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5.1.21

Com Sangue [Stephen King]

[Stephen King

Cortesia do Grupo Companhia das Letras

Os entraves da escrita

Stephen King pode não ser unanimidade (toda unanimidade é burra já dizia o realista Nelson Rodrigues), pode não ser o melhor escritor do mundo, mas sem dúvida está entre eles. A maneira como ele nos envolve e nos carrega pelas palavras é indescritível.

Com Sangue
Título: Com Sangue
Autor: Stephen King
Tradutor: Regiane Winarski
Editora: Suma
Gênero: Contos, Terror
Páginas: 400
Edição:
Ano: 2020
Onde comprar: Amazon

O trecho abaixo nos mostra o quão antenado King costuma ser com tudo que o cerca (faça uma busca pelo nome Omar Mateen) e explica um pouco do porquê do nome deste livro: Com sangue (Suma, 400 páginas). Jogado todo confete que um fã como eu guarda desde a adolescência, tenho que confessar que este não é o melhor dele, longe disso, sem contar que tenho extrema resistência a seus contos, se bem que estes quatro contos estão mais para noveletas pela quantidade de páginas de cada um.

“Brad disse: "E tem as notícias. Pra cada clipe de mortes ou desastres que o vovô e eu coletamos, há outras centenas. Talvez milhares. O pessoal da imprensa tem uma frase: 'Qualquer notícia com sangue vende'. Isso porque as histórias pelas quais as pessoas mais se interessam são as de notícias ruins. Assassinatos. Explosões. Acidentes de carro. Terremotos. Maremotos. As pessoas gostam dessas coisas e gostam ainda mais quando tem vídeos de celular. Sabe as imagens das câmeras de segurança gravadas dentro da Pulse, quando Omar Mateen ainda estava matando as pessoas? Os vídeos tiveram milhões de visualizações. Milhões".”

Na primeira novela (não chamarei de conto) "O telefone do sr. Harrigan", o garoto Craig consegue seu primeiro trabalho como leitor particular de livros para um bilionário aposentado que foge dos holofotes para viver uma vida simples e sem badalação. Criam uma ligação de forte amizade. Todo antiquado, sr. Harrigan não é afeito a novas tecnologias, apesar disso ganha de presente de Craig um celular. E é através deste aparelho que Craig e o velho ficarão ligados para sempre extrapolando a morte.

Mais uma vez King insere algo fantástico em um universo comum e passa a trabalhar na personalidade de suas personagens. Em poucas palavras consegue dissecar os prazeres e a dores da adolescência.

“Uma semana depois, Kenny Yanko arrumou confusão com o sr. Arsenault, o professor de marcenaria, e jogou uma lixadeira nele. Kenny teve três suspensões durante seus dois anos na Gates Falls Middle; depois do meu confronto com ele no alto da escada, descobri que ele era tipo uma lenda. Mas aquilo foi a gota d'água. Ele foi expulso, e eu achei que meus problemas com ele tinham acabado. (...) Tenho total lembrança do que aconteceu depois. Não faço ideia de por que as lembranças ruins da infância e da pré-adolescência são tão claras, só sei que são. E essa lembrança é muito ruim.”

É uma boa novela. Seu desenvolvimento fica aquém de "O corpo" que nos deu o belo e poético filme "Conta comigo", ainda assim é leitura agradável, principalmente àqueles que estão iniciando no universo kingiano. Craig é perseguido pelo valentão da turma e tem o auxílio de sua professora preferida e outra ajuda especial do além para resolver suas pendências, graças ao celular presenteado.

“— Gente das ciências não está imune a superstições, Craig. Eu não acredito em mexer com o que não entendo. Minha avó dizia que uma pessoa não devia fazer uma pergunta se não quisesse resposta. Sempre achei esse um bom conselho..”

A novela "Com sangue" foi a que mais tive vontade de ler, não só por ser o título do livro, mas também por trazer novamente uma das personagens mais queridas de King - Holly Gibney (outra constante no universo de King, a interligação de inúmeras personagens de suas obras). Pra quem não conhece, Holly é uma investigadora particular com transtorno do espectro autista, transtorno obsessivo-compulsivo e síndrome de Asperger, que dificulta suas interações sociais, porém a faz superatenta a tópicos específicos e linhas de raciocínio além do normal.

Holly aparece pela primeira vez na trilogia "Mr. Mercedes" auxiliando o detetive Bill Hodges e é alçada ao protagonismo rapidamente e pelas palavras do próprio King era pra ser apenas coadjuvante, mas sua participação ganhou destaque e se tornou personagem de vida própria. Tanto o é que ela voltaria em um romance próprio, desvinculada de Bill em "Outsider" ao lado do atormentado detetive Ralph Anderson, à caça de El Cuco, ou melhor, o bicho-papão, um ser sobrenatural do folclore mexicano (mas que existe em várias culturas) que se alimenta do medo e do sofrimento das pessoas.

Nesta novela King retorna ao mesmo tema e Holly se depara com El Cuco em outra situação.

“Ele estica a mão, mas não parece surpreso quando Holly se recusa a apertar. Até a tocar nele. Ele se levanta e sorri de novo. É o sorriso que dá vontade nela de gritar.”

A aventura se dá quando em uma notícia da TV Holly nota uma mancha escura acima da boca do repórter que apresenta uma tragédia. Muito inusitado não é? Mas para alguém com raciocínio e observação extraordinários isso pode acontecer.

A tragédia acontece em uma escola, após um entregador deixar uma caixa que se revela ser uma bomba, ceifando a vida de muitas pessoas, inclusive crianças. E quando há crianças envolvidas a comoção costuma ser mais abundante.

“(...) Quando o entregador sai, a sra. Keller pega um garoto zanzando pelo corredor no horário de aula (sem autorização, mas ela deixa passar dessa vez) e o manda levar a caixa para o depósito que fica entre a biblioteca e a sala dos professores do primeira andar. Ela conta ao sr. Griswold sobre o pacote durante o almoço. Ele diz que vai levar para a sala de aula às três e meia, depois do último sinal. Se ele tivesse levado no almoço, a carnificina poderia ter sido ainda pior.
(...) A polícia vai dizer que aquelas coisas poderiam ter passado despercebidas por qualquer um e que ela não tem motivo para se sentir responsável. Mas ela se sente. Os protocolos de segurança da polícia, como as câmeras, a porta principal que fica trancada durante o horário de funcionamento da escola, o detector de metais, são bons, mas são só máquinas. Ela é (ou era) a parte humana da equação, a guardiã do portal, e falhou com a escola. Falhou com as crianças.
A sra. Keller sente que o braço que perdeu vai ser só o começo da sua expiação.”

Ao ler este trecho fiquei entorpecido, mais uma vez King havia me pegado. Porém, com o passar da narrativa fui ficando incomodado, não pelo ritmo ágil, mas porque parecia que esta novela poderia ter sido parte do livro "Outsider", algo não aproveitado. E eu fui desanimando. E volto a afirmar que não sou entusiasta das histórias curtas do mestre. Gosto mesmo é de me envolver com suas narrativas longas, quilométricas, bíblicas.

Na novela "Rato" temos Drew Larson às voltas com um bloqueio de escritor, daqueles em que as palavras não aparecem, ou ao contrário, há uma enxurrada de palavras, mas nenhuma parece fazer sentido no papel.

“Normalmente, as ideias para as histórias de Drew Larson vinham (nas ocasiões cada vez mais raras em que vinham) um pouco de cada vez, como gotas de água tiradas de um poço que estava quase seco. E sempre havia uma cadeia de associações que ele podia rastrear até alguma coisa que tinha visto ou ouvido: um lampejo do mundo real.”

Sempre que o mestre lança mão da metalinguagem (utilização da escrita para falar sobre a escrita), penso que o faz para falar de si mesmo, de seus fantasmas criativos, de suas dificuldades e do conforto que o sucesso pode proporcionar a quem o alcança.

Novamente há a introdução de um elemento fantástico que parece até lisérgico - Drew em uma noite de febre muito alta se depara com um rato que começa a conversar e lhe faz uma proposta ao estilo de "Fausto", para que o mesmo alcance o sucesso. Ele topa e as consequências o atormentam, já que assim como o clássico "A pata do macaco" de W. W. Jacobs, o preço a ser pago é terrível.

“Drew foi até a porta, soltou o trinco e a abriu. Ergueu o lampião Coleman. Não havia ninguém. Quando estava prestes a fechar a porta de novo, ele olhou para baixo e viu um rato. Devia ser um rato comum, não enorme, mas bem grande. Estava deitado no capacho puído, uma das patas — rosada, estranhamente humana, parecendo a mão de um bebê — esticada e ainda arranhando o ar. O pelo marrom e preto estava cheio de pedacinhos de folhas, galhos e gotículas de sangue. Os olhos pretos saltados estavam voltados para ele. A lateral do corpo oscilou. A pata rosa continuou arranhando o ar, assim como tinha arranhado a porta. Um som minúsculo.”

É a novela que menos me chamou a atenção. Enfim, o que tenho a dizer destas três primeiras novelas é que em minha humilde visão de fã são apenas "mais do mesmo". Não fizeram meus olhos brilharem e minha mão pesada quando se trata do mestre daria nota bem baixa ao conjunto.

Mas King consegue tirar um coelho da cartola, mesmo em meio a tanta coisa comum. E ele vem em forma da novela "A vida de Chuck", prosa poética, é a redenção de um livro que rolava morno. Seus ganchos geniais estão engatilhados e nos faz correr ansiosos à próxima página.

“(...) Ele tem uma esposa a quem é escrupulosamente fiel e um filho inteligente e bem-humorado no ensino fundamental II. Também tem nove meses de vida, mas ainda não sabe disso. A semente do fim dele, o lugar em que a vida se encerra, está plantada fundo, em um lugar que nenhum bisturi de cirurgião pode alcançar, e começou a despertar recentemente. Em pouco tempo , vai brotar.”

Nesta novela King se permite experiências inclusive estruturais, com narrativa de trás para frente. Do fim do mundo à infância de Chuck. A técnica o mestre domina e o formato inusitado faz com que se renove meu olhar diante de suas palavras. Vou tentar resumir:

Ato III: Marty Anderson ama sua ex-esposa Felicia. O mesmo diria dela. Não vivem mais juntos, mas o amor permanece. O mundo está em colapso e inevitavelmente as coisas hão de piorar. A internet está agonizando, a energia elétrica idem. Antes do fim Marty vê na TV algo incomum — a imagem de um homem sorrindo segurando a caneta na mão com uma cicatriz. Acima da imagem o nome Charles Krantz. Abaixo da imagem a frase '39 ótimos anos! Obrigado, Chuck!'

Mas quem seria Chuck e por que esta imagem começa a aparecer em todo canto? Marty e Felicia se encontram e observam pasmados o céu, vendo as estrelas se apagarem até que a via láctea se apaga totalmente, é o fim. Enquanto isso Chuck, em um hospital, dá seus últimos suspiros.

Ato II: Chuck, um contador simples, pequena engrenagem do banco Midwest Trust, caminha pelas ruas de Boston, feliz por ter sido enviado a uma reunião com todas as despesas pagas. Cruza com Jared, um baterista que se apresenta nas ruas em troca de uns trocados no chapéu que coloca no chão. Estaca, afrouxa a gravata e começa a dançar arrancando aplausos dos transeuntes. O dinheiro chove no chapéu. Ele arrasta Janice que passava pelo local e que havia acabado de levar um fora do namorado depois de um ano e quatro meses juntos. Eles arrasam.

“Mais tarde, ele vai deixar de perceber a diferença entre andar e dormir e vai entrar em um submundo de dor tão grande que ele vai questionar por que Deus fez o mundo. mais tarde, ele vai esquecer o nome da esposa. O que vai lembrar (ocasionalmente) é ter parado, deixado a pasta no chão e começado a mover os quadris com a batida da bateria, e ele vai pensar que foi por isso que Deus criou o mundo. Só por isso.”

Ato I: Chuck, criança está animado com a chegada de uma nova irmãzinha. Mas a vida dos pais tem fim em um trecho congelado da pista do viaduto da I-95. Ele é criado pela avó que lhe ensina os primeiros passos de dança, mas ele nem precisa muito, nasceu com o dom.

Não quero mais abrir nada sobre esta novela que encheu meu coração de vida, música, esperança e amor. Tudo se encaixa e tudo faz sentido no final. É uma pequena amostra do King maduro, voltado a questões emocionais, à finitude da vida e ao que vale a pena ser vivido. Tenho por mim que por esta novela a leitura do livro já deixaria de ser mera leitura.

Recomendo o livro com ressalvas aos fãs, mesmo aos mais xiitas e àqueles que querem viajar através das palavras de um bom livro e ainda não conhecem o mestre.

16 comentários em "Com Sangue [Stephen King]"

  1. King é mestre, sem dúvida nenhuma, no gênero de terror.
    Mesmo não sendo o melhor trabalho dele, Com Sangue tem inúmeras qualidades e contos de arrepiar.
    Feliz de ver Holly tendo seu protagonismo merecido

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  2. Eu sou fã assumida das letras do Mestre King, mas sei bem que este livro não é um dos mais elogiados do autor. Aliás, ouso dizer que passou bem longe disso.
    Ele está na minha listinha de mais desejados e sim,eu tenho muita esperança de ter essa ligação. O bacana nos livros de contos é isso de um funcionar muito e outro nem tanto. E por aí, se vai rs
    Quero muito ler, nem que for pra suspirar no final e passar pano pro Mestre, afinal, é o Mestre!
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na Flor

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  3. Oi, Rodolfo! Stephen King está entre os meus autores favoritos. A escrita dele é magnetismo puro e a construção dos personagens é incrível! Livros de contos eu li apenas Escuridão total sem estrelas e gostei bastante. Apesar de esse não ser tanto elogiado, quero mto ler e conhecer, principalmente, o conto A vida de Chuck.

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  4. Olá, Rodolfo
    Ainda não conheço a escrita de King, mas já li muitas resenhas de seus livros e os filmes baseados em livros dele.
    Pude perceber que ele consegue inserir vários elementos nas tramas, personagens reais que podem estar envolvidos em outros livros dele. Ele não tem papas na língua e aborda muitos temas em seus livros sempre com aquele toque de sobrenatural.
    Claro que vai para a lista de desejos, beijos.

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  5. Nunca cheguei a ler nada do Stephen, mas sempre que vejo uma resenha fico super animada porque SEMPRE vejo pontos positivos e isso acaba me animado, já coloquei alguns na minha lista de leitura desse ano, espero que eu consiga :)
    Primeiro que eu acho a capa linda; segundo que acho as histórias desse livro sensacional, já vi umas duas resenhas ano passado e sempre fico admirada com a excepcionalidade do autor. Já vi muitas pessoas reclamarem de contos, mas abrem um espaço para o King.

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  6. Rodolfo!
    Acredito que é muito de gosto, mas os que gostam do gênero, gostam de King, com certeza.
    Ao contrário de você, gosto de contos, são mais curtos e mesmo que não possamos nos apegar às personagens, sempre tem algo a dizer e pelo que falou, aqui são maiores que contos, então... melhor.
    Amo suas análises concisas e corretas.
    cheirinhos
    Rudy

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  7. Oi Rodolfo!
    Eu nunca fui fã de contos, confesso. Mas se tratando do tio King não tem como não gostar!
    Esse já está na meta de leitura desse ano haha
    Beijos
    Quanto Mais Livros Melhor

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  8. Os livros dele parecem fazer jus à fama dele de "mestre" como um dos melhores autores, mas ainda não li nada dele. Tenho curiosidade para conhecer suas obras, mas não sei por qual começar e nem sou fã de contos. Que bom que você indicou essa "novela" haha.
    Beijos

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  9. Em primeiro lugar sou comprado por Stephen King e admiro muito ele. Li a hora do lobisomem e o início de it dele e me apaixonei. E já ouvi falar muito bem de seus contos. Então confesso que gostaria de ler esse livro maravilhoso e tirar minhas próprias conclusões. Achei sua resenha linda e verdadeira destacou os pontos mais chamativos ao seu ver e os não tão chamativos. Salientou tudo com perfeição. Amei.

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  10. Oi, Rodolfo!
    Não li nada do Stephen King, mas tenho curiosidade em conhecer sua escrita... Quem sabe esse ano aconteça?!
    Vou tentar me lembrar de começar a conhecer a escrita dele por Com Sangue, já que você disse que esse não é o melhor livro dele...
    Ah, fiquei muito curiosa em relação a novela "Com sangue", não conheço a personagem Holly mas sempre me interesso por histórias onde o personagem tem síndrome de Asperger.
    Bjos, valeu pela dica!

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  11. Gosto muito da escrita de King e já li vários livros dele. Esse livro em particular é bem diferente do que estamos habituadas a ler, mas mesmo assim tem cada história de bater aquele medinho. Gostaria de ler esse livro, se fosse outro autor, talvez não chegaria perto, mas sendo Kink, vale a pena.

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  12. Suas palavras são carregadas de paixão e admiração. Mesmo não sendo o melhor do King, dá para sentir que foi uma boa experiência.
    Eu ainda não li, acho que esse não é o ideal para mim, mas gostei de conhecer sua opinião sobre os contos.

    Abraços

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  13. Não conheço a escrita do King ainda mas quero muito conhecer não por essas novelas porque não me interessei mas pelos livros de terror.
    O mestre King muito elogiado nas resenhas do Instagram mas ele também tem contos não tão bons, e ainda mais vocês elogiando tanto a escrita dele nessas três noveletas.

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  14. OLA
    o unico livro desse autor que tenho é A espera de um milagre ,tenho ha muito tempo mas ainda não li .
    Mas não sou fã do genero que ele escreve ,sei que é um escritor muitissimo conceituado .se encontrar algum outro livro dele que não seja terror eu me arriscaria a ler sim .

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  15. Olá Rodolfo!
    Uma das características que mais admiro no autor (e devo ressaltar que tudo que sei a seu respeito foi coletado através de resenhas dos seus livros) é o fato de seus universos serem interligados, com personagens de um livro aparecendo para dar um "oi" em outro. Realmente não sei o porque desse fetiche da sociedade por notícia ruim, por sangue, se me mostram um vídeo de acidente/assassinato/espancamento etc. eu já desmaio, me recuso a ver por vontade própria algo desse tipo. Infelizmente isso me impede de ler as histórias de King, mas sigo a par da sua genialidade através das resenhas.
    Beijos

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  16. Olá! Sobre o livro até gosto da ideia de contos (ou novelas), afinal acho (torço) que o sofrimento seria menor, por serem histórias mais curtas e tal, ainda não li nada do autor, então não sei exatamente o que esperar da sua escrita, apenas que a leitura, certamente, será muito boa.

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