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20.6.17

O Ano da Lebre [Arto Paasilinna]

Arto Paasilinna
Ed. Bertrand Brasil, 2016 - 208 páginas
Uma fábula sobre os prazeres da liberdade na meia-idade. Kaarlo Vatanen, jornalista, sente-se exausto, cansado da vida urbana. Em uma noite de verão, durante seu trabalho, atropela acidentalmente uma pequena lebre que atravessava uma estrada do campo. Ele, então, sai em busca da criaturinha ferida. Este pequeno incidente se torna uma experiência transformadora para Vatanen, que decide se libertar dos grilhões do mundo: larga o emprego, deixa a esposa, vende suas posses e parte em uma jornada pelas selvas finlandesas com sua nova companhia. Suas aventuras envolvem grandes queimadas, sacrifícios pagãos, jogos de guerra, ursos assassinos e muito mais.


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Os valores estabelecidos pela sociedade postos em xeque

Ultimamente tenho me encantado com a literatura que vem do frio. Os países nórdicos têm nos dado tantos autores de qualidade nos romances policial e de horror que ao me deparar com “Clássico da Literatura Escandinava”, não tive dúvida em me aventurar. O ano da lebre (Bertrand Brasil, 208 páginas) seria uma leitura diferente, agora um clássico com letras garrafais.

De qualquer forma, procurei me informar um pouco mais sobre a literatura de Arto Paasilinna, um completo desconhecido para mim, assim como todos os outros escritores finlandeses. Não cheguei a lugar algum. Não há nada além das menções e elogios, seus prêmios para este livro e adaptações para o cinema. Continuei no escuro.

Algumas coincidências me deixaram atordoado: a) O ano em que o livro foi escrito é 1975 (ano da lebre ou coelho no horóscopo chinês); b) A personagem central do livro, Kaarlo Vatanen, nasceu em 1942 e era jornalista assim como o autor.

Teria ele escrito sobre si mesmo ou sobre a vontade de viver tudo aquilo? Haveria alguma ligação subliminar que eu deveria notar? Eram muitas perguntas sem resposta, assim como a literatura finlandesa. Tudo isso se mostrou pouco interessante diante da amplitude dos ensinamentos deste livro simples e objetivo, um libelo pela busca da liberdade e da felicidade.

Em 1975, o autor já refletia sobre a solidão e a tristeza impostas pelos grandes centros urbanos, a velocidade desenfreada da vida. Há certo viés político-social neste livro, mas não quis me ater a ele em minha leitura, por isso não entrarei em detalhes aqui. O que importa é a experiência da personagem e o impacto que ela me causou.

O Ano da Lebre

Poderíamos dividir este livro pelas mulheres que atravessaram a vida de Vatanen. No início temos a “esposa”. Representa a sua vida enfadonha, tudo o que ele quer de alguma forma apagar, mas falta-lhe coragem. Ele precisa romper com este passado, a questão aqui é a “desobediência”. É o momento da vida em que olhamos para trás e nos questionamos se valeu a pena o que fizemos para chegar aonde chegamos.

"Eles eram um jornalista e um fotógrafo que estavam na rua para realizar um serviço: dois seres humanos insatisfeitos, céticos, aproximando-se da meia-idade. As esperanças das suas respectivas juventudes não haviam se realizado, longe disso. Eram maridos, que traíam e eram traídos; ambos a caminho de úlceras estomacais, com muitas preocupações preenchendo os seus dias."

Durante a volta de um trabalho em que ele e o fotógrafo haviam terminado, atropelam acidentalmente uma lebre. Ela é o gatilho, o motor que enseja a ruptura, a transformação de Vatanen. Sua fidelidade ao animal, a entrega, o amor, tudo ali explícito e recíproco. É comovente a parceria homem-animal em contraste com a relação com seus pares.

"O jornalista pegou a lebre aterrorizada no colo. Quebrou um pedaço de graveto e fez uma tala para a pata quebrada, usando trapos rasgados do próprio lenço. O animal aninhou a cabeça entre as pequenas patas dianteiras, as orelhas tremendo com as batidas do seu coração."

A partir daí ele resolve dar um ponto final à vida que leva, larga a esposa, vende suas posses e parte para as selvas finlandesas em uma jornada de descobertas com sua única companhia – a lebre. Seu apego e relacionamento com o animal selvagem é de um humor frio, seco e irônico (seria esta a personalidade daqueles que nascem em países frios?). Ele não busca um sentido para viver, busca apenas viver, respirar. Uma viagem ao encontro de si mesmo.

Não há como se encarcerar um espírito que nasceu para ser livre, indomável. Ele se envolve em uma sucessão de aventuras que só fazem corroborar sua personalidade anárquica, subversiva e revolucionária.

Num segundo momento, Irja, uma criadora de gado alegre e trabalhadora entra em sua vida, é o momento de “descobertas”. Descobrir que pode ser feliz, que as obrigações impostas pela vida o atormentam e o tornam um cordeiro, então é preciso se reinventar, buscar também ele a própria felicidade.

"Era um dia lindo. Eles cantaram enquanto andavam. O sol brilhava, não havia pressa. De vez em quando, deixavam as vacas passarem calmamente pelas valas e, ao meio-dia, os animais se deitaram por uma hora ou duas, ruminando. Enquanto isso, os vaqueiros foram nadar. Irja estava maravilhosa, afundando na lagoa da floresta com seus seios volumosos."

Vatanen ainda sofre horrores para seguir o destino que se impôs. Humilhações, sacrifícios e privações continuam uma constante. Ainda assim ele não deixa de viver um dia de cada vez e de enlouquecer em alguns deles, claro que ao lado de sua inseparável lebre. E nestas aventuras, por fim, encontra Leila, uma advogada que acredita em cada detalhe do processo de autoconhecimento dele e quer fazer parte de sua vida. Ela representa seu “amadurecimento”, caminho para a sabedoria.

"Pouco a pouco, a viagem começou a fazer sentido, à medida que a história de Leila se desenrolava. Vatanen caiu na gandaia em Helsinque por alguns dias, meteu-se em uma briga e foi levado para a delegacia, mas foi solto imediatamente. Então encontrou Leila e os dois foram a Kerava, onde uma coisa após a outra aconteceu, incluindo Vatanen ter caído debaixo de um trem. O trem o arrastou por vinte metros pelo trilho em baixa velocidade, e ele não teve nenhum ferimento além de hematomas."

Porém antes de chegar à sabedoria, ele terá que enfrentar a natureza inóspita, personificada por um urso, o grau mais elevado da vida selvagem. Sua caçada termina no embate com o feroz animal, observado de perto pelo exército russo, que acompanha passo-a-passo o desenrolar de tudo e terá importância capital ao final do livro.

"O urso estudou o corpo em seus braços, um pouco como um ogro que pegou uma boneca e não sabe o que fazer com ela. Experimentou uma mordida na barriga de Vatanen, provocando um grito agudo de dor. Chocado, o animal jogou o homem contra a parede da cabine e fugiu pela janela, para o campo aberto."

A leitura de clássicos deveria ser exercida pelo menos uma vez a cada três livros, para nos desintoxicar das aventuras ficcionais e nos nutrir, dar força para questionarmos nossa própria condição. Na maioria das vezes não são leitura fácil, nem sempre óbvias, porém sempre nos ensinam algo sobre nós mesmos.

Neste livro questiona-se tudo: a mesquinhez humana, a religiosidade, o descaso com o meio ambiente, o militarismo, o misticismo alucinado. Só não se questiona a justiça. A edição é simples, mas caprichada. Não se engane com a capa cartonada, pois dentro dela se esconde um tesouro. Leitura para um dia, reflexão para meses!


Rodolfo Luiz Euflauzino
Ciumento por natureza, descobri-me por amor aos livros, então os tenho em alta conta. Revelam aquilo que está soterrado em meu subconsciente e por isso o escorpiano em mim vive em constante penitência, sem jamais se dar por vencido. Culpa dos livros!
Cortesia do Grupo Editorial Record
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47 comentários em "O Ano da Lebre [Arto Paasilinna]"

  1. Rodolfo!!
    É um livro que achei muito interessante e bem misterioso pois como disse pode correr o risco do protagonista ser o próprio autor, e ainda sendo um clássico nos fazendo refletir com tantas coisas as quais muitos de nós não enxergamos.
    É um livro que daria uma chance de ler e ter mais conhecimentos ou questionamentos com muitas.
    coisas.
    Abraços!!

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    1. cara Marília, na verdade o grande barato do livro é a capacidade do protagonista de se desvencilhar de tudo para viver a verdade em que ele acredita. isso nos coloca contra a parede também, faz com repensemos nossa vida e nossas escolhas. é um livro imprescindível. abraços.

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  2. Olá!
    Que capa mais linda! Amei a capa, a premissa, tudo!
    Não conhecia o livro e fiquei super curiosa para ler.
    Gostei muito das coincidências que você citou, sobre o ano no horoscopo chinês e sobre o protagonista talvez ser o autor. Gosto de história que fazem questionamentos assim.
    Já quero muito ler <3
    Beijos

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    1. cara Natalí, confesso que sou atraído por capas e títulos, mas não foi isso o que realmente me fisgou, mas sim "clássico da literatura escandinava", isso sim fez meus olhos brilharem. e se você gosta de questionamentos então este livro nasceu pra ti. corra pra ler. bjos

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  3. Ah, Rodolfo, como eu gostei de cada linha escrita por vc! É o tipo de livro que eu busco, provocante, reflexivo, convidativo a uma autoanálise. Me fisgou!
    É inevitável nos pegarmos em algum momento da vida fazendo esse questionamento sobre o que fizemos, se seguimos nossos sonhos, se os realizamos. E não é fácil considerar o quanto seguimos um fluxo imposto por outra coisa que não o coração, o desejo. Perceber, passada a primeira metade da vida, como nos enquadramos nas funções esperadas socialmente... Aí vale o balanço honesto e a aceitação do que foi possível. Para alguns há o surto, a crise da meia idade, o conflito que dispara decisões extremas. Em alguns casos, realmente necessárias ou compreensíveis. Na real, admiro quem tem coragem, sabia? Quem enfrenta recomeços.
    Adorei a proposta, obrigada por contribuir com uma indicação de leitura tão instigante! Concordo sobre os clássicos e o termo "desintoxicar" está corretíssimo! Me animou ainda mais a intercalar minhas leituras com obras eternas.
    Parabéns pela resenha, pela inquietação que trouxe e pelo conselho. Bj

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    1. cara Manuh, pode ter certeza que quanto mais bebia do livro, mais minha certeza crescia de que este livro seria o seu tesouro e não o meu. eu estava certo quanto a você e redondamente enganado quanto a mim. foram tapas certeiros em minha cara e em cada capítulo crescia minha ansiedade, taquicardia, sei lá. eu me via ali de um ponto diferente, personagem e observador, inserido no contexto, vivendo a história, tecendo teias que iam se ligando entre Vatanen e eu mesmo.
      este balança a que você se refere eu fiz e continuo fazendo, afinal de contas somos seres imperfeitos buscando redenção de muitas coisas que demos causa e das que não demos também. são responsabilidades sociais que vão envergando nossa coluna, a ponto de acharmos que tudo o que vivemos foi em vão. mas não é bem assim, a experiência me permite dizer que viver a vida não é fazer aquilo que queremos inconsequentemente, mas espalhar felicidade ao nosso redor, isso sim nos faz melhores.
      mas que também invejo Vatanen, ahhh disso não tenho dúvida nenhuma. os macunaímas estão aí para quebrarem paradigmas, para nos ensinar que padrões feitos em série são coisas de fábrica, não somos feitos para sermos máquinas que dizem amém, somos feitos para brilhar (como diria o poeta Caetano).
      este livro é um pequeno tesouro de valor incalculável. será que devemos viver do acaso, do imponderável? você viveria? bjos

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  4. Oi Rodolfo, os clássicos são importantes e interessantes e é muito bom nos depararmos com histórias que nos levam a pensar, a nos questionar e principalmente que ajudam a nos reinventar. Não conheço nada sobre o autor ou mesmo a literatura finlandesa, e se em um primeiro momento a história parece estranha, onde o protagonista larga e parte pra se reinventar com uma lebre, a analise que você fez na resenha nos expressa um olhar mais profundo e curti demais ler ;)

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    1. cara Lili, parti do mesmo ponto onde você se encontra, literatura finlandesa pra mim era como foguete da nasa, eu não sabia absolutamente nada a respeito. foi uma aposta por ser um clássico, se bem que clássicos nunca são apostas né, a gente sabe que ali haverá um tesouro a ser descoberto. e foi isso o que aconteceu, uma grande lição de vida que me fez repensar conceitos que até então eram dogmáticos pra mim. quando aprendemos com a leitura nem é preciso dizer que valeu a pena cada parágrafo, cada palavra. obrigado pelas palavras carinhosas e não deixe de ler este livro.

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  5. Ola Rodolfo! Que livro interessante esse hein? Achei linda a capa e tbm adorei o enredo, um livro que nos leva a refletir sobre tudo e admiro pessoas que tem a capacidade de largar tudo que vive em busca da felicidade, do que quer, sem seguir somente o que a sociedade dita. Parece uma historia que nao cansa, cheia de novidades e realmente deve nos deixar refletindo por um tempinho bom rs. Obrigada pela dica adorei!!!! Resenha maravilhosa como sempre!!!!

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    1. cara sophia, confesso que não foi a capa que me fisgou, mas a frase que nela está contida "clássico da literatura escandinava". ahhh os clássicos são sempre de leitura obrigatória, para aprendermos sobre a história, para aprendermos sobre nós mesmos e nossa inserção na sociedade. como você também admiro àqueles que têm a coragem e o desprendimento de deixar tudo e ir atrás da verdade em que acreditam. é preciso uma força descomunal, algo que não dá pra se reproduzir em uma palavra, porém este livro é cheio de palavras que faz com que reconheçamos que o caminho somos nós que traçamos. como queremos viver não é privilégio de terceiros decidir. obrigado querida pelas palavras carinhosas, leia também e questione-se, sempre saímos melhores de um livro assim. bjos

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  6. Só digo uma coisa "Necessito ler esse livro" só isso amigo. Depois dessa resenha perfeita, vou ali comprar ele.

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    1. caro Douglas, nem te falo nada, este livro é um espetáculo visceral, o cara tem um talento selvagem para se meter em confusões e para traduzi-las em ensinamentos pra lá de questionadores. eu adorei cada frase cada etapa vencida pelo protagonista. leia e me conte o que achou, é um livro curtinho, leitura de um-dois dias, mas pode ter certeza, ele não sairá de sua cabeça com tanta facilidade. abraços.

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  7. Oi Rodolfo,
    O Ano da lebre é intrigante e de uma complexidade surpreendente para suas 208 páginas. O personagem apresentado por Arto Paasilinna, me parece uma grande representação da comodidade do ser humano que não sabe que quer mais e que o mundo tem mais a oferecer e ser explorado e a lebre é o estopim para viver uma vida que ele não sabia que ansiava. A partir do momento que Vatanen se desvincula do que é "cobrado" pela sociedade (uma vida regrada com um ciclo a ser concluído: emprego, casamento, etc.) e se permite ter uma vida mais aventureira, de descobertas e, consequentemente, de conhecimento é que a história, realmente, começa. Tudo que ele encontra no caminho até seu objetivo final contribui para seu amadurecimento e transporta o leitor para um enredo diferente, mas cativante. Não tenho experiência com fábula ou literatura finlandesa, mas certamente é algo para se considerar em uma leitura futura. Como sempre sua resenha foi muito bem escrita e com as palavras certas você soube expressar sua opinião sem deixar que a história perca seu encanto.

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    1. cara Gislaine, sempre me pergunto: como é que pode uma constelação de informações tão grande caberem em tão poucas páginas? acho que você traduziu perfeitamente - o protagonista sabe que o mundo tem mais a oferecer, só lhe falta o empurrão, coisa que o acidente com a lebre desencadeia. a história é encantadora e me sinto encantado também por ter tido a oportunidade de desfrutar das aventuras e desventuras de Vatanen, um anti-herói que ainda martela em minha cabeça. é leitura recomendadíssima! bjos

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  8. Eu não conhecia este livro, e como você também não conhecia o autor, inicialmente já achei o nome bem diferente, e após ler sua resenha, que por sinal está muito boa, acabei adicionando O Ano da Lebre em minha lista de leituras, gosto de histórias que me fazem refletir e acredito que irei gostar muito da história deste livro.

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    1. cara Mariele, "relfexão" é o segundo título deste belíssimo livro. é sem dúvida um tapa na cara da sociedade e uma história de superação, de reinvenção, de busca da verdade pessoal. não deixe de ler. obrigado pelas palavras!

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  9. Hum,um clássico da literatura escandinava,uma dica diferente,adoraria mais indicações assim,gostei da resenha, Rodolfo.
    Todo o simbologismo que percebi na história é bem interessante, o incidente com a lebre que desperta para a jornada,despertando tantos questionamentos.

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    1. cara Helen, o simbolismo é forte mesmo, você acertou. o acidente com a lebre simboliza a ruptura com o urbano e a fuga, migração, retorno ao rural, ao selvagem. a amizade entre homem-animal já nos indica esta passagem, além da negação dos valores sociais. eu adorei o livro e recomendaria o mesmo de olhos fechados.

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  10. Olá Rodolfo!
    Caramba, que livro interessante e intrigante. Não conhecia a obra, nem o autor. Mas, fiquei curiosa, assim como você, se de fato o livro seria uma auto-biografia, se ele de alguma forma está falando de si próprio. Me lembrou um pouco o mangá O Homem que Foge de Nigeru Otoko, que nos leva a uma reflexão sobre as consequências das decisões que são tomadas ao longo da vida e as consequências de mudanças brutas.
    Gostei da dica.
    Abs
    Nizete

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    1. cara Ni, este é daqueles livros que nos mostra que nem sempre andamos no caminho certo, no caminho do coração. e há outro detalhe que não coloquei na resenha. o protagonista tem 33 anos, um número pra lá de intrigante né? adorei este livro e vou correndo olhar o mangá que você citou porque suas dicas são quentes. obrigaduuuu

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  11. Olá! Ainda não conhecia o livro, mas achei a sinopse e sua resenha bem instigantes, o enredo parece ser gostoso de acompanhar, não se parece com nada que eu já tenha tido a oportunidade de ler, certamente vou adicionar a minha lista, para poder refletir sobre todos esses aspectos tão importantes como religião e o descaso com o meio ambiente.

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    1. cara Elizete, este livro é instigante sim e diria que é indispensável a todos aqueles que questionam sobre como têm levado suas vidas. espero que você goste tanto quanto eu. bjos

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  12. Olá Rodolfo!
    Eu já ouvi flar desse livro, nunca tinha lido resenhas dle, gostei bastante do enredo e dos assuntos desenvolvidos tbm, vou qrer conhecer mais de perto sim...
    Bjs!

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    1. cara Aline, este livro é maravilhoso, exemplo de clássico na acepção da palavra. leia também! bjos

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  13. Me parece um livro interessante ainda sim pelo fato de proporcionar a nós uma reflexão sobre a vida até então. Quero um!!!!!

    Grande abraço,
    Victor N Souza
    www.cafeidilico.com

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    1. caro Victor, é um livro que nos faz refletir sim, mas é mais que isso, é uma leitura saborosa. vá por mim - leia! abraços!

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  14. Rodolfo amado!
    Sabe o que mais gosto em você? Primeiro o fato de trazer novas leituras, daquelas que não vemos na mídia cotidianamente e sempre trazem ensinamentos; e, a forma como se emociona com a leitura e traz resenhas sentimentais, carregadas de sentimentos interiores.
    Sem dúvida nenhuma que o livro permeia mistérios em relação ao autor e sua composição, o que por si só, já traz aquele certo suspense...
    E ver que a obra é carregada de analogias sociais, politicas e pessoais, traz aquela curiosidade do ineditismo (existe esse termo?) e até de certa forma, a identificação com a personagem.
    Deve ser uma leitura deleite.
    Boas festas juninas!!!!
    “O que importa afinal, viver ou saber que se está vivendo?” (Clarice Lispector)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE JUNHO 3 livros, 3 ganhadores, participem.
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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  15. eiiiiii Rudynhaaaaa, que bom que posso provocá-la de alguma forma, que bom seria se pudéssemos ter um destes clubes de leitura pra gente poder conversar um dia inteiro sobre obras que nos tocam, lermos os mesmos livros, encantarmo-nos e aos demais participantes. as resenhas aqui no Ler para Divertir é o nosso clube de leitura.
    quando lemos livros que nos emociona, que nos impulsiona a sermos alguém melhor, então ela valeu muuuuito a pena. espero ter conseguido passar um pouco do terremoto que ele me causou. a busca pela verdade pessoal e a coragem para mudar a vida é algo que sempre me comove.
    a frase que nos deixou dessa vez tem tudo a ver com o livro - e posso até acrescentar: o que é viver?
    bjos querida, você acrescenta muito quando se faz presente.

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  16. Oi Rodolfo ;)
    Estou adorando suas leituras! Parece mesmo que os países nórdicos têm nos mostrado autores de qualidade ultimamente!
    Não tenho conhecimento do horóscopo chinês, mas gostei de como o autor usou isso no título. Realmente é comovente essa parceria que você falou, entre homens e animais.
    Gostei dos temas que você falou que são questionados no livro, me deu mais vontade a inda de começar a leitura.
    Obrigada pela dica ;)
    Abç

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    1. cara Isabela, como você pode observar tenho tido sorte em minhas leituras, todas de qualidade indiscutível. este vem de um país nórdico e de lá anda vindo muita coisa boa ultimamente. são autores que não tinham muita entrada no país. maravilha que as editoras estão dando voz a eles. adorei a leitura e recomendo. bjos

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  17. Olá Rodolfo,
    Adoro as suas resenhas, você sempre trás livros que até então eram desconhecidos para mim mas que despertam completamente o meu interesse.
    AMO livros clássicos, são na sua grande maioria leituras difíceis, mas são obras riquíssimas de questionamentos e valiosas lições.
    Já tinha visto esse título por aí só que nunca cheguei a saber mais detalhamente do que se tratava esse clássico. O fato de ser um clássico da literatura escandinava por si só já me enche os olhos, pois pelo que me lembro ainda não li um livro dessa região.
    Adorei o enredo desse livro, e essas coincidências que você buscou mostrar são bem intrigantes. Confesso que estou surpresa pela riqueza presente em tão poucas páginas, pois apesar de ser um livro pequeno dá pra sentir que é uma leitura bem impactante por trazer a jornada de transformação, autoconhecimento e amadurecimento do protagonista.
    Estou ansiosa para ler esse clássico repleto de questionamentos e que nos faz refletir.
    Parabéns pela resenha!
    Beijos

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    1. cara Micheli, os clássicos são imprescindíveis né mesmo? o mais engraçado é que a finlândia faz parte dos países nórdicos, mas não da escandinávia. talvez o livro tb tenha feito sucesso por lá, vai entender. o fato é que o livro é maravilhoso. não deixe passar este livro não e volte pra gente prosear um pouco mais sobre ele. bjos
      ps: coincidentemente tenho muitos parentes que residem em pato branco, grande parte de minha família ainda mora no chupim, são os brugnarotto.

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    2. Nossa, que mundo pequeno kkk faz anos que resido em Pato Branco, mas não me lembro se já conheci algum brugnarotto.

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  18. Oi Rodolfo! Olha, tenho que confessar que não tenho muito contato com livros clássicos mas concordo com você quando diz que são importantes, até porque se são clássicos é porque chamaram atenção de alguma forma, né?
    Da forma como você descreveu a história eu me interessei, parece ser um tesouro mesmo, tenho certeza que quando tiver a oportunidade de lê-lo lembrarei da sua resenha. Acredito que só os que leem com sabedoria conseguem retirar desses livros aprendizados e reflexões pois livros clássicos devem ser lidos com cuidado para que cada detalhe possa ser absorvido da maneira correta.
    Obrigada por essa indicação!

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    1. cara Luíza, você não é a única que passa por isso, clássicos não são livros fáceis de deglutir. adorei sua frase: 'acredito que só os que leem com sabedoria conseguir retirar desses livros aprendizados e reflexões...' - isso é lindo de se ler, menina. obrigado pelas palavras, bjos.

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  19. OI Rodolfo.
    Eu já tentei ler livros clássicos, mas infelizmente para mim o gênero não funcionou muito bem não, o que é uma pena á que tenho muita curiosidade em ler alguns livros que acho realmente interessante.
    Eu gostei da premissa, apesar de não fazer muito meu gênero confesso, adoro quando os livros nos faz refletir e como você mesmo falou ele não é na maioria das vezes leituras fáceis, espero um dia conseguir desfrutar do gênero.
    Bjs.

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    1. cara Marlene, não fique triste, a gente acaba mais cedo ou mais tarde lendo algo que nos toque, seja clássico ou não né? este livro é direto, cru, não se faz necessário muita bagagem não, apesar de ser um clássico não carrega o peso da linguagem e nem do tempo. se tiver oportunidade leia e depois me diga o que achou. bjos

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  20. Confesso que li pouquissimos clássicos, não sou muito fã devido a linguagem dificil, mas fiquei curiosa com esse pois deixa o leitor refletindo e isso é muito bom, além de nos passar ensinamentos, com suas descobertas sobre si mesmo e a vida. As vezes precisamos jogar as coisas para o alto e ir em busca de respostas.

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    1. cara Maria, a linguagem deste livro é fácil, crua, direta, ao contrário da grande maioria de clássicos que costumam ficar datados e sem que conheçamos a época ficamos boiando. é um livro muito saboroso e nos faz refletir sim, a cada momento, sobre nossa vida. bjos

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  21. Parece ser muito interessante, é pequeno mas parece ter muita história. Já li tanto e é uma pena :'( que nem 10% das minhas leituras são de clássicos, vou tentar seguir o conselho de lê - los mais.
    Eu também crio várias teorias, mas você supera, porque eu quase nunca pesquiso sobre os autores.
    Gosto bastante das suas resenhas!

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    1. cara Malu, é um livro pequeno, mas seu conteúdo é enorme, traz reflexões sérias sobre o que queremos para nossa vida, o que fizemos para torná-la mais amena e prazerosa. ele não tem o peso da linguagem difícil dos clássicos, é escrita direta, crua, tranquila pra qualquer leitor. obrigado novamente por suas palavras sempre doces. bjos

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  22. Oi, Rodolfo!!
    Não conhecia esse livro mas achei bem interessante a história. Não li muitos clássicos mas acho que esse obra bem instigante e muito diferente das que leio atualmente é por causa disso foi que despertou minha atenção.
    Bjoss

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    1. cara Marta, sair de nossa zona de conforto literária nos exige um bocado, mas quando conseguimos acabamos por nos presentear com obras absorventes. eu adorei, leia também e me diga o que achou. bjos

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  23. Não conhecia o livro e nem o autor dele. Embora eu tenha gostado da resenha não me interessei pelo livro. Não sei bem o porquê, mas não iria ler caso eu o tivesse.

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    1. que pena cara Ludmila, este livro é de uma profundidade que nos deixa de queixo caído. de qualquer forma valeu. bjos

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  24. Olá,
    Que resenha maravilhosa!
    Eu não entendi muito a trama dele mas vi que tem ali uma cumplicidade entre ele e o animal, é uma forma de demonstrar uma amizade que ele criou. O livro e bem interessante e um otimo classico, tem uma premissa muito boa.

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