienígenas.
    Sua resenha me trouxe mais algumas informações que ainda não sabia a respeito do livro, que é uma critica a sociedade. Somos tão dependentes do celular, computador, internet entre outros que esquecemos de ser mais humanos, interagir com o outro, conversar olhando nos olhos.
    Que o talento é de família é inegável, mas ninguém é perfeito e muitos artistas nunca conhecemos como são no dia a dia.
    Beijos

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  10. Olá! O sobrenome já havia chamado minha atenção, interessante saber que eles tenham tanto em comum. É bacana, que mesmo se tratando de uma história leve e divertida, o autor também conseguiu inserir, na história, elementos da realidade que vivemos hoje, onde as redes sociais ampliam nossas diferenças, e também meio que nos escravizam. O mistério que ronda o enredo me agrada muito, no entanto esse final em aberto me deixou um pouco receosa.

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  11. Oi Thiago,
    Já li todos os livros solos de John Green publicados no Brasil e claro que fiquei bem curiosa para conhecer a escrita de seu irmão, não que eu espere que ambos tenham a narrativa semelhante, mas sim porque gosto do tipo de trabalho que eles fazem. Uma Coisa Absolutamente Fantástica tem uma premissa bem comum ao mesmo tempo que nos apresenta elementos bem inusitados. April May, certamente, não esperava uma mudança de vida tão drástica e tão rápida. A aparição de Carl representa muitas coisas nessa história, pois instala um mistério e cria uma vide sifi e, ao mesmo tempo, transforma a vida da protagonista fazendo essa se abrir para outras possibilidades. Hank Green conseguiu criar uma história com muita realidade e muito disso se deve a própria vida que ele leva. Conseguir trazer um pouco de si para o livro permite uma maior conexão com os leitores e aprecio muito isso. É um livro que lerei sim e espero gostar do que o autor propõe.

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  12. Tenho visto muito Uma Coisa Absolutamente Fantástica ultimamente e fiquei chocado com a informação que o autor é irmão do Green, nunca tinha reparado no nomezinho dele na capa. Quanto talento na família! Gostei bastante da representatividade lésbica, inicialmente, e apesar de não ser muito envolvido com esse gênero, a sinopse me interessou, deixando-me entusiasmado com a resenha. Gostei do resultado, outros pontos que me conquistaram na trama foram a fama como tema na história, além da reflexão e crítica.

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  13. Sério que esse cara faz tudo isso e ainda teve tempo pra escrever um livro? kkkk
    Claro que a comparação com o irmão mais famoso teria que vir, né? Não tem como. Mas, ainda bem que são escritas diferentes.
    Você ligou meu alerta. Odeio terminar um livro e ficar em dúvida quanto ao final. Mas, como todo o resto parece ser muito bom e o enredo é diferente dos YA que estamos acostumados, com certeza é um livro que foi para os meus desejados.

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  14. Eu já li alguns livros do Green e acho uma leitura muito voltada para o público adolescente,eu fiquei analisando demais os personagens e não consegui curti o livro porque eu ficava tipo: Alasca é egocêntrica demais o que Miles viu nessa menina frívola? o mesmo em cidades de papel com Margot e Quentin,resumindo o Green ama personagens e seus amores impossíveis,não se se é uma autobiografia que ele faz da própria vida amorosa,mas os personagens se arrastam pelas garotas populares...

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