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10.11.17

[Bookserie] Engenharia Reversa: Parte XXXVI - Sayonara

André Luis Almeida Barreto


Engenharia Reversa


Parte XXXVI - Sayonara


Placas quadradas de metal cromado movendo-se vagarosamente em linha reta, são tudo que Amanda consegue ver. Ela sente um leve tremor, sente que está em movimento. Tenta mexer os braços e as pernas, então, olha de relance e percebe que estão presos por algemas magnéticas, fechadas em seus pulsos e tornozelos. As placas no teto não lhe são estranhas, e logo ela reconhece que é o teto da Quimera, uma das naves secretas da VNR, e uma que ela conhece muito bem, pois a comandou durante muitos anos.

Move a cabeça para um lado, vê as paredes lisas e brancas, com traçados geométricos esculpidos na liga de flex-metal formando padrões. Grandes Lâmpadas de led em formato losangular, fixadas nas paredes, produzem uma fraca luz amarelada. Ela força a memória, mas suas terminações nervosas estão letárgicas. Seus bio-processadores não conseguem trabalhar com precisão, como se estivessem perdidos em um nevoeiro, um nevoeiro dentro do CND.

Ouve passos: botas de combate contra o piso de borracha, bem próximos, ecoando nas placas de flex-metal. Vê quatro homens, dois mais à frente, dois ao seu lado. Três são soldados de elite da corporação, mas o quarto é Freja Gunlar, facilmente reconhecido pela elevada estatura e pelas roupas reflexivas. De alguma maneira, o som forte das pisadas desperta uma conexão sináptica em um único microchip do CND de Amanda, que então começa a aquecer, a trabalhar buscando eficiência, opondo-se à letargia eletrônica que domina seu cérebro e corpo. O chip produz uma fagulha, e em milésimos de segundos ela percorre a imensa rede neural dentro do cérebro positrônico, criando um turbilhão de atividades elétricas. Amanda sente um impulso feroz, que se transforma em raiva, ira, e por fim em desespero. Ela grita.

- Pode berrar o quanto quiser, Makarim, ninguém vai te escutar - vangloria-se Freja.

Amanda percebe o cabo de dados conectado ao CND; detecta um programa hostil, "O que é isso?". Agora, a lembrança surge cristalina como água: instalaram em seu sistema um aplicativo bloqueador. Toda vez que tenta mexer uma perna ou um braço, o software corta as transmissões elétricas nos tendões artificiais; toda vez que tenta acessar à rede local da Quimera, uma barreira digital bloqueia sua conexão. É inútil lutar. Mas o programa deixa passar a dor, uma dor aguda que castiga suas partes orgânicas. Então ela se lembra do momento em que arrancaram sua armadura, removendo à força as placas de aço temperado, provocando lacerações em sua carne e buracos em suas partes metálicas. Impotente, ela sente a ira diminuir. "Então é assim? É assim que vai ser o fim?".

- Por quê?

Subitamente, os guardas ao redor da maca flutuante param por um instante, fazendo a maca também parar. Eles observam Amanda com curiosidade. Alguns sentem pena por ela, outros gostam de vê-la daquele jeito. Contudo, rapidamente voltam a andar quando Freja os encara com rosto fechado e a testa franzida. O nórdico aproxima-se de Amanda, cruzando seu olhar com o dela:

- Deve ser bem difícil, imagino eu, saber que sua luta foi inútil, que você foi descartada por seus chefes como uma peça velha, uma máquina ultrapassada, afinal, é isso que você é agora, certo? Uma máquina avariada - por um segundo sente pena, que logo é substituída por desprezo. - Patético. Acho que nunca passou pela sua cabeça, Amanda, que no fundo você é somente mais uma propriedade, mais um ativo da companhia, e como tal, depreciou-se e perdeu valor - ele chega mais perto e cutuca com o dedo a cabeça dela -, mas esse cérebro aqui, essa pequena joia cibernética, isso aqui ainda vale muito, especialmente pra mim.

Amanda sente as feridas arderem, o corpo todo dolorido, quebrado. Estreita o olhar para Freja, suplicante.

- Por favor... eu... eu fiz o possível. Eu dei minha vida pela VNR - ela geme de dor. - Lamento muito ter falhado... Misericórdia.

- Ah, entendi! Não usaram criogel nas suas feridas? - responde Freja, zombeteiro.

Amanda tosse, revira os olhos e volta a encarar o diretor da UNI-Tron:

- Me mate logo de uma vez. Seria o mínimo, seria... uma cortesia profissional.

Freja ri, debochado.

- Você está falando sério? Cortesia profissional? Coloque-se no seu lugar! Você era, no máximo, uma subalterna, e o pior: incompetente! Falhou miseravelmente em cumprir uma missão relativamente simples. Cortesia?! A única cortesia que você terá direito será uma morte dolorosa e prolongada!

- Desgraçado, covarde! Se eu... se eu não estivesse presa...

- Ora essa! Se não estivesse presa faria o quê? Você sabe quem eu sou? Sabe o poder que detenho? Basta eu estalar os dedos e todos os soldados dessa nave vão te encher de bala! E suas placas cromadas não consegue parar munição supersônica! Agora, cale-se e aceite o inevitável: você já era! E cale essa boca, ou eu mesmo dou um jeito em você - ele segura na arma alojada em um coldre em sua perna direita, certificando-se de que sua prisioneira a viu.

Amanda engole seco, por dentro ela está apavorada, mas encara Freja com um olhar desafiador, ele apenas ri, virando o rosto.

A comitiva chega ao seu destino, a ala médica da nave. Um homem de meia idade, vestido com um jaleco branco e usando amplificadores óticos, está parado sob o arco da porta mecânica.

- Senhor, bem vindo, todos os equipamentos estão prontos e calibrados, a equipe a postos.

- Vamos logo com isso - responde Freja, indicando para os soldados moverem a maca flutuante para um local específico, demarcado através de faixas amarelas pintadas no chão, bem embaixo de uma máquina cilíndrica e repleta de braços mecânicos, pendente do teto.

Os soldados terminam de posicionar a maca de Amanda, então seguem para a porta, onde montam guarda.

O médico e o nórdico se dirigem para um grande terminal de computador, no outro lado sala, onde são saudados por um pequeno grupo de cientistas. Freja coloca seus braços nos ombros de dois colegas, começa a falar animado:

- Senhores, em breve vamos decodificar o PBS Mark III, o melhor modelo de cérebro positrônico-biológico criado pela VNR. Como vocês sabem, restaram somente dois, e um deles está ali, do outro lado da sala, a nossa espera!

Os cientistas aplaudem e tecem elogios ao diretor global da UNI-Tron, que continua:

- Hoje, vamos dar início a toda uma nova geração de soldados. Mais velozes, mais eficientes, mais inteligentes, que vão transformar a UNI-Tron na maior força militar privada em operação no planeta! Logo, não estaremos mais ligados ao controle da GFA e a Autoridade Corporativa. Em breve me tornarei o CEO supremo da VNR, e vou unificá-la com a UNI-Tron, tornando-a nossa produtora exclusiva de tecnologia e apoio logístico.

Os aplausos voltam ainda mais fortes e eufóricos, fazendo os olhos de Freja Gunlar brilharem. Enquanto isso, na maca do outro lado da sala, Amanda contorce-se e tenta pela enésima vez se soltar, mas novamente é frustrada pelo programa bloqueador. Sua memória vai longe, mostrando o tempo em que foi verdadeiramente feliz, ao lado de sua família. Então, subitamente, uma voz invade seu cérebro, uma voz que ela de imediato reconhece.

"Lamento que as coisas tenham chegado a esse ponto, Amanda".

"Senhor Nakashima! Achei que o senhor me queria morta..."

O velho ri.

"Eu apenas estava fazendo o meu papel.".

"Como conseguiu entrar no meu CND? O que deseja de mim?".

"Ora! Eu ainda sou o líder supremo dessa corporação!".

"Senhor Nakashima, eu... eu sinto muito pela missão, sei que desculpas não valem nada nesse caso, mas sinceramente sinto muito.".

"Escute aqui, Amanda, infelizmente não podemos tecer nosso destino, não podemos controlar a tudo e a todos. O poder é apenas uma ilusão, e eu demorei muito para perceber isso.".

"Talvez, talvez o senhor tenha razão. Mas se não fosse o seu poder e a sua influência, eu não teria chegado até aqui. Sinto-me envergonhada por trair sua confiança. Eu estive muito perto de capturar a EBC-25, realmente não sei o que aconteceu. Talvez minha morte seja merecida; eu o desonrei, desonrei a corporação, desonrei a mim mesma.".

"Simplesmente não era para ser, Amanda. Entenda uma coisa, quando Masayoshi Ikeda decidiu usar Bel Yagami como isca para obter o KDCode, ele iniciou uma cadeia de eventos que indubitavelmente culminará com a chegada de Bel ao Brasil. Nós mantivemos os EBC's sobre controle durante muito tempo, tempo de mais! Mas algo aconteceu, algo fora de nosso alcance, e agora Bel já deve saber o que ela é. Eu refleti muito sobre isso tudo, e a única conclusão a que cheguei é que o destino quer que seja assim, e contra ele, minha cara, nenhum poder criado pelo homem tem a menor chance, prova disso, foram suas inúmeras falhas.".

"Senhor, desculpe-me, mas isso soa absurdo. Não existe lógica no que o senhor acabou de dizer. Yagami escapou devido a minha incapacidade em capturá-la, devido a minha falha. Não entendo, o que senhor deseja de mim? Estou completamente derrotada, não posso ajudá-lo.".

"Talvez um dia você me entenda, Amanda, talvez. Mas você ainda não falhou completamente. Estou aqui para lhe dar a sua última missão.".

Amanda arregala os olhos, surpresa com as palavras de Nakashima, ele continua:

"Ainda existem coisas que estão sobre meu controle. Escute, com a nossa falha em capturar Yagami, Freja vai assumir o controle da VNR. Além disso, como você já deve saber, ele vai remover seu cérebro positrônico para usar em algo nefasto. Indubitavelmente, ele vai transformar a VNR em uma corporação militar, destruindo todo o legado milenar da minha família, então ele se aliará ao Conglomerado Oriental; a GFA será enfraquecida e destruída por dentro, Vetrusa não terá forças para conter o avanço de Freja e seus aliados russos. E eu tenho que detê-lo; é aí que você entra.".

Os cientistas começam a se mover em direção à maca, liderados por Freja e pelo médico com os amplificadores óticos.

"Mas, senhor, o que eu posso fazer? Estou incapacitada, a beira da morte. E eles... eles estão se aproximando...",

"Makarim, ainda sou o líder supremo da VNR, e como eu já disse antes, gosto de você, sempre gostei. O programa bloqueador que instalaram no seu CND foi neutralizado. As algemas magnéticas estão desligadas. Como sua ultima missão, mate Freja Gunlar. Depois você terá cinco minutos para escapar da Quimera, prepare-se para marcar em seu cronômetro, assim que findar esse tempo, vou explodir a nave. Sayōnara, Amanda Makarim, Rainha de Fogo. Marque o tempo agora!".

"Nakashima Sempai!".

A voz desaparece por completo. Ela ativa o cronômetro regressivo em seu CND.

Cinco cientistas rodeiam a maca, cada um deles conectado ao corpo de Amanda através de seus CND's. O médico posiciona-se ao lado da cabeceira, bem diante do rosto da ciborgue. Ele a observa com seus amplificadores óticos, que se movem para frente e para trás, esquadrinhando o crânio da Rainha de Fogo. Ao lado do médico, Freja puxa da parede um console móvel, então digita nele alguns comandos que fazem a máquina cheia de braços, presa no teto, começar a descer sobre a prisioneira. Os braços mecânicos desdobram-se, revelando em suas pontas o que parecem ser bisturis afiadíssimos.

- Os batimentos dela estão acelerando - grita um dos cientistas.

- Ei! Isso não deveria acontecer! Também estou detectando atividade cerebral acima do normal. O neuro-bloqueador deveria mantê-la calma e passiva! - responde o médico, esticando os amplificadores para uma análise mais precisa.

- Tem algo errado! - vocifera outro cientista.

Amanda sente o sangue acelerar em suas veias, a energia fluir em seus implantes. Ela fecha os punhos. Em um único movimento, levanta o tronco e rgue os braços, arrebentando as algemas magnéticas. Flexiona o braço direito e acerta um cruzado no rosto do médico, seus amplificadores óticos afundam no crânio, perfurando o cérebro do homem de fora para dentro. Os outros cientistas correm para os lados, assustados. Amanda então solta as pernas e gira o corpo para a direita, pulando da cama. Na frente dela, Freja arregala os olhos e escancara a boca:

- Mas como! Como você conseguiu escapar!?

- Seiji Nakashima manda lembranças!

- Guardas!

Com a habilidade de um felino, Amanda salta sobre Freja, derrubando-o no chão com brutalidade. Em cima dele, ela o imobiliza com suas coxas, então, flexiona o braço esquerdo para cima, fecha o punho e mira o rosto de Freja. Ele tenta se soltar, move as pernas para cima e chuta as costas de Amanda.

- Solte-me! Sua desgraçada! Solte-me agora!

Amanda vê de relance os soldados correndo na direção dos dois, rifles em punho e apontados para ela.

Os chutes de Freja não surtem nenhum efeito, e logo ele se cansa. Ela desarma o soco que estava prestes e desferir e, com as duas mãos, agarra o pescoço do homem, apertando-o com força.

- Você... você está me sufocan...

- Parem aí mesmo! - Amanda grita para os guardas. - Ou eu quebro o pescoço dele.

Atônitos, os homens obedecem. A Rainha de Fogo, com um rápido movimento, coloca-se de pé levantando Freja pelos cabelos. Ela gira o corpo do nórdico colocando-o de costas e então envolve o pescoço dele com o braço esquerdo, aplicando uma gravata.

- Atirem nela, seus idiotas! Atirem na cabeça!

Os soldados não sabem o que fazer, ficam paralisados mirando em Amanda, mas temem acertar seu comandante. Ela move velozmente a mão livre e puxa a pistola do coldre fixado na perna de Freja, arrebentando a trava de segurança, então, mira no soldado mais próximo e puxa o gatilho; a bala acerta em cheio o peito do homem, e com o impacto, ele é lançado para trás.

- Seus imbecis! Revidem! Acabem com ela!

Amanda acerta um chute na perna de Freja, derrubando-o. Dispara a pistola, move o braço alguns centímetros, dispara novamente. Os dois soldados restantes estão mortos. Se volta para os cientistas, todos estão deitados no chão, apavorados.

Freja se vira, ficando de frente para Amanda, encarando-a aturdido:

- Tudo bem, tudo bem. Diga o que você quer! Mas por favor não me mate! Eu posso... eu posso torná-la rica, posso fazer você sumir do mapa e te dar a vida que sempre sonhou!

Amanda confere o cronometro: faltam três minutos.

- Não quero nada de você, seu miserável.

Ela aponta a pistola para o nórdico, que começa a se arrastar pelo chão em direção à porta.

- Por favor, misericórdia, misercórdia! - ele suplica.

Amanda puxa o gatilho. A bala atinge a cabeça de Freja, rachando-a ao meio e espalhando massa encefálica pelo piso de borracha.

- Missão cumprida.

Ela corre até o corpo de um dos soldados e apanha o rifle supersônico ao lado dele, largando a pistola. Cautelosa, atravessa a porta e então acelera, percorrendo em disparada o corredor. As luzes amarelas nas paredes tornam-se vermelhas, e uma sirene de alerta irritante se faz ouvir em alto volume. Técnicos e soldados começam a encher o corredor, muitos sem entender o que está acontecendo. Amanda abre caminho em meio a multidão, derrubando homens e mulheres; desesperada, ela verifica o cronômetro.

Seiji Nakashima visualiza o relógio digital em suas retinas. Ele está ajoelhado, as mãos sobre as coxas, contemplando a desolação. Calmamente, coloca-se de pé e anda até a mesinha na sua frente. Com as duas mãos, levanta a katana de seu suporte. Volta a se ajoelhar, apoia o cabo da espada na terra, coloca a ponta da lâmina em sua barriga; "Enfim, o descanso e a honra.". Ele aperta com firmeza o meio da lâmina, usando as duas mãos e sentindo o aço cortar-lhe os dedos. Finalmente, com um movimento rápido, força o abdômen contra a lâmina, que corta a carne com perfeição, atingindo os órgãos internos e perfurando-os. Seije sente um gosto ferroso na boca. Ele fecha os olhos e mentaliza um comando.

A Quimera se transforma em uma bola de fogo. Um estrondo aterrorizante corta o ar em todas as direções. A onda de choque atinge o corpo de Seije, arrastando-o por dezenas de metros, então, as chamas o alcançam e o consomem. Seije Nakashima, o patriarca e supremo líder da Vieira & Nakashima Robotics, é incinerado.

Uma imensa nuvem em formato de cogumelo se forma onde antes a grande nave da VNR estava pousada.

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André Luis Almeida Barreto
Aspirante a escritor, inquieto por natureza, ainda tenho vontade de mudar o mundo ou pelo menos colocar um monte de gente para pensar. Viciado em livros, games, idéias loucas e sempre procurando coisas que desafiem minha imaginação.

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15 comentários em "[Bookserie] Engenharia Reversa: Parte XXXVI - Sayonara"

  1. Capitulo recheado de ação, Amanda começa mal e se recupera e Freja começa se vangloriando e acaba se dando mal :D

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    1. Obrigado, Lili. Eu acho que Freja mereceu,tinha que apanhar mais...rs

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  2. Nossa! Quanta ação!!!
    E eu ainda tava achando que o Freja ia conseguir algum jeito de escapar....pelo visto tava totalmente enganada kkkkkk a Amanda é bem curta e grossa: é logo no mirar e atirar

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    1. Ela não tava com muita paciência, rs. Valeu, Glabelly. Abraço!

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  3. André!
    Nossa! Quanta dor Amanda deve ter sentido... fiquei até com dó dela...
    Sdoro toda ação que consegue construir a cada novo capítulo.
    Desejo um final de semana carregadinho de luz e paz!
    “ Inteligência não é não cometer erros, mas saber resolvê-los rapidamente.” (Bertolt Brecht)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA novembro 3 livros, 3 ganhadores, participem!

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    1. Rudy, é sempre gratificante ler seus cometários, obrigado! Te desejo um excelente find!
      Abraços!

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  4. Oi André!
    Cada capítulo melhor que o outro!
    Amei a recuperação de Amanda e a forma que descreve sua dor ...
    Parabéns!
    Bjs!

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  5. Oi André.
    Bateu uma certa pena na Amanda agora.
    Adorei o capítulo, intrigante como sempre, te desejo muito sucesso e felicidades.
    Bjs.

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    1. Pois é, Marlene. Mas será que ele morreu mesmo? Obrigado! Bjs!

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  6. Oiiii!
    Coitada da Freja! Se deu bem mal.
    Adorei o capítulo, adoro um bom livro de ação!]
    Beijos e já quero o próximo.

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    1. Mereceu! Obrigado, Herica! Muito agradecido!

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  7. Que sofrimento o da Amanda até eu sofri junto com ela e que reviravolta ela deu fiquei impressionada, confesso que achei que era o fim dela, mas fiquei feliz que não foi rs.

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    1. Pois é! Mas será que ela conseguiu sair da nave a tempo??? Muito obrigado, Maria! Abraços!

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  8. Olá! Que capítulo hein... torcendo para que a Amanda tenha conseguido escapar da nave.

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