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24.7.20

Corpos Secos [Marcelo Ferroni, Luisa Geisler, Natalia B. Polesso e Samir M. de Machado]

Marcelo Ferroni

Cortesia do Grupo Companhia das Letras

Primeira coisa que vocês têm que tem em mente para ler esse livro é: tensão do começo ao fim!!! Talvez seja o momento que estamos passando que por coincidência ou não, se iguala muito com a história, tornou a leitura não tão fluida, mesmo ela tendo uma pegada rápida em relação aos acontecimentos.

Ao contrário do que muitos podem pensar, esse livro não é de contos. Na verdade, tenho uma enorme admiração pelo desafio que esses quatro autores resolveram se arriscar, cada um escreve um capitulo, com um personagem diferente, que não se conhecem mais no desenrolar acabam se conectando.

Corpos Secos
Título: Corpos Secos
Autores: Marcelo Ferroni, Luisa Geisler, Natalia Borges Polesso e Samir Machado de Machado
Editora: Alfaguara
Gênero: Ficção Científica Pós Apocalíptica
Páginas: 192
Edição:
Ano: 2020
Onde comprar: Amazon

Copos Secos é uma distopia zumbi Brasileira. Particularmente, sou muito fã de universos distópicos, é impressionante as várias referências que esse livro tem da nossa atualidade, como se o livro fosse uma coluna do jornal que abrisse de uma crônica do dia em que estamos vivendo compreendendo como a humanidade é previsível.

O Brasil da história está assolado por essa epidemia e de primeiro momento não sabemos exatamente o que aconteceu, só que as pessoas se tornaram literalmente copos secos, sem vidas, elas vão secando e aos poucos brotando cogumelos no corpo, algumas horas depois elas explodem, porém, quando isso acontece, elas infectam outras pessoas, seja pelos respingos ou pelo contagio no ar. Nessa transformação, entre os cogumelos e a explosão elas ficam violentas, chamado de estágio feral, momento em que se alimentam de sangue.

Durante a narrativa vamos tendo algumas pistas de como essa epidemia se desenvolveu, algo haver com alguns agrotóxicos liberados sem estudos (não foi esses dias mesmo que algo assim aconteceu?)

“Não podia ser verdade que àquela altura do campeonato, mesmo que de várzea, no caso do Brasil, uma doença, uma praga, um fungo desconhecido tivesse assolado o país. Daria pra dizer “era só o que faltava”, mas não faltava.”

Como citei antes, juntar quatro pontos de vista diferentes em uma história e fazer ficar fluida não é fácil, são escritas e pensamentos diferentes. Acredito que isso fez com que alguns pontos ficassem soltos, sem fechamento. No segundo capitulo, somos apresentados ao Murilo uma criança que está fugindo com os pais, entretanto não sinto isso na sua fala, a inocência dele parece fingida e não realmente de uma criança.

O livro não funcionou para mim, mas adorei a oportunidade de ler, de sentir a tensão e de fazer uma análise de como nós seres humanos, somos tão egoístas que se torna previsíveis as nossas atitudes e como o governo pode influenciar a nossa vida e depois nos deixar na mão.

19 comentários em "Corpos Secos [Marcelo Ferroni, Luisa Geisler, Natalia B. Polesso e Samir M. de Machado]"

  1. Ah, eu estou namorando esse livro desde que vi a capa pela primeira vez. Além de trazer nossa literatura nacional da forma como gosto, traz também isso de zumbis rs (adoro)
    Mas posso contar um segredo? Eu jurava que era contos rs por conta de ser vários autores. Mas mesmo com as ressalvas, eu gostei muito do que li acima e sim, se tiver oportunidade, quero poder ter a obra em mãos o quanto antes!!!
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na Flor

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  2. Ainda não tinha ouvido falar desse livro. A premissa dele se compara com a nossa atual realidade, porém um pouco diferente. Fiquei com vontade de ler.

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  3. Que interessante. Vi algo parecido em um romance de época, 3 autoras escreveram suas histórias e no final se conectaram.
    Mas uma distopia é a primeira vez!!!
    Acho que pra mim não funcionaria pois não faz meu estilo. Mas acho interessante a proposta

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  4. Já tive essa experiência de ler com vários autores apenas com romances de época, e eu gostei bastante, então fiquei animada com a proposta desse livro, ainda mais que cada um escreve sobre personagens diferentes, por isso continuei a resenha.
    Não leio muito esse gênero, mas nesse momento vale ler um pouquinho pra ter experiência, vai que né hahahahaha dentre todos, os zumbis são um dos que eu mais gosto, acho que tem aquela adrenalina também, e me lembra algumas séries e filmes. Uma pena mesmo que não foi uma leitura excelente pra você. Mesmo com essa opinião, senti vontade de ler e conhecer esse universo ainda mais. Quem sabe, né?!

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  5. ola
    essa é a segunda resenha que leio dessa obra
    confesso que não gosto de livros relacionados a zumbi
    interessante notar os assuntos relacionados no livro e a realidade que estamos vivendo

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  6. Olá Gabriele!
    É ao mesmo tempo excitante e assustador ler obras que nos remetem a esta realidade inimaginável que estamos vivemos neste momento, mas esses livros que abordam a disseminação de doenças numa sociedade distópica nos proporcionam uma excelência reflexão, isso é um fato inegável.
    Aqui a ideia realmente soa bastante original, e é possível ter um panorama da situação mesmo com esse número limitado de páginas, possivelmente por conta dos diferentes pontos de vista presentes na história. Por outro lado, ao intercalar entre os personagens os autores nos confundem bastante, né? Aí fica um pouco difícil juntar as peças do quebra-cabeça.
    Seria ótimo se tivesse uma continuação para expandir o universo e nos dar mais informações sobre as consequências da epidemia.
    Beijos.

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  7. Gabriele!
    Gosto de livros que trazem essa tensão do início ao fim.
    Parece que o livro deve ser lido nesse momento, principalmente porque ainda não se sabe a total amplitude dos problemas que o vírus causa...
    Achei interessante que cada escritor fala sobre um dos personagens importantes para toda trama.
    E o melhor: são autores nacionais.
    cheirinhos
    Rudy

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  8. É bem intrigante, mas confesso que estou dividida. Estou gostando de ler distopias, mas não sou fã de nada que envolva zumbis.
    Por outro lado, fiquei curiosa com a construção dessa história.
    Foi bom saber sobre.

    Beijos

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  9. Ingrid Figueiredo25 de julho de 2020 21:17

    zumbis em terras tupiniquins, não tem como não chamar atenção. Acho que ainda está brotando, mas já pude ver um livro e uma série sobre o tema (reality Z o nome).

    Quando li foi antes desse momento todo que estamos vivendo (quarentena), acho que se fosse reler não conseguiria me concentrar pq toda hora iria fazer paralelos com as noticias do dia.

    Lembro que não gostei muito dessas 4 narrativas, em alguns momentos tinha essa quebra de narrativa, de tensão, do cômico e ficava meio incômoda.

    Mas fora isso é um ótimo livro mesmo, uma pena não ter funcionado pra vc... Espero que os autores escrevam mais desse gênero e que cresçam na literatura e na escrita :)

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  10. Olá Gabriele!
    Não sou muito fã de séries/livros com zumbis, mas duas coisas em relação a esse livro me chamaram a atenção: a primeira é que aqui na minha região tem uma lenda chamada "corpo seco", bem assustadora por sinal, e a segunda é que sou contra o uso excessivo de agrotóxicos, que aqui no Brasil se usa igual água. Também acho arriscada a maneira como os autores decidiram escrever o livro, cada um contando um capítulo mas as questões políticas implícitas na história fazem a leitura valer a pena.
    Beijos

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  11. Já vi muito esse livro por aí, mas nunca parei pra ler sobre. Apesar de estar literalmente bem na capa, eu não sabia que se tratava de um romance, achei pelo título que era algo totalmente diferente. Com esse tanto de autores, realmente parece ser um conto e deve ter sido mesmo um desafio para todos escreverem a mesma história em conjunto, me lembra da raiva que eu passo com trabalhos em grupo na faculdade hahah. Infelizmente, não sou fã dessa temática que ele aborda.
    Beijos
    Beijos

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  12. Olá! Embora a história pareça ser bastante interessante, daquelas que nos fazem refletir, ainda mais por ter tantos elementos que (infelizmente) são tão atuais, como fujo, um pouco, desses enredos mais assustadores, principalmente zumbis, acredito que esse não é um livro para mim.

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  13. Oi, Gabriele!
    Minha experiência com livros escrito por mais de uma pessoa é bastante negativa, por isso quando me deparo com livros escritos dessa forma fico com um pé atrás... Mas não é apenas isso que faz com que eu não me interesse em ler Corpos Secos, é também o fato de que eu não curto distopia zumbi... Portanto, dificilmente eu leria esse livro. Bjos!

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  14. A proposta do enredo é até interessante, mas em se tratando de zumbi, quase sempre eu estou fora, não é um assunto que eu curta, ainda mais por trazer semelhanças com a nossa realidade atual.

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  15. A proposta do livro é incrivel e eu quero muito ler ele. Mas eu fiquei muito preocupada com o livro ter mais de uma narrativa. Adoro livros pos apocaliptico e com tematica zumbie com certeza me chama a atenção

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  16. Oi, Gabriele
    Os autores tiveram uma ideia bacana, a premissa super interessante. Mas parece que teve falta de desenvolvimento na trama.
    Claro que não descarto a possibilidade de querer ler, mas vou sem expectativas.
    Beijos

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  17. Olá!
    Adorei a premissa do livro, tem um desenvolvimento interessante. Fiquei até curiosa pela historia e por essa epidemia diferente, cogumelos?! Interessante. Já estou querendo ler!

    Blog: Tempos Literários

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  18. Oi, Gabriele
    Achei a premissa ótima.
    Esses zumbis devem ser curiosos. Imagine o corpo secar, depois buscar por sangue.
    Dá medo e vontade de ler kkkkk
    Que pena que deixou pontas em aberto. Vários autores diferentes para uma mesma história fica com pensamentos e escritas divergentes mesmo.
    Vou querer ler sim. Tô com mais vontade de ler distopias ultimamente.
    Bjs

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  19. Achei bem diferente esse enredo, algo bem diferente e me interesso super por essa temática zumbi. No entanto, não costumo me dar bem quando um livro é escrito por vários autores diferentes. Apesar disso, acho que darei uma chance ao livro...

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