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22.2.19

Bruxa Akata, Vol. 01 [Nnedi Okorafor]

Cortesia do Grupo Editorial Record

A primeira coisa que você deve saber sobre o livro Bruxa Akata, é estamos falando de protagonistas entre 12 e 14 anos. Isso pode não parecer uma coisa muito importante, mas, se você, como eu, já passou da casa dos vinte e cinco, isso faz uma diferença enorme no seu jeito de ler e encarar essa história.

Título: Bruxa Akata
Autor: Nnedi Okorafor
Tradutor: João Sette Câmara
Série: Bruxa Akata
Editora: Galera Record
Gênero: Fantasia, Young Adult
Páginas: 322
Edição:
Ano: 2018
Onde comprar: Amazon

Dito isso, saiamos do nosso lugarzinho literário comum: Sunny é filha de nigerianos, nascida e criada nos Estados Unidos. Aos nove, ela se mudou para a Nigéria junto com seus pais e seus dois irmãos mais velhos. Ela tem os traços marcantes de seus ancestrais, exceto pela cor: Sunny é albina, o que não é exatamente bem-visto pela cultura de seu povo.

Ao ver o fim do mundo na chama de uma vela, Sunny descobre ser o que é conhecido como pessoas-leopardo: pessoas com fortes poderes espirituais, capazes de conjurar, controlar e/ou desfazer feitiços (que neste universo são chamados de jujus).

“Bem, deixe que eu te conte uma coisa: você está agora enterrada até o pescoço na sociedade os leopardos. A boa notícia é que o buraco não é mais embaixo. Às vezes, é melhor mergulhar de cabeça. Então, depois do choque inicial, você é capaz de lidar com qualquer coisa.”

Há uma sinopse (no skoob acho), que apelida esta história de “Harry Potter nigeriano”. Sinceramente, o apelido não foi a toa: o cerne do roteiro é o mesmo, as características dos personagens são parecidas demais para não se notar e até mesmo o climax (e o desdobramento) da história é igual.

É possível que eu esteja exagerando (veja bem, é possível). Jamais deixarei de reconhecer que achei maravilhosa a ideia ambientar uma história infanto juvenil no continente africano, muito menos que a autora (Nnedi Okorafor) trabalhou a mitologia africana de uma maneira sublime (e, de fato, fiquei com vontade de voltar a Leopardo Bate apenas para conhecer mais sobre a cidade).

A impressão que ficou foi que a autora, ao menos neste primeiro livro, focou tanto em trabalhar a mitologia dos mascarados que se esqueceu de fazer alguma diferenciação em seu roteiro que colocasse sua história em destaque (mas, para falar a verdade, qual jovem dessa faixa etária realmente ligaria para isso?)

comentários pelo facebook:

13 comentários em "Bruxa Akata, Vol. 01 [Nnedi Okorafor]"

  1. Namoro este livro desde seu lançamento. Claro que a primeira vista foi tudo pela capa. Capa lindíssima!
    E só com o tempo, fui me ligar nisso de idade dos personagens. Tá, já passei há tempos da casa dos 20..rs mas adoro livros que tragam estes roteiros mais juvenis.
    Gostei muito de saber também sobre a ambientação do livro. Conhecer novas culturas é fascinante sempre!
    Com certeza, quero muito ter a oportunidade de conferir o livro sim!!!
    Beijo

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  2. Oi Luíza,
    Não estou na faixa etária do público alvo, também vejo que por isso acaba sendo um outro jeito de vivenciar a leitura.
    Pontos fortes a ambientação e o trabalho com a mitologia africana.

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  3. Olá Luiza!
    Acredito que muitos leitores com idade para a qual a obra é destinada devem tirar proveito da trama, bem como qualquer pessoa com gosto para fantasia (ainda que o plot genérico já esteja saturado no gênero). Porém, as referências culturais presentes em Bruxa Akata fazem com que o leitor não fique desapontado com a carência de complexidade dos acontecimentos, os quais seguem uma linha de raciocínio simples e que funciona muito bem no contexto da história.
    Beijos.

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  4. Olá Luíza!
    Eu achei bem interessante a história, não sabia que tinha semelhança com HP e particularmente gostei dessa informação visto que HP é um clássico moderno. Temos poucos livros referente à cultura africana no mercado, deve ser incrível poder ser inserido nela sem precisar sair de casa e descobrir suas riquezas. Não me incomodo com a linguagem infantil mas acredito que a autora deve melhorar isso nos outros livros a medida em que a protagonista for amadurecendo.
    Beijos

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  5. Realmente a ideia de um livro juvenil contando as mitologias e crenças africanas é excelente. O livro deve ser bem diferente. Eu, assim como voce, já passei dos 25 anos. Mas, sinceramente, me interessei demais pelo livro. Exatamente por falar dessa cultura africana e, assim, saímos do eixo norte-americano de sempre.

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  6. Não sabia que era um infanto juvenil, a capa me remete a algo mais adulto.
    O que mais me chama atenção é essa abordagem da cultura nigeriana; não conheço, então será incrível saber mais.

    Beijos

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  7. Embora eu ainda não tenha lido HP e certamente está na lista dos desejados, fiquei tri curiosa para conhecer a sua "versão afro". O que pode ter me deixado um pouco receosa é em relação a narrativa vir de um adolescente, as vezes a escrita fica pobre demais, mas isso depende muito, só lendo pra saber. Vendo a capa, nunca imaginei que pudesse esconder uma historia tao rica, principalmente em termos culturais. Bem original, desde que não caia no pecado de ser mais um plagio do que uma releitura.

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  8. Oi, Luíza!
    Eu levo sempre em consideração as idades dos personagens principais quando vou escolher minhas leituras, como já passei da casa dos vinte e cinco faz tempo histórias assim não costumam me interessar... deve ser por isso que não me interessei pela trama de Bruxa Akata, mas quem sabe depois de ler resenha sobre os próximos volumes da série eu acabe me interessado e decida arriscar a leitura e conhecer a história de Sunny?!
    Abraços!

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  9. Olá! Acho bem bacana que a autora tenha trabalhado a cultura africana, que torna a história única, não sei se seria um livro que eu leria neste momento, pois já passei dessa faixa etária há algum tempo, mas certamente é um livro que eu indico para os alunos aqui da escola em que eu trabalho.

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  10. Oi Luíza,
    O que mais chama atenção na sinopse de Bruxa Akata é a diversidade, pois o livro explora uma cultura diferente e pouco comentada no mundo literário. Eu, particularmente, ainda não li um livro que trouxesse esse tipo de temática e voltada para um público mais jovem. Quando se trata de fantasia, principalmente, as infanto-juvenis é difícil não comparar histórias, então as comparações com o universo de Harry Potter não são surpresa para mim. Acho que para um primeiro volume de uma série a autora seguiu bem as “regras”, ela ambienta o leitor na narrativa e apresenta os elementos que acredito serão usados e explorados nos próximos volumes. Talvez, para quem já tenha uma boa bagagem literária, este livro não surpreenda, mas para aqueles que estão se aventurando agora no gênero ou procuram por algo diferente, Bruxa Akata parece ser uma boa recomendação.

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  11. Eu gosto muito de literatura infanto-juvenil. O fato da mitologia africana ser explorada realmente é um ponto positivo e que me faz querer, imensamente, fazer a leitura. Como é um primeiro livro, tomara que os pontos fracos sejam superados nas obras seguintes, pois é uma ideia bem interessante. Um universo que tem muito pra se explorar. Estou lendo Harry Potter, tomara que seja somente uma inspiração, e que nos outros volumes o enredo trilhe seu próprio caminho.

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  12. Oi, Luíza!!
    Gosto muito de livros infanto-juvenil e desde o lançamento de Bruxa Akata fiquei bem curiosa para descobrir mais sobre essa história que parece ser bem interessante, principalmente por causa desse apelido Harry Potter nigeriano.
    Bjos

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  13. Olá, Luíza
    Desejo esse livro desde o seu lançamento.
    Gostei muito do enredo mesmo tendo semelhanças com Harry Potter que amo, quero ler e conhecer mais da cultura africana.
    E não importa minha idade adoro livros de outra faixas etárias, beijos!

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