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22.1.16

[Bookserie] Engenharia Reversa: Parte XXII - Convento

André Luis Almeida Barreto


Engenharia Reversa


Parte XXII - Convento


Davi está perplexo. Durante anos antes de se aventurar na ciência proibida do biohacking, ele havia sido um hacker à moda antiga. Derrubou mais de mil e duzentos sistemas, quebrou algoritmos de segurança de grandes empresas, destravou quase todo tipo de hardware, mas, para seu espanto, não foi capaz de fazer funcionar o pequeno e antiquado veículo parado sobre os trilhos.

- Devo ter perdido a prática, só pode! - ele ri - Tô falando para vocês, já destravei um Tesla Vector*, porra!

Thiago desfruta o momento, apontando um dedo para Davi e debochando dele.

- Conta outra, cara! Hacker que e hacker jamais esquece o ofício! É que nem andar de bicicleta!

Davi faz uma careta, então percebe que o ódio que sentia diminuiu, ele ficou mais tranquilo por alguns momentos, então cruza os braços e olha de maneira desafiadora para o jovem ruivo na sua frente:

- Vá à merda, Thiago!

Sentindo uma sensação boa, os dois se deixam levar pelo momento, rindo como se não estivessem em um lugar assustador, a quilômetros abaixo da superfície da cidade. Enfim um alívio para toda aquela tensão incessante.

O pequeno desafio proposto por Marcela para ver qual dos três conseguiria destravar e ligar o veículo em menos tempo funcionou perfeitamente, e eles de fato esqueceram da fome, do frio e do cansaço. O prazo estabelecido foi de dez minutos. Thiago e Davi já haviam tentado e falharam. O ruivo foi primeiro, mas como ele tem muito mais afinidades com software, o máximo que conseguiu foi desaparafusar a tampa do painel de controle, ficou frustrado quando descobriu que não havia nenhuma porta iUSB ou mesmo uma interface digital mais rudimentar.

Davi debochou muito das tentativas do hacker, entretanto, teve um desempenho ainda pior, pois apesar de ter treinado bastante com tecnologia antiga quando vivia nas ruas, não conseguiu se lembrar de nada. Agora, é a engenheira que está entretida futucando as entranhas do painel de controle, os dois rapazes olham para ela com bastante curiosidade, mas o biohacker começa a ficar entediado.

- Ah, quer saber, é melhor a gente ir andando, essa coisa aí é pré-histórica, Marcela não vai conseguir fazê-la funcionar - Diz ele esboçando apatia.

- Você deveria dar mais crédito para a moça, cara, além do quê, temos que esperar o Maestro. - responde Klein, animado.

Davi exibe uma expressão de desconfiança, logo solta as palavras:

- Hum...Sei... Maestro. - olha para o chão, retorna o foco para Thiago. - Por que você não manda uma mensagem para ele? Só pra saber se o cara ainda tá por aqui…

Thiago mexe a cabeça em uma negativa, então leva uma das mãos aos cabelos, removendo uma mexa ondulada que caíra sobre sua testa, um leve semblante de preocupação se forma nele:

- Cara, eu não sei o que aconteceu, mas depois daquele tremor nós ficamos off line, o sistema saiu do ar e quando voltou não tinha mais conexão! Muito, muito estranho!

- É, realmente estranho… - responde o Vampiro, pensativo.

Então, cortando o ar com empolgação, uma voz feminina se sobressai, desviando o foco da conversa.

- Pronto! Tá feito!

Marcela se levanta e dá um pequeno salto, radiante. Ao mesmo tempo, um som abafado e ritmado começa a ganhar volume, em seguida o ruído do metal tremendo engrossa as ondas sonoras. A máquina arcaica, o possível passaporte para a liberdade, enfim acorda.

- Como você conseguiu? - pergunta Thiago, os olhos brilhando.

- Muito fácil! - O sorriso nos lábios de Marcela tem efeito hipnótico sobre os dois rapazes, e, pela primeira vez, Davi percebe o quanto ela é atraente.

- Fácil como, loirinha? Quero detalhes! - Inquere Davi, cruzando os braços, cobrando Marcela.

- Rapazes! - Ela diz com um pequeno sorriso travesso nos lábios. Percebe que pela primeira vez desde o fatídico encontro com o Coveiro se sente alegre, leve. Por um momento esquece os horrores, deixa de lado as angústias. Propositalmente, faz um pouco de suspense, irritando levemente os amigos.

- Fala logo, Marcela! - Grita Thiago, admirado com a façanha da moça.

- Venham aqui! Venham ver! - ela responde e dá as costas para eles, contemplando o trabalho feito.

Os dois se aproximam, espiando o painel aberto e vendo um emaranhando de fios puxados para fora, como se fossem as tripas de um intestino mecânico.

- Então - ela volta a falar, animada - antigamente, quando os flymobs eram coisa de rico, existia uma técnica chamada “ligação direta”, e foi isso o que eu fiz!

Thiago franze a testa.

- Ei! Pera aí! Você não é tao velha assim! Ou vai me dizer que tá usando Síntese Humana?

Marcela ri, divertida.

- Não, nada disso, Klein. Eu tenho só vinte e quatro! Aprendi a fazer com o meu avô. Era danado o velho! - muito animada, se lembra da família, se recordando de muitos momentos felizes, porém, tão rápido quanto as lembranças vieram, a tristeza brota, e uma certeza dolorida toma conta dela, a certeza de que não poderá rever sua família e seus amigos por muito tempo, talvez até para sempre. De repente, a alegria desaprece da face da mulher, foi como se ela murchasse.

Thiago prontamente percebe a mudança, se preocupa, mas Davi não percebe, e de repente começa a falar alto:

- Caramba! Eu sabia! Eu fiz muito isso quando era moleque, lá em Sampa…

Marcela começa a se afastar do veículo, cabisbaixa. Thiago se aproxima, parece sentir a tristeza da moça. Ela vai para um canto e então se senta no chão gelado, ele faz o mesmo, ficando os dois lado a lado.

- Lembranças? - pergunta o ruivo, a voz baixa, refletindo a desesperança que parece também ter se apoderado dele.

- É… Coisa minha, deixa para lá - responde ela, melancólica.

Finalmente Davi percebe que tem algo errado.

- Ei, galera! Pô, não tô entendendo nada… Agora que a gente conseguiu fazer o trenzinho funcionar vocês vão ficar de bode? Que isso, moçada! Olha, desse jeito eu vou embora e vou deixar vocês aqui curtindo esse cheiro de merda condensada...

- Você não vai a lugar nenhum, Davi. - diz uma voz grave às costas do biohacker.

- Maestro! - grita Thiago surpreso, se levantando de supetão - E quem é essa? Espere aí… É a… É a Bel !? Chefe, você conseguiu!

Marcela também se levanta, e rapidamente esfrega o rosto removendo lágrimas recentes que nenhum dos dois rapazes haviam notado.

Davi rapidamente se vira para trás e fica perplexo ao ver Bel ao lado de Maestro. Ele tenta dizer o nome dela mas o som simplesmente não sai. Tenta falar, porém, sua mente só consegue se lembrar da palavra “biocomputador”. Percebe o olhar desconfiado de Maestro, volta a encarar Bel, mas ela não corresponde, a garota está áptica, o olhar distante, mirando a grande parede atrás do veículo. Então ele percebe o quanto ela está imunda, a roupa hospitalar toda encardida, cheia de manchas negras, os braços e pernas repletos de crostas cinzentas, formadas pela lama do esgoto, os cabelos ondulados, antes bem penteados e cheios de brilho, agora estão emaranhados e sujos. Maestro não está muito diferente, mas ao invez de lama e sujeira, sua camiseta traz manchas de sangue.

- Oi, Davi. - Diz a executiva com a voz distante, desprovida de qualquer emoção. Ele continua sem saber como reagir, parece que congelou, não consegue acreditar que ela não é humana, que namorou durante meses uma biocomputador emotiva.

- Que bom que você está viva, Bel - diz Thiago bastante empolgado, desviando o olhar da executiva para ele - E eu sabia que você tinha um plano, Maestro! Como você sabia que ela ainda estaria viva?

- Vou explicar tudo no seu devido tempo, Klein, agora precisamos sair daqui. Mais homens da UNI-Tron invadiram o Templo, não duvido que lançaram drones batedores.

Marcela percebe a reação estranha de Davi, e também nota o semblante triste de Bel, “Nossa, achei que eles iriam se beijar por uma hora”, pensa, então corre em direção à executiva e em um ato inesperado a abraça, surpreendendo-a. Davi se vira de costas e leva uma das mãos à cabeça, esfregando seus cabelos loiros e tentando entender o que está sentindo.

Depois de algum tempo, quando Marcela e Thiago se voltam para Maestro, Davi finalmente chega perto da namorada; os dois se olham de uma maneira incomum, se sentindo ao mesmo tempo íntimos e estranhos um ao outro. Ela esboça um pequeno sorriso, mas seus olhos estão sem brilho, quase mortos. Davi tenta abraça-la, o sorriso desaparece e ela o afasta, deixando o rapaz perplexo.

- A gente vai ter que conversar depois, Davi; e conversar muito. - Diz Bel, melancólica.

- Eu sei. - responde abaixando a cabeça e se afastando. Marcela os observa.

Depois de um breve momento de confraternização, o grupo entra no pequeno veículo ferroviário. Se apertam como podem, e logo a máquina começa a se mover. Maestro elogia Marcela pelo trabalho de ligação direta e Thiago assume os controles, guiando o carrinho em direção a um ponto marcado por Maestro, mas antes distribui para todos as barras de chocolate restantes. Davi e Bel sentam em lados opostos, e ela passa a maior parte da viagem com os olhos fechados.

Algumas horas depois eles chegam a um local bem próximo da superfície. Deixam o veículo nos trilhos e sobem por uma escada de ferro fixada na parede, que termina em uma tampa de bueiro. Ao remover a tampa, a luz do dia invade a escuridão. O calor é reconfortante, e o cheiro da cidade, embora acre, é mil vezes melhor do que a podridão do subterrâneo, conclui Thiago, enchendo o peito de ar ao pisar no asfalto.

- Que lugar é esse? - Pergunta Marcela, olhando para as antigas construções que ladeiam a rua.

- Vila Velha - responde Maestro - O município que foi tombado como patrimônio histórico.

Eles prosseguem pela pequena rua estreita, poucos transeuntes cruzam o caminho,poucos olham para o grupo, um cheiro de comida em produção, basicamente pão e carnes assadas, começa a invadir as narinas, a fome é avassaladora. Então percebem estão se aproximando de um pequeno morro, e lá em cima, bem no cume, uma construção arcaica e branca lhes chama a atenção.

- Aquilo lá é uma Igreja? - Pergunta Marcela.

- Para ser exato, é um convento. E é para lá que nós vamos. - Responde Maestro.

Em um raio de alguns quilômetros o morro é o local mais alto naquele setor da cidade, onde as construção são muito antigas, muito mais baixas que os arranha-céus, porém, o convento é de longe a estrutura mais ancestral em toda a cidade, construído no século dezenove por missionários franciscanos, o local permaneceu abandonado durante séculos, especialmente devido a crescente perda de popularidade da religião católica nas cidades-estado. Anos depois, a organização de Maestro restaurou o convento e passou a usá-lo como abrigo.

O grupo entra rapidamente em um pequeno prédio ao pé do morro. O interior é muito simples, piso de madeira desgastada e alguns móveis rústicos. Nem sinal de comida. Passam por um corredor chegando a um quarto nos fundos. Lá dentro, duas portas metálicas destoam do resto do ambiente. Um receptor digital sem fios ao lado da porta esquerda atrai a curiosidade de Thiago, Davi e Marcela, mas Bel permanece calada, apática. Um som de algo mecânico se faz ouvir, engrenagens. O som se amplifica e com baque seco as portas se abrem, revelando o interior de um elevador.

A subida dura alguns minutos, e quando as portas do elevador se abrem, revelam um interior ricamente decorado, com adereços dourados esculpidos em madeira negra, então o grupo se surpreende ao ver uma senhora de bastante idade, vestida em um hábito marrom, os cabelos brancos presos em um coque e olhos verdes como esmeraldas.

Um sorriso sincero se forma no rosto da anciã, que abre os braços e se aproxima do grupo.

- Bem vindo, Maestro! E vocês também sejam todos bem vindos ao Convento da Penha!

Ela abraça o homem de dreadlocks e então se volta para Bel, maravilhada.

- Você conseguiu! Você a resgatou!

Bel devolve o olhar, curiosa, “Mas quem é essa senhora?”

- E não foi nada fácil, Roseta - diz Maestro, correspondendo ao abraço da centenária, então volta a fala - Infelizmente nosso tempo é muito curto, vamos ter que sair da cidade ainda hoje. Você poderia, fazendo um favor, providenciar comida, roupas e camas para o meu pessoal?

- Mas é claro! Por favor, me acompanhem.

Thiago, Marcela e Davi seguem Roseta bem de perto, Davi olha de soslaio para Bel, mas ela fica para trás e não devolve o olhar. Espera o grupo entrar em uma outra sala, então chega mais perto de Maestro:

- Eles já sabem o que eu sou?

- Só o Davi. Tive contar para ele.

Bel abaixa a cabeça por alguns segundos, então fala baixinho:

- É, eu desconfiei.

- Você mais do que os outros precisa descansar. Temos apenas algumas horas, e sugiro que aproveite para dormir um pouco.

Ela dá de ombros, olha por uma janela e vê um pouco distante a muralha de arranha-céus reluzentes que rodeia o pequeno trecho urbano onde fica o morro. Maestro se aproxima, observando-a e vendo para onde ela olha.

- Antes, era ali que ficava o mar - aponta para os prédios - havia uma bonita praia, a “Praia da Costa”, mas aterraram tudo e construíram essas monstruosidades, agora o oceano está distante e é um luxo para poucos.

Silêncio. Apenas o leve barulho do vento entrando pelas janelas. A vo Bel vem ainda mais baixa, quase um sussurro.

- Não estou totalmente certa se quero mesmo ir para o Brasil…

Maestro se vira para ela, olha sério nos olhos castanhos dela.

- Você não tem escolhas, Bel. Se ficar será capturada e destruída, se for para qualquer outra cidade controlada pela GFA vão te pegar mais cedo ou mais tarde. As Terras Ermas? O Deserto Radioativo, as Zonas de Exclusão? Sim, são alternativas, você pode tentar um desses lugares, mas que tipo de vida vai levar? Se escondendo nas sombras para fugir das patrulhas da UNI-Tron, evitando os mafiosos, fugindo de mutantes durante o dia e se alimentando de restos de comida durante a noite? É isso que realmente quer?

Ela olha para o chão, repara em seus braços imundos cheios de lama endurecida.

- Eu… Eu não sei o que eu quero.

Maestro a abraça.

- Vá tomar um banho, coma, descanse. Eu já te disse, você não está sozinha, você tem amigos e eles estão a sua espera, no Brasil.
- É, vamos ver. Mas, amigos? Eu não sei o que essa palavra significa.

Bel começa a se afastar, indo na direção do cômodo para onde Roseta levou o restante do grupo. Maestro a segue com olhos, pensativo. “De um jeito ou de outro, Bel Yagami, tenho que te levar para o Brasil”.

*Tesla Vector : Flymob esportivo e de auto valor. Arrojado e com design diferenciado, é um dos modelos mais desejados.

https://www.facebook.com/engenhariareversalivro

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André Luis Almeida Barreto
Aspirante a escritor, inquieto por natureza, ainda tenho vontade de mudar o mundo ou pelo menos colocar um monte de gente para pensar. Viciado em livros, games, idéias loucas e sempre procurando coisas que desafiem minha imaginação.

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23 comentários em "[Bookserie] Engenharia Reversa: Parte XXII - Convento"

  1. Oi André! Caramba, parte XXII já?! Já tinha perdido as contas de quantas partes dessa série já tinha visto. A história está ficando legal, e voltando a me interessar de novo. Você pretende montar tudo em um livro depois? Se sim, desejo boa sorte. Um grande abraço!

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    1. Olá, Arthur!
      Obrigado cara. Sim, é um livro! Fico contente que tenha se interessado novamente, abraço!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Me diverti muito lendo esse capítulo. Esperando mais do mesmo.

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  4. André!
    Fico impressionada como consegue criar personagens inteligentes e dinâmicos.
    Adoro seus escritos.
    “Se não queres que ninguém saiba, não o faças.” (Provérbio Chinês)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    Participe do TOP COMENTARISTA de Janeiro, são 4 livros e 3 ganhadores!

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    1. Oi,Rudy.Muito obrigado por mais esse comentário e por acompanhar a história até aqui! Abraços!

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  5. Não conhecia essa história ainda, mas achei ela bem interessante. Vou procurar as outras partes para ler do começo.

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  6. Nossa,gostei bastante da série, quero ler em breve, porém pretendo começar do início pra não ficar meio perdida haha

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  7. gente, preciso começar a ler as outras partes, mas ando tão ocupada ultimamente. Enfim, acho muito legal o bookserie, e pretendo ler as outras partes assim que tiver tempo livre :)

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  8. Hilário os três tentando lidar com a tecnologia antiga; essa tecnologia avançada é algo que sempre me fascinou na série... Parabéns. Ficarei esperando o próximo capítulo.
    Abraços!

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    1. Valeu, Any! Bom saber que você ainda está por aqui!
      Abraços!

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  9. Hum,interessante um convento como abrigo..esperando pra ver quais cenários serão descritos quando a Bel Yagami for levada ao Brasil.

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    1. E será que ela vai mesmo? Tudo pode acontecer!
      Obrigado, Helen! Abraços!

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  10. A história está super divertida e criativa, parabéns ao autor pela iniciativa, sabe que terá nosso apoio ^-^
    Abraços

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  11. Esse capítulo não me prendeu tanto quanto os outros, achei que ficou muito focado na história do hacker e do Maestro.

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    1. Beleza, Caio! Obrigado pela leitura e pelo comentário. Abraços!

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  12. Como disse no post anterior , eh bacana a história pra quem curte, não me chama atenção...Parabéns André pela história, bela resenha!Abç

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  13. André, sua escrita é bem envolvente e o capítulo revelou alguns pontos que não conhecia. No geral, gostei.

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  14. Oi, André. Sem dúvidas esse capítulo foi marcado pela presença e falhas do hacker, mas o que me chamou mais a atenção foi, claro, a decisão de ida ao Brasil. Ansioso!

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