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11.9.18

Whitney, meu amor, Vol. 02 - Dinastia Westemoreland [Judith Mcnaught]

Whitney, meu amor
Ed. Bertrand Brasil, 2018 - 489 páginas
- "A encantadora e impetuosa Whitney não tem medo de dizer o que pensa. Por conta de seu comportamento pouco apropriado para uma moça da sociedade inglesa do século XIX, ela é forçada, pelo pai frio e severo, a mudar-se para a casa dos tios em Paris, onde recebe aulas para se tornar uma dama. Sob o cuidado dos amorosos e dedicados tios, ela desabrocha em uma mulher sofisticada e bela, tornando-se a sensação da esfuziante sociedade parisiense. Quando retorna à Inglaterra, está mudada, mas ainda deseja conquistar o belo Paul, seu primeiro amor. Mas há alguém que parece disposto a destruir sua felicidade: trata-se de Clayton Westmoreland, um poderoso duque, que está decidido a ter Whitney a qualquer preço."

Onde comprar:

Para que o leitor possa entender o estilo de romance de época que caracteriza "Whitney, meu amor" é preciso deixar bem claro que ele é muito diferente do que estamos acostumados, e como a própria autora disse, na carta ao leitor que se encontra no final do livro, o caminho percorrido até sua publicação foi longo e atribulado, muitas vezes fazendo-a duvidar se iria conseguir publica-lo, pois várias editoras o rejeitaram, por quê ele foge aos padrões dos romances de época, que normalmente são curtinhos e encantadores, com enredo simples e personagens poucos explorados. Contudo Judith Mcnaught queria construir uma história diferente, com mais emoção, sensualidade e com personagens sofisticados, criando um enredo completo, repleto de reviravoltas e desfechos surpreendentes. No meu ponto de vista a autora conseguiu atingir sua proposta.

Mesmo sendo o segundo volume da série Dinastia Westemoreland, a história deste livro transcorre 400 anos depois do primeiro volume, ao seja, são histórias distintas, a única coisa que os une é a descendência, pois Clayton Westemoreland, nono duque de Claymore é descendente do Lobo Negro, primeiro duque de Claymore. A série contém mais livros, mas os próximos serão de alguns ótimos personagens que compõe este volume.

A autora mantém as características do primeiro volume (apesar deste livro ter sido escrito primeiro, só então, depois do seu tremendo sucesso, ela escreveu Um Reino de Sonhos), suas heroínas são voluntariosas desde criança, mostrando que são mulheres fortes que não se deixam subjugar.

Whitney aos quinze anos não é uma menina fácil, tentando chamar a atenção de seu pai, acaba por fazer isso de modo negativo, constrangendo-o com seus modos nada convencionais para uma menina. Desde cedo se apaixonou por Paul Sevarin, e fez coisas escandalosas com o intuito de chamar sua atenção. Nada deu certo, pelo contrário, só irritou seu pai, que acabou lhe enviando para morar na França com sua tia, irmã de sua mãe, a fim de aprender boas maneiras.

"- O sr. Twittsworthy, meu professor de música, disse a meu pai que fica com urticária quando me ouve tocar piano. Não sei fazer nada das coisas que as moças devem saber fazer e, o que é pior, eu as detesto."

Na França, de patinho feiro, Whitney se torna um cisne, conquistando o coração de muitos cavalheiros, inclusive do belo Nicolas DuVille. Só que mesmo após quatro anos longe da Inglaterra, ela ainda se julga apaixonada por Paul. Quando finalmente seu pai a chama para casa, ela vê a chance de finalmente conquistar seu grande amor.

"Os homens diziam que era "devastadoramente bela" e "extremamente encantadora", declarando que sua beleza perseguia-os até em sonhos."

Ao retornar para casa, Whitney conhece seu novo vizinho, Clayton Westland, que na verdade é o duque de Claymore, disfarçado de homem comum, pois depois de conhecer Whitney na França, decide que será seu marido. Sabendo que o pai da moça está totalmente endividado e pobre, fecha um acordo de noivado com o mesmo, lhe dando todo o dinheiro de que precisa para se reerguer (uma pequena fortuna). Mas Whitney não sabe deste acordo.

Dinastia Westemoreland

Clayton é um homem lindíssimo, riquíssimo e superpoderoso. Afinal é um Duque, título que o põe abaixo somente dos Príncipes e Reis, o que o torna o solteiro mais cobiçado da Inglaterra. Acostumado a ter todas as mulheres sobre seus pés, a única que ele deseja realmente não quer saber dele, mostrando claramente que é apaixonada por outro homem, o que faz com que Cleiton fique ainda mais determinado a te-la para si.

"- Duque... - repetiu Whitney com desgosto.
O mais alto título de nobreza abaixo dos reis, mas para ela não significava nada."

Entretanto as coisas não correm bem para ambos os lados, Clayton tem seus planos frustrados quando Whitney decide se casar com Paul, e ela tem os seus quando descobre que já foi vendida pelo pai para Clayton.

"- Quem você pensa que eu sou? - parodiou Clayton. - Esqueceu que sou seu dono? Não foi você mesma quem disse que seu pai a vendeu, e eu a comprei?"

A autora cria algumas cenas que nos deixa irritada, com algumas atitudes bem déspotas do duque, mas logo depois ela suaviza com outras bem fofas, mostrando que ele se arrependeu, afinal Whitney não tem um temperamento fácil de lidar, e ela muitas vezes tem atitudes muito infantis, o que também não é um problema, pois durante a leitura, a personagem reconhece seus erros e aprende com eles.

É um romance rico em detalhes, que mostra o crescimento dos personagens no decorrer da história. Com diálogos espirituosos, muitos encontros e desencontros, Judith Mcnaught criou um romance a moda antiga, que me deixou rendida.

Clique na capa para ler a resenha do livro anterior:



Gisela Menicucci Bortoloso
Capixaba, leonina, analista de sistemas e mãe. Apaixonada por livros, sou uma leitora compulsiva e como o tempo é curto, leio em todo o lugar: esperando o elevador, dentro do ônibus, no salão de beleza... Ler é meu prazer e minha paixão!

Cortesia do Grupo Editorial Record
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comentários pelo facebook:

20 comentários em "Whitney, meu amor, Vol. 02 - Dinastia Westemoreland [Judith Mcnaught]"

  1. Oi, Gisela,

    O livro mostra quão indecisa a personagem, é. Acompanhar o processo de evolução da personagem, o desabrochar da mesma, vale a pena para o leitor.

    Em relação ao Conde, eu iria ficar com um pé atrás, em relação a tais atitudes apontadas.

    Enfim, não sei se é um livro que eu iria gostar...

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  2. Oi, Gisela,

    O livro mostra quão indecisa a personagem, é. Acompanhar o processo de evolução da personagem, o desabrochar da mesma, vale a pena para o leitor.

    Em relação ao Conde, eu iria ficar com um pé atrás, em relação a tais atitudes apontadas.

    Enfim, não sei se é um livro que eu iria gostar...

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  3. Acabei lendo uma resenha deste livro estes dias, em outro blog que acompanho e gostei muito de saber que ele é bem diferente dos "tradicionais". Não somente trazendo uma personagem tão jovem, que apesar das atitudes infantis, acaba amadurecendo com o tempo e com os erros, traz também um personagem masculino, aham, igual a todos que a gente lê por aí,mas que também prova que as pessoas podem sim, mudar!
    Mesmo com alguns tropeços, quero sim, poder conferir a história!
    Beijo

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  4. Oi Gisela, eu amo Judith e a capacidade que ela tem de envolver e despertar todo tipo de emoção, mas tenho que dizer que essa é a história mais polêmica dela pra mim e apesar de achar que ela escreve muito bem, houveram muitas cenas que me deixaram chateada. Whitney é mimizenta sim, mas acontece muita coisa com ela que eu desaprovo. Ainda assim, é um livro que vale a pena, porque é da Judith e eu acho que todas as suas histórias valem a pena, mesmo as que não são minhas favoritas. Eu tenho a versão bestbolso mas quero ter essa também, a capa está lindíssima ;)

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  5. Quero muito ler o primeiro livro e esse também me chamou muita atenção. É uma história cheia de reviravoltas e um grande amor que não morreu com o passar dos anos. Mais uma vez vemos que o dinheiro já mandava naquela época e que as mulheres eram vistas como um mero produto. Vou ler com certeza!

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  6. Oi Gisela,
    Quando se trata de romances de época sempre vejo recomendação das mesmas autoras, então é muito bom receber a indicação de uma autora que ainda não conheço. Provavelmente são as diferenças em relação a outros livros do gênero que desperta nos leitores curiosidade em ler Whitney, meu amor. Adoro histórias onde a protagonista é mais moleca e depois de um tempo se transforma em uma bela mulher, para a surpresa de todos. Whitney se mostra determinada desde cedo e certa sobre quem ela quer ficar. O acordo acertado entre Clayton e seu pai pode colocar seu plano a perder ou lhe mostrar que talvez o que ela sinta por Paul não seja verdadeiro. É uma história que tem muito a ser desenvolvido e promete uma leitura bem agradável.

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  7. Olá Gi!
    Li poucas resenhas sobre esse livro mas foram lindas e me fizeram querer ainda mais ler e conhecer a escrita da autora, parece muito boa.
    Eu que sou fã do gênero desejo e torço ler muito em breve.
    Bjs!

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  8. Olá! Primeiro eu preciso dizer que adoro a escrita da Judith, e essa nova versão do livro está linda, AMEI a capa, a versão que eu tenho é de bolso, por isso, estou louca para adquirir esse, Whitney realmente é uma personagem bem intensa e cheia de personalidade, a apesar de ter ficado chateada com Clayton em alguns momentos, é impossível não amar o romance desse casal!

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  9. GI!
    A autora tem uma forma de escrita bem envolvente e traz essa montanha russa de emoções que mexem com nosso coraçãozinho ao lermos.
    Não li esse ainda, e achei interessante as personagens e a intensidade das personalidades descritas.
    “O prazer dos grandes homens consiste em poder tornar os outros felizes.” (Blaise Pascal)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA SETEMBRO - 5 GANHADORES - BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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  10. Oi Gi,
    Legal essa contextualização de que ele foge dos romances de época e que não foi tão fácil assim conseguir publicá-lo.
    Nem li, mas já fiquei revoltada com esse quote do Duque :P

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  11. Oi, Gisela!
    Detesto mocinhas com atitudes infantis igual a Whitney, e mocinhos que se comportam feito um déspota como o duque, sinceramente estou com um pé atrás em relação a Whitney, meu amor, por isso ele não vai para a minha lista de leitura mas se surgir a oportunidade de o ler talvez eu arrisque a leitura... Abraços!

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  12. Olá!
    Eu já vi livro dessa autora, mas ainda não e pretendo muito.. A historia me deixou curiosa, ainda fugindo do padrão do romance de época.

    Meu blog:
    Tempos Literários

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  13. Já ouvi falar desse livro e pelo o que me recordo ele tinha outra capa. Eu ainda não li nenhum romance de época, esse pelo visto é o maior de todos os que eu já vi em algumas resenhas. Quatrocentas e oitenta e nove páginas não é pouca coisa não. Quando vejo uma resenha de romance de época logo percebo com quem a mocinha vai ficar, é difícil não perceber. Já esse me deixou um pouquinho em dúvida. Afinal, ela realmente não estava apaixonada pelo outro desde sempre? No início da resenha você disse que existem várias reviravoltas. Imagino os leitores lendo e falando "Não acredito", "Como assim?", "Sério isso?". Sempre bom se surpreender com o livro. Legal saber que a personagem apesar de ter atitudes infantis consegue melhorar e aprender com suas atitudes, assim como o personagem. Ver o crescimento dos personagens é algo essencial para mim.

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  14. Oi, Gi!!
    Ainda não li nada da Judith Mcnaught, gostei de ver que o livro foge dos tradicionais e que acompanhamos a transformação de patinho feio em cisne da Whitney, espero ter oportunidade de fazer essa leitura.
    Bjos

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  15. Achei legal a autora vir com uma proposta diferente do padrão normalmente aceito para os romances de época. Trazer um enredo mais trabalhado em detalhes e personagens mais elaborados é uma característica que pra mim tem seu valor. O amadurecimento deles durante a trama também acho importante.

    Evandro

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  16. O que mais chama atenção é a proposta de padrões de romance de época que a autora tenta ultrapassar e isso é muito interessante em todo processo da Leitura o que se diferencia e chama mais atenção mais interessante também é o amadurecimento da trama não fica aquela coisa linear sempre tem altos e baixos e coisas do tipo

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  17. Não sou muito apegada ao gênero, mas achei legal que a autora tentou inovar (e obteve sucesso nisso).
    As personagens parecem bem construídas e cheias de personalidade, gosto que haja amadurecimento tanto nestes quanto na história em si. Irei buscar sobre o primeiro volume.

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  18. Ola, Gi
    Li várias resenhas deste livro e minha curiosidade para ler só aumenta.
    Não leio romances de época pela quantidades de livros que uma série possa ter, mas nessa me interessa muito.
    O livro é longo porque a autora teve que amadurecer a Whitney e o conde é bem arrogante quando diz que comprou ela.
    Beijos

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  19. Amo romances de época e fiquei meio na dúvida esse livro pode ser lido antes do primeiro ou tem alguma relação,visto que tem uma passagem de 400 anos?

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