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6.9.19

Um Crime da Solidão: Reflexões sobre o suicídio [Andrew Solomon]

Cortesia do Grupo Companhia das Letras

Começo dizendo que Um crime da solidão não é para qualquer um, e sendo sincero, nem sei se era para mim. Nada que eu venha a dissertar por aqui, chegará aos pés da amplitude e magnitude do que esta obra de Andrew Solomon apresenta.

Título: Um crime da solidão: Reflexões sobre o suicídio
Autor: Andrew Solomon
Tradutor: Berilo Vargas
Editora: Companhia das Letras
Gênero: Não Ficção, Psicologia
Páginas: 112
Edição:
Ano: 2018
Onde comprar: Amazon, Submarino

O suicídio sempre foi um assunto tabu, quer queiramos ou não. Falar sobre ele sempre levanta um leque de discussões. Hoje em dia vemos ele ser romantizado em séries de TV, novelas, em livros Young adult, dentre diversas outras formas de entretenimento, mas é algo mais profundo do que apenas vemos ou achamos saber.

O livro traz artigos e ensaios sobre depressão sob o olhar e reflexão sobre o suicídio. Andrew Solomon é autor de O demônio do meio-dia, livro que é conhecido como o "tratado da depressão " e este livro Um crime da solidão , é como se fosse uma extensão do anterior, mas sob a perspectiva do suicídio em si. Não há necessidade de ler O demônio do meio-dia para ler este, ele é apenas citado como referência.

“Suicídio é um crime da solidão, e pessoas muito aduladas podem ser assustadoramente solitárias. A inteligência não ajuda nessas situações; o brilhantismo é quase sempre profundamente isolador. Todo suicídio pede luto, mas a morte de uma figura como Robin Willians provoca mais repercussão do que a maioria das mortes. O desaparecimento de sua alegria contagiante torna este planeta um lugar mais pobre.”

Esses ensaios irão transcorrer sobre o suicídio de pessoas famosas no auge de suas carreiras, como Robin Willians, Kate Spade, Anthony Boudain, Virgínia Woolf, Sylvia Plath, e um deles o autor ainda fala sobre o suicídio assistido de sua mãe ocorrido na Suíça, algo extremamente doloroso e traumático.

Solomon ainda levanta questionamentos importantes sobre o suicídio como, a hereditariedade pois se na família há casos de suicídio, a tendência a ocorrer novamente é grande, como também os homossexuais tendem a se matarem mais do que os héteros. Isso tudo se transforma num livro muito forte, fácil de ser lido por conter apenas 105 páginas, mas muito difícil por ser impactante.

Vendo algumas resenhas, vi uma de uma moça que não me recordo de seu nome agora, mas ela dizia que por usarmos tanto a palavra depressão, não sabemos distinguir o que realmente de fato ela é. Por exemplo, usamos ela pra descrever um dia ruim, "Hoje o dia foi tão deprimente " , usamos ela para quando estamos triste por pouca coisa, " Que domingo deprimido!" Dentre outras coisas. Acaba que se torna apenas uma palavra, e o real significado passa despercebido. Abram seus olhos, ajude alguém com depressão, não deixe passar a olho nu.

É uma leitura válida, importantíssima e que nunca deixará de ser atual. A partir dele acabei pesquisando mais sobre a vida de alguns famosos citados e me surpreendi com a história de Virgínia Woolf.

Leiam e pesquisem depressão e suicídio não é frescura.

Se você quiser conhecer um pouco sobre o livro anterior deste autor, clique na capa para ler a resenha:


comentários pelo facebook:

14 comentários em "Um Crime da Solidão: Reflexões sobre o suicídio [Andrew Solomon]"

  1. Um assunto forte,ainda tabu, mas que precisa ser discutido sem romantização, sem preconceito e com cuidado. Especialmente entre nossos jovens.
    Já havia visto uma entrevista na TV de um rapaz cujo pai e avô haviam cometido suicídio e ele foi pesquisar sobre hereditariedade nessa questão.
    Nunca havia atentado para a questão do uso da palavra deprimente e suas variáveis fora do contexto da doença. Vou tomar mais cuidado agora, pois sim, com o tempo perde o significado real.

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  2. Eu admito a você que não concordo com este tal mês Setembro amarelo. Sei da importância sim que ele tem, mas penso que depressão, suicídio, deveriam ser assuntos debatidos em todos os meses do ano, várias e várias vezes todos os dias.
    Mas é chato isso e é coisa da minha cabeça. Sou uma sobrevivente de 03 tentativas de suicídio. Não me envergonho hoje em dia de falar sobre isso. Assumo e me cuido.
    É uma luta diária? Sim! E tenho recaídas feias em dias ruins. Não deprimentes,mas dias ruins de fato.
    Por isso, amo quando alguém traz este assunto assim, na forma e importância que o assunto deve ser tratado, com o respeito a quem sente tanto sentimento dentro de si e com doçura, pelas lutas que tantos de nós enfrentam diariamente!
    Já vai para a lista de desejados agora e espero que um dia, parem de romantizar a depressão e tratem quem a sofre, com todo o respeito que nós merecemos!
    Beijo

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  3. É Douglas, depressão não é frescura. Deve ser muito difícil uma pessoa ter que brigar com ela mesma.
    Agora em Setembro, que estamos na campanha Setembro Amarelo, contra o suicídio, acho muito importante obras como essa serem divulgadas. Mas é claro que o leitor deverá estar preparado porque acredito que o livro não seja tão fácil de ser lido, deve ser realmente impactante essa leitura.

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  4. Um livro que trata de assuntos importantíssimos, que devem ser mais discutidos atualmente e levados a sério. Com a temática do Setembro Amarelo é um livro que deve ser apresentado a todos, pois da para perceber o tanto de informações interessantes que o complementam. Muitos não dão a devida atenção a depressão e tratam até com preconceito, enquanto é um mal muito presente na sociedade. Solomon já ganhou lugar especial na lista.

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  5. Douglas!
    Livro bem pertinente para o SETEMBRO AMARELO.
    Deveríamos discutir mais sobre o suicídio, mas já soube que é proibido discutir o assunto nas mídias sociais e televisivas, porque acham que pode incentivar mais a quem quer cometer suicídio, acho um absurdo...
    Temos é que observar os sintomas e ttentar orientar e ajudar.
    cheirinhos
    Rudy

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  6. Eu confesso que procuro por leituras assim; não sei, eu me encontro nas palavras.
    Acho que um tema forte como o suicídio não é para ninguém, mas infelizmente é real, e leituras assim são necessárias, não é mesmo?
    É claro que para alguns pode servir como gatilho, então nesse caso é bom evitar.
    Mas eu gostei de saber sobre o livro e a maneira como ele aborda o tema.

    Beijos

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  7. Olá Douglas!
    Ao contrário de outras obras que usam a ficção para explanar o assunto, aqui temos uma verdadeira pesquisa, que não falha ao expor de forma realista a complexidade tanto da depressao quanto do suicídio. A abordagem com base em pessoas famosas que tiraram suas próprias vidas só acrescenta mais autenticidade quanto à forma de discorrer sobre o assunto, tornando a leitura atrativa, ainda que fortemente difícil de acompanhar.
    Beijos.

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  8. Oiii ❤ Acho tão importante que livros como esse sejam escritos, pois a depressão e o suicídio são temas necessários de serem abordados e discutidos. Não é frescura, não é brincadeira, é algo muito sério.
    Me entristece que muita gente não dê a devida importância ao tema, que ainda seja um tabu para muitos.
    Gostei que a obra não é ficcional, é uma pesquisa baseada em fatos, o que traz muita veracidade sobte o tema e pode ajudar as pessoas realmente entenderem o que são a depressão e como ela pode levar ao suicídio.
    Beijos ❤

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  9. Olá! ♡ Ainda não conhecia esse livro, mas com certeza vou me informar mais sobre ele e procurar realizar sua leitura. Precisamos de livros que abordem a depressão e o suicídio, é preciso discutir sobre eles, pois de fato, muitos ainda não entendem o real significado dos mesmos. É tão triste que muitos classifiquem o suicídio e a depressão como frescura. O mundo carece de empatia, infelizmente. Pessoas depressivas precisam de ajuda e apoio, não de julgamentos.
    Não parece um livro fácil de ser lido, mas é necessário.
    Beijos!

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  10. Realmente é um assunto que deve ser discutido e muito, principalmente com livros assim, que mostram a realidade de pessoas que lidam com essas dificuldades, acredito que por mais que livros de ficção sobre o tema tenham como objetivo, também, incentivar uma discussão sobre o tema, há sempre aquele risco de romantizar uma situação que apenas aqueles que lidam, direta ou indiretamente, conseguem mensurar, é claro que vai para a lista de desejados.

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  11. Olá, Douglas
    Suicídio e depressão são temas muito fortes e que precisam ser debatidos. As pessoas precisam saber mais, pesquisando mesmo sobre o assunto.
    Muitas vezes as pessoas colocam como frescura, besteira, ou até mesmo que o ser humano que está com depressão só quer chamar atenção. Isso é muito grave, o que essa pessoa precisa, é de ajuda, de psicólogo(a), de amigos e familiares, não de julgamento.
    Não conhecia o livro, ele parece ser bem pesado, não sei se estou pronta para ler agora, mas quero ler sim.

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  12. Oi Douglas,
    É uma pena que, ainda hoje, uma tema tão importante não tem a devida atenção que merece. Sei que não é um assunto fácil de abordar, mas fico feliz de saber que há autores que o conseguem e trazem para nós, leitores, obras tão maravilhosas e de grande impacto. Há uma área muito grande na depressão e esta se reflete no suicídio. Achei muito interessante a reflexão a respeito do uso da palavra depressão, que acaba se tornando apenas mais uma palavra no vocabulário popular e perde toda sua importância e significado. É a primeira vez que leio uma recomendação desse autor e já fiquei intrigada com seu trabalho. Confesso que não é o tipo de leitura que procuro, mas senti uma necessidade de realizar esta, talvez não agora, mas em algum momento do futuro.

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  13. Olá! Não conhecia o autor, mas achei muito valioso a maneira como ele lida com um tema tão difícil, mas, também, muito importante nos dias de hoje, em que acompanhamos cada vez mais relatos de pessoas que tem que lidar com a depressão, também não sei se estou preparada para ler uma obra tão densa e impactante, mas pretendo lê-la com certeza.

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  14. Olá Douglas!
    Nos tempos em que estamos vivendo e especialmente nesse mês, falar sobre esses problemas que afligem tantas pessoas é muito importante. Mal posso imaginar o autocontrole pra ler esse livro. Eu já ouvi falar de Virgínia Woolf mas não conheço sua história, assim como também não conheço os outros famosos mencionados. Essas estatísticas de hereditariedade do suicídio é algo bem preocupante. Não sei se encararia a leitura.
    Beijos

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