Ainda tentando terminar a leitura das minhas séries já iniciadas, mas como toda leitora "viciada" acabei iniciando mais uma, mas tenho certeza que vocês me entendem, né?
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| Ed. Darkside Books, 2016 - 312 páginas |
Respeitável público, o Circo voltou! Em 2016, O Circo Mecânico Tresaulti está de volta. E em grande estilo. Quem conhece a DarkSide sabe o que isso quer dizer: Limited Edition, em capa dura. Num mundo pós-apocalíptico, onde as pessoas não tem mais acesso à tecnologias de ponta, uma caravana leva esperança por onde passa. Os artistas são sobreviventes de guerra, que tiveram seus corpos mutilados reconstruídos com complexas estruturas mecânicas.
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| Ed. Pendragon, 2016 - 90 páginas |
Olá, Se você estiver lendo esta sinopse, não compre este livro. Sério, o que você está fazendo com os Contos Amargos na mão? Devolva-o discretamente à estante e ande como quem não quer nada para a sessão infanto-juvenil, pegue alguma ficção científica ou o que quer que os jovens leiam hoje em dia e se esqueça dos Contos Amargos. Os autores garantem que esta seria a melhor decisão. Por quê?Bom, porque este livro vai quebrar o seu coração, caro leitor. Cada uma das histórias do Contos Amargos foi pensada para tocar as suas emoções de maneiras diferentes e inesquecíveis. Você vai rir, chorar, se apaixonar e se desesperar enquanto devora as páginas deste livro, e tudo isso para quê? Não há finais felizes aqui, caro leitor, só um livro que vai te deixar com um gosto amargo de quero mais. Fuja. Nós avisamos.
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| Ed. Arqueiro, 2017 - 608 páginas |
Desde pequeno, Ganoes Paran decidiu trocar os privilégios da nobreza malazana por uma vida a serviço do exército imperial. O que o jovem capitão não sabia, porém, era que seu destino acabaria entrelaçado aos desígnios dos deuses, e que ele seria praticamente arremessado ao centro de um dos maiores conflitos que o Império Malazano já tinha visto. Paran é enviado a Darujhistan, a última entre as Cidades Livres de Genabackis, onde deve assumir o comando dos Queimadores de Pontes, um lendário esquadrão de elite. O local ainda resiste à ocupação malazana e é a joia cobiçada pela imperatriz Laseen, que não está disposta a estancar o derramamento de sangue enquanto não conquistá-lo. Porém, em pouco tempo fica claro que essa não será uma campanha militar comum: na Cidade do Fogo Azul não está em jogo apenas o futuro do Império Malazano, mas estão envolvidos também deuses ancestrais, criaturas das sombras e uma magia de poder inimaginável.
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Como boas amantes de Romances de Época - se juntaram para sortear uma das melhores séries do gênero, como o apoio da Editora Arqueiro.
Como boas amantes de Romances de Época - se juntaram para sortear uma das melhores séries do gênero, como o apoio da Editora Arqueiro.
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| Ed. Bertrand Brasil, 2017 - 350 páginas |
- "Um descendente direto de O Guia do Mochileiro das Galáxias escrito por dois dos maiores autores britânicos de fantasia. O mundo vai acabar em um sábado. No próximo sábado, e ainda por cima antes do jantar. O que é um grande problema para Crowley, o demônio mais acessível do Inferno, residente na Terra, e sua contraparte e velho amigo Aziraphale, anjo genuíno e dono de livraria em Londres. Depois de quatro mil anos vivendo entre os humanos, eles pegaram um gosto pelo mundo, e o Armagedom lhes parece um evento bastante inconveniente. Então, para evitar o fim do mundo, precisam encontrar a chave de tudo: o jovem Anticristo, agora um menino de 11 anos vivendo tranquilamente em uma cidadezinha inglesa. Em seu caminho, acabarão trombando com uma jovem ocultista, dona do único livro que prevê precisamente os acontecimentos do fim do mundo, caçadores de bruxas ainda na ativa e, quem sabe, até os Quatro Cavaleiros do Apocalipse. Mas eles precisam ser rápidos. Não é só o tempo que está acabando."
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| Ed. Arqueiro, 2017 - 336 páginas |
Juliana Fiori é uma jovem ousada e impulsiva, que fala o que pensa, não faz a menor questão de ter a aprovação dos outros e, se necessário, é capaz de desferir um soco com notável precisão. Sozinha após a morte do pai, ela precisa deixar a Itália para viver com seus meios-irmãos na Inglaterra. Ao desembarcar no novo país, sua natureza escandalosa e sua beleza estonteante fazem dela o tema favorito das fofocas da aristocracia. Pelo bem de sua recém-descoberta família britânica, Juliana se esforça para domar seu temperamento e evitar qualquer deslize que comprometa o clã. Até conhecer Simon Pearson, o magnífico duque de Leighton. O poderoso nobre não admite nenhum tipo de escândalo e defende o título e a reputação da família com unhas e dentes. Sua arrogância acaba despertando em Juliana uma irresistível vontade de desafiá-lo e ela decide provar a ele que qualquer um – até mesmo um duque aparentemente imperturbável – pode ser levado a desobedecer as regras sociais em nome da paixão.
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| Ed. Bertrand Brasil, 2016 - 208 páginas |
Uma fábula sobre os prazeres da liberdade na meia-idade. Kaarlo Vatanen, jornalista, sente-se exausto, cansado da vida urbana. Em uma noite de verão, durante seu trabalho, atropela acidentalmente uma pequena lebre que atravessava uma estrada do campo. Ele, então, sai em busca da criaturinha ferida. Este pequeno incidente se torna uma experiência transformadora para Vatanen, que decide se libertar dos grilhões do mundo: larga o emprego, deixa a esposa, vende suas posses e parte em uma jornada pelas selvas finlandesas com sua nova companhia. Suas aventuras envolvem grandes queimadas, sacrifícios pagãos, jogos de guerra, ursos assassinos e muito mais.
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| Ed. Seguinte, 2017 - 552 páginas |
Mare Barrow foi capturada e passa os dias presa no palácio, impotente sem seu poder, atormentada por seus erros. Ela está à mercê do garoto por quem um dia se apaixonou, um jovem dissimulado que a enganou e traiu. Agora rei, Maven continua com os planos de sua mãe, fazendo de tudo para manter o controle de Norta — e de sua prisioneira. Enquanto Mare tenta aguentar o peso sufocante das Pedras Silenciosas, o resto da Guarda Escarlate se organiza, treinando e expandindo. Com a rebelião cada vez mais forte, eles param de agir sob as sombras e se preparam para a guerra. Entre eles está Cal, um prateado em meio aos vermelhos. Incapaz de decidir a que lado dedicar sua lealdade, o príncipe exilado só tem uma certeza: ele não vai descansar enquanto não trouxer Mare de volta.
Esperamos que gostem dos lançamentos de Junho! A partir deste mês, a editora Harlequin lançará apenas 5 romances de banca por mês. Confiram os 5 lançamentos de romances para tornar o seu inverno mais saboroso:
Engenharia Reversa
Parte XXXII - Todos Os Meios Necessários
Por um momento, o tempo parece parar. A imensidão de soldados fica desconcertada, em absoluto silêncio, observando os destroços do helicóptero atingirem o chão com um estampido seco. O ruído produzido pelos motores dos tanques estacionados preenche o ar como um mantra mecânico, e, sobre ele, o criptar das chamas nos destroços de aeronave abatida torna-se assustador, concretizando algo que todos aqueles soldados nunca imaginaram ser possível acontecer: o poderoso TH-2500, helicóptero blindado de combate, senhor dos céus da Terra Maldita, derrubado por um único inimigo.
Protegido dentro do blindado de comando, o coronel Fabrício, agora promovido a comandante em chefe, fica paralisado diante da visão. As palavras de Bel Yagami ecoam sinistras em sua cabeça: "Estou avisando, vocês estão cometendo um grave erro! Algo muito ruim pode acontecer", em seguida, a frase que ouviu a poucas horas atrás, dita pelo insolente companheiro da ciborgue, volta a mente do comandante como uma maldição : "Vocês não fazem ideia do tamanho da encrenca em que se meteram. "
Mil pensamentos passam pela mente de Fabrício, a maioria deles sombrios. Então, repentinamente, um sinal agudo e irritante invade o sistema de som do veículo, chamando o comandante de volta para a realidade:
- Senhor, invadiram nossa frequência! - grita o piloto do tanque.
- O quê? Como assim, sargento?
- Invadiram a frequência militar! Alguém quebrou a criptografia e está transmitindo para toda a tropa!
O sinal irritante termina, então, uma voz feminina surge no canal militar, ecoando por toda a tropa e além:
- Isso foi só um aviso. Essa batalha não é de vocês, ninguém mais precisa morrer. Entreguem-me Bel Yagami e os terroristas que estão com ela, em troca, todos vocês viverão. Vou esperar dez minutos pela resposta.
Perplexão e medo se espalham pela tropa. Oficiais entreolham-se, sem saber o que dizer para acalmar seus comandados. Lutando contra um medo que teima em não ir embora, o comandante Fabrício sente, pela primeira vez, um arrepio.
Um novo bip pulsa no receptor do veículo, indicando uma transmissão oficial. O sargento prontamente ativa os alto-falantes. A voz de Sharem surge potente, carregada de ira:
- Comandante, não negociamos com assassinos! Você tem suas ordens! Vingue nossos bravos homens que morreram na muralha; destrua essa invasora de uma vez por todas; use todos os meios necessários para salvar o seu povo!
- Sim, senhora! - responde o comandante enchendo-se de coragem.
Fabrício concentra-se, forçando-se a espantar os pensamentos negativos, motivando-se de que a vitória será certa, afinal, ela é só uma mulher vestida com uma armadura avançada. Já havia perdido sua poderosa nave frente uma parte das forças da Divisão Gavião, o que poderia ela fazer contra todos aqueles soldados, blindados e robôs? Ele se enche de coragem e, freneticamente, sobe até a torre das metralhadoras. Abre e escotilha e olha para os lados, vendo a imensidão de guerreiros e máquinas de guerra; lá na frente, uma parede de fumaça negra subindo dos restos do helicóptero oculta a posição de Amanda.
- Ligue-me com todas as unidades, a infantaria e a artilharia - ordena.
Em segundos, a voz rouca é transmitida para toda a legião espalhada ao longo do terreno desolado:
- Batalhões da Divisão Gavião, guerreiros honrados e herdeiros da maior força militar desse continente; nós temos um legado a zelar, temos um compromisso com nossos filhos, netos e antepassados, que construíram essa cidade, por isso, não podemos e não vamos recuar frente a esse inimigo covarde, esse invasor que destruiu nossa muralha e matou nossos irmãos! Vocês sabiam que esse dia chegaria, vocês foram treinados para isso. Divisão Gavião, chegou a hora de lutar! Nós somos muitos, ela é apenas uma! Sem piedade, todas as unidades, abrir fogo!
Imediatamente, os canhões de diversos calibres obedecem, disparando uma enxurrada de bombas e provocando um estrondo terrível, como o som de mil trovões. As palavras do comandante enchem os corações dos soldados com força e esperança, fazendo-os avançar com energia, gritando e disparando para o alto, certos da vitória.
O display nas retinas de Amanda se enche de milhares de pontinhos vermelhos. Mensagens de alerta pipocam. Compenetrada, ela mentaliza um comando: Ativar Foguetes. Duas pequenas turbinas fixadas nas costas da armadura respondem, lançando Amanda para o céu em alta velocidade. Segundos depois, as bombas atingem o local onde ela estava, criando uma parede de fumaça e fogo e propagando um estrondo aterrador.
Os soldados continuam avançando, seguidos pelos robôs de combate.
- Ela está lá em cima! - grita um oficial apontando para a inimiga.
Poucos homens ouvem o grito, e, quando miram na inimiga, são surpreendidos por uma enxurrada de pequenos mísseis que explodem contra suas armaduras, fazendo-os em pedaços.
Um caça se aproxima de Amanda; rápida, ela mergulha sobre a imensidão de soldados, escapando da rajada de metralhadora disparada pela aeronave. Naos braços da armadura da Rainha de Fogo, lançadores de micro-foguetes abrem fogo, derrubando centenas de homens e criando um rastro de corpos em chamas no meio do mundaréu de soldados. Os tanques ficam perdidos, sem saber para onde apontar seus canhões.
O contador de munição chega a zero nas retinas de Amanda. Ela aterriza, saca sua lâmina sônica e a segura com as duas mãos, dominada por uma fúria quase sobrenatural, a mulher se lança contra os inimigos desesperados, cortando fora braços, cabeças, troncos e pernas, fazendo o cortando metal como se o mesmo fosse papel. Ela avança contra um comando de robôs, arrancando as grandes pernas mecânicas com precisão cirúrgica, reduzindo-os a uma pilha de metal dilacerado. Então, sobe nas carcaças destruídas e se lança contra uma nova leva de soldados, impiedosamente matando um por um com a lâmina sônica, que emite um brilho estranho, um brilho negro envolto por uma áurea violeta.
"É um demônio!", "Não, isso não pode ser humano!", "Estamos perdidos!", "Atirem, atirem logo!" - gritam os soldados amontados e em pânico, sem conseguir mirar no inimigo.
Das costas da armadura negra pequenas esferas são lançadas, ao atingirem certa altitude, elas explodem liberando centenas de micro-mísseis, que então acertam os militares desorientados, matando muitos mais. Sem conseguir mirar ou mesmo ver o inimigo, amontoados em uma massa humana caótica, centenas de soldados atiram a esmo, acertando seus próprios companheiros.
Vendo toda aquela carnificina inacreditável, os oficiais ordenam que suas tropas recuem, gritando incessantemente ordens de retirada. Apavorado, o sub-comandante contacta Fabrício:
- Senhor, está um caos aqui! Ela é muito rápida e possui armas que nunca vimos antes. Os homens não tem como atirar; ela está no meio deles e eles estão se matando! Quais são suas ordens? Repito, quais são suas ordens!?
Surpreendido, o comandante supremo congela. Mais e mais mensagens desesperadas chegam até ele. Um monitor exibe um crescente número de baixas, que a cada segundo fica maior e maior. O suor frio escorre pelo rosto. Fabrício treme, deixa o comunicador cair e não consegue responder aos chamados de seus oficiais, que se tornam gritos pavorosos. As palavras de Bel voltam à mente do comandante, seguidas pelas proferidas pelo outro o forasteiro; ele procura esquecê-las. Cerra os punhos, sentindo o coração quase explodir no peito. Pega o comunicador e ativa uma frequência exclusiva:
- Águia Um.
- Águia Um na escuta, prossiga, comandante - responde o piloto.
- Você tem uma visão clara do alvo?
- Está uma bagunça, senhor, mas, sim, consigo ver perfeitamente.
- Não temos outra alternativa. Ordeno que a esquadrilha ataque com tudo!
Silêncio no rádio. Um minuto depois o piloto volta a falar:
- Senhor, desse jeito vamos atingir nossos próprios soldados!
- Abra fogo de uma vez! Quero toda a maldita esquadrilha lançando tudo! É uma ordem!
O rádio fica mudo. No céu, os caças entram em formação, liderados por Águia Um. Começam a descer em alta velocidade, executando um rasante sobre os destroços da muralha, ainda em chamas. Aproximam-se do novo campo de batalha, onde, em meio a imensidão de soldados, várias pequenas explosões e um brilho que se move freneticamente indicam o alvo. O piloto líder pressiona o botão de disparo repetidas vezes, lançando todos os mísseis de seu caça. Os outros dois aviões fazem o mesmo. Segundos depois, os três arremetem, deixando um rastro de fumaça branca no ar.
Um bip de alerta dispara no capacete de Amanda, contudo, é tarde de mais. Ela escuta a som agudo do primeiro míssil cortando o ar; em seguida, um tanque de guerra explode a poucos metros de sua posição. Novas explosões surgem por todos os lados, despedaçando homens e máquinas. A onda de choque derruba Amanda, que é envolvida por uma nuvem de fogo.
O comandante Fabrício avança cautelosamente, cercado por seus melhores homens. Respira ofegante dentro da armadura completa, ouvindo a estática que sai pelos fones de ouvido. O estrago causado pelo ataque dos caças deixou uma clareira de morte e destruição, ceifando a vida de mais da metade dos homens do primeiro batalhão.
- Senhor, recebemos confirmação visual. Estamos a vinte metros do inimigo - diz um tenente próximo ao comandante.
O grupo segue para a posição informada. Pelo caminho, a quantidade de corpos carbonizados impressiona, causando reações de angústia e raiva nos soldados. Fabrício sente a culpa, imaginando que terá que relatar cada uma daquelas mortes para as famílias das vítimas. Lembra-se das palavras de Sharem, e, embora concorde com elas, não consegue tranquilizar sua consciência. Respira fundo, desvia o olhar dos corpos. "Foi necessário, não havia outro jeito", diz para si próprio, forçando-se a acreditar.
- Senhor, ali, veja!
Os homens correm e formam um círculo ao redor de um corpo fumegante. Armas em punho, miras travadas. A armadura negra, inconfundível, parece estar morta, deitada de bruços sobre um tapete de cadáveres dos outrora bravos soldados do primeiro batalhão. Fissuras incandescentes ao longo da armadura produzem a fumaça branca, mas, fora as fissuras, ela não aparenta maiores danos.
- Comandante, quais são suas ordens? - inquere o tenente.
Um sentimento de alívio pouco a pouco vai invadindo Fabrício. Ele teve que tomar uma decisão dramática, porém, os fins justificaram os meios, e a temida inimiga agora jazia inerte e avariada diante dele, como um troféu de caça.
- Preparam as correntes. Vamos prendê-la.
Palavras de protesto surgem no ar.
- Mas, senhor, ela é uma ameaça a segurança nacional! Devemos destruí-la imediatamente, usar os lança-chamas! - responde um sargento, seguido por palavras de apoio dos outros homens.
- Não! A tecnologia que essa armadura contém é incomensurável! Vamos tirá-la da invasora, depois, vou matá-la pessoalmente, fazendo-a saber o nome de cada um dos homens que matou!
Mais protestos.
- Senhor, com todo o respeito, ela é perigosa de mais!
Um sinal de alerta surge nos visores dos soldados, que, aturdidos, olham para todos os lados procurando por uma ameaça oculta. Fabrício arregala os olhos: em seu visor tático, dois objetos monstruosos surgem nos céus, exatamente sobre o local do bombardeio.
As sombras colossais produzidas pelas imensas naves cobrem toda a tropa, enchendo os batalhões de medo. Os soldados abrem fogo, os canhões disparam e os caças lançam seus misseis restantes. Os projéteis explodem no ar, barrados por algum tipo de campo de energia. Círculos brilhantes formam-se na parte de baixo da fuselagem das naves, então, quatro grandes explosões fazem o chão tremer, desmantelando tanques e robôs como se eles fossem feitos de plástico, despedaçando os corpos de milhares de soldados como se eles fossem feitos de papel.
Fabrício se joga de costas no chão, o coração quase arrebentando o peito. O rádio está mudo, um zunido agudo preenche seus ouvidos. Ele olha em volta: blindados em chamas, soldados em prantos tentando socorrer seus irmãos feridos, desespero, morte e caos. Os dois batalhões desmantelados, vencidos, de joelhos. "Não! Não pode ser!" Ele olha para o céu e vê uma das naves invasoras aproximando-se, descendo verticalmente e calmamente. A coisa lembra em sua forma um antigo navio de guerra, mas é muito maior, branca, cheia de antenas e turbinas. Então, ele consegue identificar três letras pintadas na barriga da nave, formando a sigla VNR.
Fabrício desmaia. Os soldados que ainda estão inteiros tentam recuar, fugindo para a cidade. Outros buscam abrigo nos destroços dos blindados. A nave de combate fica cada vez mais próxima do chão, levantando colunas de poeira e fumaça enquanto suas turbinas flexionam-se para o pouso.
https://www.facebook.com/engenhariareversalivroProtegido dentro do blindado de comando, o coronel Fabrício, agora promovido a comandante em chefe, fica paralisado diante da visão. As palavras de Bel Yagami ecoam sinistras em sua cabeça: "Estou avisando, vocês estão cometendo um grave erro! Algo muito ruim pode acontecer", em seguida, a frase que ouviu a poucas horas atrás, dita pelo insolente companheiro da ciborgue, volta a mente do comandante como uma maldição : "Vocês não fazem ideia do tamanho da encrenca em que se meteram. "
Mil pensamentos passam pela mente de Fabrício, a maioria deles sombrios. Então, repentinamente, um sinal agudo e irritante invade o sistema de som do veículo, chamando o comandante de volta para a realidade:
- Senhor, invadiram nossa frequência! - grita o piloto do tanque.
- O quê? Como assim, sargento?
- Invadiram a frequência militar! Alguém quebrou a criptografia e está transmitindo para toda a tropa!
O sinal irritante termina, então, uma voz feminina surge no canal militar, ecoando por toda a tropa e além:
- Isso foi só um aviso. Essa batalha não é de vocês, ninguém mais precisa morrer. Entreguem-me Bel Yagami e os terroristas que estão com ela, em troca, todos vocês viverão. Vou esperar dez minutos pela resposta.
Perplexão e medo se espalham pela tropa. Oficiais entreolham-se, sem saber o que dizer para acalmar seus comandados. Lutando contra um medo que teima em não ir embora, o comandante Fabrício sente, pela primeira vez, um arrepio.
Um novo bip pulsa no receptor do veículo, indicando uma transmissão oficial. O sargento prontamente ativa os alto-falantes. A voz de Sharem surge potente, carregada de ira:
- Comandante, não negociamos com assassinos! Você tem suas ordens! Vingue nossos bravos homens que morreram na muralha; destrua essa invasora de uma vez por todas; use todos os meios necessários para salvar o seu povo!
- Sim, senhora! - responde o comandante enchendo-se de coragem.
Fabrício concentra-se, forçando-se a espantar os pensamentos negativos, motivando-se de que a vitória será certa, afinal, ela é só uma mulher vestida com uma armadura avançada. Já havia perdido sua poderosa nave frente uma parte das forças da Divisão Gavião, o que poderia ela fazer contra todos aqueles soldados, blindados e robôs? Ele se enche de coragem e, freneticamente, sobe até a torre das metralhadoras. Abre e escotilha e olha para os lados, vendo a imensidão de guerreiros e máquinas de guerra; lá na frente, uma parede de fumaça negra subindo dos restos do helicóptero oculta a posição de Amanda.
- Ligue-me com todas as unidades, a infantaria e a artilharia - ordena.
Em segundos, a voz rouca é transmitida para toda a legião espalhada ao longo do terreno desolado:
- Batalhões da Divisão Gavião, guerreiros honrados e herdeiros da maior força militar desse continente; nós temos um legado a zelar, temos um compromisso com nossos filhos, netos e antepassados, que construíram essa cidade, por isso, não podemos e não vamos recuar frente a esse inimigo covarde, esse invasor que destruiu nossa muralha e matou nossos irmãos! Vocês sabiam que esse dia chegaria, vocês foram treinados para isso. Divisão Gavião, chegou a hora de lutar! Nós somos muitos, ela é apenas uma! Sem piedade, todas as unidades, abrir fogo!
Imediatamente, os canhões de diversos calibres obedecem, disparando uma enxurrada de bombas e provocando um estrondo terrível, como o som de mil trovões. As palavras do comandante enchem os corações dos soldados com força e esperança, fazendo-os avançar com energia, gritando e disparando para o alto, certos da vitória.
O display nas retinas de Amanda se enche de milhares de pontinhos vermelhos. Mensagens de alerta pipocam. Compenetrada, ela mentaliza um comando: Ativar Foguetes. Duas pequenas turbinas fixadas nas costas da armadura respondem, lançando Amanda para o céu em alta velocidade. Segundos depois, as bombas atingem o local onde ela estava, criando uma parede de fumaça e fogo e propagando um estrondo aterrador.
Os soldados continuam avançando, seguidos pelos robôs de combate.
- Ela está lá em cima! - grita um oficial apontando para a inimiga.
Poucos homens ouvem o grito, e, quando miram na inimiga, são surpreendidos por uma enxurrada de pequenos mísseis que explodem contra suas armaduras, fazendo-os em pedaços.
Um caça se aproxima de Amanda; rápida, ela mergulha sobre a imensidão de soldados, escapando da rajada de metralhadora disparada pela aeronave. Naos braços da armadura da Rainha de Fogo, lançadores de micro-foguetes abrem fogo, derrubando centenas de homens e criando um rastro de corpos em chamas no meio do mundaréu de soldados. Os tanques ficam perdidos, sem saber para onde apontar seus canhões.
O contador de munição chega a zero nas retinas de Amanda. Ela aterriza, saca sua lâmina sônica e a segura com as duas mãos, dominada por uma fúria quase sobrenatural, a mulher se lança contra os inimigos desesperados, cortando fora braços, cabeças, troncos e pernas, fazendo o cortando metal como se o mesmo fosse papel. Ela avança contra um comando de robôs, arrancando as grandes pernas mecânicas com precisão cirúrgica, reduzindo-os a uma pilha de metal dilacerado. Então, sobe nas carcaças destruídas e se lança contra uma nova leva de soldados, impiedosamente matando um por um com a lâmina sônica, que emite um brilho estranho, um brilho negro envolto por uma áurea violeta.
"É um demônio!", "Não, isso não pode ser humano!", "Estamos perdidos!", "Atirem, atirem logo!" - gritam os soldados amontados e em pânico, sem conseguir mirar no inimigo.
Das costas da armadura negra pequenas esferas são lançadas, ao atingirem certa altitude, elas explodem liberando centenas de micro-mísseis, que então acertam os militares desorientados, matando muitos mais. Sem conseguir mirar ou mesmo ver o inimigo, amontoados em uma massa humana caótica, centenas de soldados atiram a esmo, acertando seus próprios companheiros.
Vendo toda aquela carnificina inacreditável, os oficiais ordenam que suas tropas recuem, gritando incessantemente ordens de retirada. Apavorado, o sub-comandante contacta Fabrício:
- Senhor, está um caos aqui! Ela é muito rápida e possui armas que nunca vimos antes. Os homens não tem como atirar; ela está no meio deles e eles estão se matando! Quais são suas ordens? Repito, quais são suas ordens!?
Surpreendido, o comandante supremo congela. Mais e mais mensagens desesperadas chegam até ele. Um monitor exibe um crescente número de baixas, que a cada segundo fica maior e maior. O suor frio escorre pelo rosto. Fabrício treme, deixa o comunicador cair e não consegue responder aos chamados de seus oficiais, que se tornam gritos pavorosos. As palavras de Bel voltam à mente do comandante, seguidas pelas proferidas pelo outro o forasteiro; ele procura esquecê-las. Cerra os punhos, sentindo o coração quase explodir no peito. Pega o comunicador e ativa uma frequência exclusiva:
- Águia Um.
- Águia Um na escuta, prossiga, comandante - responde o piloto.
- Você tem uma visão clara do alvo?
- Está uma bagunça, senhor, mas, sim, consigo ver perfeitamente.
- Não temos outra alternativa. Ordeno que a esquadrilha ataque com tudo!
Silêncio no rádio. Um minuto depois o piloto volta a falar:
- Senhor, desse jeito vamos atingir nossos próprios soldados!
- Abra fogo de uma vez! Quero toda a maldita esquadrilha lançando tudo! É uma ordem!
O rádio fica mudo. No céu, os caças entram em formação, liderados por Águia Um. Começam a descer em alta velocidade, executando um rasante sobre os destroços da muralha, ainda em chamas. Aproximam-se do novo campo de batalha, onde, em meio a imensidão de soldados, várias pequenas explosões e um brilho que se move freneticamente indicam o alvo. O piloto líder pressiona o botão de disparo repetidas vezes, lançando todos os mísseis de seu caça. Os outros dois aviões fazem o mesmo. Segundos depois, os três arremetem, deixando um rastro de fumaça branca no ar.
Um bip de alerta dispara no capacete de Amanda, contudo, é tarde de mais. Ela escuta a som agudo do primeiro míssil cortando o ar; em seguida, um tanque de guerra explode a poucos metros de sua posição. Novas explosões surgem por todos os lados, despedaçando homens e máquinas. A onda de choque derruba Amanda, que é envolvida por uma nuvem de fogo.
O comandante Fabrício avança cautelosamente, cercado por seus melhores homens. Respira ofegante dentro da armadura completa, ouvindo a estática que sai pelos fones de ouvido. O estrago causado pelo ataque dos caças deixou uma clareira de morte e destruição, ceifando a vida de mais da metade dos homens do primeiro batalhão.
- Senhor, recebemos confirmação visual. Estamos a vinte metros do inimigo - diz um tenente próximo ao comandante.
O grupo segue para a posição informada. Pelo caminho, a quantidade de corpos carbonizados impressiona, causando reações de angústia e raiva nos soldados. Fabrício sente a culpa, imaginando que terá que relatar cada uma daquelas mortes para as famílias das vítimas. Lembra-se das palavras de Sharem, e, embora concorde com elas, não consegue tranquilizar sua consciência. Respira fundo, desvia o olhar dos corpos. "Foi necessário, não havia outro jeito", diz para si próprio, forçando-se a acreditar.
- Senhor, ali, veja!
Os homens correm e formam um círculo ao redor de um corpo fumegante. Armas em punho, miras travadas. A armadura negra, inconfundível, parece estar morta, deitada de bruços sobre um tapete de cadáveres dos outrora bravos soldados do primeiro batalhão. Fissuras incandescentes ao longo da armadura produzem a fumaça branca, mas, fora as fissuras, ela não aparenta maiores danos.
- Comandante, quais são suas ordens? - inquere o tenente.
Um sentimento de alívio pouco a pouco vai invadindo Fabrício. Ele teve que tomar uma decisão dramática, porém, os fins justificaram os meios, e a temida inimiga agora jazia inerte e avariada diante dele, como um troféu de caça.
- Preparam as correntes. Vamos prendê-la.
Palavras de protesto surgem no ar.
- Mas, senhor, ela é uma ameaça a segurança nacional! Devemos destruí-la imediatamente, usar os lança-chamas! - responde um sargento, seguido por palavras de apoio dos outros homens.
- Não! A tecnologia que essa armadura contém é incomensurável! Vamos tirá-la da invasora, depois, vou matá-la pessoalmente, fazendo-a saber o nome de cada um dos homens que matou!
Mais protestos.
- Senhor, com todo o respeito, ela é perigosa de mais!
Um sinal de alerta surge nos visores dos soldados, que, aturdidos, olham para todos os lados procurando por uma ameaça oculta. Fabrício arregala os olhos: em seu visor tático, dois objetos monstruosos surgem nos céus, exatamente sobre o local do bombardeio.
As sombras colossais produzidas pelas imensas naves cobrem toda a tropa, enchendo os batalhões de medo. Os soldados abrem fogo, os canhões disparam e os caças lançam seus misseis restantes. Os projéteis explodem no ar, barrados por algum tipo de campo de energia. Círculos brilhantes formam-se na parte de baixo da fuselagem das naves, então, quatro grandes explosões fazem o chão tremer, desmantelando tanques e robôs como se eles fossem feitos de plástico, despedaçando os corpos de milhares de soldados como se eles fossem feitos de papel.
Fabrício se joga de costas no chão, o coração quase arrebentando o peito. O rádio está mudo, um zunido agudo preenche seus ouvidos. Ele olha em volta: blindados em chamas, soldados em prantos tentando socorrer seus irmãos feridos, desespero, morte e caos. Os dois batalhões desmantelados, vencidos, de joelhos. "Não! Não pode ser!" Ele olha para o céu e vê uma das naves invasoras aproximando-se, descendo verticalmente e calmamente. A coisa lembra em sua forma um antigo navio de guerra, mas é muito maior, branca, cheia de antenas e turbinas. Então, ele consegue identificar três letras pintadas na barriga da nave, formando a sigla VNR.
Fabrício desmaia. Os soldados que ainda estão inteiros tentam recuar, fugindo para a cidade. Outros buscam abrigo nos destroços dos blindados. A nave de combate fica cada vez mais próxima do chão, levantando colunas de poeira e fumaça enquanto suas turbinas flexionam-se para o pouso.
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André Luis Almeida Barreto
Aspirante a escritor, inquieto por natureza, ainda tenho vontade de mudar o mundo ou pelo menos colocar um monte de gente para pensar. Viciado em livros, games, idéias loucas e sempre procurando coisas que desafiem minha imaginação.
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| Ed. Companhia das Letras, 2012 - 424 páginas |
No quarto e tão aguardado romance de Daniel Galera, um professor de educação física busca refúgio em Garopaba, um pequeno balneário de Santa Catarina, após a morte do pai. O protagonista (cujo nome não conhecemos) se afasta da relação conturbada com os outros membros da família e mergulha em um isolamento geográfico e psicológico. Ao mesmo tempo, ele empreende a busca pela verdade no caso da morte do avô, Gaudério, que teria sido assassinado décadas antes na mesma Garopaba, na época apenas uma vila de pescadores.
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| Ed. Companhia Das Letras, 2017 - 160 páginas |
Em Holt, no Colorado, Addie Moore faz uma visita inesperada a seu vizinho, Louis Waters. Viúvos e septuagenários, os dois lidam diariamente com noites solitárias em suas grandes casas vazias. Addie propõe a Louis que ele passe a fazer companhia a ela ao cair da tarde para ter alguém com quem conversar antes de dormir. Embora surpreso com a iniciativa, Louis aceita o convite. Os vizinhos, no entanto, estranham a movimentação da rua, e não demoram a surgir boatos maldosos pela cidade. Aos poucos, os dois percebem que manter essa relação peculiar talvez não seja tão simples quanto parecia. Neste aclamado romance, Kent Haruf retrata com ternura e delicadeza o envelhecimento, as segundas chances e a emoção de redescobrir os pequenos prazeres da vida — que pode surpreender e ganhar um novo sentido mesmo quando parece ser tarde demais.
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| Ed. Bertrand Brasil, 2017 - 384 páginas |
Um livro espetacularmente esquisito, cheio de magia, humor astuto e personagens melancólicos e bizarros. Clod é um Iremonger. Ele vive nos Cúmulos, um vasto mar de itens perdidos e descartados coletados em Londres. No centro dos Cúmulos está Heap House, um quebra-cabeça de casas, castelos, cômodos e mistérios recuperados da cidade e transformados em um labirinto vivo de escadas e criaturas rastejantes. Uma tempestade está se formando sobre Heap House. Os Iremonger estão inquietos, e os objetos falantes estão gritando cada vez mais alto. Os segredos que mantêm a casa em pé começam a vir à tona para revelar uma verdade sombria capaz de destruir o mundo de Clod. Tudo, porém, começa a mudar quando ele encontra Lucy Pennant, uma órfã rebelde recém-chegada da cidade.
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| Ed. Fábrica 231, 2017 - 88 páginas |
“O bom do amor é aumentar o volume do rádio quando a música preferida do outro toca. ” “O bom do amor é gostar de dormir agarradinho no inverno e saber dividir o ventilador no verão. ” “O bom do amor é apreciar cada qualidade, mesmo rodeada de defeitos. ” O bom do amor reúne tirinhas de Chris Melo, autora de romances de sucesso entre o público feminino, e aquarelas de Laís Soares que retratam, de forma delicada, sincera e bem-humorada, os pequenos gestos que dão real significado a palavras como companheirismo e cumplicidade na vida de um casal. A cada página, o leitor encontra uma tirinha mostrando uma situação do dia a dia que comprova que o amor – e a felicidade – está nos pequenos prazeres do cotidiano.
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| Ed. Record, 2017 - 325 páginas |
A verdade de um é a mentira de outro. Um livro com uma trama tão perturbadora que bota o leitor num jogo de espelhos. Quando o agente literário Peter Katz recebe por e-mail um manuscrito parcial intitulado O livro dos espelhos, ele fica intrigado. O autor, Richard Flynn, descreve seus dias em Princeton, e documenta sua relação com Joseph Wieder, um renomado psicólogo, pesquisador e professor. Convencido de que o manuscrito completo vai revelar quem assassinou Wieder em sua casa, em 1987 — um crime noticiado em todos os jornais mas que jamais foi solucionado —, Peter Katz vê aí sua chance de fechar um negócio de um milhão de dólares com uma grande editora. O único inconveniente: quando Peter vai atrás de Richard, ele o encontra à beira da morte num leito de hospital, inconsciente, e ninguém mais sabe onde está o restante do original. Determinado a ir até o fim neste projeto, Peter contrata um repórter investigativo para desenterrar o caso e reconstituir o crime. Mas o que ele desenterra é um jogo de espelhos, uma teia de verdades e mentiras.
Onde comprar:
"Recebi o original do livro em janeiro, quando todos na agência ainda tentavam se recuperar da ressaca das festas de fim de ano". Pág. 11
E é com esse parágrafo que começamos nessa jornada: O trecho de uma carta de apresentação. Logo após, somos apresentados aos primeiros capítulos desse manuscrito parcial escrito por Richard Flynn, ao qual afirma serem os fatos ocorridos em meados dos anos 80, época em que iniciava sua vida adulta. Nessas páginas, Flynn afirma solucionar o caso de um assassinato ocorrido há quase 30 anos. O grande problema é que Richard só enviou os primeiros capítulos, e agora, Peter Katz (o agente que recebeu o Email), precisará encontrar a parte restante desse livro. É nesse momento que entram mais narradores na trama. Isso mesmo: "os narradores". Pelo que percebi, a partir desse ponto, foram mais dois: John Keller (repórter investigativo) e Roy Freeman (detetive aposentado, que investigou o assassinato na época).
Um grande problema que achei foi que o E. O. Chirovici não conseguiu diferenciar os narradores. Confesso que, quando estava adiantado em alguns capítulos, percebia que o narrador tinha mudado. Mesmo assim, sua narrativa é leve, fluida e envolvente. É o tipo de escrita que te conquista desde a primeira página. Pois, mesmo a trama não tendo um ritmo frenético, uma vez que não há corrida contra o tempo, você não consegue largar a leitura facilmente.
"Há muito tempo notei que, quando estamos envolvidos com algo, parte do nosso cérebro continua remoendo aquilo, mesmo quando estamos pensando em outra coisa." Pág. 263
Outro ponto que me frustrou foi a descoberta do(a) verdadeiro(a) culpado(a). Torcia para que fosse outra personagem, mas isso foi apenas um desejo de leitor mesmo. Em "termos técnicos", o desfecho foi satisfatório. Ficou tudo muito bem encaixado.
"Quando você finalmente descobre a verdade sobre um caso pelo qual é obcecado há um tempo, é como perder um companheiro de viagem tagarela, intrometido e talvez até mal-educado, mas que você se acostumou a ter por perto quando acorda de manhã." Pág. 229
Em relação a parte gráfica, a Record está de parabéns. A capa é bonita e condiz com a trama. A revisão está bem feita e a diagramação interna é simples e agradável aos olhos.
Finalizo a resenha indicando o livro para quem gosta de uma trama investigativa sem grandes suspenses, pois, nesse caso, o crime aconteceu há quase três décadas. Vale mais para aguçar nossa curiosidade e testar nossas habilidades detetivescas.
Link no Skoob: https://www.skoob.com.br/o-livro-dos-espelhos-653219ed655039.html
Nardonio Almeida
Pernambucano, formado em Artes Cênicas e apaixonado por teatro e livros. Descobriu-se leitor depois de um empurrãozinho de uma amiga. Virginiano, pé no chão e que adora a calmaria. Leitor de quase todos os gêneros literários. Afinal, quando a trama é boa, o gênero é o que menos importa.
Cortesia do Grupo Editorial Record
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| Ed. Darkside, 2017 - 400 páginas |
Lia e Rafe estão presos no reino barbárico de Venda e têm poucas chances de escapar. Desesperado para salvar a vida da princesa, Kaden revelou ao Vendan Komizar que Lia tem um dom poderoso, fazendo crescer o interesse do Komizar por ela. Enquanto isso, as linhas de amor e ódio vão se definindo. Todos mentiram. Rafe, Kaden e Lia esconderam segredos, mas a bondade ainda habita o coração até dos personagens mais sombrios. E os Vendans, que Lia sempre pensou serem selvagens, desconstroem os preconceitos da princesa, que agora cria uma aliança inesperada com eles. Lutando com sua alta educação, seu dom e sua percepção sobre si mesma, Lia precisa fazer escolhas poderosas que vão afetar profundamente sua família... e seu próprio destino.
Onde comprar:
Prisioneiros também amam
Após a eufórica leitura do primeiro livro das Crônicas de Amor e Ódio – “The kiss of deception” – tornou-se impossível largar a trilogia. Acabamento e edição ímpares, trabalho apurado e escolha perfeita são parte do atrativo da editora Darkside. E aqui nos encontramos para falar um pouco sobre o segundo livro da saga – The heart of betrayal (Darkside, 400 páginas) da talentosíssima Mary E.Pearson.
Não há mais jogos de sedução, as cartas estão todas na mesa. O triângulo amoroso continua quente, porém agora todos sabem que o calor destas paixões está alicerçado em mentiras. Todos escondem segredos. Lia, Primeira Filha da Casa de Morrighan depende unicamente de suas escolhas e contará com Kaden e Rafe para protegê-la, cada um a sua maneira, porque agora eles se encontram no Reino de Venda, um lugar escuro, selvagem e incompreensível onde a princesa é mantida prisioneira e o qual aprendeu a odiar e temer.
O frio de Venda e seus fantasmas sussurram nos ouvidos de Lia frases e lendas que vão se tornando reais. Seria este seu “dom”?
Não bastasse o inconveniente de estar enclausurada, Lia chama a atenção do Komizar (posto mais alto da hierarquia vendana, imperador que lidera seu povo), por meio de sua coragem e respostas impetuosas de sua língua sempre afiada. Em Venda não se faz prisioneiros e Lia acredita estar com a cabeça a prêmio. Será difícil mantê-la no pescoço.
O grande Komizar nunca diz seu nome, ele é apenas Komizar. Caberá a Lia descobrir seu antigo nome, pois quando nomeamos uma pessoa ela passa a existir, ganha uma história, um corpo, peso, emoções dentro da gente. Deixa de ser um mito temido e passa a ser contabilizada em nossa conta como um ser humano propenso a sentimentos, erros e acertos.
Se o Komizar é o primeiro na hierarquia, o Assassino é o segundo. É ele quem protege o Komizar, que executa suas ordens sem questioná-las. Eles têm uma ligação profunda e respeitosa que poderá ser abalada pela chegada de Lia. O Assassino é temido e por onde passa o clima torna-se tenso, pesado, com a sensação de que poderia ser cortado com faca.
O enredo desta vez é um pouco mais lento, praticamente até seu final. É mais cerebral com doses extras de psicologia, já que cada pensamento das personagens é dolorosamente exposto em primeira pessoa e isso tem um sabor especial para nós leitores.
Os diálogos continuam sendo o que de melhor Pearson tem para nos proporcionar, porém a qualidade do discurso indireto sobe um pouco de patamar. Isso nos chama a atenção em diversos momentos.
O romantismo do herói continua lá e isso também faz desta saga calcada em disputas pelo poder um atrativo mais que bem vindo.
O empoderamento feminino proveniente do primeiro livro também não tem seu seguimento interrompido, é a tônica principal deste romance e provavelmente desta saga. A transformação em fogo lento de Lia, na visão de um de seus pretendentes nos dá uma visão frontal do alcance desta obra.
Há algo sigiloso e de dimensões espantosas crescendo em Venda. É possível notar isso no ar, no olhar faminto dos súditos. Lia é muito mais que um peão neste tabuleiro. Terá pela frente escolhas difíceis, algumas vezes feitas com o intelecto, outras, na maioria delas, veementemente com o coração. É dela o poder de salvar os clãs de Venda ou manter o poder nas mãos do Komizar e seus governadores.
Assim como a neve, suas escolhas sempre terão dois lados, um destacado pela beleza, pela vontade de fazer o bem, e outro pela possiblidade ardente de ferir àqueles a quem tanto ama.
Sim... este é um livro arrastado e com poucas aventuras, feito de alianças, pactos e jogos de poder. Um ótimo preâmbulo para o que vem pela frente. Seu final, pelo contrário, é vertiginoso, tocante, de cortar o coração. Quero o último livro já, porque este me deixou dilacerado. Também quero vingança!
Após a eufórica leitura do primeiro livro das Crônicas de Amor e Ódio – “The kiss of deception” – tornou-se impossível largar a trilogia. Acabamento e edição ímpares, trabalho apurado e escolha perfeita são parte do atrativo da editora Darkside. E aqui nos encontramos para falar um pouco sobre o segundo livro da saga – The heart of betrayal (Darkside, 400 páginas) da talentosíssima Mary E.Pearson.
Não há mais jogos de sedução, as cartas estão todas na mesa. O triângulo amoroso continua quente, porém agora todos sabem que o calor destas paixões está alicerçado em mentiras. Todos escondem segredos. Lia, Primeira Filha da Casa de Morrighan depende unicamente de suas escolhas e contará com Kaden e Rafe para protegê-la, cada um a sua maneira, porque agora eles se encontram no Reino de Venda, um lugar escuro, selvagem e incompreensível onde a princesa é mantida prisioneira e o qual aprendeu a odiar e temer.
O frio de Venda e seus fantasmas sussurram nos ouvidos de Lia frases e lendas que vão se tornando reais. Seria este seu “dom”?
O vento, o tempo, ele circula, repete, alguns golpes de ceifeira cortando mais a fundo do que outros.
Não bastasse o inconveniente de estar enclausurada, Lia chama a atenção do Komizar (posto mais alto da hierarquia vendana, imperador que lidera seu povo), por meio de sua coragem e respostas impetuosas de sua língua sempre afiada. Em Venda não se faz prisioneiros e Lia acredita estar com a cabeça a prêmio. Será difícil mantê-la no pescoço.
“O Komizar não enforca as pessoas. Ele as decapita.”
“Ah, que bom! Que alívio! Obrigada por esclarecer as coisas para mim.”
“Ah, que bom! Que alívio! Obrigada por esclarecer as coisas para mim.”
O grande Komizar nunca diz seu nome, ele é apenas Komizar. Caberá a Lia descobrir seu antigo nome, pois quando nomeamos uma pessoa ela passa a existir, ganha uma história, um corpo, peso, emoções dentro da gente. Deixa de ser um mito temido e passa a ser contabilizada em nossa conta como um ser humano propenso a sentimentos, erros e acertos.
Se o Komizar é o primeiro na hierarquia, o Assassino é o segundo. É ele quem protege o Komizar, que executa suas ordens sem questioná-las. Eles têm uma ligação profunda e respeitosa que poderá ser abalada pela chegada de Lia. O Assassino é temido e por onde passa o clima torna-se tenso, pesado, com a sensação de que poderia ser cortado com faca.
“Onde está o Komizar?”, perguntou... em vendano, não falando com ninguém em particular, sua voz mal cortando o ruído da comoção. Um dos governadores virou-se, depois foi a vez de mais um fazer o mesmo. O aposento ficou repentinamente quieto. “O Assassino está aqui”, disse uma voz anônima em algum lugar na outra extremidade.
O enredo desta vez é um pouco mais lento, praticamente até seu final. É mais cerebral com doses extras de psicologia, já que cada pensamento das personagens é dolorosamente exposto em primeira pessoa e isso tem um sabor especial para nós leitores.
Os diálogos continuam sendo o que de melhor Pearson tem para nos proporcionar, porém a qualidade do discurso indireto sobe um pouco de patamar. Isso nos chama a atenção em diversos momentos.
Houve algumas coisas que não falei para ele. Os planos de Rafe eram feitos de metal e carne, chão e punhos cerrados, todas as coisas sólidas. Os meus eram de coisas não vistas, febre e calafrio, sangue e justiça, as coisas que se contraíam nas minhas entranhas.
O romantismo do herói continua lá e isso também faz desta saga calcada em disputas pelo poder um atrativo mais que bem vindo.
Eu não soquei a parede depois que ele foi embora. Eu me forcei a me levantar do chão onde ele havia me deixado, sentindo o gosto do sangue que formava uma poça na minha boca, e tentei lembrar-me de que Lia não havia pedido por nada disso. Lembrei a mim mesmo a expressão nos olhos dela logo que ela me viu antes de cruzarmos a ponte, o olhar contemplativo que me dilacerou do corpo até a alma, aquele que dizia que nós éramos tudo que importava, e prometi a mim mesmo, enquanto cuspia sangue no chão, que um dia eu veria aquela expressão nos olhos dela outra vez.
O empoderamento feminino proveniente do primeiro livro também não tem seu seguimento interrompido, é a tônica principal deste romance e provavelmente desta saga. A transformação em fogo lento de Lia, na visão de um de seus pretendentes nos dá uma visão frontal do alcance desta obra.
Uma outra coisa também me corroía, algo que eu tinha visto nos olhos dela, em seus movimentos, no inclinar de seu queixo, algo que eu havia escutado na dureza de sua voz quando estávamos na cela. Aquela era uma Lia que eu desconhecia, uma mulher que falava de facas e morte. Exatamente pelo que esses animais a haviam feito passar?
Há algo sigiloso e de dimensões espantosas crescendo em Venda. É possível notar isso no ar, no olhar faminto dos súditos. Lia é muito mais que um peão neste tabuleiro. Terá pela frente escolhas difíceis, algumas vezes feitas com o intelecto, outras, na maioria delas, veementemente com o coração. É dela o poder de salvar os clãs de Venda ou manter o poder nas mãos do Komizar e seus governadores.
... Ela era uma estratégia nova, estratégia esta que chamava a atenção deles, um ataque para encorajar a mesma massa de pessoas de quem os governadores teriam que espremer sangue para que fosse dado apenas mais um pouco. Se os clãs estivessem apaziguados, os governadores também o ficariam, e veriam os alvos em suas costas diminuindo.
Assim como a neve, suas escolhas sempre terão dois lados, um destacado pela beleza, pela vontade de fazer o bem, e outro pela possiblidade ardente de ferir àqueles a quem tanto ama.
... o vento estava uivando, e a neve que caía fracamente havia dado lugar a uma nevasca potente que se lançava contra o meu rosto. Era, mais uma vez, exatamente como tia Bernette o havia descrito, o cruel lado ardente da neve. Beijei dois dedos e ergui-os aos céus pela minha tia, pelos meus irmãos e até mesmo pelos meus pais. Para mim, não era mais tão fácil acreditar que a neve poderia ter lados tão diferentes. Tantas coisas tinham lados tão diferentes. Puxei meu manto mais para junto de mim enquanto ele tentava se soltar. O inverno vinha marchando com uma vingança. Não havia memórias sagradas na parede esta noite.
Sim... este é um livro arrastado e com poucas aventuras, feito de alianças, pactos e jogos de poder. Um ótimo preâmbulo para o que vem pela frente. Seu final, pelo contrário, é vertiginoso, tocante, de cortar o coração. Quero o último livro já, porque este me deixou dilacerado. Também quero vingança!
Clique na capa para ler a resenha do livro anterior:
Rodolfo Luiz Euflauzino
Ciumento por natureza, descobri-me por amor aos livros, então os tenho em alta conta. Revelam aquilo que está soterrado em meu subconsciente e por isso o escorpiano em mim vive em constante penitência, sem jamais se dar por vencido. Culpa dos livros!
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| Ed. Essência, 2017 - 384 páginas |
Todos nós éramos pecadores. Somente uma coisa diferenciava um pecador: as escolhas. Saber o certo e escolher seguir pelo caminho errado em vez de fazer o que era correto. Fechei os olhos. Apesar de tudo que tinha feito naquela noite, não me arrependi. Era pecado, era perdição, mas também era mais do que eu já tinha sonhado em ter. ––– Entre a rígida criação religiosa e o desejo que sempre a consumiu, Isabel precisa se encontrar. Casada há quatro anos com Isaque, seu namorado de adolescência, a jovem sabe que a relação está longe de ser satisfatória. Mas é só quando Isaque fica amigo de Enrico, um publicitário solteiro e bem-sucedido, que a situação começa a ficar insustentável. Agnóstico, sem amarras e cheio de mulheres, Enrico é tudo o que Isabel acredita rejeitar, mas ela não consegue deixar de se sentir interessada pelas histórias que o marido conta dele. Para piorar, ela consegue um emprego na agência dele, e agora terá de passar os dias ao lado do homem que traz à tona seus sentimentos mais proibidos.
Onde comprar:
Demorei a ter coragem de resenhar "Pecadora", pois é um livro muito difícil de comentar. Por quê? Bem, primeiro porque a autora Nana Pauvolih entrou na minha lista de preferidas assim que terminei a série "Redenção" e este é o primeiro livro que leio depois desta grande série. E como "Redenção" é uma série bem erótica, esperava um livro neste estilo, principalmente por sua capa e título. Acontece que encontrei algo bem diferente.
Isso me incomodou? Não, pelo contrário, gostei bastante desta nova faceta da autora, mais intelectual. Além do mais, ela mantém sua escrita fluida e envolvente, de modo que quando você está lendo suas histórias, fica totalmente refém dela, pois seus personagens criam vida própria, principalmente porque são gente como a gente. Há, e Nana não erra na mão quando está descrevendo uma cena erótica e em "Pecadora" ela nos mostra que ainda é soberana no assunto.
Bem, vamos deixar de blá, blá, blá e ir diretamente ao assunto. Pecadora aborda um tema polemico, o fanatismo religioso, e até que ponto ele pode prejudicar a vida de uma pessoa se não for bem dosado. E esse é o caso de Isabel, filha de um pastor extremista, que desde pequena foi condicionada a achar que prazer é pecado. Quando uma de suas irmãs se revolta com esta criação conservadora e sai de casa, Isabel continua do lado dos pais, aceitando inclusive se casar muito jovem com um garoto escolhido por eles.
Entretanto, Isabel acredita que seu casamento é bom e acha que ela é uma pecadora, pois insatisfeita sexualmente, acaba lançando mão de assistir escondida do marido vídeos na internet para sentir o prazer sexual que ele lhe nega por também acreditar que sexo é pecado. Até que um dia Isabel conhece o debochado e mundano Enrico Villa, um homem (divino) cheio de mulheres, que lhe desperta uma paixão avassaladora. A maneira como Enrico trata sua atração por Isabel, uma mulher casada, foi perfeita, e deixo para vocês descobrirem como tudo aconteceu lendo o livro. Só posso dizer que fiquei admirada com a condução da trama entre uma mulher casada e religiosa com um homem maduro e sedutor.
Contudo encarar a si mesma e aos seus desejos foi complicado e perturbador. A grande verdade é que lutar pela felicidade não é fácil, principalmente quando se tem que quebrar paradigmas que lhe foram impostos desde que nasceu. E o livro mostra muito bem a luta desta personagem para vencer seus próprios preconceitos, e isso pode desagradar a alguns, pois em muitos momentos Isabel parece ser uma mulher fraca, mas na verdade suas amarras é que são fortes e se desfazer delas é muito difícil.
Eu particularmente gostei de como toda a trama foi conduzida, mesmo que muitas vezes me vi querendo que Isabel jogasse logo tudo para o alto, pois essa personagem não podia ser mais diferente de mim, e assim me peguei muitas vezes julgando-a, até me lembrar de que seu mundo é totalmente diferente do meu.
Entre citações de Sartre e Nietzsche, Nana retrata através dos medos e agruras de Isabel, um romance questionador, e mostra que o preconceito está em qualquer lugar, independente de religião.
Sensual mas ao mesmo tempo impactante, Pecadora me conquistou. Se você ainda não leu nada de Nana Pauvolih, não perca tempo e comece já.
Isso me incomodou? Não, pelo contrário, gostei bastante desta nova faceta da autora, mais intelectual. Além do mais, ela mantém sua escrita fluida e envolvente, de modo que quando você está lendo suas histórias, fica totalmente refém dela, pois seus personagens criam vida própria, principalmente porque são gente como a gente. Há, e Nana não erra na mão quando está descrevendo uma cena erótica e em "Pecadora" ela nos mostra que ainda é soberana no assunto.
Bem, vamos deixar de blá, blá, blá e ir diretamente ao assunto. Pecadora aborda um tema polemico, o fanatismo religioso, e até que ponto ele pode prejudicar a vida de uma pessoa se não for bem dosado. E esse é o caso de Isabel, filha de um pastor extremista, que desde pequena foi condicionada a achar que prazer é pecado. Quando uma de suas irmãs se revolta com esta criação conservadora e sai de casa, Isabel continua do lado dos pais, aceitando inclusive se casar muito jovem com um garoto escolhido por eles.
"Não fiz drama, nem me coloquei como vítima. Entendi que não dava para agradar a todos, mas o pior era viver sem agradar a mim mesma."
Entretanto, Isabel acredita que seu casamento é bom e acha que ela é uma pecadora, pois insatisfeita sexualmente, acaba lançando mão de assistir escondida do marido vídeos na internet para sentir o prazer sexual que ele lhe nega por também acreditar que sexo é pecado. Até que um dia Isabel conhece o debochado e mundano Enrico Villa, um homem (divino) cheio de mulheres, que lhe desperta uma paixão avassaladora. A maneira como Enrico trata sua atração por Isabel, uma mulher casada, foi perfeita, e deixo para vocês descobrirem como tudo aconteceu lendo o livro. Só posso dizer que fiquei admirada com a condução da trama entre uma mulher casada e religiosa com um homem maduro e sedutor.
"Tenho pouquíssimas restrições na vida, mas me envolver com mulheres casadas e uma delas."
Contudo encarar a si mesma e aos seus desejos foi complicado e perturbador. A grande verdade é que lutar pela felicidade não é fácil, principalmente quando se tem que quebrar paradigmas que lhe foram impostos desde que nasceu. E o livro mostra muito bem a luta desta personagem para vencer seus próprios preconceitos, e isso pode desagradar a alguns, pois em muitos momentos Isabel parece ser uma mulher fraca, mas na verdade suas amarras é que são fortes e se desfazer delas é muito difícil.
"O que eu via diante de mim era uma mulher jovem, de apenas vinte e dois anos, que tinha sido criada de modo severo, limitando-se em tudo, acreditando em um Deus que a podaria no primeiro passo errado. Essa mulher começara a ter necessidades, a pensar por si, a desejar felicidade. E agora, quando a poderia ter, não sabia lidar com ela."
Eu particularmente gostei de como toda a trama foi conduzida, mesmo que muitas vezes me vi querendo que Isabel jogasse logo tudo para o alto, pois essa personagem não podia ser mais diferente de mim, e assim me peguei muitas vezes julgando-a, até me lembrar de que seu mundo é totalmente diferente do meu.
"Mudar não era fácil. Eu estava descobrindo um mundo novo. Deixando o passado para trás. Mas não tudo. Ainda precisaria decidir que partes de mim eu manteria."
Entre citações de Sartre e Nietzsche, Nana retrata através dos medos e agruras de Isabel, um romance questionador, e mostra que o preconceito está em qualquer lugar, independente de religião.
"Agora vejo que nada disso tem a ver com religião. Independente da fé e do que está na Bíblia, o ser humano esqueceu o principal: o respeito pelas escolhas dos outros. Não importa se sou umbandista, se sou homossexual, se gosto de ter namorados. Nem ao menos se sou católico ou protestante. Cada um tem o direito de acreditar no que quer."
Sensual mas ao mesmo tempo impactante, Pecadora me conquistou. Se você ainda não leu nada de Nana Pauvolih, não perca tempo e comece já.
Gisela Menicucci Bortoloso
Capixaba, leonina, analista de sistemas e mãe. Apaixonada por livros, sou uma leitora compulsiva e como o tempo é curto, leio em todo o lugar: esperando o elevador, dentro do ônibus, no salão de beleza... Ler é meu prazer e minha paixão!
Cortesia da Planeta Livros Brasil
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Números Sorteados:
941 - 563 - 312 - 352 - 068
579 - 595 - 223 - 823 - 080
794 - 956 - 231 - 235 - 806
312- MARÍLIA LEOCÁDIO :: 21 comentários válidos - Primeiro prêmio
352 - ISABELA CARVALHO :: 19 comentários válidos - Segundo prêmio
068 - MARLENE CONCEIÇÃO :: 21 comentários válidos - Terceiro prêmio
- 1 LIVRO a sua escolha (Será enviado 1 dos 3 livros indicados na inscrição do participante)
Trilogia Reiniciados [Teri Terry]
O Senhor da Torre (A Sombra do Corvo #2) [Anthony Ryan]
Cisne [Eleonor Hertzog]
Eu Fico Loko 3 - O livro secreto dos bastidores [Christian Figueiredo]
Trilogia Reiniciados [Teri Terry]
O Senhor da Torre (A Sombra do Corvo #2) [Anthony Ryan]
Cisne [Eleonor Hertzog]
Eu Fico Loko 3 - O livro secreto dos bastidores [Christian Figueiredo]
E para quem segue todas as redes sociais do blog, os prêmios extras são:
Será enviado um e-mail ao vencedor, que deverá enviar seu endereço para a entrega do prêmio até 5 dias depois do aviso, caso contrário será realizado outro sorteio no dia 10/06/2017.
Obrigado pela participação de todos!!!
E aguardo vocês para o próximo Top Comentarista!
Será enviado um e-mail ao vencedor, que deverá enviar seu endereço para a entrega do prêmio até 5 dias depois do aviso, caso contrário será realizado outro sorteio no dia 10/06/2017.
Obrigado pela participação de todos!!!
E aguardo vocês para o próximo Top Comentarista!
Confira abaixo todos os TOP COMENTARISTAS do ano de 2017:
Maio
Marília Leocádio - Trilogia Reiniciados [Teri Terry] + Kit de brindes
Isabela Carvalho - Scarlet [Marissa Meyer] + Vingança Mortal [Raquel Machado]
Marlene Conceição - O Senhor da Torre (A Sombra do Corvo #2) [Anthony Ryan] + Guardião? [Eleonor Hertzog]
Isabela Carvalho - Scarlet [Marissa Meyer] + Vingança Mortal [Raquel Machado]
Marlene Conceição - O Senhor da Torre (A Sombra do Corvo #2) [Anthony Ryan] + Guardião? [Eleonor Hertzog]
Abril
Priscila Tavares - Corte de Espinhos e Rosas [Sarah J. Maas] + Entre Quatro Podere
Marília Leocádio - Caixa de Pássaros [Josh Malerman] + Kit de brindes
Aline Santos - Angus [Orlando Paes Filho] + Soberana
Marília Leocádio - Caixa de Pássaros [Josh Malerman] + Kit de brindes
Aline Santos - Angus [Orlando Paes Filho] + Soberana
Março
Luciane Eleoteria - A Besta [J. R. Ward] + Kit de brindes
Aline Santos - Box Trilogia Forever [Sandi Lynn] + A Coroa de Agon
Kemmy Oliveira - A Última Carta de Amor [Jojo Moyes] + A Lista
Aline Santos - Box Trilogia Forever [Sandi Lynn] + A Coroa de Agon
Kemmy Oliveira - A Última Carta de Amor [Jojo Moyes] + A Lista
Fevereiro
Lily Viana - A Rainha Vermelha [Victoria Aveyard]
Kris Soares - Mundo Sem Fim [Ken Follett]
Luciane Eleoteria - Lilac + Silver [Deise C. Müller]
Kris Soares - Mundo Sem Fim [Ken Follett]
Luciane Eleoteria - Lilac + Silver [Deise C. Müller]
Janeiro
Helen A.Z - The Heart of Betrayal, Crônicas de Amor e Ódio #2 [Mary E. Pearson]
Camila Rosa - Harry Potter e a criança amaldiçoada [J. K. Rowling] + Brindes
Kemmy Oliveira - O Amor Em Primeiro Lugar [Emily Giffin]
Camila Rosa - Harry Potter e a criança amaldiçoada [J. K. Rowling] + Brindes
Kemmy Oliveira - O Amor Em Primeiro Lugar [Emily Giffin]
O TOP COMENTARISTA do mês de JUNHO de 2017 trás prêmios incríveis para os 3 (três) primeiros colocados. Veja as regras e participe!
Importante
Somente os post que contiverem a Tag: TC 0617 serão válidos para o sorteio e terão ao final da postagem o Texto indicando que ela é válida para o Top do mês.
Exemplo:
1 - No final da Postagem aparecerá o texto do Top do mês, clicando nele você é redirecionado para a página do TOP COMENTARISTA, facilitando a inscrição de seu comentário.
2 - A Tag: TC 0617
Regras
1. Deixar um comentário com algum dado de contato neste post e com os nomes dos 3 livros a sua escolha que gostaria de ganhar.
2. Fazer comentários NOS POST QUE CONTENHAM A TAG: TC 0617 publicados em JUNHO de 2017 (Só é válido 1 comentário por post publicado).
3. Cada participante só poderá ganhar um dos três prêmios sorteados.
4. No caso do sorteado ter realizado menos que 14 comentários no mês será desclassificado e o próximo ganha o prêmio.
5. Serão válidas inscrições até 30/06/2017 e comentários até 30/06/2017.
Premiação
Primeiro lugar: O ganhador irá receber em sua casa 1 LIVRO das 6 opções indicadas abaixo.
Segundo lugar: O ganhador irá receber em sua casa 1 LIVRO das 5 opções restantes abaixo, depois da escolha do primeiro colocado.
Terceiro lugar: O ganhador irá receber em sua casa 1 LIVRO das 5 opções restantes abaixo, depois da escolha do segundo colocado.
1 LIVRO a sua escolha (Será enviado 1 dos 3 livros indicados na inscrição do participante)
O Casal que Mora ao lado [Shari Lapena]
A Chama Dentro de Nós [Brittainy Cherry]
Grey - Cinquenta Tons de Cinza Pelos Olhos de Christian [E L James]
Rio 2054 - Os Filhos da Revolução [Jorge Lourenço]
Sempre Haverá Você [Heather Butler]
O Casal que Mora ao lado [Shari Lapena]
A Chama Dentro de Nós [Brittainy Cherry]
Grey - Cinquenta Tons de Cinza Pelos Olhos de Christian [E L James]
Rio 2054 - Os Filhos da Revolução [Jorge Lourenço]
Sempre Haverá Você [Heather Butler]
Inscrições
Primeira Inscrição: Deixar um comentário com algum dado para contato e o nome de 3 livros que gostaria de ganhar (A escolha de qual dos 3 livros enviar será realizada pelo blog). Pode ser qualquer livro que gostaria de ler e não deve ser os livros que já estão disponíveis na lista de prêmios. Ex:
Próximas Inscrições: Deixar um comentário com o nome do Post Comentado. Ex:
Você estará concorrendo com os números das suas inscrições no sorteio a ser realizado pela loteria federal do dia 01/07/2017.
O Método do sorteio pela loteria será como exemplificado abaixo: Serão 15 números válidos, sendo obtidos 5 números referentes as centenas (são os números do retângulo verde) e depois mais 5 números contidos no retângulo abóbora e 5 contidos no retângulo azul.
No exemplo abaixo, os números seriam:
743 - 078 - 874 - 253 - 804 - 477 - 960 - 598 - 692 - 898 - 774 - 607 - 987 - 925 - 980
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