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7.8.19

Máquinas Como Eu [Ian McEwan]

Ian McEwan
Cortesia do Grupo Companhia das Letras

A Londres de 1982 deste livro é um pouco diferente de nossa realidade: a Grã-Bretanha perdeu a Guerra das Malvinas; a primeira-ministra Margaret Thatcher tem seu poder desestabilizado pelo líder esquerdista Tony Benn; e, aspecto mais importante, o matemático Alan Turin, que vive sua homossexualidade abertamente, é enaltecido por suas extraordinárias contribuições para o avanço da tecnologia, influenciando desde a disseminação da internet até a criação dos primeiros humanos sintéticos.

Máquinas Como Eu
Título: Máquinas Como Eu
Autor: Ian McEwan
Tradutor: Jorio Dauster
Editora: Companhia das Letras
Gênero: Ficção científica
Páginas: 317
Edição:
Ano: 2019
Onde comprar: Amazon

Nesse mundo tão diferente do nosso, Charlie Friend é um daqueles homens que passam pela vida sem muito empenho ou entusiasmo, e sua lição mais significativa que tirou de sua formação em antropologia foi a relativização de seu senso moral. Na sua rotina de ganhar e perder dinheiro no mercado de ações e em investimentos não muito seguros, ele usa a herança que recebeu da mãe para comprar Adão, um dos vinte e cinco primeiros humanos sintéticos disponibilizados no mercado.

Apaixonado por sua vizinha de apartamento, uma jovem estudante atormentada por um segredo do passado, Charlie a convida para juntar-se a ele na programação da personalidade do androide recém-comprado. Um triângulo amoroso em que a mulher é “disputada” pelo amor de um humano e um androide? Claro, por que não?

“Mas não é sobre folhas e árvores. É sobre máquinas como eu e gente como vocês, e nosso futuro juntos… a tristeza que está por vir. Vai acontecer. Com aperfeiçoamentos ao longo do tempo… nós o superaremos… e duraremos mais que vocês...”

É interessante, na verdade, e, ao mesmo tempo, uma tecla constantemente batida: o que nos torna humanos? Nossa aparência? Nossa racionalidade? Nossa subjetividade? A capacidade que tempos de aprender? É possível que uma máquina seja capaz de entender o coração humano?

Esse cara, Ian McEwan é um escritor a ser adorado e também temido. Suas tramas são excelentes (este é o segundo livro que leio dele), e sua escrita é muito bem trabalhada, e é difícil encontrar alguma falha nas suas construções. Ele te envolve, te prende e depois te atropela com uma reviravolta que deixa a todos os envolvidos (personagens e leitores) atordoados. É incrível, sério.

comentários pelo facebook:

16 comentários em "Máquinas Como Eu [Ian McEwan]"

  1. Já li muito a respeito da escrita do autor, e dizem que essa parte de ficção científica com ele é simplesmente uma loucura sensacional. Parece que ele nunca falha nas suas criações. Dá para ver por esse livro. Claro que eu quero muito poder ler.

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  2. Já ouvi e li a respeito do trabalho do autor e mesmo não o tendo lido ainda, não é de deixar o queixo caído com uma resenha assim. Um enredo totalmente fora dos ditos normais. Um androide, dois humanos? Dá para pensar muito sobre isso.rs e não entender até que ponto estejamos partindo para isso de fato. Muitos de nós talvez já vivam assim, feito criações(divaguei)
    Com certeza, quero muito ter a oportunidade de conferir não somente este, mas também outros trabalhos do autor.
    Beijo

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  3. Realmente Ian é bem aclamado e reverenciado no mundo da literatura.
    Quanto a sua pergunta acho que nos torna diferentes são nossas emoções.
    O livro deixa muitas reflexões sobre como seria o convívio tão próximos com máquinas e robôs altamente tecnológicos

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  4. Olá Luíza!
    Gosto quando algum autor utiliza um fundo histórico alternativo para compor uma ficção científica, e aqui Ian parece fazer isso com excelência, numa narrativa dinâmica que prende o leitor do início ao fim. Além disso, percebe-se que Mcewan introduz uma série de conceitos para reflexão, indo ao encontro do se que se espera em uma obra do gênero.
    Beijos.

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  5. Uau, resenha maravilhosa!
    Nunca li nada do autor, mas dá para sentir através das suas palavras o quanto é uma obra completa e bem construída. Além de trazer vários questionamentos.
    Vou pensar seriamente em dar uma chance para o autor.

    Beijos

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  6. Oi, eu simplesmente adorei a premissa do livro, ele tem tudo para me render uma leitura incrível.
    Já me divertir muito com jogos que envolvem robos/humanos sintéticos. Acredito que dá para criar muita história interessante nesse mundo.
    Adorei a resenha, quando tiver uma graninha vou comprar.

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  7. Olá Luíza!
    Que história mais intrigante e inusitada. Nem consigo imaginar a caracterização desses personagens, mas as indagações do autor sobre o que nos torna humanos é bem interessante. Ainda não li nada de Ian, mas seus livros parecem dividir opiniões.
    Beijos

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  8. Olá! Estou impressionada com a criatividade e originalidade do autor, tenho certeza que nunca li nada parecido com essa história, achei a trama extremamente interessante.
    Já me deparei mais de uma vez com esse livro, mas nunca procurei me informar sobre o que ele de fato tratava, e agora que sei não vejo a hora de realizar essa leitura, que promete cativar da primeira a última página.
    Gostei dos questionamentos que o autor faz na obra, essa questão de o que diferencia uma máquina dos seres humanos e se existe a possibilidade de uma máquina conseguir entender o coração humano e entender completamente os nossos sentimentos.
    Ainda não li nada do autor, mas estou ansiosa para ler esse livro, que parece extremamente bem construído e envolvente ao ponto de atordoar o leitor.
    Muito obrigada pela indicação! Beijos!

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  9. Oiii ❤ Uau, que trama! Achei muito original todo esse enredo criado pelo autor, nunca li nada do tipo, então estou muito curiosa acerca dessa obra.
    Isso de tanto o personagem quando o robô se apaixonarem pela mesma mulher é um tanto bizarro, mas também muito intrigante. Estou curiosa pra ver como isso é, como é possível.
    Gostei bastante também dessa reflexão de "O que nos torna humanos?" Essa é uma questão muito atual e pertinente a nossa realidade, já que nossa sociedade está cada vez mais tecnológica.
    Isso de "Será que as máquinas podem realmente ter sentimentos" é algo a se pensar.
    Beijos ❤

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  10. Olá! É muito bacana quando um livro consegue nos envolver tanto assim, realmente é um tema que nos permite muita reflexão, o que afinal nos torna humano é uma questão pra lá de profunda e complexa, ainda não conheço a escrita do autor, mas fiquei bem curiosa.

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  11. Não conhecia o autor, mas ja pude perceber sua genialidade para a escrita. Um livro diferente de qualquer outro. Curti muito e preciso ler esse livro logo.

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  12. Olá!
    Não tinha conhecimento do autor mas a trama me pareceu bastante interessante. Adorei muito a historia onde envolve maquinas e o ser humano, é uma ótima distopia.

    Meu blog:
    Tempos Literários

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  13. Oi Luiza ;)
    Achei a premissa do livro bem diferente, e me lembrou um pouco o livro “Admirável Mundo Novo”. Nunca li nada do Ian McEwan mas já ouvi falar bem da escrita dele!
    A história me levaria um pouco para fora da minha zona de conforto, mas é isso que eu estou procurando muito esse ano haha
    Também adoro livros que fazem a gente se questionar, e a história do Charlie parece bem interessante. Espero poder ler!
    Bjos

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  14. Oi, Luíza!!
    Adoro um bom livro de ficção cientifica e fiqui bem intrigada e curiosa com relação a esse livro mesmo não tendo lido nada ainda do Ian McEwan. Sem dúvida é um livro bem interessante e gostei bastante da indicação.
    Bjs

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  15. Olá, Luíza
    Ainda não conheço a escrita do autor, mas tenho lido muitas resenhas de seus livros e minha curiosidade só aumenta para ler.
    Uma trama bem envolvente com humanos artificiais, com um fundo histórico real, uma personagem com um segredo, triângulo amoroso deve prender o leitor do início ao fim.
    Beijos

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  16. Oi, Luíza!
    Achei interessante, quero ler mais ficção científica ainda esse ano, e esse parece bom para começar.
    Legal levantar essas questões sobre o que nos torna humanos. Dizem que os livros desse autor traz muitas reflexões mesmo, quero ler vários de li, mas por enquanto, ainda não comecei nenhum.
    bjs

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