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14.5.15

Uma História de Amor e TOC [Corey Ann Haydu]

Corey Ann Haydu
Ed. Galera Record, 2015 - 320 páginas:
      Bea foi diagnosticada com transtorno obsessivo-compulsivo. De uns tempos pra cá, desenvolveu algumas manias que podem se tornar bem graves quando se trata de garotos! Ela jura que está melhorando, que está tudo sob controle. Até começar a se apaixonar por Beck, um menino que também tem TOC. Enquanto ele lava as mãos oito vezes depois de beijá-la, ela persegue outro cara nos intervalos dos encontros. Mas eles sabem que são a única esperança um do outro. Afinal, se existem tantos casais complicados por aí, por que as coisas não dariam certo para um casal obsessivo-compulsivo? No fundo, esta é só mais uma história de amor e TOC. 

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Talvez fosse mais correto chamar o livro de “Uma história de TOC e amor” porque o foco central é o Transtorno Obsessivo Compulsivo e o romance entre dois jovens com TOC é apenas mais um tema abordado pela autora.

Impossível não lembrar de “A culpa é das estrelas” pelo fato de grande parte da trama se passar em meio à terapia de grupo mas as coincidências terminam por aí.

A história é narrada por Bea, de 16 anos, que depois de casos de ansiedade foi diagnosticada como portadora de TOC e sua terapeuta recomenda a terapia em grupo. Nesse grupo, formado por jovens, ela reencontra Beck, um garoto bonito que ela já tinha encontrado em uma festa da escola.

A aproximação entre os dois é inevitável, mas eles têm que lidar com situações incômodas, como o fato do menino lavar as mãos oito vezes seguidas e ser viciado em exercícios físicos, o que torna os encontros um tanto tensos.

Por sua vez, Bea tem problemas em dirigir e volta inúmeras vezes ao mesmo lugar, para averiguar se não atropelou ninguém. Só que as coisas começam a ficar mais complicadas quando ela começa a seguir um casal e acha que algo de muito ruim pode acontecer (com ela, com eles, com o mundo!) se ela não verificar constantemente se eles estão bem.

Em certos momentos a leitura fica angustiante porque sentimos a agonia de Bea em saber que está exagerando mas por outro lado, não conseguindo evitar a compulsão de fazer determinadas coisas.

Apesar de não ter origem física, o TOC acaba tendo reflexos físicos, como a automutilação, em maior ou menor grau e todos do grupo sentem isso.

É uma boa história que se fixa principalmente na terapia de grupo, nos momentos em que Bea está com Lisha, a melhor amiga e na narração dos momentos de compulsão, propriamente ditos.

Não tem qualquer traço de humor na história mas também não é nada muito dramático. Angustiante seria uma boa palavra para descrever o livro porque vemos a luta dos personagens para superar suas compulsões.

É uma leitura rápida e recomendo para aqueles que gostam do estilo, mas sem esperar grandes reviravoltas ou um foco mais intenso no romance.

Cortesia da Editora Record

Paranaense, administradora financeira e mãe. Não consigo imaginar minha vida sem os livros e leio por puro prazer, vivendo histórias e conhecendo novos lugares e pessoas a cada página aberta.

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comentários pelo facebook:

13 comentários em "Uma História de Amor e TOC [Corey Ann Haydu]"

  1. Eu estava bem animada para ler esse livro, mas depois de ler tantas resenhas não tão boas sobre ele, acabei desistindo.
    Gosto de livros intensos, e de livros desse tipo que não focam tanto no romance, mas na doença mesmo. Livros rápidos e leves eu tenho de montes aqui em casa, e esse ~provavelmente~ não vai entrar pra pilha de leitura.
    Beijos!

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  2. Oi, Vanilda!
    Que bom saber que esse livro foca mais no TOC que no romance, pois foi o fato da história tratar dessa doença foi o motivo de me interessar.
    Muito boa a resenha! Abraços!!

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  3. Mesmo não focando tanto o romance, acredito que esse livro é daqueles em que você passa por um turbilhão de sentimentos durante toda a leitura, né. Gosto muito disso. O tema também me chamou muita atenção, até por eu não ter tanto conhecimento sobre essa doença e por ser bem realista. Quero ter a oportunidade de ler, com certeza.

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  4. A estória do livro me parece ser bem legal, mas não leria. Dei um tempo em romance, mas espero voltar ler em breve.

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  5. TOC é uma doença séria, e gostei do modo que a autora a tratou, tive TOC em minha adolescência - apenas uma pequena parcela da doença comparada as dos protagonistas do livro - e tenho uma pequena noção de como essa doença afeta as pessoas...

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  6. Oi Vanilda!
    Sabe que eu não associei a ACEDE em nenhum momento, mesmo com as terapias em grupo?
    Me enganei bastante com esse livro com base na sinopse, achando que ele seria divertido, então demorei para me envolver, mas depois curti. Gostei de como a autora conseguiu nos fazer sentir o que os personagens sentiam.
    Beijos,
    alemdacontracapa.blogspot.com

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  7. Vanilda!
    O que acho bom é trazer o assunto TOC à tona, porque deve mesmo ser bem angustiante quem sofre desse mal.
    E gostei também de saber que o livro se passa na terapia de grupo, porque dá suporte ao reconhecimento da doença.
    Deve ser bem complicado um relacionamento entre duas pessoas com a doença...
    Bom domingo!!
    “A vida apesar de dura é mágica, por isso sempre acredite no inesperado.”(Maria Miranda)
    Cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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  8. Eu acabei não gostando tanto do livro. Apesar de gostar muito desse gênero achei que colocar personagens demais com doenças ficou um pouco demais para a história. No começo do livro achei a Bea super legal mas no decorrer da história comecei a achar ela um pouco chata. É claro que algumas atitudes tomadas são por conta da doença, mas não sei. Não foi um livro muito cativante para mim.

    Beijos!
    http://www.prateleiracolorida.com.br/

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  9. Só em ler essa resenha, já deu pra perceber que deve ser angustiante acompanhar esses protagonistas. Principalmente a Bea. Fiquei imaginando que seria algo mais romântico e leve, mas vi que essa parte de TOC é mais abordada. Mesmo assim, acho que deve ser uma boa leitura.

    @_Dom_Dom

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  10. Gosto de livros assim, que nos fazem sentir a dor do outro, nos colocarmos no lugar dos personagens. A história parece incrivelmente sensível. Fiquei muito interessada.
    Não tinha nem ouvido falar do livro, mas anotei a dica e lerei assim que possível.
    bjs

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  11. Até acho interessante histórias sobre o TOC, li um thriller esse ano em que a personagem sofria desse mal e achei muito mas, esse livro em si não me chama a atenção. Acho que foca muito só no transtorno, de modo que pode ser uma leitura chata, no meu gosto pessoal.

    beijos
    Pobre Leitora

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  12. Quando li a sinopse desse livro, achei que seria só um romance bem fofinho. Não imaginei de verdade que abordaria tanto o tema TOC. Mas foi bom saber que a autora deu bastante enfoque nele. Entender como esse transtorno funciona nos ajuda a lidar melhor com as pessoas que os tem, e até a tentar ajudá-las. Li há pouco tempo um livro que o personagem principal sofria muito com TOC e ter uma pessoa a sua volta que percebeu o problema e o incentivou a procurar ajuda foi bem decisivo.

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  13. Não gosto de ler livro sick-lit, apesar de achar o tema do livro TOC válido e diferente. Não lembro de ter visto o tema em livros, só em séries de TV como Monk.

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