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9.8.18

O Bebê de Rosemary [Ira Levin]

Ira Levin
Ed. Amarilys, 2014 - 224 páginas
- "Rosemary Woodhouse e seu marido Guy, um ator que luta para se firmar na carreira, mudam-se para um dos endereços mais disputados de Nova York, o Bramford, um edifício antigo de ares vitorianos, habitado em sua maioria por moradores idosos e célebre por uma reputação algo macabra de incidentes misteriosos ao longo da história. Sem demora, os novos vizinhos, Roman e Minnie Castevet, vêm dar boas-vindas aos Woodhouse. Apesar das reservas de Rosemary com relação a seus hábitos excêntricos e aos barulhos estranhos que ouve à noite, o casal idoso logo passa a ser uma presença constante em suas vidas, especialmente na de Guy. Tudo parece IR de vento em popa. Guy consegue um ótimo papel na Broadway, e novas oportunidades não param de surgir par a ele. Rosemary engravida, e os Castevets passam a tratá-la com atenção especial. Mas, à medida que a gestação evolui e parece deixá-la mais frágil, Rosemary começa a suspeitar que as coisas não são o que parecem ser."

Onde comprar:

Anticristo pop

Antes do amedrontador “Horror em Amityville”, antes de “A profecia”, antes até do clássico “O exorcista”, existiu um livro que mexeu com o imaginário popular a tal ponto que se tornou icônico, terror e tensão em doses cavalares. Trata-se de O bebê de Rosemary (Amarilys, 224 páginas) de Ira Levin, autor também conhecido pelo livro “Os meninos do Brasil”.

Friedrich Nietzsche
Para entendermos as circunstâncias que governam o lançamento deste livro e os desdobramentos posteriores que causaram tanta estranheza é preciso retornar no tempo, precisamente ao tempo de Nietzsche, filósofo que afirmou: “Deus está morto!”. Em sua época, religiosos escandalizados e ingênuos de plantão não entenderam a afirmativa, mas ela deu frutos.

O mago, bruxo, ou seja lá o que for, Aleister Crowley, no início do século XX, inspirado por Nietzsche e pervertendo alguns conceitos seus, funda uma doutrina chamada Thelema, com instruções que contrariavam os valores morais e religiosos vigentes, defendendo com unhas e dentes o hedonismo, a liberdade pessoal, sexual e espiritual através da máxima “Faze o que tu queres há de ser o todo da Lei. O amor é a lei, amor sob vontade”.

Aleister Crowley
Não pensem vocês que ninguém o tenha levado a sério. Só para se ter ideia de quão influente este personagem se tornou basta dizer que suas palavras atingiram em cheio formadores de opinião que o elegeram ídolo da contracultura. Inspirou inúmeros personagens, entre eles, Adrian Marcato do livro de Ira Levin. Tornou-se o queridinho de inúmeras bandas e roqueiros, tais como Led Zeppelin, Rolling Stones, Iron Maiden, Black Sabbath, Daivd Bowie, The Beatles (que lhe dedicaram o álbum “Sargent Pepper’s Lonely Hearts Club Band” – ele é um dos personagens da capa), entre outros. No Brasil, entre seus seguidores e divulgadores da doutrina estão Paulo Coelho e Raul Seixas, basta ouvirmos “Sociedade Alternativa”, “A Lei”, “Loteria de Babilônia” e “Novo Aeon” para identificarmos a Thelema.

Das ideias incomuns e algumas vezes exdrúxulas surgem mais frutos e nem todos seriam bons. Anton Lavey (este personagem irá retornar com força mais tarde) inspirado por rituais de Crowley cria na Califórnia a Igreja de Satã, arrastando famosos hollywoodianos como Sammy Davis Jr., Jayne Mansfield e, diz a lenda, o casal Roman Polanski e sua esposa Sharon Tate. Outro personagem, fruto apodrecido, que futuramente se ligaria aos fatos seria o cruel Charles Manson, frequentador da OTO (Ordo Templi Orientis), reformulado por ninguém menos que Crowley.

Capa revista Time - Abril de 1966 - Is God dead?
(Deus está morto?)
Em abril de 1966 a capa da revista Time retorna com a grande questão levantada por Nietzsche. O final dos anos 60 seria tido como o prenúncio do próprio Apocalipse, senão vejamos: “A Primavera de Praga”, “A Guerra do Vietnã”, o assassinato de Martin Luther King são alguns exemplos. O interesse pelo sobrenatural chegaria de forma avassaladora, trazendo consigo grandes admiradores do oculto.

Após este enorme preâmbulo que se ligará ao livro no final, podemos dar início ao livro propriamente dito. O bebê de Rosemary foi lançado em 1967 em meio a este turbilhão apocalíptico. Partindo da premissa simples, porém assustadora, da busca de uma “barriga” para conceber o anticristo, Ira Levin arquiteta um enredo claustrofóbico para ser lido em um ou dois dias, conciso, objetivo, preciso. A temática é a mesma para todos os livros de terror que viriam em seguida – família sem religião é envolvida por forças malignas e sobrenaturais tendo como única esperança voltar-se fervorosamente a própria religião.

O jovem casal Rosemary e seu marido Guy, um ator sem prestígio que ganha a vida participando de comerciais sem expressão procuram um lugar para morar. Com os ventos da “sorte” soprando a favor, conseguem alugar um apartamento no famoso Bramford, edifício com fama macabra devido a incidentes mal explicados de seu passado.

Morando lá conhecem alguns vizinhos, entre eles o velho casal de hábitos estranhos Roman e Minnie Castevet. A partir daí suas vidas mudarão e para pior. Estes vizinhos lentamente vão se imiscuindo em suas vidas assustando Rosemary que tem um sonho (visão) simbólico:

(...) “Qualquer uma! Qualquer uma!”, dizia a Irmã Agnes. “Basta ser jovem, saudável, e não ser virgem. Não precisa ser uma piranha viciada em drogas tirada da sarjeta. Eu já não disse isso desde o início? Qualquer uma, desde que seja jovem, saudável e não seja virgem.”

Cena do filme - Rosemary nota os arranhões
O sonho de Rosemary é ter filhos, mas Guy não pensa nisso, afinal de contas luta por um lugar ao sol e egoisticamente não quer pensar em mais nada além de sua própria carreira. Porém, em uma noite regada a álcool em que Rosemary mal tem lembranças algo inexplicável acontece.

“Como eu sonhei!”, ela disse, esfregando a testa e fechando os olhos. (...) Abriu os olhos e viu arranhões no seio esquerdo; duas riscas vermelhas paralelas muito finas que iam até o bico do seio. As coxas ardiam; empurrando o cobertor, viu mais arranhões por todo o corpo, uns sete ou oito.
“Não precisa gritar”, disse Guy. “Já cortei as unhas.” E mostrou as pontas dos dedos com as unhas aparadas e lixadas.

Abruptamente a vida do casal começa a melhorar, a carreira de Guy deslancha, logo depois de obter um papel na Broadway, substituindo o ator principal acometido de uma estranha doença. Inúmeros convites para atuar não param de chegar. Como se não bastasse Rosemary tem seu sonho realizado – está grávida. Mas Guy começa a agir de forma inusitada.

Cena do filme
Agora que deveria estar feliz, ele parecia apreensivo e angustiado. Nada nele se mexia, exceto a mão que segurava o cigarro, e os olhos. Os olhos a seguiam pelo apartamento de modo tenso, como se ela fosse perigosa. “Alguma coisa errada?”, ela perguntou dezenas de vezes.

Uma ligação da irmã preocupada, após uma sensação estranha que sentiu, consegue fragilizar ainda mais Rosemary.

“Eu estou o dia inteiro com uma sensação tão esquisita, Rosemary. De que alguma coisa aconteceu com você, um acidente, sei lá. E que estava muito machucada. No hospital.”
(...) “E me diz: Você foi ver o Papa?”, ela perguntou. “Imagino que deve estar uma tremenda agitação por aí.”
(...) “Religião, agora, não significa mais muita coisa para mim”, Rosemary disse.

Entra em cena a religião, ou melhor, o sofrimento pela falta dela.

Se ao menos ainda conseguisse rezar! Como seria bom poder recorrer novamente a um crucifixo e aos ouvidos de Deus: pedir a Ele uma travessia segura pelos oito meses restante, nada de sarampo, por favor, nem novas drogas com efeitos colaterais tipo Talidomida. Oito meses tranquilos e serenos, por favor, sem acidentes, sem doenças, e cheios de energia, bastante leite e muitos banhos de sol.

Capa do livro idêntica ao do filme
As dores constantes durante a gravidez começam a minar a saúde de Rosemary.

Só que as dores não desapareceram; elo contrário, foram piorando, piorando, como se alguma coisa dentro dela estivesse sendo apertada cada vez mais fortemente por um fio até parti-la em dois. A dor durava horas; então se passavam alguns minutos relativamente sem dor, que pareciam apenas o tempo de a dor reunir forças para um novo ataque. A aspirina quase não fazia efeito, e Rosemary tinha medo de exagerar na dose. O sono, quando finalmente vinha, era acompanhado por pesadelos angustiantes nos quais ela enfrentava aranhas enormes que a atacavam no banheiro, ou tentava desesperadamente arrancar pela raiz uma moita escura que brotara bem no meio do tapete da sala. Despertava exausta, com dores ainda mais lancinantes.

Os acontecimentos a sua volta, a atenção especial do casal Castevet, os conselhos e remédios incomuns receitados por seu obstetra Sapirstein (indicado pelo casal excêntrico) e a dor que não lhe dá trégua, faz com que Rosemary comece a suspeitar que há algo maligno pairando sobre sua cabeça.

Roman Polanski e Sharon Tate
Ela já vinha comendo carne mal passada; mas agora comia a carne quase crua – grelhada apenas o suficiente para eliminar o frio do refrigerado e selar o sumo.
As semanas que antecederam os feriados e o próprio período de festas foram tenebrosas. A dor recrudesceu, a sensação de estar sendo triturada por dentro era tão forte que alguma coisa nela deixou de funcionar. (...) Até então a dor estivera dentro dela; agora era como se ela, Rosemary, é que estivesse dentro dela, da dor. A dor era o ambiente à sua volta, era o tempo, era o mundo inteiro. Entorpecida e exausta, passou a dormir mais, e também a comer mais – mais carne quase crua.

A descoberta da maternidade, o tempo da concepção, um dos mais belos, senão o mais belo da vida de uma mulher, mais o instante sublime do nascimento são revestidos da assombrosa percepção de que algo sobrenatural e maligno se encontra à espreita, esperando por seu momento triunfal. É arrepiante e tenso, muito tenso.

A prisão de Charles Manson no final de 1966
Em 1969 é lançado o filme de sucesso baseado na obra de Ira Levin tendo como diretor Roman Polanski. É aí que acontecimentos enternecedores começam a acontecer de forma vertiginosa. Em menos de um ano do lançamento do filme, a esposa de Roman Polanski, Sharon Tate, grávida de oito meses é brutalmente assassinada por jovens seguidores de ninguém menos que Charles Manson.

Manson acreditava que as canções dos Beatles continham mensagens ocultas que guiavam a ele e seus seguidores os quais chamava de “Família”, tanto que nas paredes da casa onde se deu o trágico acontecimento havia escrito com sangue nas paredes da casa “Helter Skelter”, “Political Piggy” e “Arrise”, frases das canções do famoso Álbum Branco.

A assassina de Tate, Susan Atkins, seguidora de Manson, havia sido seguidora de Anton Lavey (o tal fundador da Igreja de Satã) e um dos auxiliares do filme de Polanski que teria sido consultado em algumas cenas. E para completar o festival de bizarrices envolvendo livro e filme, o edifício Dakota Building (chamado de Bramford e onde foram rodadas as cenas) foi palco de um acontecimento histórico e melancólico – a morte do ex-Beatle John Lennon.

Edifício Dakota Building (Bramford)
Enfim, como curiosidade a primeira edição deste livro no Brasil vem com o nome de “A semente do diabo”. Há uma continuação pouco inspirada que só vale a pena para fãs xiitas.

O bebê de Rosemary é sem sombra de dúvidas fruto de seu tempo, mas continua nos aterrorizando até hoje, porque sem se utilizar de grandes efeitos e com uma temática realista nos faz acreditar que tudo aquilo poderia ter acontecido com a gente. É ou não é de arrepiar?


Rodolfo Luiz Euflauzino
Ciumento por natureza, descobri-me por amor aos livros, então os tenho em alta conta. Revelam aquilo que está soterrado em meu subconsciente e por isso o escorpiano em mim vive em constante penitência, sem jamais se dar por vencido. Culpa dos livros!
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comentários pelo facebook:

26 comentários em "O Bebê de Rosemary [Ira Levin]"

  1. Oi, Rodolfo,

    Partindo do princípio de que o livro reúne - de forma versátil e abismada - questões amplas e discutíveis (como seitas e religiosidade), essa é uma história e tanto, hein? Toda a situação da Rosemary é assustadora e estarrecedora.

    Entretanto, o livro não possui elementos que me atrairia facilmente.

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    1. cara Daiane, sempre tive vontade de ler este clássico, muito por já ter assistido ao filme. confesso que a temática também me atraia. mas mesmo se isso não lhe atiçar a curiosidade leia para observar como se cria um clima claustrofóbico sem muita violência, apenas com sugestões. bjos

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  2. Puxa, que resenha!!! Tá,um clássico como estes, merecia algo deste nível!!!
    Bem, há muito tempo acabei vendo o filme e para quem me conhece, sabe o quanto sou medrosa ao extremo.
    Na época,eu era bem nova e acabei vendo por ver, afinal, a direção do filme era de Polanski.
    Mas tempos depois, tentei ver novamente o longa e não consegui.
    Sou religiosa demais..rs então, sabe quando não combina??
    Por isso, desisti.
    Mas lendo agora essa resenha, deu muita vontade ler este grande clássico, ainda mais quando há tanta veracidade nos fatos que foram ocorrendo depois disso.
    Manson até hoje rende ótimas histórias e cenários.
    Se tiver oportunidade, lerei com certeza!!!
    Beijo

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    1. olá Flor, que delícia ler estas suas palavras carinhosas. tenho inúmeras travas religiosas também, melhorei bastante, mas carrego marcas. ainda assim acabei por ser atraído por livros assim, coisa inexplicável. digo de coração que o livro tem narrativa saborosa e o verdadeiro horror é sugerido, então dá pra ler sem maiores problemas (bom... pelo menos até perto de seu final rs). leia também. bjos

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  3. Olá, essa obra parece captar toda a essência do terror clássico, sem contar que parece ter havido toda uma extensa pesquisa para que o leitor pudesse ter uma experiência literária extremamente profunda, que vai abordando vários assuntos à medida que a história é contada, sendo impossível não ficar cada vez mais impactado nas viradas de páginas. Beijos.

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    1. sim Alison, é clássico e é de primeira qualidade. na verdade no livro não há esta abordagem digamos "mais profunda", mas achei por bem colocar na resenha para situar o livro num contexto histórico, espero ter conseguido. bjos

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  4. Olá Rodolfo! Estou pasma com essa resenha! Eu não sinto nem um pouco de vontade de ler uma obra que causou tanto mal. Esse é um exemplo de como a literatura e vários acontecimentos podem influenciar pessoas mais susceptíveis à alienação e leva-las a cometer várias atrocidades. É realmente uma obra impactante. Beijos

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    1. cara Aline, acho que o momento histórico levou aos acontecimentos e eles ao livro. é uma loucura não é, típico exemplo de inconsciente coletivo, teoria de Jung. este livro é atemporal e continua causando aquela sensação irracional que chamamos comumente de "medo". obrigado pelas palavras querida. bjos

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  5. Caramba!
    Mais um livro apresentado onde eu era um pequeno gafanhoto quando assisti o filme. Aliás, eu adoro esse filme. Certamente o livro deve ser mais assustador e perturbador, já que não há resumão para criação do roteiro. Estou gostando de vê que os livros de clássicos antigos estão ressurgindo das cinzas pra agraciar nossas noites, ou melhor, assustar nossas noites. rsrs
    Adorei a resenha migooooo!
    Bjos
    Nizete
    Cia do Leitor

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    1. eiiii Ni, você bem sabe que adoro a expressão "pequeno gafanhoto", rs. o livro tem um impacto diferente, um clima tenso e claustrofóbico que Polanski conseguiu traduzir, porém é a versão dele, a nossa vamos construindo com a leitura e nossa experiências de vida. resumindo: imperdível. bjossss

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  6. Iniciei a leitura da resenha me perguntando como nunca havia ouvido falar do filme ou do livro ao qual ele foi moldado. Achei bem sinistro. Provavelmente agora esse título não sairá da minha mente, hahah. Apesar de haver a possibilidade de eu nunca chegar a lê-lo, por não estar no meu terreno de leitura, tenho que confessar que achei a história muito bem trabalhada de um jeito impressionante. Gosto de ver clássicos ganhando um espacinho assim, existem tantas universos diferentes.

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    1. cara Alice, você provavelmente é da nova geração e não é pecado algum não ter ouvido falar de livro e filme, apesar de ser um clássico. fiquei feliz em saber que o título não sairá de sua cabeça (rsrsrsgrrrrr risada macabra). espero que mude de ideia e leia também, só pra sair de sua zona de conforto, rs. bjos e obrigado pelas palavras

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  7. De arrepiar, de não me deixar dormir por muito tempo 😨, nao tenho coragem, Rodolfo! Com esse apanhado historico que vc fez 👏👏👏, contextualizando obra e epoca, deu ainda mais medo de ler, de me deparar com o filme enquanto passeio pelos canais, me benzi pelo menos tres vezes só de pensar 😂. Ow, meu amigo, isso não dá pra mim nao! Ainda que o terror permaneca na criatividade do leitor, no medo de virar a página, não tenho estômago nem coração pra tanta pressao psicológica.
    Mais uma resenha maravilhosa, que me leva a querer ler sempre suas observações literárias e achar sua lista de compras na lixeira. 😘

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    1. cara Manuh, há muito venho querendo ler este clássico. sou afeito a livros assim, não tem explicação, eles me atraem, deve ser atávico, rsrsrs. é uma época conturbada e achei por bem fazer um levantamento do aconteceu e das consequências. o livro é cheio de pequenas implicações filosóficas (outras nem tanto). a religião aqui está em cheque e quando o homem abandona sua fé não há a quem recorrer a não ser a si mesmo. obrigado pelas palavras carinhosas, fico envergonhado sempre. bjos

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  8. Nossa, senti calafrios com todas as conexões e coincidências. Não sou a maior fã de livros de terror, tendo lido apenas dois ou três na vida e visto só um pouco mais de filmes que isso, mas esse livro parece muito interessante e estava segurando a respiração durante a maior parte da resenha, especialmente durante as citações. Agora estou aqui curiosa quanto ao final, sabendo que esse vai ter que ir para lista mesmo sendo fora da zona de conforto.

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    1. cara Jéssica, ao contrário de ti sou fã de livros de terror (entre outros) e as ligações são inúmeras aqui. aqui é um livro clássico, mas não o considero um terror pesadão, mas certamente irá mexer bastante com a cabeça do leitor. prepare-se e após sua leitura volte pra gente prosear mais. bjos

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  9. Oi Rodolfo, acho que já te disse que terror não é a minha rsrs, mas mesmo não curtindo o gênero suas resenhas são sempre ótimas. Ficção e realidade parecem se misturar aqui. A trama parece ser "simples" mas aterrorizante e deve agradar a quem curte terror :D

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    1. cara Lili, disse sim, mas continuo insistindo, quem sabe consigo convertê-la ao gênero rs. a trama nem é tão simples, mexe com religião, com crenças, por isso é tão impactante. bjos

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  10. Rodolfo!
    Uma verdadeira aula de história para poder ambientar sua resenha desse clássico.
    Sempre um prazer poder vir aprender com você.
    Na verdade, já assisti o filme umas trocentas vezes, mas acredita que não tive oportunidade de ler o livro ainda? Afffffeee! Atrasaaaaada....
    Agradeço todo seu ensinamento, mestre.
    cheirinhos
    Rudy

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    1. eiiiiiiiiii Rudynha, se você já assistiu ao filme está preparada para a alta carga de tensão do livro né? claustrofobia pura. obrigado pelas palavras carinhosas. bjos

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  11. É de arrepiar com toda certeza! Que festival de bizarrices envolvendo livro e filme - o assassinato da esposa grávida do diretor do filme, a morte de John Lennon no mesmo edifício onde gravaram as cenas do filme... - bizarro!
    Quanto ao livro, não tenho interesse em ler O bebê de Rosemary, não faz o meu estilo de leitura, mas eu amei sua resenha, o post ficou muito bacana! Abraços.

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    1. cara Any, bota arrepiar nisso, é tenso, muito tenso. há inúmeras coincidências que permeiam esta obra, de nos deixar de cabelo em pé. espero que também leia este livro um dia desses, só pra sair da zona de conforto. obrigado pelas palavras. bjos

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  12. De arrepiar com toda ctz Rodolfo!
    Eu já tinha ouvido flar dessa história mas não imaginava que era nesta proporção de detalhes, qro conhecer melhor claro!
    Vou colocar aqui na minha listinha pq eu tô curiosa!
    Bjs!

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    1. cara Aline, muito destas informações são para enriquecer a trama, já que não fazem parte do enredo, mas que são chocantes e coincidentes, ahhhh isso são, rs. bjos

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  13. Olá! Eu fujo de livros de terror, se nos dias de hoje esse livro já me apavora, imagino o impacto que ele causou na época do seu lançamento, o enredo é bem assustador e acredito que não é possível largar o livro enquanto não chegamos ao final. O filme e os fatos que ocorreram depois só deixaram a história ainda mais apavorante.

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    1. cara Elizete, caia pra dentro deles, é simplesmente imperdível, rs. bjos

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