acompanhe o blog
nas redes sociais

7.8.18

Os Filhos da Noite, Vol. 02 - Série Coughlin [Dennis Lehane]

Ed. Companhia Das Letras, 2018 - 480 páginas
- "A Lei Seca fez brotar do chão uma vasta rede de destilarias subterrâneas, bares clandestinos, gângsteres e policiais corruptos. Há muito que Joe Coughlin, o filho mais novo de um proeminente capitão da polícia de Boston, deu as costas à sua criação rígida e severa. Dos pequenos delitos cometidos na infância, Joe agora desfruta com gosto de uma carreira no crime construída a soldo de um dos mais temidos mafiosos da cidade. A vida nas sombras, porém, costuma cobrar seu preço. Numa época em que homens impiedosos, munidos de dinheiro, bebida ilegal e armas, disputam pelo controle da cidade, não se pode confiar em ninguém — nem em família, amigos ou amores. Para além do dinheiro e do poder, e até das ameaças de prisão, um destino parece inevitável a homens como Joe: a morte prematura. Mas até que esse dia chegue, ele e os amigos parecem decididos a levar a vida até suas últimas consequências. A jornada de Joe pelos escalões do crime organizado o levará de Boston e de seus bares tomados pelo jazz ao bairro latino de Tampa, e até às ruas efervescentes de Cuba."

Onde comprar:

O gângster que não queria sê-lo

Cartaz do filme "A lei da noite"
baseado no livro de Lehane,
segunda parceria de Ben Affleck com o autor
Como alguém com a rígida formação irlandesa, filho de pai capitão de polícia, irmãos promotor de justiça e policial, pode tornar-se um mafioso, um gângster? Resposta: família desestruturada! E não é essa uma das maiores mazelas da sociedade, inclusive nos dias atuais?

Ao final do primeiro livro da série Coughlin – “Naquele dia” – constatamos todo sofrimento pelo qual a família Coughlin atravessa os anos 20. A Lei Seca continua, estamos no final dos anos 20, e o terreno é fértil para que o contrabando de bebidas floresça e faça de seus organizadores homens ricos e poderosos. A máfia e seus códigos é quem comanda a maior parte do comércio ilegal e quem não acata sua decisão paga com a vida.

E é neste contexto que Joe Coughlin, um jovem fora da lei, deixará de ser um simples bandido, decepcionado pelos dissabores familiares, para se tornar uma lenda. Não é necessário ler o livro anterior, aqui temos a trajetória do filho caçula do Capitão de Polícia de Boston, Thomas Coughlin. Trata-se de Os filhos da noite (Companhia das Letras, 480 páginas) de Dennis Lehane.

Não sou expert em matéria de livros sobre a máfia, li bastante deles, fictícios ou não, e me interesso pelo assunto como um bom curioso, assim como me declaro apaixonado pelo cangaço. Então o que vou dizer é pessoal: “ninguém escreve um bom diálogo entre mafiosos como Lehane (partindo do princípio de que ainda não me familiarizei com a escrita de Mário Puzo)”. Lehane já inicia o livro com um parágrafo de tirar o fôlego:

Alguns anos mais tarde, a bordo de um rebocador no golfo do México, os pés de Joe Coughlin foram mergulhados em uma banheira de cimento. Doze atiradores esperavam a embarcação se distanciar o suficiente da costa para jogá-lo no mar enquanto ele escutava o resfolegar do motor e via a água revirada embranquecer na popa. Ocorreu-lhe então que quase todas as coisas dignas de nota que haviam acontecido em sua vida — fossem boas ou ruins — tinham sido postas em movimento naquela manhã em que seu caminho cruzara pela primeira vez o de Emma Gould.

Atraindo nossa atenção de forma primorosa, queremos saber o que acontecerá na vida deste futuro cadáver. Dá para percebermos que Emma Gould tornar-se-á peça importante na formação do caráter de nosso protagonista. Eles se conhecem em um assalto. Ela é a garçonete do local onde Joe e seus comparsas, os irmãos Dion e Paolo Bartolo, receberam a dica de que seria fácil subtrair.

Ela chegou bem perto da pistola dele e disse: “O que o cavalheiro vai querer hoje para acompanhar seu assalto?”.
(...)
“Qual é o seu nome?”
“Emma Gould”, respondeu ela. “E o seu?”
“Procurado.”
“Por todas as moças ou só pela lei?”

É gasolina jogada pra apagar fogueira, romance incendiário na certa. O grande problema é que Emma não é bem uma pessoa confiável, aliás ela é amante do big boss local, Albert White. Esconde segredos de uma vida dissoluta para os quais pai de Joe tenta alertar.

(...) “O pai dela costumava ser cafetão, e o tio matou pelo menos dois homens até onde nós sabemos. Mas, Joseph, eu poderia ignorar isso tudo se ela não fosse tão...”
“Tão o quê?”
“Tão morta por dentro.” Seu pai tornou a consultar o relógio e mal conseguiu disfarçar o tremor de um bocejo. “É tarde.”
“Ela não é morta por dentro”, disse Joe. “Tem algo adormecido dentro dela, só isso.”
“Adormecido?”, falou seu pai enquanto Emma voltava para a mesa com seus casacos. “Filho, isso nunca mais vai acordar.”

Seguir os conselhos de seu pai não era o forte de Joe, afinal de contas nada do que vinha dele ou dos seus poderia ser levado em conta.

Quando uma mulher certa vez perguntou a Joe como ele podia vir de um lar tão esplêndido e de uma família tão boa e mesmo assim ter virado gângster, sua resposta teve duas partes: (a) ele não era gângster, era um fora da lei; (b) vinha de uma casa esplêndida, não de um lar esplêndido.

Emma Gould (Sienna Miller) e Joe Coughlin (Ben Affleck)
 no filme "A lei da noite"
Em novo assalto à mão armada, Joe é traído e sentenciado a vários anos de prisão. Mais uma vez recebe ajuda de seu pai na redução de sua pena e alguns novos conselhos de como sobreviver dentro do inferno:

(...) “Na sua primeira semana lá dentro, alguém provavelmente vai ameaçar você. Ou na segunda, no máximo. Você vai ver o que ele quer nos olhos, quer ele diga ou não.”
Joe sentiu a boca muito seca.
“Então alguma outra pessoa, um cara bacana de verdade, vai defender você no pátio ou no refeitório. E, depois de fazer o outro sujeito recuar, vai lhe oferecer proteção pelo resto de sua pena. Escute o que vou dizer, Joe: é esse cara que você precisa machucar. Machucar tanto que ele nunca mais consiga ficar forte o suficiente para machucar você. Mire no cotovelo ou no joelho. Ou nos dois.”
Os batimentos cardíacos de Joe chegaram a uma artéria em seu pescoço. “E aí eles vão me deixar em paz?”
Seu pai lhe deu um sorriso contraído e começou a menear a cabeça, mas o sorriso desapareceu e o meneio de cabeça foi junto. “Não, não vão.”
“Então o que vai fazer eles pararem?”
Seu pai desviou os olhos por um instante, com a mandíbula contraída. Quando tornou a encarar o filho, tinha os olhos secos. “Nada.”

Graciela (Zoë Saldaña) e Joe Coughlin (Ben Affleck) no filme "A lei da noite"
Joe consegue sobreviver dentro da prisão vendendo sua alma a Maso Pescatore, um dos capo da máfia, que promete inseri-lo no universo de sua corporação criminosa. Ao se ver livre novamente, Joe procura Pescatore que o coloca como intermediário no contrabando de bebidas, condenando seu pai a prestar alguns favores ilícitos. E assim Joe vai galgando posições dentro da organização.

A violência torna-se parte da vida de Joe, uma segunda pele, e com a ajuda de seu braço direito Dion Bartolo vai se transformando no único contrabandista da região, até que alguém acima de Joe percebe que é preciso cortar as asas deste sonhador. É aí que os que estão a sua volta começam a sofrer.

Ficaram de frente para a janela por cerca de um minuto até Joe ouvir o grito e a sombra despencar pela parede de tijolo amarelo à sua frente. O rosto de Sal passou voando pela janela, os braços se agitando desesperadamente no ar. E então ele parou de cair. Sua cabeça deu um tranco para cima e seus pés subiram em direção ao queixo na hora em que a corda partiu seu pescoço. O corpo bateu no prédio duas vezes, e então se pôs a rodopiar dependurado na corda. A ideia, imaginou Joe, devia ter sido enforcar Sal bem na sua frente, mas alguém havia calculado mal o comprimento da corda, ou quem sabe o efeito do peso de um homem na ponta.

Joe Coughlin (Ben Affleck) e seu braço direito Dion Bartolo
(Chris Messina) no filme "A lei da noite"
Joe lutará para manter seu império que passa a dar muito lucro. Mesmo sendo um mafioso “com escrúpulos” terá que enfrentar outros capi, um chefe de polícia durão e sua filha pastora que tenta convertê-lo, além de membros da Klu Klux Klan. Todos querem impossibilitar suas transações e abocanhar parte de seus lucros. Como se isso já não bastasse, Joe é durão com todos, mas tem um fraco por mulheres, apaixona-se pela irmã de um traficante cubano – a carismática e determinada Graciela – e ela, assim como Emma, determinará suas ações.

“(...) Nós não somos filhos de Deus (...) Nós vivemos à noite, e dançamos depressa para a grama não brotar onde pisamos. É essa a nossa cartilha.”

Enfim, é uma aula de como se escrever um livro sobre a máfia. Você poderia me dizer que não curte o gênero e o que eu posso sugerir é: assista a “O poderoso chefão”, “Scarface”, “Os bons companheiros”, “Os intocáveis”. Qualquer destes filmes poderá fazer você mudar de ideia.

Agora, se você curte, então não preciso convencê-lo de nada, basta voltar ao universo de Al Capone e Lucky Luciano (que inclusive tem participação neste livro) e se embebedar em lugares escuros com traficantes, femmes fatales e chefes da máfia. Pode vir porque aqui o vício e o pecado são virtudes. Imperdível!!!

Clique na capa para ler a resenha do livro anterior:



Rodolfo Luiz Euflauzino
Ciumento por natureza, descobri-me por amor aos livros, então os tenho em alta conta. Revelam aquilo que está soterrado em meu subconsciente e por isso o escorpiano em mim vive em constante penitência, sem jamais se dar por vencido. Culpa dos livros!
Cortesia do Grupo Companhia das Letras
*Sua compra através dos links deste post geram comissão ao blog!

comentários pelo facebook:

36 comentários em "Os Filhos da Noite, Vol. 02 - Série Coughlin [Dennis Lehane]"

  1. Oi, Rodolfo,

    Sem dúvidas o livro entrega um conteúdo muito vasto. Levando em conta que a máfia é um tema que rende muito 'conteúdo'.

    E, a finalidade desse livro em específico, é muito interessante ao dá a oportunidade do leitor ficar por dentro dessas fases de vida do personagem, de cada passo. Em especial dessa passagem do mesmo pelo mundo do crime.

    ResponderExcluir
  2. cara Daiane, obrigado pela fala, você disse bem - as fases de vida do personagem - sua descida ao inferno e a volta por cima. a gente acaba torcendo para o marginal, rs. bjos

    ResponderExcluir
  3. Que resenha!!!
    Eu quase ia escrever que não curto livros do gênero, mas daí já vem O Poderoso Chefao, Scarface e eu fico como?? Já mandando o livro para a lista de desejados.
    A máfia sempre rendeu e renderá excelentes cenários,tanto na literatura quanto no cinema. Aliás, o enredo acima é prontinho para a telona hein??? E indo na imagem, com Ben Affleck!!!
    Espero ler em breve!!
    Beijo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. querida Flor (posso chamá-la assim?), fico feliz que tenha gostado da resenha e do enredo. o livro é uma pancada, aconselho a leitura do primeiro que também é um calhamaço, mas vale cada linha, Lehane é monumental. leia também e assista ao filme (pode assistir também à primeira parceria de Affleck com Lehane - "Medo da verdade" em que Ben Affleck dirige o próprio irmão Casey - é muito bom). obrigado pelas palavras. bjos

      Excluir
  4. Oi Rodolfo, gostei de todos os quotes que você escolheu pra essa resenha, desde a conversa com Emma, cativante, até a conversa com o pai ao estar para ser preso, intensa. Achei a resenha bem interessante e fiquei interessada na história, apesar de não ser expert gosto de um filme sobre a máfia, mesmo não tendo visto tantos,e já li um ou dois romances com esse pano de fundo, e assim quero sim ler esse livro ou mesmo ver o filme de onde surgiram as imagens pra resenha ;)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. cara Lili, fico feliz demais que tenha gostado dos quotes, é sempre difícil escolhê-los já que quero colocar inúmeros que vou anotando e pode ter certeza que são uma infinidade, Lehane é um mestre. faça isso sim, leia e assista ao filme, e como disse acima, aconselho também o filme "Medo da verdade", primeira parceria de Lehane com Affleck, imperdível. bjos

      Excluir
  5. Olá Rodolfo! Não me atraio muito pelo gênero, me apeguei mais aos acontecimentos históricos da trama e as alusões aos KKK devido à grande influencia que o grupo teve nos preconceitos étnicos que assombram a sociedade até hoje. Infelizmente não é um livro que eu leria, mas acho válido sabermos os perigos que uma família mal estruturada pode causar. Beijos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. cara Aline, não se deixe levar pelo gênero, Lehane é muito mais que isso. obrigado pelo coment. bjos

      Excluir
  6. Eu nunca li nada parecido.
    Li a resenha do primeiro livro, mas não conhecia nenhum dos volumes. Parecem ótimos.

    O entrelaço de assuntos, a pitada Histórica, de um jeito incrível e diferente parece combinar tão bem. Embora eu não seja apegada ao gênero, seria uma experiência nova para mim. Gostei bastante, torço para um dia conhecer os cenários aos olhos de Joe. Também fiquei bastante curiosa com o filme!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. cara Alice, vá por mim: qualquer livro do Lehane é um espetáculo à parte. façamos assim - esqueça o gênero e parta para uma leitura desencanada, depois me diga o que achou. bjos

      Excluir
  7. Olá, a obra chama bastante atenção pela riqueza narrativa e descritiva, o que faz com que o leitor tenha uma experiência completa na hora da leitura. Além disso, todo o embasamento histórico utilizado na composição da história somado à inspiração muito bem vinda de clássicos como O Poderoso Chefão tornam a obra ainda mais atrativa. Beijos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. olá Alisson, é bem por aí. a ficção imersa em cenas reais torna-se uma mistura pra lá de interessante. leia também! bjos

      Excluir
  8. Rodolfo!
    Mafioso com escrúpulos é a primeira vez que escuo falar...kkkkk
    Fato é que sou fissurada pela figura dos mafiosos, afinal, como boa descendente de italiana, saber um pouco mais sobre as gângues que formaram a máfia é sempre importante e acredito que o autor foi bem feliz em sua escrita e claro que sua resenha me estimulou a ir em busca do livro para leitura.
    Desejo uma ótima semana!
    “.A vida merece algo além do aumento da sua velocidade.” (Mahatma Gandhi)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA AGOSTO - 5 GANHADORES - BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. cara Rudynha, pode acreditar, a gente acaba torcendo para o bandido, rs, o cara tem bom coração. viemos da mesma árvore então, italianos, carcamanos, rs. bjos

      Excluir
  9. Oi Rodolfo!

    Eu nunca li nd do gênero, confesso que sempre me despertou interesse, só vi filmes e curti bastante, preciso pegar um livro desses pra ler, vou add na listinha.
    Bjs!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. cara Aline, corra pra ler então querida, dê um tiro nesta curiosidade, ops, sem violência, rs. é um livro e tanto, uma aula. bjos

      Excluir
  10. Rodolfo, fiquei curiosa pelo filme que vc postou (A lei da noite). Vi Os intocáveis e a cena final antológica do Connery e Costner (ah, Kevin 😍) nao me saiu nunca da memoria. Apesar de não me sentir atraída para livros com este tema, os filmes me seduzem sim.
    Achei sua resenha maravilhosa (mais uma vez), me colocando na trama e sentindo essa mistura de sentimentos por Joe, o cara errado para quem fatalmente torceremos. É isso mesmo? Ele é o típico anti-heroi carismático? Pobre pai que tem que lidar com a dor de ver seu filho por caminhos equivocados, preso e envolvido sem volta com a contravenção bem articulada dessa epoca.
    A cena descrita no início me deu a dimensão dessa aflição... um classico que começa pelo fim e vai mostrando os passos errados que conduziram Joe aquela situação, é o que me sugere.
    Bem escrita, instigante, vc completamente imerso nesse universo sombrio e dando a medida exata da proposta do livro: parabéns pela resenha! 👏

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. cara Manuh, tenho "Os intocáveis" em alta conta, principalmente pela cena da morte de Malone (Connery) que é metralhado enquanto Al Capone (De Niro) escuta uma ária chorando de emoção. nunca mais me esqueci. posso dizer que o tema me atrai, mas não estaria sendo completamente honesto, porque o que realmente me atrai é Lehane, seus incomparáveis diálogos, sua vivência no meio marginal. Joe não é um Macunaíma, mas por vir de um lar desestruturado acaba quebrando o padrão da família (policiais e promotor) e transforma-se em sua antítese. eu não diria pobre pai e sim "pobre filho" de um pai autoritário (prefiro não abrir mais o jogo sobre este livro, rs). torci por Joe o tempo todo, mesmo sabendo e não aceitando o fato de ser um marginal. a cena do início "poderia" ser o final do livro, mas cá entre nós: não é! obrigado pelas palavras carinhosas de sempre, sei que não está na vibe ideal para ler um livro desta natureza, mas assim como King, espero que um dia leia Lehane, é uma aula de como se escrever bem. bjos

      Excluir
  11. Que resenha maravilhosa! Faz até um livro que não seria nem primeira, segunda ou terceira escolha de leitura parecer tão interessante que imediatamente quero ler. Não particularmente desgosto do tema, vi o primeiro Poderoso Chefão e gostei bastante, mas tameta não é um tema que jamais considerei ler, até agora. Gostei muito, parece um livro muito intwinteress e bem escrito.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. cara Jéssica, é um livro belíssimo, mas se quer um conselho e já que está disposta a se aventurar inicie lendo o primeiro livro da série - "naquele dia" - é maravilhoso também. obrigado pelas palavras carinhosas. bjos

      Excluir
  12. Oi, Rodolfo!
    Nunca me interessei por livros que giram em torno da máfia, acho que é porque quando penso nessa palavra me vêm tiros, sangue e mortes, apenas lendo os trechos que você colocou de Os filhos da noite fiquei angustiada, principalmente sobre a cena do corpo jogado pela janela... Por isso não tenho coragem para ler esse livro. Abraços!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. que pena cara Any, mas gosto é gosto e não se discute. obrigado pelo coment. abraços

      Excluir
  13. Olá! Gostei bastante do enredo do livro, embora não costume ler muito sobre a máfia, acho todo este universo bem intenso, cheio de intrigas e armações. O livro demonstra o quanto uma família desestruturada pode influenciar no destino dos filhos, Joe Coughlin paga um preço alto ao não seguir os conselhos do pai, o que acabou o levando de vez para esse mundo da máfia.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. cara Elizete, a máfia é pretexto para o estudo do relacionamento humano, belíssimo. na verdade o pai repressor também não sabe como educar os filhos. leia também, tenho certeza que seus olhos irão brilhar. bjos

      Excluir
  14. Não conhecia o livro e nem o autor, mas como gosto bastante de livros sobre a máfia eu irei super anotar a dica.
    É incrível o quanto uma família desestruturada pode afetar a vida de uma pessoa.
    Ótima resenha.

    beijinhos
    She is a Bookaholic

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. cara Nicole, Lehane é no mínimo sensacional, vá por mim. leia "naquele dia" antes deste, sao histórias complementares, um painel complexo dos anos 20 nos estados unidos. obrigado pelas palavras carinhosas. bjos

      Excluir
  15. Eu não conhecia o livro, mas assim como você sou um admirador sem grandes aprofundamentos sobre os mafiosos. Porém assisti a saga O poderoso chefão e saí completamente apaixonado por tudo o que move esse universo. Acredito que ter a experiência dessa leitura só me trará satisfação também. Dica anotada.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. caro Evandro, se você tem pezinho na máfia e seus códigos de conduta irá adorar este livro. se gosta de um bom policial irá amar. agora se gosta de um bom diálogo com profundidade e mais tudo o que já falei, então não pode perder este livro de maneira nenhuma.

      Excluir
  16. Oi Rodolfo,
    Estou nessa categoria de não me entregar fácil a uma leitura sobre a máfia, é, preciso ver esses filmes que você citou pra ampliar minha percepção sobre o tema.
    Gostei da resposta, rs “Por todas as moças ou só pela lei?”

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. cara Helen, sou paciente, rs. assista aos filmes e volte para esta saga que é maravilhosa e os quotes que coloquei são parte singela de tantos outros diálogos pra lá de saborosos.

      Excluir
  17. Olá!
    Não e nunca li livros assim, mas me chamou bastante atenção a forma que ele traz essa historia.. Vejo que os mafiosos sempre entra nesse mundo por causa da estrutura familiar e isso e bem familiar né..
    Gostei do livro, quem sabe leio né!

    Meu blog:
    Tempos Literários

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. cara Lily, sem há tempo para repararmos algumas de nossas faltas. leia também, não irá se arrepender.

      Excluir
  18. Oi, Rodolfo!
    Confesso que nunca fui muito fã de histórias de mafiosos como o Poderoso Chefão, mas até que poderia dar um chance a essa história, pois gostei bastante da resenha.
    Bjos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. cara Marta, obrigado pelas palavras carinhosas, sou suspeito pra falar de Lehane, eu o acho um escritor incrível, fora da curva. não deixe de ler. bjos

      Excluir
  19. Oi, Rodolfo
    Ainda não li nenhum livro sobre máfia, só assisto os filmes.
    Pela sua resenha pude perceber que os filmes é apenas uma parte do espetáculo que é o livro, espero ter oportunidade de ler livro de Lehane.
    Beijos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. cara Luana, não deixe de ler Lehane, o cara é um espetáculo. bjos

      Excluir

Qual sua opinião sobre o livro? Compartilhe!

Tecnologia do Blogger.
siga no instagram @lerparadivertir