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20.3.20

O Cemitério [Stephen King]

O Cemitério
Cortesia do Grupo Companhia das Letras

Olá, vim trazer um pouco sobre minha leitura, dessa obra consagrada do autor Stephen King. Confesso que minha vontade de ler não foi despertada pela nova versão cinematográfica dessa história, e sim por causa da música dos Ramones (Pet Sematary), inspirada nesse livro. Vale começar dizendo que a editora disponibilizou uma playlist fantástica no spotify (você pode clicar aqui para ouvir), recomendo desde já que você aproveite.

Stephen King
Título: O Cemitério
Autor: Stephen King
Tradutor: Mário Molina
Editora: Suma
Gênero: Suspense e Mistério, Thriller
Páginas: 424
Edição:
Ano: 2013
Favorito
Onde comprar: Amazon, Submarino

Mas vamos a história, esse livro é único e desde já adianto um aaaaaaaahhhhhh, foi daquelas leituras que a gente fica feliz de não ter outro livro, mas triste porque acabou. A ideia além de criativa é muito original mesmo a cerca de um tema tão discutido e revisitado como a morte. A trama é de uma perfeição incrível e sinceramente gostei muito do modo como as coisas foram sendo resolvidas, mesmo não querendo que fossem exatamente daquele jeito... rs

“Às vezes as pessoas fazem coisas simplesmente porque lhe parecem certas. Isto é, parecem certas ao coração. Mas se fazem as coisas e depois ficam achando que não agiram direito, se enchem de perguntas, e ficam cheias de dúvidas que provocam indigestão, mas não no estômago e sim na cabeça, e pensam que cometeram um erro.”

Cemitério trata da questão do fim da vida, como lidamos com a morte. A história começa com a chegada do jovem médico de Chicago, Louis Creed, que acredita ter encontrado seu lugar naquela pequena cidade do Maine. A boa casa, o trabalho na universidade, a felicidade da esposa e dos filhos lhe trazem a certeza de que fez a melhor escolha. Já nesse início somos envolvidos pela família e logo que ficamos sabendo que o quintal daquela casa esconde mais que alguns segredos, porque também simpatizamos com o idoso casal de vizinhos que mora do outro lado da “istrada”. Aqui outro elogio, deve ser feito aos diálogos, existe tanta verdade neles que você pode quase ouvir a conversa acontecendo enquanto lê, sendo detalhista quando ao vocabulário apropriado a cada personagem com clara distinção a idade e local de origem dos mesmos.

“- Talvez eu tenha feito isso porque acho que as crianças precisam aprender que às vezes a morte é melhor.”

Num dos primeiros passeios familiares para explorar a região, conhecem um "simitério" no bosque próximo a sua casa. Ali, gerações e gerações de crianças enterraram seus animais de estimação. Para além dos pequenos túmulos, onde letras infantis registram seu primeiro contato com a morte, há, no entanto, um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai pessoas com promessas sedutoras e onde forças estranhas são capazes de tornar real o que sempre pareceu impossível. Assim, o autor vai criando um texto simplesmente muito fluido para leitura e que te instiga a cada minuto a continuar lendo, ora dentro da narrativa do cotidiano ora dentro do mistério sobrenatural, nada é demais ou de menos mantendo a medida perfeita para uma história fascinante durante toda a leitura;

A narrativa é em primeira pessoa, na voz do Louis Creed que narra os fatos enquanto acontecem e também conta com um narrador onipresente em terceira pessoa que fala de fatos de uma história que já aconteceu sendo agora contada, então temos pequenos spoilers de evento futuro que só te prendem mais a trama e claro nem isso é capaz de te preparar para as reviravoltas que vão acontecendo; Outra coisa interessantíssima é a linguagem da história, que traz as diferenças de fala e sotaque entre diferentes lugares e até mesmo culturas, sendo totalmente adequada tanto a trama quando ao gênero do livro.

“Você arranjou a coisa, ela é sua, e mais cedo ou mais tarde acaba voltando às suas mãos, Louis Creed pensou.”

Com um médico como personagem principal, King cria um embate muito interessante sobre a lógica da morte para um médico e a total falta dela para um pai ou marido, e essa dualidade dita a trama de uma forma, que brinca entre os limites da razão e da emoção transformando a linha que separa as duas em algum pouco claro e ao caminhar por esse espaço cinza é fácil ver porque ele é um dos grandes gênios da nossa atualidade.

Sem grandes “buus” somos levados a viver o cotidiano com a família Creed e nos esquecermos o mal que está lá fora ou talvez até dentro da casa. A medida de cenas do dia a dia com coisas que poderiam ter sido relatados como sobrenaturais, pequenos sobressaltos sensações premonições criam um ambiente propício para que você espere o que vai acontecer e mesmo assim não saiba quando e como irá acontecer; E tal qual na vida real assim é a morte para dos todos nós sabemos que será o nosso destino, porém quando vai acontecer é um mistério que não nos é revelado até que aconteça; E talvez a história seja de terror, porque questão inquietante nela, que realmente aterroriza a mente humana porque ela está muito próxima da realidade e daquilo que nós conhecemos como lendas urbanas.

AH!! Não posso deixar de dizer, que li a edição da Suma com um primor de impressão, tradução e diagramação. Um papel excelente para leitura e uma revisão impecável!!!

Então, te convido a ler esse livro realmente incrível e merece constar como um clássico.

comentários pelo facebook:

13 comentários em "O Cemitério [Stephen King]"

  1. Falou que é livro do Mestre King, o coração já fica feliz! Namoro este livro há um tempo. Já o li, numa versão antiga na biblioteca da escola(há séculos), e com a chegada do filme mais recente, as edições saíram mais caprichadas e adorei ler que confortáveis para a leitura.
    Vi as duas adaptações, mas ainda prefiro ficar com a antiga..rs
    Mesmo tendo sido produzida há tanto tempo e com efeitos especiais bem fracos, sei lá, a obra captou a essência do que King dizia.
    Mas..a versão nova também é boa!
    Espero ter e ler o livro em breve.
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na Flor

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  2. King é Mestre! Mesmo não o tendo lendo, sei disso.
    O Cemitério é muito mais do que um livro de terror. É uma crítica as ações do homem e até onde ele é capaz de chegar pela sua felicidade.

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  3. Ainda não conheci a escrita do King, e confesso que também não tenho interesse.
    São gêneros que me deixam desconfortável.
    Mas as premissas me chamam atenção; por tudo o que já li, fica nítido o quanto ele sabe desenvolver uma história e fazer refletir através de enredos originais.
    Ótima resenha!

    Beijos

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  4. Olá Elizabete!
    Sou suspeito para falar de Stephen King (meu autor favorito), mas devo dizer que essa obra é simplesmente sensacional!
    O autor não utiliza um horror cru para compor a história, distanciando um pouco o que vimos nas primeiras obras de King, como Salem e Carrie A Estranha, mas isso de longe torna a obra menos viciante, visto que à medida que Creed vai adentrando aos mistérios do Cemitério as coisas vão ficando muito malucas, para o deleite de quem está lendo.
    Não menos importante, O Cemitério se destaca por trazer uma reflexão acerca da aceitação da morte e se não faríamos o que fosse possível para trazer um ente querido de volta à vida.
    Beijos.

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  5. Oi Elizabete,
    Sou um pouco receosa acerca dos livros do King, afinal, o nome o precede hahaha.
    Por mais que você afirme que não há grandes surpresas que é mais a história da família, ainda assim fico com medo, só essa sensação de premonição já me angustia (siiiim, sou extremamente medrosa). Achei super bacana ser um livro único, é legal a sensação de quero mais. Ma certamente irei recomendar a leitura para quem gosta da temática.

    Beijocas.

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  6. Olá! Ahhh, confesso que só o título do livro já me assusta, então imagina a história, não sou muita fã de levar sustos, ou ler sobre esse mal que espreita essa família, a morte é um tema particularmente difícil para mim, então mesmo sendo um clássico, certamente não entrará na minha lista de desejados.

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  7. Oi, Elizabeth
    Não li nada do autor ainda, porém quero muito conhecer sua escrita.
    Fui dar uma olhadinha na playlist as músicas são legais, vou mostrar para meu irmão tenho certeza que ele vai adorar.
    Quanto ao livro ele aborda temas interessantes como morte (nem todos lidam bem com ela), vida, família, o sobrenatural.
    Beijos

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  8. Elizabete!
    Apesar de ser conhecido como o mestre do terror, muitos dos seus livros tem mais suspense do que terror verdadeiro, acredito que os primeiros livros dele sejam mais aterradores.
    Já assisti o filme, porém não li ainda esse livro dele e pelo visto, tem outros bem melhores que deveria ter começado por eles.
    Mas, King é King em qualquer livro, o verdadeiro mestre...
    cheirinhos
    Rudy

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  9. ola
    a tenho consciencia que ele escreve esses tipos de livro como ninguem afinal é conhecido comno o mestre
    mas não tenho vontade de ler seus livros não faz meu estilo
    mas que bom para os fãs encontrarem uma obra caprichada

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  10. Não sou fã do king,mas gostei desse livro e amei a adaptação,fiquei me perguntando qual a necessidade do personagem de levar a filha ao cemitério e traze-lá de volta a vida,mas quando nos colocamos no lugar de quem perdeu um ente querido tudo faz sentido por um instante.

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  11. Esse definitivamente não é um livro que eu teria coragem de encarar, só essa capa e título já botam medo hein, por outro lado, gostei bastante da playlist, já até adicionei a minha biblioteca para ser uma das minhas trilhas sonoras, nesses dias de quarentena.

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  12. Leio King sempre que posso e esse é perturbador. Não é um terror comum que a gente ler por ai... Ele te faz pensar em coisas que normalmente nossa cabeça gosta de evitar. É uma leitura bastante pesada, não por causa do terror mas por causa da angústia e o incrível é que você não consegue parar de ler. É um dos meus preferidos!!

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  13. Olá Elisabete.
    Há alguns anos venho criando coragem pra ler alguma obra do King mas ainda não consegui. Realmente terror é algo que não me apetece, mas é inegável o talento do autor em inserir os dilemas cotidianos em suas histórias. Essas atividades paranormais que acontecem na trama são um prato cheio para os fãs. Stephen sabe mesmo fazer o leitor pensar e não desgrudar do história nem por um minuto.
    Beijos

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