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14.7.16

Ídolo, Vol. 5 - Série Real [Katy Evans]

Katy Evans
Ed. Novo Século, 2016 - 304 páginas:
      Pandora Stone nunca conseguiu se recuperar depois que Mackenna Jones sumiu de sua vida e destruiu seu coração. Mas encontra uma chance de se vingar do ex, hoje lendário vocalista de uma banda de rock. Haverá um grande show em Seattle. E ela tem que estar lá. Junto da amiga Melanie, pretende provocar a maior humilhação na carreira de Kenna em pleno palco. Apanhadas pelos seguranças, uma inesperada reviravolta ocorre: Pandora é convidada a participar das gravações de um filme sobre a banda, pois sua história mal-resolvida com a estrela do rock promete trazer a emoção que faltava ao longa. A garota aproveita a oportunidade para arquitetar uma nova vingança. Mas não esperava que seu ódio por Kenna pudesse vacilar. Ele ainda a fascina, a provoca, bagunça seu coração. Sua presença sempre a incendeia, traz de volta memórias maravilhosas que ela adoraria enterrar para sempre, pois machucam demais.

Onde comprar:

Confesso que esperava um pouco mais da personalidade de Pandora já que principalmente no começo do livro ela estava muito parecida com a Brook nos termos "Ai meu Deus que bunda maravilhosa", "Que braços musculosos", " Que coxas torneadas", etc. Mas admito que conforme a história foi avançando e a narrativa de Mackenna foi introduzida na história, começou a valer a pena.

Pandora é amiga gótica de Melanie e Brooke, que tem ódio mortal pelos homens, mas que nunca explicou para ninguém o real motivo desse sentimento.

Pois bem, Pandora era apaixonada por Mackenna quando ambos tinham 17 anos, ela sofria bullying na escola e ele a defendia. Mackenna era o garoto mais popular da escola, mas tinha um pai problemático, que foi preso por tráfico de drogas e todos os seus amigos lhe viraram as costas, exceto Pandora.

Porém, a mãe de Pandora é a promotora que ajuda a condenar o pai de Mackenna. Mas isso também não impede que o amor entre os dois cresça cada vez mais. Eles tiveram suas primeiras experiências sexuais juntos, foram o primeiro amor um do outro, sendo assim, marcaram uma data para fugir juntos. Mas Mackenna nunca apareceu no lugar marcado e também nunca deu satisfação do que aconteceu.

Agora, seis anos depois do ocorrido, Mackenna é o famoso roqueiro em uma banda de muito sucesso que está se apresentando em Seattle e Pandora vê aí, sua grande chance de humilhá-lo. Ela vai ao show com sua amiga Melanie, munidas de tomates e ovos. E esperam o momento mais apropriado para atacá-lo. O estrago é instantâneo, porém antes que as duas possam comemorar, são agarradas pelos seguranças e levados para dentro.

O maior sucesso da banda é uma música chamada Pandora Kiss, composta por Mackenna. Nessa música, ele diz coisas terríveis sobre uma suposta garota que até então todos achavam que não existia, e o aparecimento da real musa inspiradora causa um verdadeiro furacão na vida de todos, pois eles estão lançando o filme sobre a banda e querem que ela agora faça parte disso.

A princípio Pandora pensa em recusar o convite, mas ao ver o quanto Kenna se empenha para impedir que isso aconteça e vendo que sua vingança pode ser maior do que ela esperava, ela aceita. Inventa uma desculpa para sua mãe, para o seu trabalho e se despede da priminha que mora com elas, a doce Magnólia de 5 anos, prometendo voltar em no máximo três semanas.

Kenna é adorado por todos, principalmente por seus fãs e ele nunca imaginaria encontrar Pandora em tal circunstâncias. E ele já se partiu em mil pedaços uma vez e está disposto a não deixar que isso aconteça novamente.

Durante este curto período juntos, e como a convivência constante, vários sentimentos e velhas mágoas acabam surgindo. Mackenna tinha certeza que isso era um erro. Mas acaba percebendo que a situação atual só prova que Pandora é mesmo a mulher de sua vida e que lutar por ela será inevitável. Pandora descobre que toda história tem dois lados e que ele não foi o único culpado pela separação no passado e que ambos tem a sua parcela de culpa.

A trama é recheada de mistérios, segredos, dramas e muitas cenas picantes. Particularmente esperava um final diferente, pois dá à entender que talvez teria espaço para uma continuação, mas até onde sei, este não é o caso. Ficaram vários pontos soltos na história e não gosto quando isso acontece. Agora é esperar pra ver se acaba realmente assim ou se teremos outro livro deste lindo casal.

Para os fãs da série, não fiquem preocupados, Remmy, Brook, Greysson e Melanie estão presentes neste livro para matarmos a saudade, é claro. A série terá um sexto livro, que terá como protagonista Maverick “the Avenger” Cage.

Série Real - Clique nas capas para ler as resenhas:


 Cortesia da Editora Novo Século
Adriana Macedo
Sou Adriana do blog Meu Passatempo blá blá blá moro em Vila Velha - ES. Troco qualquer balada pela tranquilidade do meu lar. Adoro ler, musica alta, series e filmes. Exatamente nessa ordem. Simples assim.
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30.7.15

Meu 1º Larousse dos Heróis [Françoise de Guilbert]

Ed. Larousse, 2006 - 160 páginas:
      'Meu 1º Larousse dos Heróis' apresenta aos pequenos leitores uma amostra do universo que os aguarda na vida literária. Através de ilustrações bem-humoradas e textos concisos, a obra os permite conhecer personagens nacionais e universais como D'Artagnan, Sherazade, Merlim, Hércules, Osíris, Adão, Eva, Peri, Brás Cubas, Curupira e muitos outros. 


Onde comprar:


UMA FONTE FÁCIL DE DESCOBERTAS

Há livros que são gratas surpresas em nossas vidas. Este é um desses livros!

Quando recebi o exemplar (e diga-se de passagem publicado em 2006, bem antiguinho), achei interessante, já que a promessa do livro era:

"A infância é uma busca constante por resposta, e a coleção Meu 1º Larousse, uma gostosa fonte de consultas. Quer saber por quê? Muito fácil! É só abrir o livro para começar a descobrir."

A principio é um livro direcionado para crianças, porém ao ler as primeiras páginas deste livro específico, vi um potencial interessante e resolvi compartilhar com vocês.

O Larousse dos Heróis, traz um resumo de vários clássicos literários, para todos os gostos. O livro é dividido entre: Capitulo 1 - Príncipes, princesas e cavaleiros, Capitulo 2 - As grandes aventuras, Capitulo 3 - Heróis da Bíblia, Capitulo 4 - Heróis da mitologia e Capitulo 5 - Nossos heróis (Brasil).

Muitos dos livros clássicos que li, estavam ali, resumidos em pouco mais de duas páginas, de forma linda e divertida. Como o livro é rico em imagens, também leva o leitor a uma viagem sem fim.

Claro que o livro é recomendado principalmente para o público infanto-juvenil, mas veja o que é interessante: se você nunca leu algumas obras clássicas como As Mil e Uma Noites, Robinson Crusoé, A Ilíada, Vidas Secas ou mesmo a Bíblia e seus heróis, vai com certeza ter bastante curiosidade.

Eu recomendo o livro. Não sei se será fácil encontrá-lo, mas com certeza será algo que você e seus filhos vão adorar, além de ser um belíssimo presente para leitores iniciantes.


Marcos Graminha é leitor viciado em terror e vampiros. Conta com um acervo de mais de 1500 livros sobre esses assunto. Proprietário de um sebo na cidade de Vila Velha, dedica sua vida a desvendar os mistérios desses "filhos da noite". contato: marcos.graminha@gmail.com

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29.7.15

Laços de Sangue, Vol. 01 - Série Bloodlines [Richelle Mead]

Ed. Seguinte, 2013 - 432 páginas:
      Sydney estava encrencada. Em sua última missão, ela tinha ajudado a dampira Rose Hathaway a escapar da prisão, e essa aliança foi considerada uma traição grave, já que vampiros e dampiros são criaturas terríveis e antinaturais, ameaças àqueles que os alquimistas devem proteger: os humanos. Com sua lealdade colocada em questão, Sydney se sente obrigada a voluntariar-se para uma tarefa nada agradável: ajudar a esconder Jill Dragomir, uma princesa vampira que está sendo perseguida por rebeldes que querem o poder. Caso ela seja capturada e assassinada, a rainha Lissa ficará sem nenhum parente vivo e, como manda a lei, terá de abdicar do trono - o que culminará numa guerra civil tão sangrenta no mundo dos vampiros que certamente afetará a humanidade.  

Onde comprar:

Livros vampirescos nunca foram os meus preferidos, mas vira e mexe eu me arriscava em ler um ou outro. E assim conheci a série Academia de Vampiros, e, consequentemente, a série Bloodlines, um spin-off da saga de mais sucesso da Richelle Mead.

Mesmo sendo um spin-off, considero mais como uma continuação da série, só que em um universo diferente. Desta vez, no mundo dos humanos.

Neste mundo, vampiros lutam entre si. Há os Moroi, os vampiros clássicos, com poderes mágicos e necessidade de sangue, os Strigoi, os vampiros diabólicos e imortais (que se alimentam de Morois) e os dampiros, meio humanos, meio Morois. Estes últimos, são os guardiões dos Moroi, e são designados a os proteger de qualquer ameaça (a maior delas, é claro, são os temidos vampiros Strigoi)

Além disso, temos os alquimistas, humanos que também são os guardiões, porém, desta vez, da sua própria raça, e são responsáveis pela transparência deste mundo oculto.

Sydney, a protagonista, foi criada com o ensinamento de que vampiros eram seres antinaturais e repugnantes, mas, mesmo sentindo receio em confiar neles, não os achavam tão diabólicos assim, ainda mais depois de ajudar Rose Hataway, a dampira protagonista de Academia de Vampiros (o que lhe trouxe vários problemas, já que uma alquimista ajudando um vampiro por motivos não profissionais era visto como algo repulsivo e contra todos os ensinamentos alquimistas).

E assim Sydney começa o livro, explicando sua jornada, seus medos e suas inseguranças em relação à sua criação e ao seu futuro. Ela não sabia o que fariam com ela, que agora era vista como uma traidora, e muito menos o que aconteceria com a sua irmã, Zoe, que era a sua provável substituta. Porém, Sydney sabia que mesmo com um treinamento básico, Zoe não daria conta e acabaria virando refeição de vampiros em sua primeira missão.

Para proteger não só a sua irmã, mas também a si mesma, ela faz de tudo para receber a missão que originalmente foi enviada para Zoe, e acaba conseguindo. Desta vez, ela teria que, não só proteger a princesa, Jill, mas também teria que se passar por estudante do ensino médio, mesmo depois de ter se formado a mais de um ano. É claro que o que deixava a situação desconfortável era o fato de que ela nunca tinha de fato frequentado uma escola, sempre foi educada em casa com o auxilio de seu pai.

E essa é a trama inicial de Laços de Sangue, com vampiros e alquimistas tentando se disfarçar como adolescentes ordinários em uma escola classuda na Califórnia.

Devo dizer que eu tinha muitas expectativas sobre esta nova perspectiva deste mundo da Richelle Mead, e todas elas foram atingidas desde o primeiro capítulo. Academia de Vampiros não foi a melhor leitura que eu já tive, mas foi algo que me prendeu do primeiro até o ultimo livro e me fez amar os personagens e estes vampiros que eu de fato nunca pensei que iria gostar.

Se Laços de Sangue é superior á Academia? Sim! Seja pela escrita, que melhorou completamente, ou pela visão de humanos convivendo com vampiros, este livro realmente superou o seu carro-chefe. Porém, olhando por outro lado, não superou os personagens apaixonantes e as cenas de ação de O Beijo das sombras, apesar de termos personagens incríveis e adoráveis neste livro.

A narrativa é muito boa e nada enrolada. Os dramas são bem pensados e os mistérios são excitantes, apesar de algumas vezes fáceis demais de se resolver.

Estudante carioca de 14 anos apaixonado por livros e por séries de TV. Li 23 livros em 4 meses de 2014 e 24 em 2013. Membro da Franqueza em Divergente, morador do Distrito 12 em Jogos Vorazes, Moroi em Academia de Vampiros e Caçador de Sombras em Os Instrumentos Mortais.

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28.7.15

O Penúltimo Capítulo [Clarice Pessato]

Ed. Imprensa Livre, 2015 - 208 páginas:
      Ao referir-se a capítulos, a autora faz uma alegoria como se a vida fosse um livro esperando um último capítulo com final feliz, Clarice, uma jovem de 18 anos, ativa e cheia sonhos, vê sua vida se transformar quando foi vítima de um acidente automobilístico que a deixou tetraplégica. Ela conta a história da luta contra a tetraplegia e a discriminação e que, pela fé, venceu o sofrimento e a falta de respostas, recebendo a capacidade para superá-los. Também mostra como Deus pode usar até mesmo as experiências mais dolorosas de nossa vida a fim de levar-nos para mais perto dEle e executar seus propósitos em nós e através de nós. 

Onde comprar:



Esse livro conta a emocionante historia de Clarice Campo Pessato que nasceu numa cidadezinha chamada Arvorezinha no interior do RS, sempre foi uma boa filha, cuidava da casa e dos irmãos e depois que começou a estudar mudou de cidade para ter novas experiências e quando foi para a faculdade acabou por se mudar novamente.

Ela passou por varias mudanças, sua vida amorosa desabrochou e ela fez novos amigos, mudou de curso na faculdade mas, quando voltava de uma visita a família, uma tragédia acontece e a vida dela fica de cabeça para baixo, ela fica tetraplégica .

Fazendo parte da família se mudar para Porto Alegre por ela ter que ficar muito tempo no hospital, acabou conhecendo novas pessoas com a mesma realidade ou parecida, o que ajudou sua família nessa nova fase. Ela acabou por mudar de curso novamente e seguir para um rumo antes desconhecido que abriu vários caminhos na realidade que ela aprendia a viver e nas varias dificuldades que apareceram.

Uma historia real, que mostra os altos de baixos da vida, e mostra um exemplo de mulher e uma pessoa forte que superou os obstáculos com muita fé e amor.

"A expressão 'atitude é altitude' virou lema das palestras motivacionais, porque são nossas atitudes que determinarão nossa altitude. Por isso ao invés de me concentrar nas minhas limitações, sou grata a Deus pelas distâncias que elas me fazem alcançar. Refiro-me a melhor e mais importante atitude que tomei na vida: seguir e servir a Jesus, o Cristo. Ele me faz alcançar as alturas."

SOBRE A AUTORA 

Clarice Campo Pessato nasceu no interior do Rio Grande do Sul. Primogênita de três irmãos, desde criança era interessada em ser uma boa filha, boa aluna e boa religiosa. E em Novembro de 2013 lançou seu livro: 'O Penúltimo Capítulo'.

"Já faz anos que alguns amigos sugeriram que eu escrevesse um livro, porém, apesar de já ter iniciado mais de uma vez, eu não consegui concluir. Eu queria um último capítulo com final feliz, segundo o meu conceito humano, e isso impediu que este livro fosse divulgado antes."





Contato: claricepessato@hotmail.com.br
Facebook: https://www.facebook.com/openultimocapitulo
Site: http://claricepessato.wix.com/livro
Blog: openultimocapitulo.blogspot.com.br

Guarapariense, gastrônoma e apaixonada por todos os tipo de arte. Ler é uma forma de escape prazeroso da nossa realidade. Assim como as comidas que cozinho me alimentam o corpo, os livros alimentam minha alma.
27.7.15

Star Wars: Provação [Troy Denning]

Ed. Aleph, 2015 - 404 páginas:
      'Star Wars - Provação' se passa 40 anos após o acontecimentos do filme Star Wars - Episódio VI. A trama se inicia quando Lando Calrissian pede ajuda para enfrentar um grupo de piratas em uma de suas minas. Dois grandes vilões, movidos por vingança e ambição e talvez ainda mais perigosos que o próprio Império, farão o ex-contrabandista e a esposa, agora cavaleira Jedi, se unirem novamente a Luke nessa aventura que explora dinâmicas da força de uma forma nunca antes feita. 


Onde comprar:



UM BRINDE AOS AMIGOS

Essa é a primeira vez que leio um livro de STAR WARS. Já li quadrinhos, já vi os filmes umas dezenas de vezes, já vi os desenhos, já joguei várias aventuras, mas foi a primeira vez que li um livro.

Antes de falar do texto, vou falar sobre a qualidade do livro. DEUSES!!! O livro é lindo do começo ao fim. A cada capitulo, duas páginas pretas, com estrelas e um planeta e uma Millennium Falcon (a nave do capitão Han Solo). Esse é o símbolo supremo de Star Wars que nunca pode faltar.

O escritor, Troy Denning conseguiu trazer para o livro o mesmo clima dos filmes, aquelas pausas dramáticas com cenas espaciais, quase consigo ver o filme enquanto leio, ouvir os barulhos dos sabres de luz em combate e tudo mais. Sensacional!!!!

A história, é o roteiro que será usado para o filme 7, que estreia no fim do ano nos cinemas. Claro que o filme vai abordar muitas informações, como a vida de Han Solo e de sua mulher, a Princesa Léia. A família que formaram, seus filhos e tudo o que houve. Também vai abordar a vida de Luke Skywalker o grão mestre da Ordem Jedi, seu casamento, seus filhos e os dramas.

O livro Provação é a última aventura de todos estes personagens e seus descendentes e amigos. Claro que o livro é um spoiler sem fim, de histórias que antecederam ele, então, claro que ler o livro, me fez ficar com agua na boa pra ler outras sagas anteriores (e já estou providenciando isso).

Para quem gosta de Star Wars, como eu, ler o livro não é um acesso a spoiler do filme, na verdade, o filme tem seu valor: Ver tudo o que foi lido em ação. Já li os quadrinho se sabia de tudo que ia ocorrer, então não foi muita surpresa.

Mas se você não conhece nada de Star Wars, a não ser os filmes, então, essa é uma leitura do tipo ame ou odeie. Não há nada de ruim, entenda, mas como eu disse, o livro trás muitos spoilers de fatos que constam em outros livros. E você terá que ler esses outros livros, para entender todas as circunstâncias que levaram os personagens onde estão, dentro desta história.

Quer saber se recomendo? CLARO!!! O livro é muito bom e realmente indispensável para aquela pessoa que se acha fã de Star Wars.

QUE A FORÇA ESTEJA COM TODOS VOCÊS!!

Cortesia da Editora Aleph

Marcos Graminha é leitor viciado em terror e vampiros. Conta com um acervo de mais de 1500 livros sobre esses assunto. Proprietário de um sebo na cidade de Vila Velha, dedica sua vida a desvendar os mistérios desses "filhos da noite". contato: marcos.graminha@gmail.com

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24.7.15

[Bookserie] Engenharia Reversa: Parte X - Inocência e Oportunismo



Engenharia Reversa


Parte X - Inocência e Oportunismo


Jorge está semi nu. Seu corpo flutua no ar cinquenta centímetros acima do chão. Com os braços e as pernas abertos e esticados, ele é a quase perfeita imagem do Homem Vitruviano, não fossem as amarras energéticas brilhantes e pulsantes envolvendo seus tornozelos e pulsos. Por sorte, ele está completamente dopado e em sono profundo, não sentindo o incômodo de ficar por horas a fio naquela posição ingrata.

Inquietos feixes luminosos em tons que vão do vermelho ao amarelo examinam o corpo do prisioneiro, procurando por surpresas eletrônicas desagradáveis escondidas sob a pele, como, por exemplo, nano-localizadores ou cápsulas de toxinas, além disso, ajudam a monitorar o exército de nano-robôs injetados no corpo do homem e que agora estão controlando seu CND e extraindo toda e qualquer informação de sua memória.

O cômodo foi especialmente projetado para aquele tipo de trabalho, possui dois metros e meio de largura por dois e meio de altura. A iluminação provém apenas de uma gasta lâmpada florescente. Em cada parede lateral, além dos geradores das amarras energéticas, sensores mecânicos correm por pequenas esteiras que vão do chão ao teto, cada um deles lançando seus raios examinadores sobre o corpo de Jorge.

Na parede à frente do prisioneiro existe a única porta, onde estão instaladas diversas câmeras de video que transmitem o sinal para um salão exterior, lá, em uma larga estação de trabalho, um homem de meia-idade e compleição indiana opera equipamentos digitais com toda a atenção.

Os dados correm em alta velocidade por vários monitores antiquados, mas nada escapa ao olhar atento do operador. Para obter a preciosa informação: parte da senha que daria acesso ao bilhões roubados pelo prisioneiro, os nanos-robôs precisam acessar profundas memórias subconscientes e procurar os padrões em cada neurônio. Porém, algo na mente de Jorge estava dificultando bastante o processo de exploração mental, provavelmente alguma droga preparada para esse objetivo, de certo um firewall bio-químico. A outra parte da senha está com Marcela, a cúmplice do homem e que havia sido capturada pelo caçador de recompensas conhecido como Coveiro.

Então, o indiano percebe algo que chama sua atenção. Com um toque num antigo equipamento, um teclado, ele congela um bloco de dados para então, usando outro equipamento antiquado, um mouse, arrastá-lo e soltá-lo em outra parte da tela, onde os bits e bytes são convertidos em pixels. Arqueia as sobrancelhas ao ver as imagens ali representadas.

A grande porta de vidro enegrecido se abre no canto oposto ao cubículo de exames. Uma menina recém saída da infância, de pele alva e cabelos negros ondulados, entra na sala bocejando e arrastando os pés, andando na direção do indiano. O ambiente é bastante limpo e minimalista em cada detalhe, além da estação de trabalho e dos equipamentos dispostos próximos a ela, há apenas um grande sofá, posicionado de frente para a imensa janela que preenche um dos lados do salão e por onde é possível ver o oceano que se agiganta a perder de vista. O piso é de mármore branco, frio ao contato com os pés descalços da garota, e as paredes são claras e possuem centenas de pequenos detalhes esculpidos em relevo, que só são claramente entendidos ao serem vistos bem de perto: são representações artistícas de guerreiros romanos.

Ela se aproxima do homem, acha divertido ele usar tantos equipamentos primitivos, tantas "relíquias", como sua mãe gostava de dizer. Nota que ele está muito entretido observando um monitor. Olha por sobre os ombros dele e vê imagens aleatórias de uma mulher jovem, loira, as vezes sorrindo timidamente, as vezes séria e com o olhar profundo.

- O que é isso, Raji?

Ele se assusta, não percebeu a aproximação de Graziella. Recompõe-se rapidamente.

- Já acordou, Grazi?

A menina boceja e faz que sim com a cabeça. Raji sorri, pois gosta da companhia da filha de sua sócia. Responde:

- São memórias. Memórias do criminoso que sua mãe capturou.

- Sei. - Diz ela olhando curiosa para toda a parafernália eletrônica, a dúvida brotando nos pequenos olhos. - Mas eu não entendo, papai diz que as coisas que mamãe faz não são corretas, mas aqui todo mundo parece gostar.

Graziella é filha do primeiro casamento de Dianna. A menina passa a maior parte do ano com Paollo, o pai, em Cagliari na Sardenha, onde caçadores de recompensas não são tolerados, são presos e executados. Por conta desse e de outros detalhes, a relação entre Dianna e Paollo havia se deteriorado, ficando Graziella no meio do fogo cruzado e sendo alvo da disputa dos pais, pois, como mandava a tradição da família de Dianna, a menina deveria ser sua sucessora no clã de caçadores. Raji sentia pena dela, lamentava pelo momento em que toda a inocência lhe seria arrancada quando o treinamento chegasse; Paollo nada poderia fazer para impedir, pois o clã Médici é poderoso e conhecido por não perdoar.

- Bem, pequenina - diz ele com toda a calma e paciência do mundo - aqui as coisas são um pouco diferentes da Sardenha. Existe muita gente ruim, como o Jorge ali, e eles são tão espertos que conseguem até enganar o governo. Então, pessoas como sua mãe são necessárias para trazer esses criminosos para a justiça; o que sua mãe faz é muito bom para a sociedade, entende?

- É, eu acho que entendo. - Ela diz, a voz insegura. Volta a olhar para o equipamento. Raji percebe que a melhor coisa a se fazer é mudar de assunto.

- Você fez uma grande viagem e dormiu a tarde inteira, deve estar com fome. Quer que eu prepare alguma coisa?

Graziella não responde, curiosa, observa atenta todos os monitores. Vê em um deles a imagem ao vivo de Jorge, preso pelas correntes energéticas e sendo monitorado constantemente pelas luzes dançarinas. Vê as informações deslocando-se apressadas pelas janelas gráficas dentro dos antiguados tubos catódicos, um esquadrinhamento mental no pobre prisioneiro. Na mesma tela em que as memórias contendo a jovem loira são apresentadas, um desenho tridimensional do cérebro de Jorge aparece destacando regiões encefálicas em cores quentes. A menina aponta um dedo para o desenho no monitor.

- Ele está pensando nessa moça? Quem é ela?

- Ele não está pensando, querida, está sonhando. E o que você está vendo são as imagens do subconsciente do Jorge. Essa é a Marcela, é a namorada dele e também é uma criminosa perigosa.

A garota faz uma careta.

- Bem, pra mim ela não parece ser perigosa! E por que essas cores no cérebro dele?

Raji se ajeita na cadeira, Graziella havia herdado toda a curiosidade da mãe, e provavelmente não descansaria até ter todas as respostas.

- Então, essas são as regiões do cérebro afetadas por sentimentos sinceros, em outras palavras, pelo amor. Agora sabemos que Jorge de fato ama Marcela, até então achávamos que eles eram apenas parceiros de crime, que ele a estava usando para concluir seus planos.

Graziella parece estar hipnotizada pelos gráficos, pelas tonalidades de cores fortes que pulsam e oscilam na renderização vetorial da massa encefálica de Jorge.

- Bonito. - Ela diz, encantada.

Raji fica surpreso com a resposta.

- Bonito? Como assim, bonito?

- Ora essa, Raji, o amor é bonito! E essas cores aí também. É desse jeito que fica nosso cérebro quando amamos?

"A inocência das crianças é admirável", pensa o indiano. Contudo, o segredo para quebrar a defesa bioquímica de Jorge foi revelado: é Marcela, assim, a captura da engenheira se torna ainda mais necessária. "O amor de fato é lindo, ainda mais quando é usado ao seu favor." O mesmo sentimento que trazia tanta felicidade para Jorge agora seria utilizado para destruir seus planos. Uma janela de oportunidade se abre para Raji. Ele se levanta da cadeira, pegando com delicadeza o braço da menina.

- Vamos comer alguma coisa, Grazi. Eu estou morrendo de fome, e com certeza você também está!

Ela obedece, realmente tinha fome embora havia se esquecido disso. Antes de se levantar, Raji codifica um arquivo e o envia para Dianna, que nesse momento está muito longe dali, camuflada e esperando uma oportunidade para atacar a nave do Coveiro e capturar Marcela.

Raji preparou um lanche generoso para Graziella, que permaneceu na cozinha da mansão enquanto ele retornou para a estação de trabalho no grande salão.

Checa os monitores, confere o trabalho dos nano-robôs na mente de Jorge. "É hora de acabar com esse firewall bio-químico", ele pensa. Vê a resposta de Dianna: "Excelente, Raji. Mas se você usasse um CND, já teria descoberto isso muito mais cedo." Ele ri, CND's ? Computadores implantados em seu cérebro? Jamais! Nunca confiou no governo de seu próprio país, fugiu de lá quando os implantes se tornaram obrigatórios. Mas reconhecia o valor do equipamento, afinal, se Jorge não usasse um deles nunca poderia ter sua mente desmontada daquele jeito.

Inicia os trabalhos. Através de um software e utilizando os nano-robôs captura vários flashs de lembranças de Jorge, todos em que Marcela aparece. Carrega um programa de edição de memórias, para onde joga a série de imagens da namorada do prisioneiro. Em seguida, programa um ciber-crawler e ordena a ele que vasculhe a Hypernet em busca de todas as informações sobre Marcela: fotos, videos, registros de acesso diversos. Lança o programa na rede e bebe um gole de chá de hibisco, estala os dedos e descansa alguns minutos. Volta a trabalhar.

Puxa o teclado e começa a digitar comandos diversos, que se traduzem em ações nos monitores, colocando as diferentes imagens de Marcela em um cenário virtual. Cria um modelo em três dimensões da mulher, aplica sobre ele camadas e mais camadas de efeitos, usando como fonte os dados copiados da memória de Jorge. Enfim, digita o comando "make /all". As máquinas começam a trabalhar em perfeita sincronia, seus micro-processadores atingindo a frequência máxima de computação. Raji relaxa, observa as centenas de bytes correndo de cima para baixa verticalmente nos "antiquados" monitores. Termina seu chá, checa em uma das câmeras a cozinha, onde agora Graziella está comentado um sorvete e se divertindo com um console de video-game portátil, "perigosamente conectado no CND dela", pensa ele.

Finalmente, o bio-programa está pronto. Agora basta implantá-lo no prisioneiro. Raji arrasta o arquivo para outra tela, onde o software de controle dos nano-robôs está rodando. Imediatamente o arquivo é transmitido para as centenas de nano-máquinas dentro do cérebro de Jorge, que por sua vez o implantam no CND do homem afim de atingir o subconsciente.

Uma imagem de Marcela se forma no córtex de Jorge. Raji fica atento e observa com empolgação a taxa de ondas occiptais aumentar consideravelmente no lóbulo frontal do executivo. A taxa REM também sobe acima dos níveis normais. A medida que o bio-programa carrega seus dados no subconsciente, as cenas transmitidas vão se tornando mais fortes, mais violentas; Jorge presencia uma sessão de tortura terrível com sua namorada, e ao mesmo tempo uma voz reconfortante lhe diz para desistir de lutar, para entregar a senha, caso contrário, o sofrimento de Marcela só irá piorar.

Enfim, a mente do prisioneiro começa a ceder, enfraquecendo o firewall bio-químico e liberando áreas mais profundas no subconsciente para os nano-robôs. É isso. Padrões comerciais adotados pela Siracusa vão emergindo no meio dos novos fragmentos obtidos pelas nano-máquinas, são as partes da senha. Raji vibra. Os novos dados obtidos dos neurônios do prisioneiro são copiados e decodificados, convertendo-se em um arquivo digital. Sucesso, oportunidade aproveitada. Ainda totalmente em sono profundo, Jorge sibila dentro do cubículo, lágrimas escorrem de seus olhos e se chocam na poça de suor que formada no chão.

O bio-programa com a perfeita simulação da tortura de Marcela é encerrado, levando os sinais vitais do cativo ao nível normal. Agora, era só esperar Dianna chegar com a mulher para que o mesmo procedimento fosse aplicado a ela. Raji se levanta da poltrona e se dirige à cozinha para passar um tempo com Graziella, preparar uma nova dose de chá de hibisco e descansar um pouco, afinal, precisaria ainda alterar o programa de tortura para ser executado no CND de Marcela. Agora é a vez da Fúria fazer sua parte.


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Aspirante a escritor, inquieto por natureza, ainda tenho vontade de mudar o mundo ou pelo menos colocar um monte de gente para pensar. Viciado em livros, games, idéias loucas e sempre procurando coisas que desafiem minha imaginação.
23.7.15

Dez, nota dez! Eu sou Carlos Imperial [Denilson Monteiro]

Denilson Monteiro
Ed. Planeta, 2015 - 407 páginas:
      Ao ler Dez, Nota Dez! Eu Sou Carlos Imperial, o leitor conhecerá a movimentada vida de Carlos Imperial, o ogro midiático que bagunçou a vida cultural brasileira. Autoproclamado "rei da pilantragem", Imperial usava de todos os artifícios para promover as musicas que compunha as peças que produzia os filmes que dirigia e os artistas que lançava. Nomes como Erasmo Carlos, Paulo Silvino, Wilson Simonal, Elis Regina e Roberto Carlos contaram com o toque do grande descobridor de talentos em suas carreiras. Com um texto envolvente, produzido depois de seis anos de pesquisa e cerca de 200 entrevistas, esse livro revela em cada página as alegrias, dramas, perspicácia e toda a irreverência do homem que fez da polêmica uma das matérias-primas de sua dinâmica carreira. 

Onde comprar:


Visionário ou bon vivant?

Não escondo de ninguém minha predileção por biografias, por chafurdar a lama da vida alheia, mesmo que pública, melhor se privada. Olhar pelo buraco da fechadura, coisa muito rodrigueana, é natural em mim. Quero saber o que há por trás da fachada de gente que fez história.

Então, já era de se esperar que, ao me deparar com o livro de Denilson Monteiro – Dez, nota dez! Eu sou Carlos Imperial (Planeta, 407 páginas), ficaria alucinado. E foi o que aconteceu. Nem todos que ouvem o anúncio das notas do carnaval do Rio de Janeiro sabem que quem criou o bordão “dez, nota dez!” foi Carlos Imperial.

Imperial é um desses caras que, assim como Nelson Motta, viveram tudo na música brasileira, o inferno e a glória. Nascido em família abastada, pôde curtir a vida como ninguém, sem respeitar quem quer que seja. Lançou Roberto Carlos, Tim Maia, Wilson Simonal, Erasmo Carlos (que fazia pequenos favores para Imperial, como por exemplo, comprar sanduíches), Clara Nunes, Elis Regina, só pra ficar entre os mais populares.

Sabia aproveitar o embalo, não deixava passar o momento. “A banda” de Chico Buarque fazia sucesso na voz de Nara Leão e lá vinha ele com sua canção “A praça”, que até hoje abre o programa do SBT.

Imperial sempre levou consigo a máxima apregoada por seu pai: “as oportunidades são carecas e temos que agarrá-las pelos cabelos”. O único problema é que para isso não importavam os meios, apenas o fim. Tentou sem sucesso introduzir seu protegido na turma da Bossa Nova (Carlos Lyra, Roberto Menescal, Nara Leão e o líder Ronaldo Bôscoli), ninguém menos que o rei Roberto Carlos. Menescal acabou chamando o garoto e lhe deu um conselho:

“— Por que você não tenta encontrar o teu próprio estilo? Você quer cantar como o João Gilberto, e nós já temos o João Gilberto.”

Conseguiu perceber que algo diferente acontecia com a música brasileira, a Jovem Guarda mantinha uma briga acirrada com a MPB, que ficou evidente no terceiro festival musical da Record:

“Apesar das vaias aos representantes do iê-iê-iê (como o rock era conhecido no Brasil), o festival demonstrava que algo de novo estava chegando. A corrente da MPB havia tirado o primeiro e terceiro lugares, respectivamente com Edu Lobo (“Ponteio”) e Chico Buarque (“Roda Viva”). Mas no segundo e no quarto lugares, Gilberto Gil (“Domingo no Parque”) e Caetano Veloso (“Alegria, Alegria!!!”), classificavam-se com canções que, acompanhadas pelas ameaçadoras guitarras elétricas, receberam aplausos do público.”

Seu sobrenome era “Polêmica” e polemizar, seu catecismo. Inventava brigas fajutas na imprensa para promover a si e a seus artistas, como quando se pegou com seu pupilo Erasmo, ou os bate-bocas com Clóvis Bornay e José Messias, ambos amicíssimos de Imperial. Como apresentava um programa de rádio, ele inventava estratégias para aumentar a audiência e colocar seus protegidos em evidência, como o fez com Roberto Carlos:

“— Quando voltar a transmissão agradeça às milhares de cartas e telefonemas para a rádio pedindo tuas canções.
— Mas que cartas? Eu não recebi nenhuma. Que telefonemas? Alguém ligou pra cá? — Roberto falava com um sorriso nervoso.
— Porra, faz o que eu estou te dizendo, vai por mim!”

E não é que deu certo? Em menos de um minuto os telefonemas começaram a pedir bis. E por falar em polêmica, olha só o cartão de natal que ele enviou para amigos e inimigos (só que para os inimigos ele cortava o “Não”):


Mulherengo que vivia de, em suas palavras, “abater as lebres”, fazia de tudo para conseguir levar uma garota para a cama. Numa dessas investidas, Eduardo Araújo (o Bom), ficou a observar. A forma de abordagem era sempre a mesma e ele duvidava que alguma mulher caísse naquela conversa mole:

“— Eu já conheço você há muito tempo.
— É mesmo, de onde?
— Dos meus sonhos.”

Mas, pasmem, elas caíam, e bastante, por mais cafona que fosse. Aliás, a palavra “cafona” foi um neologismo criado por ele que se apropriou da italiana “cafone”, que designava tudo aquilo que era de mau gosto.

Foi o criador do Som Livre, que abrigava novos artistas da Soul Music nacional. Logo vendeu a marca para João Araújo (pai de Cazuza) que a queria para dar nome a um novo selo para gravar trilhas sonoras de novelas.

Que faceta se esconde atrás do multimídia Carlos Imperial? Autor, músico, cantor, produtor, jurado, agitador cultural, político? Alguém que se autodenomina o “Rei da Pilantragem”, convenhamos, é, no mínimo, diferente.

O autor Denilson Monteiro foi tremendamente feliz ao contar a história de figura tão emblemática. Não “dourou a pílula” em momento algum e nem fez um livro “chapa-branca”. É claro que há muito, muito mais, mas não quero tirar o gostinho de ninguém de ler este livro tão saboroso. Altamente recomendado!


Cortesia da Editora Planeta

Ciumento por natureza, descobri-me por amor aos livros, então os tenho em alta conta. Revelam aquilo que está soterrado em meu subconsciente e por isso o escorpiano em mim vive em constante penitência, sem jamais se dar por vencido. Culpa dos livros!

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22.7.15

Beleza Perdida [Amy Harmon]

Amy-Harmon
Ed. Verus, 2015 - 332 páginas:
      Ambrose Young é lindo — alto e musculoso, com cabelos que chegam aos ombros e olhos penetrantes. O tipo de beleza que poderia figurar na capa de um romance, e Fern Taylor saberia, pois devora esse tipo de livro desde os treze anos. Mas, por ele ser tão bonito, Fern nunca imaginou que poderia ter Ambrose... até tudo na vida dele mudar. Beleza perdida é a história de uma cidadezinha onde cinco jovens vão para a guerra e apenas um retorna. É uma história sobre perdas — perda coletiva, perda individual, perda da beleza, perda de vidas, perda de identidade, mas também ganhos incalculáveis. É um conto sobre o amor inabalável de uma garota por um guerreiro ferido. 


Onde comprar:



Beleza Perdida foi a grande revelação do ano, e o que me chamou a atenção para a leitura do livro foi sua chamada publicitária dizendo que é uma releitura moderna de A Bela e a Fera e como sou apaixonada a tudo que se refere a este conto de fadas, iniciei a leitura. E como já disse me surpreendeu, pois a história foi muito mais madura do que esperava, fugindo do estereótipo bad boy tão comum neste gênero literário.

Fern e Bailey são primos, nasceram quase que no mesmo dia e cresceram juntos como irmãos, um sempre apoiando o outro, principalmente porque Bailey tem uma doença hereditária que provoca distrofia muscular, e a cada dia ele se torna mais fraco e incapacitado. Normalmente quem é portador desta doença não consegue chegar vivo aos vinte e um anos. Fern desde cedo cuida de seu primo, e Bailey, com o apoio familiar, tenta levar uma vida tão normal quanto possível.

"Nossa pequena e engraçada Fern - disse Angie, com um sorriso na voz. - É impossível encontrar uma criança melhor do que a Fern. Agradeço todos os dias por ela. É uma benção para o Bailey. Deus sabia o que estava fazendo quando colocou os dois na mesma família, Rachel. Deu um ao outro. É uma doce misericórdia."

Fern e Bailey são uma dupla bizarra, ele sempre em sua cadeira de rodas, ela, desde cedo consciente de sua aparência desgraciosa e mesmo assim os dois são felizes e se aceitam. Quando ainda na infância conheceram a bela Rita, os dois a acolhem sem inveja ou despeito e Rita torna-se também melhor amiga deles.

O trio vai bem até Rita se interessar pelo garoto mais bonito e popular da escola, Ambrose Young, garoto pelo qual Fern nutre um amor platônico. Fern sabe que nunca terá uma chance verdadeira com Ambrose, pois sua aparência não permite, mas Rita é a garota mais bonita da escola, perfeita para Ambrose, então Fern apoia Rita e até a ajuda quando uma troca de correspondência se inicia entre o casal e Rita não sabe o que dizer. Fern passa e responder por ela. Até que Ambrose descobre que as belas cartas que recebe de Rita na verdade são de Fern.

De repente o inesperado acontece no dia 11 de setembro, os Estados Unidos entram em estado de guerra e muitos jovens, inclusive o belo Ambrose e seus melhores amigos vão lutar no Iraque.

"Os soldados pareciam ter todos a mesma cara, um enxame de elementos idênticos, e Fern então se perguntou se, de algum modo, aquilo não era um ato de misericórdia, tirar-lhes a individualidade para que o adeus não fosse tão pessoal."

E guerra sempre deixa suas marcas, Ambrose retorna, mas nada é como antes. Os jovens são obrigados a amadurecerem. Fern, Bailey, Rita e Ambrose se ajudam a superar todos os problemas que a vida adulta traz na sua bagagem. E aí começa a verdadeira história ao qual o livro se propõe.

"Acho que significa que não entendemos tudo, nem vamos entender. talvez os porquês não sejam respondidos aqui. Não por não existirem respostas, mas porque a gente não ia entender se elas fossem ditas."

O livro trada de amor, amizade e perda, mostrando como quatro adolescentes agem diante dos infortúnios da vida, uma história tão linda e envolvente que leva o leitor a rir e chorar junto com os personagens, torcendo para que eles consigam apesar de todo o sofrimento, achar seu final feliz.

"- Acho que é por isso que a Fern sempre gostou tanto de ler. Os livros permitem que as pessoas sejam quem elas querem ser, para escapar de si mesmas por um tempo."

Eu também gosto de escapar através da leitura, e Beleza Perdida sem dúvida mexeu com minhas emoções.


Cortesia da Editora Record

Capixaba, leonina, analista de sistemas e mãe. Apaixonada por livros, sou uma leitora compulsiva e como o tempo é curto, leio em todo o lugar: esperando o elevador, dentro do ônibus, no salão de beleza... Ler é meu prazer e minha paixão!

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